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Alagoas

Alagoano que estava na África é detectado com malária ao voltar para Alagoas

Homem deu entrada no Hospital Escola Hélvio Auto no último sábado, 21

Depois de dar entrada no Hospital Escola Hélvio Auto, em Maceió, no último sábado, 21, um alagoano que trabalhava em Moçambique, na África, e não teve o nome revelado foi submetido a uma bateria de exames que confirmaram que as suspeitas dos médicos. Ele era portador de malária.

De acordo com o hospital, o paciente contou que retornou para Alagoas no dia 19 de março e já chegou aqui se sentindo mal. Ao procurar ajuda, os médicos desconfiaram do que se tratava, mas a doença só foi confirmada nesta terça-feira, 24, com a conclusão dos laudos médicos.

A Secretaria de Estado da Saúde (Seasu) foi informada sobre o caso e, assim como determina o Ministério da Saúde, adotou as providências necessárias, a exemplo da disponibilização de medicação específica para o tratamento da malária.

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Apresenta cura se for tratada em tempo oportuno e adequadamente. Está presente em mais de 80 países, a grande maioria localizada na faixa tropical dos países africanos (localizados abaixo do Deserto de Saara).

No Brasil, a maioria dos casos concentra-se na região Amazônica (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), área endêmica para a doença. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa uma letalidade mais elevada do que na região endêmica. A doença pode evoluir para forma grave e até para óbito. O tratamento é simples, eficaz e gratuito.

Em Alagoas, nos últimos dez anos, a média foi de oito casos por ano, todos importados, a maioria oriunda do continente africano e da região Amazônica no Brasil, regiões onde a doença é endêmica. Esses casos foram atendidos e tratados dentro dos parâmetros preconizados, tendo ocorrido apenas um óbito no período.

Não há vacina contra a doença e, em áreas onde a malária é endêmica, devem ser adotadas medidas e cuidados individuais para impedir a picada do mosquito, a exemplo do uso de mosquiteiro impregnado com inseticida de longa duração, telagem de portas e janelas dentre outros.

A Secretaria de Estado da Saúde alerta ser fundamental diagnosticar e iniciar o tratamento correto na fase inicial da doença, podendo fazer a diferença entre a vida e a morte. Essa medida além de evitar a evolução do quadro para formas graves, diminui a possibilidade da ocorrência de novos casos, principalmente em áreas com a presença do mosquito e com registro de transmissão.