16 Agosto 2011 - 09:21

Mãos do mestre João das Alagoas transformam o barro em arte

Adailson Calheiros
Arte de João das Alagoas está exposta em galerias e museus de todo o Brasil

“João das Alagoas, o mestre-artesão que ensina do barro o segredo da terra”. Com esta frase o ateliê, na cidade de Capela, dá as boas-vindas a quem chega ao cantinho do mestre da cerâmica. Ele é João Carlos da Silva, 53 anos, mais conhecido como “João das Alagoas”, cujas mãos moldam o barro para transformar em arte a cerâmica.

A arte do barro o fez entrar recentemente para a seleta galeria de Mestre do Patrimônio Vivo de Alagoas e agora eterniza suas impressões, sua obra.

Escultor de primeira grandeza, João é um mestre da cerâmica que tem formado vários discípulos no seu ateliê. Recriou o boi bumbá, representado em grandes peças, com saias esculpidas em alto e baixo relevo, contando histórias do folclore, das brincadeiras de rua, dos casamentos e batizados. São as histórias do povo, de suas tradições, a vida do campo e de seu imaginário.

O adjetivo “primeira grandeza” a esse mestre do barro é ratificado pelo reconhecimento de suas obras em concursos nacionais e internacionais, como um dos maiores escultores do país. Suas obras são, já há algum tempo, integrantes de importantes coleções de arte popular e expostas em galerias do Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina e no México.

“Nessas exposições mundo afora, me emocionei outro dia quando vi uma peça minha no programa da Ana Maria Braga, da Rede Globo”, relembra João das Alagoas.

Com a dimensão que sua arte tomou, o preço de suas peças variam entre R$ 0, 50 a 14 mil. “A gente vende para colecionador e para os galeristas”, destaca o mestre.

Mas, para alçar voo e ganhar o mundo, João diz de onde vem tanta inspiração: “É da minha Capela, com suas singularidades. Ela é a minha maior inspiração. A religiosidade, as brincadeiras como o peão, o quebra-pote, o jogo de bola de gude, tudo isso está nas minhas peças”, confirma o mestre.

João das Alagoas começou a intimidade com a arte aos 5 anos. “Foi dos cadernos de desenho da minha escola e depois admirando o trabalho do Mestre Vitalino que comecei a gostar da coisa,a cotornar figuras de animais”,conta João

por Agência Alagoas

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