Prefeito eleito corre risco de ter mandato comprometido
O Prefeito eleito de Porto Real do Colégio, Aldo Ênio Borges (PSDB), foi diplomado juntamente com sua vice e os vereadores eleitos na manhã desta quinta-feira (15). Mas pelo andar da carruagem o mandato de Aldo Popular começará com nuvens negras que indicam a aproximação de tempestade. Na Justiça Eleitoral tramitam três ações contra o prefeito eleito. Duas delas são ações de investigação Judicial Eleitoral (AIJE), por abuso de poder econômico com representação por captação ilícita de sufrágio. As ações estão registradas sob os números de processos 000407702016.6.02.0037 e 000232762016.6.02.0037.
Entre as acusações direcionadas ao prefeito eleito, estão o encaminhamento de bilhetes ao médico Wilson José da Silva Júnior que atendia pacientes na região e deveria receber os atendimentos do então candidato Aldo Popular. Os documentos que eram direcionados ao médico e assinados pela filha Lívia, seu genro Adeilton conhecido como Nenê, e Jackson conhecido como Jacaré, empregado de sua confiança, se encontram em posse da Justiça Eleitoral.
No processo também consta áudios de ligações feitas para o Dr. Wilson e sua esposa Edna Neves, onde teriam sofrido ameaças feitas por um dos empregados de Aldo, revelando ainda os áudios que o médico teria sofrido chantagem e um irmão do genro do prefeito eleito, sendo identificado no processo com pré-nome Adelailton, conhecido como Ito’s da Lan Hause. Em depoimento recente à Polícia Federal, o médico Wilson Jr revelou que firmou acordo com Aldo Popular para saldar a sua dívida de R$ 7.000,00 no mercado em troca de atendimento médico (consultas), mas afirmou não tinha conhecimento da existência de barganha de votos.
A Coligação “A Esperança de Colégio” protocolou no dia último dia 06 de dezembro todas as notas originais, prontuário, depoimento do médico na Polícia Federal, além da lista de pessoas atendidas no esquema de forma a bater com os áudios. O candidato eleito sofre ainda investigação em relação a autenticidade de um certificado expedido no ano de 2016, onde levou apenas um dia para concluir todo ensino fundamental de (1° ao 9° ano), realizando todas as provas das 9 disciplinas e tendo sido o certificado expedido e chancelado no dia 1º de fevereiro do ano em curso.
Segundo, a Coligação “A Esperança de Colégio” isso poderia ser uma tentativa de fugir da realização da prova aplicada pelo Eleitoral aos candidatos que não possuem escolaridade. Esse processo também está sob investigação da Polícia Federal.
