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A Cegueira da Paixão Partidária

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A Cegueira da Paixão Partidária


É bem provável que estejam certos os que acreditam que nada de grande se realizou no mundo sem a paixão. Mas devemos entender a paixão e a ambição como um impulso racional para atingir o objetivo visado, isto é, uma motivação dominadora e não uma paixão dominada pelo irracional fanatismo que observamos, em especial, nos que ainda acreditam, retardatariamente, em tupiniquins e mofadas convicções políticas.

O atual processo de cassação da Presidente da República, por parte dos que defendem o seu mandato, é uma clara demonstração de insensatez provocada pela cegueira da paixão política que coloca o interesse particular do PT em detrimento do Brasil. Infelizmente, temos de suportá-los, pois, embora civilizadamente seja um imperativo categórico que devemos ter o espírito de tolerância e o respeito às divergências de pensamento, custa-nos suportá-las quando a realidade dos fatos, de escancarada evidência, deixa de ser vista pela parcialidade partidária. A impressão que nos dão é que estão a sofrer de uma paralisia dos sentidos ou completa incapacidade de raciocinar. O que responderão se lhes perguntássemos como vêem a situação política e socioeconômica do país? Será que responderiam, apesar do caos, como o Dr. Pangloss, personagem de Voltaire, como a melhor dos mundos possíveis? Por outro lado, o que aconteceria com o Brasil caso ela permanecesse no poder? Teria condições políticas para reverter para melhor? As votações da Câmara dos Deputados e do Senado provam que seria impossível sairmos do atoleiro. Por que, apesar de toda essa clara demonstração de uma Presidente que agonizava, teria de sucumbir com o Brasil? Terríveis petistas que parecem autômatos, animais amestrados ou submetidos à experiência do reflexo condicionado, resumindo-se a esqueletos em forma humana que desconhecem, pela insuficiência de atividade cerebral, as primícias da grandeza do homem. Em tempo, ressalvamos as exceções.

Como uma criança que esperneia por ter perdido o doce, continua a bravejar disposição de luta para voltar ao Palácio do Planai». Mais uma cega, a cega mor, guiada pela paixão como instinto, não passando, portanto, de um desejo inútil. Só um acontecimento poderia acenar a seu favor, se beneficiada pelo quanto pior melhor viesse a acontecer com o Presidente em exercício, fato que julgamos com remota possibilidade.

O Brasil, de uma personalidade ímpar causou perplexidade ao mundo com o confuso impeachment, tendo chegado ao ápice com o atual Presidente da Câmara dos Deputados e sua estúpida iniciativa, própria de um néscio do baixo clero que, não bastasse a sua insignificante atuação parlamentar, não tem o senso do ridículo que o obrigaria a embrenhar-se para não ouvir sequer falar em política. Não pense a Presidente que o referido impedimento vai terminar num inusitado carnaval de passos e samba-enredo desafinados para coroar sem torno.

Embora o impossível possa acontecer, o seu empenho pela recuperação do poder, por mais forte que seja, não acontecerá, pois, quem deixou à deriva o transatlântico Brasil foi porque não teve e não terá o imprescindível tirocínio para conduzi-lo a um porto seguro.
 

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