Investir em pesquisa nas ciências agrárias hoje não é uma prática que deve estar pautada apenas no cultivo. Se pensarmos que o Brasil é um país dependente de sua potencialidade agrícola, então a atenção à qualidade das demandas por melhoramentos genéticos, técnicas de cultivo e manejo e mecanismos de transporte, até a venda, deveria estar presente desde o início.
A maior parte de todas as culturas de importância econômica são produzidas a partir de sementes. Neste ranking, o Brasil representa a 3ª nação mais rentável ao setor e estima-se que atingirá a primeira posição em 2024, segundo dados da ONU.
Compreendendo esses fatores, o Governo de Alagoas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), concedeu auxílio a uma pesquisa de alto nível, que aumenta o desempenho de sementes.
A ideia surgiu nos Estados Unidos, enquanto a pesquisadora Clíssia Barboza desenvolvia seu doutorado na Ohio State University (OSU). As análises obtidas possibilitaram a criação de uma técnica de incremento na qualidade das sementes de hortaliças. O procedimento era inédito, pois as técnicas passaram a utilizar um hormônio totalmente novo, mas que já assinalava ser eficiente.
No Brasil, o trabalho começou a ser inserido numa cooperação com a Universidade de São Paulo (USP). Não obstante, Alagoas também toma um rumo pioneiro neste cenário e possui o segundo centro no país que passa a estudar a técnica, na Universidade Federal (Ufal).
Através do Programa de Desenvolvimento Científico Regional (PDCR), fomentado pela Fapeal, a professora Clíssia Barboza teve a oportunidade de dar continuidade local ao projeto com sua equipe, envolvendo um aluno de doutorado, um de mestrado e dois de iniciação científica.
