Artigos

Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 03/07/2019 09:04

O empreendedorismo na prática

A primeira premissa para uma pessoa ser um empreendedor de sucesso, em qualquer segmento, é o autoconhecimento de suas habilidades, a atividade ou atividades que admira e as disciplinas curriculares que teve bom desempenho. Este seria o mundo ideal. Mas como de ideal a nossa realidade não é para todos, vamos sair desta quimera e procurar enxergar a realidade existente em municípios com menos de cem mil habitantes, que tenha uma economia incipiente e sem uma política de desenvolvimento que contemple pelo menos os próximos dez anos.

Observa-se que uma maioria expressiva de novos empreendimentos, nestes municípios, pertence a pessoas que iniciam seus negócios sem a necessária observação das normas legais, procurando a legalização apenas quando alcançam um mínimo de sucesso, mas ainda com o futuro incerto. Esta prática sugere que, no geral, esses empreendedores, se podemos qualificar com tais, ainda não desenvolveram alguma sensibilidade para os negócios, pois não identificaram as melhores oportunidades locais para atuarem e são, infelizmente, desprovidos de qualquer tino financeiro.

E isto normalmente acontece indiferentemente da existência de órgãos que tem a finalidade e obrigação estatutária de prestar todas as informações e qualificações para quem tenha interesse de montar seu negócio próprio, como também a orientação da obrigatoriedade de procederem de acordo com a legislação que regula os pequenos negócios. Infelizmente estes órgãos não são previamente procurados como deveriam e apenas lembrados quando os negócios aparentam êxito e com finalidade de regularização fiscal.

Observa-se que os perfis destas pessoas que resolvem iniciar seus negócios por conta própria, levando-se em conta os segmentos em que passam a atuar, a maioria enquadra-se na figura do empreendedor artesão, pois possuem alguma habilidade técnica adquirida na prática, conhecimento rudimentar de gestão de negócios e principalmente, uma formação educacional deficiente. Estes empreendedores geralmente são as pessoas que trabalharam em oficinas mecânicas, em salões de beleza, em organizações comerciais, em restaurantes e bares que abriram seus negócios próprios porque foram demitidos e não visualizam uma nova contratação.

Na prática estes empreendedores estariam localizados entre os níveis 0 e 2 na escala proposta por Norman Smith, se utilizarmos seus critérios de continuidade entre o empreendedor artesão e o empreendedor oportunista, sendo que este tem educação superior suplementado por conhecimento em assuntos mais amplos (administração, economia, legislação, contabilidade) e na escala aqui proposta estaria localizado no nível10.

Quando observamos as pesquisas sobre as causas mais comuns de falhas nos negócios, especialmente em micro e pequenos, a causa mais significante e recorrente é relacionada a fatores financeiros e que gira em torno de 70%. Estes fatores são classificados em incompetência do empreendedor, falta de experiência no campo negocial, falta de experiência gerencial e experiência desequilibrada (desatualização técnica).

É difícil um empreendimento, de qualquer segmento industrial, comercial ou de serviços, prosperar se não observar a sua principal premissa que é preparação do capital necessário para a sua implementação. Vamos exemplificar com um caso hipotético: qual a probabilidade da abertura de um negócio empresarial quando a disponibilidade financeira do empreendedor se restringe apenas a indenização recebida pela sua demissão?

Em relação a maioria dos micros ou pequenos empreendimentos que deram certo em cidades com média de sessenta mil habitantes, comprovamos, por experiência própria, que seus proprietários estão mais próximos da classificação máxima da escala de Smith, mesmo que suas empresas tenham origem em “garagem” ou hobby, sendo que alguns já estão na segunda década de sucesso empresarial.

Isto não desclassifica, de maneira alguma, os empreendedores que iniciam no nível 0 da escala, desde que eles se conscientizem por si próprios ou por outrem, que navegar é preciso para alcançar o máximo necessário na escala para sair comemorando o sucesso futuro.
 

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Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 12/06/2019 09:00

FGTS – garantia do empregado e desalento do desempregado

Divulgação
FGTS – garantia do empregado e desalento do desempregado
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, criado em 13.09.1966, substituiu a lei de estabilidade no emprego

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, criado em 13.09.1966, substituiu a lei de estabilidade no emprego que era adquirida por todos os empregados após dez anos de serviços na mesma empresa. A legislação substituída previa que o empregado demitido, sem justa causa após 10 anos de efetivo serviço na empresa, teria direito a uma indenização monetária de dois salários por ano de serviço. Já o que não tinha 10 anos de serviço recebia a indenização de um salário por ano trabalhado.

Com instituição do FGTS o empregador ficou obrigado de depositar mensalmente, em conta individualizada de cada empregado, 8% (por cento) do salário pago, totalizando 104% (por cento), um pouco mais de um salário por ano. Esta nova legislação previa que, em caso de demissão sem justa causa, o empregador depositava na conta vinculada do demitido a multa de 10% (dez por cento) calculada sobre o saldo apresentado, para então ocorrer o saque.

A principal finalidade de ambas as leis é que o valor recebido pelo empregado demitido, sem justa causa, tenha uma reserva financeira para o seu sustento até que seja admitido em um novo emprego Esta forma de garantia ao empregado vinha funcionando regularmente e aceita pelos empregados e empregadores, até que a multa rescisória, foi elevada para 40%,(quarenta por cento,) provocando inúmeras reclamações dos empregadores que consideraram tal medida injusta e dispendiosa.

Com o decorrer do tempo, os empregadores se adequaram as novas normas e as reclamações diminuíram de intensidade, voltando as relações entre as partes envolvidas, governo, empregadores e empregados, â normalidade.

As regras do empregado que se aposentava, por tempo de serviço, continuaram vigorando sem modificações, As empresas desligavam os seus empregados aposentados na data da vigência de suas aposentadorias, ficando os mesmos facultados a sacar os recursos depositados em suas contas vinculadas ao FGTS, com rapidez e sem maiores burocracias.

As empresas interessadas em continuar contando com os serviços de alguns de seus empregados recém aposentados, realizavam novos contratos de trabalhos até que uma das partes resolvesse extingui-lo, tendo o aposentado demitido apenas o direito de sacar o seu novo saldo da conta vinculada ao FGTS.

Também proporcionava aos empregadores a oportunidade de oxigenarem suas empresas com pessoas mais jovens e mais preparadas para os cargos vagos, melhorando a produtividade, sem prejuízos para os que saiam, pois teriam os recursos de suas aposentadorias para os seus sustentos.

Esta normalidade foi interrompida quando a legislação considerou que o contrato do trabalhador, não seria mais extinto quando ocorresse a sua aposentadoria por tempo de serviço e caso ele continuasse no emprego teria o mesmo direito à indenização de 40% sobre o saldo de sua conta vinculada ao FGTS, caso não interesse ao empregador sua continuidade no emprego e queira dar oportunidade a outras pessoas.

Os idealizadores desta nova legislação devem ter acreditado que iriam beneficiar os trabalhadores que, por algum motivo, optassem em continuar trabalhando e assim somar a aposentadoria ao seu salário, deixando para um futuro ainda não definido, o saque do saldo de sua conta do FGTS.

Mas estas mentes iluminadas não previram que, ao beneficiar um grupo de empregados prejudicaram três segmentos, o segmento de empregadores que perderam as oportunidades de beneficiar suas empresas com melhoria de produtividade sem custos adicionais, o grupo de desempregados que foram privados das chances de disputarem as vagas que seriam criadas com as aposentadorias e o próprio governo que continuou sendo cobrado pelo índice renitente de desempregados no país.

No projeto da reforma da previdência, remetida à Câmara de Deputados, foi incluído um “jaboti” (jargão utilizado para item desconexo ao projeto), extinguindo esta anomalia, mas que foi retirado do projeto, na primeira reação contrária dos senhores deputados, Porém, como provavelmente quem tem ganha até cinco salários, dificilmente continuará no emprego ao se aposentar com a idade mínima de 65 anos, prevista na reforma e que deverá ser aprovada, as relações entre empresas, empregados e governo voltarão a ficar mais amenas, mas até quando ninguém palpita.
 

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James Dantas

James Dantas

Fotógrafo, partilhador de conhecimento e admirador eterno de Penedo

Postado em 05/06/2019 09:11

A Evolução das Câmeras Fotográficas

Ao longo de 193 anos de evolução, a fotografia foi evoluindo como arte, e absorvendo tecnologias a fim de se tornar mais popular e acessível. A partir de agora, veremos um pouco de como as câmeras se transformaram nesses anos e chegaram ao nível que conhecemos hoje. A lista foi criada pela equipe do site Fotografia Mais.

1839, Daguerreótipo: o primeiro equipamento fotográfico criado em escala comercial.

1860, Sutton Panoramic: foi a primeira câmera a fazer fotos panorâmicas através de uma lente grande angular, preenchida com água.

1888, Kodak nº 1: primeira câmera a utilizar filme de rolo, destinada ao fotógrafo amador.

1897, Folding Pocket Kodak: primeira câmera de fole dobrável, trazendo mobilidade às câmeras profissionais.

1903, Dr Miethe’s Dreifarben: primeira câmera a utilizar três cores.

1913, Ur-Leica: primeiro protótipo de câmera 35 milímetros, projetada por Oskar Barnack.

1947, Polaroid Model 95: primeira câmera instantânea com filme, da história, projetada por Edwin Land.

1950, Kapsa “Pinta Vermelha”: primeira câmera de fabricação brasileira.

1967, Olympus Trip 35: a câmera compacta mais popular da década de 70.

1972, Polaroid SX-70: primeira SLR a utilizar filme instantâneo.

1976, Pentax K1000: SLR fabricada por mais de 20 anos e muito utilizada por estudantes de fotografia.

1981, Sony Mavica: a primeira câmera eletrônica da história.

1983, Canon T50: a primeira câmera SLR automática.

 

1991, Kodak DCS 100: a primeira câmera SLR digital.

Gostaram de fazer esta tour pela evolução dos equipamentos fotográficos? Pois no próximo artigo traremos essa discussão para o presente e falaremos sobre as principais modalidades de câmeras que podem ser adquiridas no mercado atual. Abraço e até o próximo post :D
 

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  • Márcio Cruz Azevêdo Bom dia, James, leitores e os que fazem o Aquiacontece acontecer! Gostei sim de ter feito esse passeio pela evolução dos equipamentos fotográficos. Já estou aguardando 0 próximo artigo sobre essa discussão e também sobre as principais modalidades de câmeras existentes no mercado atual Márcio Cruz.
Izabela Oliveira

Izabela Oliveira

Turismóloga por formação, historiadora por paixão e servidora pública do município de Penedo.

Postado em 29/05/2019 15:35

Um pouco de Memória e Identidade Cultural na visão de uma turismóloga penedense

Izabela Oliveira
Um pouco de Memória e Identidade Cultural na visão de uma turismóloga penedense
Convento Santa Maria dos Anjos

Hoje falarei um pouco sobre um Patrimônio Histórico belíssimo, tombado pelo IPHAN em 1941. É um local que respira história e possui um conjunto arquitetônico impressionante, desde sua construção que passou por vários estilos arquitetônicos, afinal foram 99 anos (1660 - 1759) para ficar realmente pronto. Esse local foi e é um marco para nosso povo. E as memórias ali contidas e contadas pelos frades (spoiler) e pela população mais antiga que frequenta esse local sagrado, os objetos pertencentes aos frades que já se foram, uma biblioteca de valor inestimável com coleções de livros em alemão, inglês e português arcaico, que chegam a ter 100 e até 200 anos, tudo isso faz parte da história do nosso povo penedense que deve conhecer, admirar, preservar e proteger parte de nossa história ali guardada e resguardada.

Acredito que muitos já devem ter descoberto que essas humildes linhas são sobre o CONVENTO SANTA MARIA DOS ANJOS. E esta é apenas uma parte da rica história que esse Patrimônio Cultural Material possui. E meu papel aqui é fomentar a curiosidade principalmente da população penedense. Nosso Convento foi um dos primeiros a ser fundado pela Ordem Franciscana da Igreja Católica no Brasil, lá pelos idos do século XVII. Os franciscanos e também os capuchinhos vieram a nossa Vila do Penedo do São Francisco inicialmente no século XVI, como missionários itinerantes, porém a idealização de erguer um Convento surgiu no século XVII, com intuito de evangelização do nosso povo e engrandecimento da localidade. Foi também um pedido dos penedenses a sua edificação, feito por meio de vários pedidos dos habitantes da Vila do Penedo do Rio São Francisco à província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, para que os religiosos fixassem residência na Vila, isso em 1657.

Mas foi uma luta a construção do nosso Convento que passou por muitos trâmites, primeiro fundou a Custódia da Província Brasileira de Santo Antônio. Sendo assim alguns anos depois Frei Pantaleão Batista foi a Portugal solicitar a independência jurídica da Custódia no Brasil. Porém ainda enfrentou resistência e oposição, mas o Frei não desistiu e seguiu para Roma e lá o ministro Geral Frei João de Nápoles tomou conhecimento da situação e assinou o decreto concedendo em definitiva independência a Custódia de Santo Antônio no Brasil.

E numa casa humilde os franciscanos se instalaram. Quando frei Antônio dos Martyres em visita as Casas Conventuais pelo Brasil, deparou-se aqui com frades residindo nesta humilde residência particular, determinou então a escolha de um terreno para construção de um Convento. Escolhido o terreno, foi a vez da Câmara Municipal em 31 de julho de 1660, lavrar uma escritura de doação do referido terreno escolhido.

A euforia e expectativa da população eram grandes e em 17 de setembro de 1660, 47 dias após a lavratura da escritura, iniciou-se a edificação de um recolhimento que viria a ser o primeiro mosteiro da Vila. Passado alguns meses a capela do recolhimento (Igrejinha Franciscana), estava pronta e foi inaugurada no dia 10 de abril de 1661, um Domingo de Ramos. Ocorria naquele dia a primeira missa e pela primeira vez a vila do Penedo teve os atos da Semana Santa celebrados por completo.

Na festa da Páscoa, em 1662, na Capela do Recolhimento foi solenemente instalado o Augusto Santíssimo Sacramento. Em 04 de outubro de 1682 (dia de São Francisco de Assis) sob a proteção de Nossa Senhora dos Anjos, os franciscanos depois de 20 anos já morando na Capela do Recolhimento, que na época já havia celas para cada frade, festejaram a “Pedra Fundamental” do Convento Santa Maria dos Anjos. Esse foi um marco da construção de todo o Complexo Conventual, a Igreja de Santa Maria dos Anjos que possui uma pintura ilusionista belíssima de Nossa Senhora que de qualquer ponto que se olha, tem-se a impressão que Nossa Senhora te acompanha com o olhar, pintura esta de autoria de Libório Lial Alves, marcou também a construção da Capela da Ordem Terceira de São Francisco e do Convento.

Toda essa construção foi concluída por etapas, daí a riqueza dos vários estilos arquitetônicos contidos num só local. Podemos observar colunas dóricas e perceber que as colunas inferiores são muito mais largas em comparação com as colunas dóricas do andar superior que são altas e finas. Em seu interior construção em estilo rococó português do século XVIII, dentre outras talhas em pedra também em estilo rococó, pedras que também moldaram os anjinhos em estilo barrocos. Os adornos em pedra de Cantaria com detalhes bastante expressivos na escadaria que dá acesso a parte superior, possuindo 24 degraus e coberta por uma abóbada também em pedra, toda trabalhada nas extremidades e corrimão.

A capela consistorial, atualmente sala de espera, na entrada do Convento, possui um altar central em estilo Dom João V e aparenta ser talhada a faca, todo em madeira e cheia de detalhes. Era o local de celebração de missas e orações enquanto a Igreja não ficava pronta. Era ali que ficava a Capela do Recolhimento, falada inicialmente, ainda nos dias atuais há uma janelinha por onde as pessoas se comunicavam com os frades, já que ali também era claustro. Vale lembrar que no mesmo terreno também foi construído o Theatro Casa São Francisco.

Em 02 de fevereiro de 1689, as obras do altar mor foram concluídas e o altar foi todo revestido com folhas de ouro e ouro em pó. Houve uma solenidade de inauguração e benção, com a celebração de uma missa em Louvor a Nossa Senhora dos Anjos, Padroeira do Convento Franciscano. Houve ainda a construção da capela da Ordem Terceira de São Francisco que foi concluída em 1707. O capitão da Ordem Terceira instalou no Convento aulas de gramática para os filhos dos ribeirinhos.

Mas existiu um período negro na história das Ordens Religiosas que atingiu também nosso Convento. Foi a “Proibição Régia” das ordens religiosas em 1764, ou seja, estava proibido receber noviços nos Conventos brasileiros, juntamente a isso no ano de 1883 falece frei José de São Gerônimo que era o superior do nosso Convento. Desta forma o Convento Nossa Senhora dos Anjos, sem frades por conta da Proibição Régia e o falecimento do Frei Supremo fechou suas portas pelo período de 1883 a 1893.

Seu funcionamento voltou no século XIX. Solicitado pela Irmandade de São Gonçalo Garcia dos Homens Pardos, em 10 de março de 1886. E em 1893 alguns franciscanos chegaram a Penedo. Dentre os franciscanos vale destaque Frei Camillo de Lellis, brasileiro nascido em Pacatuba/SE. Frei Camillo desde 1892 vinha solicitando a restauração da Província de Santo Antônio do Brasil. Tanto foi seu apelo, coragem, empenho e luta que seus esforços foram aceitos, e a ele coube a missão de trazer novos frades da Província Franciscana de Santa Cruz, os frades alemães chegaram a Penedo em 02 de março de 1893.

Pelos 10 anos de fechamento do Convento, foi providenciada uma reforma e restauração da Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, com o objetivo de reaver o Convento Franciscano e salvar a Província Brasileira perante a Santa Sé. Com a ajuda da Irmandade de São Gonçalo Garcia dos Homens Pardos, conseguiu reativar as atividades do nosso Convento e também acomodar os novos frades alemães.

Após todo esforço e luta para reabertura do Convento Santa Maria dos Anjos, e do mosteiro, Frei Camillo Lellis veio a falecer em 02 de novembro de 1904, sendo sepultado na capela do cemitério do convento que tanto esforço e luta desprendeu para que voltasse a seu funcionamento, deixando garantida a continuação franciscana para a alegria dos penedenses. Em seu lugar assumiu a direção Frei Peregrino, em 06 de dezembro de 1904.

Até os dias atuais a presença franciscana é forte em nossa cidade. O seu regime de claustro durou até os anos 80. Atualmente existem 5 freis ( Frei Walter, Frei Aluísio, Frei Lenilson, Frei Éric, Frei Firmino) no Convento e o seu superior é o Frei Walter Scheiber.

Em 2009 o IPHAN ( Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico Nacional) começou as obras de restaurou que foi feita em duas etapas, mas que envolveu todo o Convento, num trabalho árduo e minucioso, restaurando e revelando pinturas artísticas, azulejos, restaurou o altar mor e forro também. E nessa restauração transformou o antigo claustro desativado em apartamentos para hospedagem, construiu um estacionamento rotativo e instalou um elevador para idosos e portadores de alguma necessidade especial para que possam subir e descer ao andar superior com comodidade e segurança. Essas transformações foram pensadas para garantir que o convento pudesse se manter com seus próprios recursos advindos da Hospedaria e do Estacionamento. Mas tudo foi feito mantendo o estilo religioso do local que deve ser respeitado.

A Hospedaria Franciscana atende a todos os que quiserem um local calmo e tranquilo para descansar. Para hospedar-se o turista deve ligar para o telefone: (82) 3551–2279, ou enviar um e-mail para: [email protected] e assim fazer sua reserva. São 12 apartamentos equipados com frigobar, armário, ar condicionado e escrivaninha. Quarto simples com duas camas e quarto casal. Entrando em contato com os meios acima citados, o turista saberá dos preços e fará sua reserva.

E os turistas, autóctones e hóspedes podem usufruir deste belíssimo e encantador espaço que é o nosso Convento, conhecer sua/nossa história bem de pertinho em cada detalhe, seja observando sua rica arquitetura, assistindo as missas, seja sentado em algum banco do jardim central, enfim, somos detentores de um Patrimônio Histórico Cultural que intensifica a nossa identidade penedense de um povo guerreiro e religioso que tanto lutou para erguer esse monumento de suma importância para as futuras gerações. E é nossa responsabilidade zelar por esse Convento que é também nossa essência.

Todos devemos ter o sentimento de pertencimento ao local que vivemos, conhecer e se orgulhar. Todo penedense deveria e deve conhecer esse espaço religioso que por sua imponência já nos faz devanear. Visitem o Convento e o Museu de São Francisco e vejam com seus próprios olhos obras raras ali preservadas, tais como o ferro de fazer hóstia, a imagem linda de São Francisco tocando violino, peças de arte sacra e uma biblioteca com livros raríssimos. Vale muito a pena conhecer essa parte da nossa história.

Um Museu assegura a preservação de nossa identidade e friso aqui que a responsabilidade de preservação cabe a todos nós. Sejamos os primeiros a dar exemplo e com orgulho e sabedoria apresentar nossos pontos turísticos aos nossos visitantes. É clichê, mas finalizo dizendo: A proteção do Patrimônio Histórico Cultural é uma obrigação de todos.

Abaixo vocês verão um vídeo com algumas fotos tiradas por mim e editado por Fábio Barreto. Um vídeo da vista janela de um apartamento da Hospedaria e algumas fotos para instigar vocês e deixar aquele gostinho de: QUERO CONHECER!!!

Horários de funcionamento

- Segunda a sexta na parte da manhã das 7h as 11:30hrs. A tarde das 13:30hrs as 17h.
- Sábado funciona das 8h até as 16:30.
- Domingo funciona das 8h as 13h.

Veja o vídeo com um pouco do que pode ser encontrado no local:

 

        


 

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Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 22/05/2019 08:12

A profissionalização na administração pública

Um assunto recorrente em jornais, revista e principalmente entre conversa de amigos é a capacidade de trabalho do servidor público. A predominância das reportagens, artigos e principalmente das conversas entre amigos é de crítica, que às vezes chega ao limite do bom senso e do respeito ao ser humano.

O segmento que atende ao público sempre fica sujeito à avaliação de quem é atendido, mas as críticas mais intensas são direcionadas, com mais frequência, aos servidores públicos. Estes são nominados, minimamente, como preguiçosos e incompetentes e que, de acordo com os seus críticos, a maior causa deste comportamento é a segurança assegurada pela estabilidade de emprego.

O único meio de admissão ao serviço público é através do processo democrático de concurso público, que seleciona os inscritos que possuem os melhores conhecimentos técnicos exigidos no edital, conforme a natureza e a complexidade do cargo.

Os aprovados empossados somente adquirirão a estabilidade no emprego após três anos de efetivo exercício nos cargos nomeados. Durante estes três primeiros anos, de acordo com a Constituição para estes funcionários “é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade”.

O desempenho funcional é a verificação das competências e habilidades das pessoas no exercício de seus cargos ou funções. Uma das competências é a técnica, mas essa por ser objetiva, foi verificada na seleção e os que tem esta competência foram aprovados e classificados no concurso público.

 A outra competência é a comportamental que pela sua natureza subjetiva, deve ser acompanhada durante o período dos três primeiros anos de trabalho do servidor empossado, onde serão observadas sua criatividade, sua flexibilidade, seu foco em resultados e nas pessoas, sua organização, o planejamento do seu trabalho e a liderança que exerce no seu dia-a-dia.

Já a habilidade é como o servidor público observado aplica seus conhecimentos técnicos que foram exigidos na seleção e os específicos do setor onde está lotado.

Fica a dúvida se o dispositivo constitucional, que trata da avaliação dos novos servidores públicos, é cumprido pela administração pública direta e indireta, pois é difícil encontrar servidores públicos federais, estaduais e municipais que afirmem que passaram por este processo.

Esta seria uma das suposições das críticas apresentadas, a segunda estaria na ausência de uma política salarial justa, realizada através de um plano de carreira, cargos e salários que contemplasse o melhor desempenho funcional apresentado, com promoções por merecimento para os servidores que cumpriram ou excederam as metas propostas e por antiguidade a quem ficou aquém do esperado. Outra conjetura é o não aproveitamento do servidores efetivos em cargos de confiança transitório, quando, na maioria das vezes, são preteridos por pessoas designadas, mas sem as qualificações adequadas que o cargo exige.

Encontramos em diversos órgãos da administração pública servidores altamente qualificados, com plano de carreira bem definidos, salários condizentes e às vezes até superior com o cargo ocupado, que ao invés de serem criticados são elogiados pelas competências técnicas e comportamentais, como também pelas habilidades demonstradas nos exercícios dos cargos, mas infelizmente são exceções, em maior número na esfera federal, em número menor nas estaduais e pouquíssimo nas municipais.

Este é o grande desafio dos atuais e futuros governantes, é só copiar e melhorar a fórmula que a iniciativa privada utiliza e as críticas recorrentes desaparecerão.
 

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