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Sergipe

Adolescentes da Fundação Renascer participam de atividades esportivas

Durante essa semana, o Governo de Sergipe promoveu uma oficina de esportes para os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas dentro do sistema de semiliberdade na Fundação Renascer, ligada à Secretaria de Estado da Inclusão Social. Com o apoio de professores credenciados, os jovens acolhidos pela Casa São Francisco de Assis (Case I e II) puderam aprofundar estudos teóricos sobre a modalidade Judô e, em seguida, aprenderam alguns movimentos básicos.

De acordo com o presidente da FR, Wellington Mangueira, a atual pedagogia usada com os socioeducandos permite que atividades como estas ajudem reinseri-los progressivamente no meio social. Citando o exemplo de campeões olímpicos como Aurélio Miguel, Tiago Camilo, Mayra Aguiar, Sarah Menezes e Rafaela Silva, o gestor comemora os avanços e afirma que o desporto será uma aposta para contribuir com um futuro mais promissor aos jovens que, por situações adversas, estão cumprindo medida, conforme determinação judicial.

Segundo Mangueira, as atividades culturais e esportivas contam com a participação direta dos funcionários da Fundação Renascer e da Seidh. “O trabalho tem sido realizado de forma coletiva; é justamente aí que se encontra a resposta para o avanço da socioeducação no Estado. Dentro da fundação temos profissionais experientes em música, pintura, teatro, dança e esporte. Conseguimos unificar todo esse conjunto de atividades benéficas e estamos implantando frequentemente no dia-a-dia dos adolescentes. Do secretário Zezinho Sobral ao nobre agente de serviços gerais, todos estão engajados nesse progresso”, pontuou.

Judoca experiente, o assessor jurídico da Fundação, Luís Alberto, tem sido um dos grandes incentivadores da modalidade. Para ele, toda iniciativa educacional que adiciona o esporte como metodologia de vida tende a resultar em benefícios positivos não apenas para o praticante, mas para toda a sociedade. “O Judô se engloba nessa didática social. Essas oficinas despertam nos adolescentes maior coordenação motora e, principalmente, respeito ao próximo. Não é luta, como muitos falam. A arte marcial ministrada por profissionais passa a ser uma forma a mais de viver em harmonia e compreensão de mundo melhor, mais humanizado”, avalia.