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A Vocação de Um Médico

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A Vocação de Um Médico

Não passando inicialmente de uma curiosa observação, com o decorrer do tempo veio a enraizar-se em mim a convicção de que a ironia também faz parte da obra do Criador. Maria Pureza da Paz, por exemplo, entre tantos outros, destoando radicalmente do nome, é impura e aguerrida. O mesmo ocorre em todos os aspectos da vida, fazendo parte da variedade de formas e significados que, negando a mortiça monotonia, dão à existência o indispensável e belo colorido. Não deixa de atuar com seriedade, permitindo, do ponto de vista pessoal, que as pessoas façam jus à importância do nome que as identificam. A propósito, se possível fosse capaz de se prever o futuro de um recém-nascido, seria um achincalhe que os pais o denominassem de Francisco de Assis, se não tivesse pelo menos um arremedo das virtudes do grande santo de Assis.

Há pouco mais de um mês atrás, em momento extremamente adverso quando minha mulher foi vítima de um infarto, tive a oportunidade de conhecer o Dr. Francisco de Assis Costa, ilustre penedense. Vendo-o por um lapso de trinta segundos, foi tempo suficiente para perceber a sua simplicidade, despido da afetação dos vaidosos, inarredável identificação dos medíocres. A bem da verdade, além de não conhecê-lo face a exiguidade do tempo acima citado, sequer sabia da sua existência, o que não acontece com grande número de penedenses. Acredito, no entanto, se tempo suficiente tivesse para desvendar um pouco da sua personalidade, tivesse o mesmo peso do comentário geral e unânime que ouvi a respeito das suas notáveis qualificações.

Creio que o Senhor Hilton Costa e Ana Maria, seus genitores, à moda do Antigo Testamento quando os profetas recebiam dos anjos mensagens divinas para os homens, tenham recebido a recomendação para por o nome de Francisco de Assis ao seu próximo filho que iria nascer. Mesmo que não fosse uma réplica ou reprodução perfeita do santo, não iria desapontá-lo, já que seria portador de grandes virtudes.

Simultaneamente servidor do Banco do Brasil e estudante, gradativamente ia sentindo que essa função estava muito longe de atender ao chamado da sua verdadeira vocação. E como alguém já disse, com muita procedência, que o sinal da verdadeira vocação é a impossibilidade dela desertar, deixou-se por ela aprisionar-se, vindo a deixar o Banco, partiu para o curso de medicina. Segundo informações, enfrentou grandes dificuldades, que na verdade nada significam quando se persegue, como os personagens do amor impossível que desconhece barreiras, um grande ideal. Em outras palavras, ninguém pode jactar-se de vitorioso se não se defrontou com os obstáculos aparentemente intransponíveis, os verdadeiros condimentos das grandes realizações. Como causa desse enfrentamento, não podia deixar de resultar senão um profissional gabaritado, quer sob o aspecto prático, quer do ponto de vista teórico. Estudioso incansável, sem admitir limites em sua jornada, vez que contagiado pela genial inquietação do espírito, está sempre em busca de infindos conhecimentos que lhe tem proporcionado diversos títulos na sua área de atuação. Pesquisador incansável, sobressai-se ainda como poliglota, representando o Brasil através de palestras por diversos países.

Dificilmente iremos encontrar uma afinidade entre interesses materiais e a busca pelo crescimento intelectual e espiritual. Não acredito também na eficiência profissional sem vocação, escolhida tão-só pela rentabilidade financeira, recomendada pelo mercado, como acontece com muitos profissionais. Muito longe se encontra o Dr. Assis desse reles materialismo que lhe empanaria o brilho de uma autêntica medicina calcada no sentimento humanitário.

Vendo-o por esse ângulo, como de fato assim age, finalizo para ressaltar-lhe, além de um raro comportamento em querer saber da recuperação de seus pacientes após a alta, a consideração e apreço como acolhe os penedenses, independentemente do seu status social. Naturalmente que portador da excelência de predicados, virtudes que são um farol a iluminá-lo em sua nobre missão, devem ser encarados como a graça de uma concessão divina para orientar, por toda a vida, seus passos como um verdadeiro médico por vocação.

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