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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 17/01/2010 06:34

Conversando com Penedo

Iremos bater um rápido papoterapia com a nossa querida matrona Penedo, para que possa desabafar suas mágoas, decepções e sofrimentos. Vindo a passar nas últimas décadas breves períodos de uma convivência suportável, predominam em grande parte, como no presente, os maus tratos que estão a caracterizá-la como mulher de malandro. Encontra-se perdida a tatear na escuridão da incerteza a respeito do seu futuro. Prestes a completar um ano da terceira convivência com o atual prefeito, acompanhamos a aflição de seus filhos dissidentes dessa união. Eram quase a metade no início e provavelmente a maioria hoje, graças as desastradas iniciativas políticas e a inação administrativa. Que o diga o burburinho das ruas e a insatisfação de muitos de seus correligionários.

Percebemos claramente o seu arrependimento por ter feito um casamento que parece fadado ao desastre. Não vamos perguntá-la o porquê da sua loucura em reatar uma terceira parceria com o Alexandre, deixando de perceber uma regra que quando um administrador faz um bom desempenho no primeiro mandato, o segundo, com as raras exceções, costuma ser medíocre e os subseqüentes um desastre. Nós, pessoalmente, contribuímos com o seu erro, razão porque publicamente pedimos desculpas.

____ Por que após quase onze meses da atual convivência com o prefeito, esteja ele a maltratá-la, desfigurá-la e abandoná-la? Temos informações, não sabemos se verídicas, que o seu chefe e companheiro dorme apenas duas noites por semana com você, permanecendo os demais dias em Maceió. O que está havendo, perdeu a fogosidade e a arte da conquista? Enfado da convivência conjugal? Está em queda livre a libido do prefeito? Bem, são segredos de alcova.

____ Nada disso. Todos sabemos que no ultimo namoro, dois pretendentes disputavam para gerir da melhor forma possível e com a mais pura das intenções, como juravam, o meu destino. Chegado o fim da peleja, eis que me encontro, sem me dar conta,como vadia irresponsável, nos braços do amor de perdição do Alexandre. Inconformado o Marcio, segundo pretendente, achando que houve mutreta na disputa, tenta anulá-la pela via sonolenta da justiça. É evidente que alguma apreensão existe da sua parte, acreditando, mesmo que remota a hipótese, de perder-me. Essa preocupação de perda não deveria existir, vez que evidente está, a todos nós, sua falta de amor por mim. Se não existe afeto e carinho, qual a razão? Seria a sua Santidade, o potente, deslavado e corruptor interesse próprio? Com esse clima, nada pode funcionar a meu favor. Acredito que somado a esse fato, esteja ele sentindo da minha parte uma forte rejeição. Situação nada confortável. Resta-me esperar o desfecho dessa guerra. Caso venha a acontecer a anulação, viva, só assim terei condições de redimir meu erro.

____ E se não for coroada de êxito a sua expectativa, o que será de você?

____ Não posso fazer nada. O que não tem remédio, remediado está. Resta-me penitenciar-me e, com santa paciência, suportar estoicamente uma indesejável convivência.

____ Quem cuida da coisa alheia ou do bem público, tem a obrigação de prestar contas de seus atos. Não sabemos o porquê do descaso, da falta de responsabilidade e respeito ao povo da quase totalidade dos prefeitos em ignorar o cumprimento dessa imprescindível formalidade. Passamos a julgar pela aparência do que vemos, quase sempre em desacordo com a nossa avaliação, e ficamos sujeitos a fazer falsas imputações. E de quem é a culpa? A propósito, você acha, respeitável Penedo, que as realizações da atual administração estão dentro do que esperávamos ou estamos a viver o desencanto, o caos da terceira gestão?

____ Acaba de tocar no mais crítico dos conflitos que habitualmente acontecem entre mim e meus companheiros. Há poucos dias tive a curiosidade de acessar a internet e tomei conhecimento que o Governo Federal fez a meu favor um repasse de trinta e nove milhões de reais. Extasiada, perguntei-me: O que é ou o que foi feito com esses recursos? Enxergo quase tudo emperrado em termos de realizações. Será que a órfã saúde, a educação, saneamento, entre outros setores, estão sendo devidamente contemplados? No que tange a obras, visivelmente nada me convence. O que será de mim? Encontrando-me em frangalhos, sinto-me como se fosse a personificação dos sentimentos negativos. Deus, em que mundo me encontro!!! Se existirem, como serão os mundos paralelos? Sem perspectiva, como gostaria de passar para a outra dimensão do universo!!! Encurralada, fragilizada e sem saída, nada me confortaria mais do que o divórcio.

____ Findo o atual contrato, como imagina o futuro quadro de candidatos a disputá-la?

____ Se não houver mudança agora, isto é, se as coisas permanecerem como estão, teremos um repeteco. Espero que outros pretendentes surjam. Se a escassez de novos candidatos persistir, estou pensando em por anúncio em âmbito nacional, para que venham socorrer-me. Tomada essa providência, cuidar-me para não errar outra vez. Sei que não é fácil. O número de corruptos aumenta geometricamente e é desse caldeirão infernal que saem os Casanova que nos seduzem. Sou mulher e tenho um fraco a render-me aos elogios e promessas a meu respeito. Esse é o meu medo de cair na lábia do irresistível conquistador, a chamar-me de bela e prometer-me o céu. As mulheres gostam de elogios, mesmo que falsos. Que Deus me proteja desses falsários da palavra fácil e do veneno letal de seus sentimentos, que fazem na penumbra de seus pensamentos, inspiração de seus projetos diabolicamente corruptos.

____ Para encerrarmos, você vê um futuro duradouro do atual prefeito na política? Como pensa livrar-se ou ao menos atenuar sua culpa em relação ao ultimo pleito?

____ Sinceramente, não vejo. E a razão é muito simples.Quem é seu conselheiro mais próximo? Uma madrasta que em sua maldade e visão opaca,chega a confundir subtração com adição, estando a causar-lhe grande evasão de eleitores.Ora, o político respira voto e sobrevive pelo voto. Para tanto, é necessário, na pior das hipóteses, que mantenha estável seu eleitorado. O que estamos observando é o decréscimo. Desconheço que ele tenha feito novas amizades de peso. Ouvimos falar em perdas importantes. Está pondo fogo na própria casa. Se a essas perdas somar-se a uma administração sem rumo, antipática e apática, fim de linha. A remissão do meu erro e do pecado dessa convivência arrependida está calcada em seus erros que estão paulatinamente a eclipsá-lo e que terminará, inevitavelmente, a jogá-lo no mais profundo ocaso político.

____ Bem lúcida a sua observação. Da nossa parte, parte inseparável de você, velha guerreira, desejamos que o seu passado de ouro logo se faça presente, há potencial para isso. Esperamos que logo apague da sua memória a atual condição, sem destino e esperança de melhores dias, reduzida a uma vil e desprezível alma morta. Que ressurja do lamaçal como a flor de loto que brota do pântano com inefável beleza e volte a ser uma respeitável e admirável diva, dignamente ornamentada com os louros da vitóra.

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  • henrique beltrao parabens meu amigo Sr. Joao Pereira!!brilhante o seu texto, reflete basicamente o que esta acontecendo em penedo!!
  • leitor Nossa nunca tinha me atentado como temos pessoas de um talento enorme,esse texto é simplismente lindo e de uma cidadania.....adorei seu texto e parabens,descobri pessoas aqui como Marta,o senhor que são excepcionais verdadeiros poetas e tem muito poder em prender nossa atenção não consigo mais não ler seus artigos antes do café da manhã e digamos de passagem jantar tbm, distrai quando vejo tanta violência.morte,descaso,mais faz parte do desabafo do alagoano que sofre muito ultimamente.
  • João Pereira Júnior Conta-se que Alexandre "O Grande", passando sua tropa em revista, deparou-se com um soldado desgrenhado e com a roupa de guerra em desordem, causando-lhe irritação. Assim, diante daquele soldado desleixado, não resistiu e emplacou a pergunta: - Soldado, qual é o seu nome? - Ao que respondeu, timidamente: - Alexandre. Sem titubear, "O Grande" deu-lhe um ultimato: - Soldado, das duas, uma... Ou você muda de vida ou você muda de nome. Nesse pequeno episódio, fico a imaginar se o atual prefeito pudesse ser abordado pelo Grande Alexandre... Será que, também por misericórdia, haveria um ultimato? Acho que não, pois enquanto o soldado do episódio era displicente em sua aparência, prejudicando apenas a si, o mandatário do Penedo é indiferente à realidade, transcendendo a nocividadede sua inação para além de si. Seria, certamente, o fim do nosso equivocado prefeito. Como diria Caetano Veloso: "Algo parece está fora da ordem..."
  • LEITOR Estou impressionada em ver uma crônica falar tão expressivamente os sentimentos de uma cidade.O coração de Penedo chora tanto abandono.
Jean Lenzi

Jean Lenzi

Ator, dramaturgo, encenador teatral e ativista cultural

Postado em 09/01/2010 13:28

Quando se fecham as cortinas da cena e do ato

Quando se fecham as cortinas da cena e do ato
Cia. Cena e Ato e O Casamento de Maria Feia / Melhores de 2009

As minúsculas lâmpadas postas para simbolizar a chegada do natal e conseqüentemente o fim de ano já foram apagadas, e para alguns vão sem nenhum saudosismo; e a razão é bem simples: Dar adeus ao Papai Noel que já desossou todos os perus e agora já pode ir, (aguardemos o próximo natal, mais gordo e sem dietas). Daí põe-se os gorros do bom velhinho no baú e deste mesmo móvel tiram-se as plumas, as purpurinas e os paetês, abrem-se todas as alas, pois é chegada a hora do carnaval onde os pedidos, já feitos, agora são intencionados às trocas, pois quase todos não vieram a contento.

E do mesmo modo, há exatos quatro dias para o final do ano que foi contemplado por flores e chuvas, trevas e alvoradas mais que vorazes, foram fechadas as cortinas do teatro local numa noite que tinha como dona da casa uma certa “Maria Feia”. O Theatro Sete de Setembro esteve durante o ano de 2009 ativamente disposto à classe artística local, reafirmando sua função de casa de espetáculos intimamente ligada às máscaras, e com este fim, foi o sólio de teste para artistas e arteiros, iniciantes e iniciados da arte cênica alagoana, ponto positivo, pois isto ocorreu paralelamente aos emaranhados problemas que persistem em atravessar os tempos, dando como seus morcegos centenários, vôos rasantes sobre cabeças nem sempre compromissadas. E ainda que estes “PO-BRE-MAS” tenham sido aclarados durante o último ano, mesmo assim o Theatro sobreviveu, e tal, “vida eterna ao deus Baco”!

O Theatro que em 2009 chegou aos 125 anos (em 2010 o Theatro Deodoro de Maceió chegará aos 100 anos), vem a cada novo ano sofrendo mudanças administrativas onde raras são às vezes em que isto se dá para melhor. Foi logo no primeiro semestre que a casa recebeu a direção artística da atriz Cláudia Helena Tavares, que assumiu no Theatro o compromisso de desenvolver projetos homogeneamente consistentes a favor da classe e da comunidade, isto somado a difícil tarefa de solucionar velhos perrengues que emperram a produção dos artistas cênicos; vale lembrar que estes atravessam não somente os anos, mais as gestões, as administrações e as mentes delicadamente alopradas, sejam elas dos dirigentes e dos dirigidos, coisas a serem revistas e repensadas em outros natais.

Com os direitos previstos aos consumidores de cultura poderiam ser discutidos inúmeros entraves encontrados hoje não somente na estrutura física do Theatro Sete de Setembro como também em sua composição, citemos apenas dois, que por sinal são os maiores:

1. O ar condicionado: Foi através de uma doação da Caixa Econômica Federal no inicio desta década, já não servia à Caixa, deveria então servir ao Theatro? Na ausência de brindes novos. O que de fato acontece é a falta de manutenção, com um agravante: a idade da máquina-dragão; proporcionando o desconforto de quem freqüenta a casa e seus produtos e tudo isto dificulta na permanência do público no teatro por períodos curtos até, e antes disto, compromete diretamente a realização de eventos. Mas nos alegremos, pois já é cogitada a possibilidade de serem instalados refrigeradores mais modernos e com manutenção mais acessível - os chamados “climatizadores split”. Poderia ser uma solução, hoje quem for realizar um evento sempre será interrogado pela administração do theatro que gentilmente lhe perguntará: “O Senhor quer que ligue o ar?”. Coisa grotesca, uma vez que ligado o dragão emitirá roncos que comprometem diretamente realização da sonoplastia, a quem diga o solo experimental “Fragmentos no Vazio” uma das maiores vitimas do bicho feroz.

2. A manutenção e profissionalização da técnica de luz e som do Theatro: Também adquirido por meio de prêmio, a aparelhagem existente hoje no Theatro Sete de Setembro é das melhores existentes no Estado, uma mesa de luz potente e profissional, um sistema de som não menos bacana pode fazer uma graça de peça teatral; pode? Não pode? Poderia se não tivesse os atropelos de luz e som conjugados talvez ao sistema de refrigeração, a falta de recursos para os efeitos de luz, e principalmente a falta de técnicos para operação; problemas que juntos apresentam uma peça politicamente eletiva e incorreta, pois basta mudar o prefeito e lá se vai o técnico, muda o diretor e lá se foi o operador, coisa simples e antipática feita uma Opereta Bufa – e mais uma vez?

São partes de uma gestão cultural que tenta acertar. Sem sombras de dúvidas a diretoria do teatro terá longa jornada a favor do Theatro e repito, da classe artística local, com grandes chances de promover em 2010 velhas-boas idéias não promovidas em 2009, e a primeira delas será manter os valores das pautas cobradas atualmente aos produtores:

· Locais: R$ 200,00 ou 10% da bilheteria · Não locais: R$ 400,00.

Vale lembrar que existe ainda uma participação financeira da Prefeitura Municipal de Penedo, participação maior. E é desta participação que vem a manutenção dos equipamentos e a folha dos funcionários. Mas a maior verdade de tudo isto é que desde os anos 90 o Theatro vem funcionando graças aos esforços dos artistas locais, (em outubro último os artistas de Maceió deram um abraço gigantesco no Theatro Deodoro em razão da parada de sua reforma infindável), vale dizer que aqui em Penedo o abraço ao Theatro Sete de Setembro é diário, é afinal de contas o nosso centro de convenções, que por vezes sedia eventos da grandeza de uma Terra Terta, ou simplesmente reuniões de grupos, convenções, vacinações para gente e para cães e se contentes ficarem fossas mercedes, vale dizer que tudo é muito bem organizado com direito inclusive à água geladíssima. Mas por razão destes é que o Theatro mantêm-se de pé. E por isto devemos aplaudir?

O impulso dado pela Companhia Penedense de Teatro, que completará seus 20 anos de máscaras e sapatilhas de amianto já no próximo março, foi fundamental para o surgimento de novos grupos de teatro; na época, inicio dos anos 90 o teatro era para bruto, o saudosismo deixado por Ernani Mero, as ressacas que davam aos jovens da estirpe de Nine Ribeiro, que por várias razões pode ser considerada uma das melhores atrizes que já subiram no palco do Sete de Setembro, contemporânea de Junior Dantas e de outros poucos precursores da cena local garantiram de algum modo o espelho para o que é feito hoje, e revezando-se em épocas e estilos diferenciados, os 05 grupos existentes, na soma recente de mais um, só reafirmam a vontade e a necessidade de levar o teatro local para além das margens do Rio São Francisco. Falemos então da Companhia de Teatro CENA E ATO.

Com pouco mais de oito meses, o grupo formado nos corredores de um colégio local abandonou os bancos escolares para uma promissora carreira nos tablados. Jéssica Oliveira, Arthur Antunes e Marcelly Alpiano estão hoje sob os auspícios do experiente ator Emmanuel Silva e do comprometido diretor Tiago Henrique França, desta união fez surgir o grupo que em novembro último estreou num Festival de Teatro Estudantil o divertido e regional “O Casamento de Maria Feia”. Mas antes de qualquer coisa é sabido que “quem está na chuva é pra se molhar”, seja em que área for, criticas deverão surgir inclusive para reforçar ações de um trabalho público, feito por pessoas que se tornam públicas por pura convenção e feição.

Dos grupos existentes, somente a Cia. Teatral Artes Ribeirinhas lançou um novo produto em 2009, o espetáculo “Ele Me disse que ela falou” foi revelado na mostra produzida pela própria companhia e parece ter agradado, e na ausência, veteranos da Companhia Penedense de Teatro marcaram presença com seu Festival de Férias no Teatro trazendo velhas cenas interessantes, entre eles o seu também regional “Como nasce um cabra da peste”, desbancando a possível covardia do “Jeremias, O Herói”, do Núcleo de Pesquisa Teatral entre outros trabalhos mais ou menos importantes, onde uns permaneceram quietos e fizeram a política da boa vizinhança, outros partiram para novos palcos, e outros ainda repetiram a sopa sonoplastica e mudaram a cena para alcançar o sucesso tardio nos palcos da capital. Mas no fechar das cortinas, quem melhor fez a cena em 2009 foi sem sombra de dúvidas a “Maria Feia” que num lapso de gentileza e elegância nos convidou para seu casamento orquestrado por bons sons regionais, e com decoração brilhantemente rasteira, (diga-se esteiras), e com direito às gaiolas o casamento aconteceu, e nele, personagens de um nordeste nem sempre carrasco, feito por machos nem sempre tão machos criadas a partir das viagens do autor Rutinaldo Miranda Batista, as Marias e os Josés dançavam afoitamente, e o frouxo cangaceiro bailava a contento, digno de uma encenação inteligente e atenta às verdades do texto.

A cumplicidade e o entrosamento dos atores permitiram à boa estadia dos convidados do casamento, que presenciaram danças, trocas de figurinos e cenários criados com uma delicadeza nordestinesca de tirar o chapéu. Tudo no espetáculo é bem resolvido, ponto para o jovem diretor Tiago França, e razão de orgulho do grupo que arrancou logo na estréia a maioria dos brindes ofertados pelo júri do II Intercambio Estudantil de Teatro.

A direção conjunta de Emmanuel Silva e Tiago França deu ao espetáculo um estado real de clichês nordestinos e de conceitos falsos e principalmente daquela velha e legal máxima shakespeariana: “Tudo bem quando termina bem”. A estes novos colegas, revelações do teatro penedense em 2009, ‘MERDA’.

Os problemas do Theatro Sete de Setembro, a desunião e incompreensão dos artistas e grupos locais, o alvoroço político e social, as grandes cenas como as de “MADAME”, e até do “PICA-PAU” que visitaram esta proveta em 2009, seguidos também pelas cenas medíocres que fazem parte do oficio, as revelações do teatro local contribuíram juntos para mais um ano efervescido por competentes agentes culturais, pelos arteiros com egos altamente inflamáveis, pensamentos e opiniões mal interpretadas, pelas novas gestões que trazem em seus pacotes novos “entendedores de cultura” – por tudo isto e somente, os refletores do nosso theatro, ainda que defeituosos conseguiram dar a luz e a magia necessárias aos trabalhos do atores locais, e estes agora dão os blackout gerais para que as cortinas emperradas finalmente se fechem, mas ambos vão cheios de promessas para a temporada de 2010.

AGUARDEMOS, POIS ENTÃO!

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  • Andrea Lima Estive assistindo vários espetáculos durante o ano de 2009 no Theatro 7 de Setembro e pude perceber como o Theatro mudou e para melhor. A primeira coisa que perguntei foi quem estava na administração e admirei-me quando ví que era uma jovem e atriz. Isso já é um passo fundamental para uma boa administração de uma casa de espetáculos. A mudança no Sete de Setembro é visível e clara, eu notei que nãao mais existia o mau cheiro que emanava quando sentavámos na primeira fileira de cadeiras da parte baixa, aquilo era insuportavél e percebi também que os banheiros estão sempre limpos e cheirosos coisa que não acontecia antes..Parabéns pela nova administração e toda a equipe do Theatro Sete de Setembro por estarem no caminho certo. Em 2009 a programação voltada paara o público infantil foi de uma sensibilidade muito grande.Nossos jovens e crianças precisam conhecer a cultura, o teatro, a música. Parabéns a todos artistas penedenses que continuam fazendo sua ARTE e não deixam a peteca cair.
  • Alcides Cunha Pereira Achei muito proveitosa a proposta de fazer uma revisão a respeito das atividades desenvolvidas e da vida do teatro local, durante o ano que se passou. Acredito que realmente ainda existe muito a se percorrer para termos o teatro desejamos porém, se também não buscamos, temos o teatro que merecemos. O autor do texto, e já acompanho alguns de sues textos, sempre me parece muito cítrico ao falar de aspectos do teatro, ou da CIA Penedence, e ainda mais qndo da atriz Claudia Helena. Certa vez citou seu espetáculo como "sobejo". Para mim compromete muito os seus textos essa “pessualidade”. Vejo realmente, a necessidade de uma mudança na aparelhagem do condicionador de ar. porém em nada comprometeu o espetáculo "fragmentos no vazio" das vezes que pude vê-lo. Me parecendo tbm que o autor lança grande responsabilidade das produções e fomento desta à diretoria do teatro e quando sabemos isso é tão infantil que deveria ser desnecessário dizer. Engrosso o fole do mesmo autor a respeito das mudanças dos técnicos, concordo, isso muito prejudica. Ao passo que ainda adicionaria, melhoria de técnicos na maquiagem e cenários. Mas já que estamos falando das produções artísticas realizadas no ano anterior, não vi o mesmo, citar a respeito de seu espetáculo. E que bom q está aberto às críticas e q as faz com prontidão aos seus colegas. Partilho com o mesmo o ponto de vista do meu ponto: Seu espetáculo "as mãos de Eurides" é por demasia cansativo e monótono. E a resposta é a platéia que evade constantemente, além do baixo público. O cenário é uma "releitura" de um utilizado numa peça com ator Caio Blat. Enfim tbm não sei se foi essa a sua intenção, de "homenageá-lo". E fica aquii o desafio, ao bom crítico autor do texto. Traga-nos, em 2010, algo realmente maior, que nos surpreenda, algo que mexa conosco, algo q nos faça ver o potencial dramático que você tem!! Obrigado pelo texto.
  • Carlos Gomes Minha Cara Andrea Lima (Tenho certeza que esse não é seu nome, e sim C.H.T.). Fiquei meio confuso ao ler seu comentário, uma vez que sou freqüentador assíduo do Teatro 7 de setembro, sempre como Platéia, e como amante da cultura que sou, e não vi tantas mudanças assim, quer dizer, vi pra pior, uma vez que estão administrando o teatro de forma ditatorial, como tudo que essa administração faz. A limpeza continua uma porcaria, e chegou a meu conhecimento que os artistas são quem pagam para se fazer a limpeza, isso é um absurdo! Fiquei sabendo que para se utilizar o teatro os artistas têm que fazer das tripas coração. Agora a verdade seja dita, a maior evolução do Teatro 7 de setembro ocorreu na gestão do Beltrão, que equipou toda a iluminação, sendo uma das melhores do país, reformou o espaço interno, e principalmente tratava os usuários de forma digna. Quanto a esse cidadão, de nome Geanderson dos Santos, não tenho mais nada a falar, só concordo com meu amigo Alcides. Antes de criticar alguém Geanderson analise seus atos e sua conduta meu caro... É ano novo, uma nova oportunidade de vc conquistar amigos, pq pelo que sei, vc está na lista de 99,99% das pessoas de Penedo, na lista dos inimigos e isso não é bom... Abraços.
  • Luis Limah Ultimamente o teatro 7 de setembro ao contrario do que se vem comentando. vem evoluindo de tal forma que deixa a maioria dos cidadãos penedense mais satisfeito com o trabalho e administração do teatro. E não posso deixar de comentar sobre o som a iluminação que estavam sempre perfeitos. Na minha participação no intercâmbio estudantil de teatro pude notar uma verdadeira disponibilidade dos profissionais que atuam no teatro e a preucupação se estava sempre tudo bem e se precisavamos de algo. Frequento o teatro desde sempre e é notável a evolução. Quando levei amigos da holanda lá pra assistir alguns espetáculos ficaram impressionado não só com a historia do teatro , como também com a limpeza do local q estava impecáveis. Não poso deixar de parabenizar a diretora do teatro, que faz tudo bem feito; quando uma pessoa faz seu trabalho bem feito tem que ser reconhecida... Que continue assim sempre evoluindo apesar das criticas dos invejosos sabemos que o teatro esta em bons caminhos.
  • A DEFENSORA Que bobagem, não acredito que chegamos a este ponto, gente no mundo inteiro são feitas criticas a tudo e por que aqui ninguém quer, e no caso do jean são muito inteligentes (eu acho), corrosivo, sarcástico é até bem humorado quem o conhece sabe, sou amiga dele e ex aluna e quero defendê-lo, eu até acho que as vezes ele exagera, rmas espeitem ele como homem e como profissional, este texto por exemplo é totalmente elogioso, é questão de leitura e ninguém fala nada, dizer que ele está na lisrta de inimigos de 99,99% dos penedenses não um tanto exagerado, afinal ele é algum bandido, matou alguém, não apenas tem opinião e oportunidade de expressa-lae porque isto acontece em por que ele é um artista de valor, ele é divertido e adoro os papos dele, e só pra contrariar ele se chama Jean-Derson Lima( seu unico defeitorsrsrs), vamos dar a cesar o que é de cesar, ele apoia sim o pessoal de teatro e se for perguntar pra galera de teatro quem é ele tenha certeza de que só falarão mal os da penedense que sabem o que fizeram com ele no festival passado...deixaram de lado sua peça as mãos de euridice que é uma das melhores peças já produzidas aqui, bem pensada e estudada, que como ele mesmo disse assistir tudo mundo assiste, entender é queó bicho, e pior eram todos amigos dele e onde já se viu ele verdadeiro diz se gosta ou não e o porque das peças dos outros e os outros quando estão estão na frente dele dizem que gostam, e depiois dizem que não pois como amiga eu estou no 1% dos verdadeiros amigos dele, pra frente Jean..uhhhummmmm lenzi. Bjos natally
  • ANTÔNIO FAGUNDES meu caro AMIGOOOO JEANDERSON DOS SANTOS!!!TA PODENDO ANTONIO FAGUNDES!!!KKKKKKK era pra ter uma foto só do teu espetaculo como melhor de 2008, 2009 e 2010 porq só vc faz espetaculos belissimo0s kkkkkkkkkkkkkkk como AS MÃOS DE ALGUMA COISA QUE JÁ BEM PASSADO EM???KKKK coloca ele no palco de graça pra ver se vai 10 pessoas. JURO Q SE DER 10. EU VOU NA PROXIMA VER AQUILO!!!!! QUE VC CHAMA DE BOM ESPETACULO MAL DIRIGIDO MAL ENCENADO OU MELHOR MAL TUDO. HÁAAA NEM ME MANDA CORTEZIA DINOVO QUE MEUS AMIGOS ME XINGAM ATÉ HOJE PORQ MANDEI QUE ELES FOSSEM. XEROOOOOOO VC É O CARA NORDESTINO MAIS FRANCES QUE CONHEÇO.KKKKKKKKKK BJSSSSSSSSS
  • Alcides Cunha Pereira Bem minha fala eu gostaria de me dirigir a uma moça que aqui postou chama Natally. Defensora, já que é assim q você se intitula, percebe-se bem na tua fala que você deve ser muito nova, e acadêmica. Não estamos falando de qualquer crítica que se faz no mundo, estamos falando de um profissional que se dispõe a fazê-la por meio público e como tal, tem peso maior. Não é a conversinha de corredores de escola. Acredito que o autor do texto deve realmente ser muito inteligente, tanto que lhe fiz o desafio de trazer algo novo para nós em 2010, no fim da minha primeira fala. Não seja exagerada, ninguém aqui o está acusando de “assassinato”, apesar de que existem diversas formas de se matar uma pessoa e a morte social é uma das piores delas. Não seja maniqueísta. Ninguém é todo bom, nem todo mal. Não sei o que aconteceu em relação a ele com o tal festival, nem acho q isso é competência deste fórum, mas acredito, pela forma como falou, que só detém a opinião de um lado, procure saber do outro e forme uma bem mais embasada. Bem e por fim, acusar as pessoas que se opuseram ao texto como todo ou parte dele como sendo pessoas que não interpretaram corretamente, ou ainda que o espetáculo dele é para pessoas “inteligentes”? Talvez você deva voltar à escola, ou aprender a acolher a opinião dos outros, tem todo direito de ter a tua, sem te de agredir os diferentes, ou faça o ENEM, a base dele é toda interpretativa.
Pe. Paulo Lima

Pe. Paulo Lima

Administrador Paroquial, radialista e membro da Academia de Penedense de letras

Postado em 02/01/2010 01:59

Ano novo, tempo de renovar nossas esperanças

Meus queridos irmãos e irmãs, Paz em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Estamos começando um novo ano civil, cada começo há sempre uma nova expectativa de dias melhores, de uma melhor qualidade de vida, de que a paz e o progresso esteja ao alcance de todos sem distinção. Somos assim, temos o direito de sonhar, de acreditar num futuro promissor, de traçar novas metas e de acreditar que a vida pode ser bem melhor neste ano de 2010, é preciso Fé para viver esse ideal. Como será bom se cada um de nós pudéssemos nos comprometermos mais uns com outros e lutássemos todos juntos por um mundo melhor, deixando fazendo nascer em cada coração humano a cultura da Paz.

É difícil querer mudar o mundo quando na verdade quando minha luta ou o que busco são apenas para favorecer os meus próprios interesses, aquilo que me favorece, que me beneficia, isso é ser mesquinhos demais. Quer ver o mundo mudar, então não espere por ninguém avante, faça o quanto antes o que você pode fazer por ele, e como se sentirás bem quando perceberes que o mundo está mudando para melhor começando por você, isso mesmo exatamente por você, sinal de que você pode fazer a diferença nas pequenas coisas, como fez Santa Terezinha do Menino Jesus, ela apanhava um pequeno pedaço de papel que encontrava no chão e dizia que com aquele gesto simples estava agradando ao nosso Deus. Que consciência de fé, de vida, de amor e nos tempos atuais, que consciência ecológica. Todos nós caros internautas poderemos ter um 2010 bem diferente do ano que passou, mas se entendermos que a vida é dom é serviço é amor.

Nesse contexto, não poderia esquecer uma belíssima frase de Carlos Drummond de Andrade que diz: "Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." Pois bem estamos com a graça de Deus no início do ano novo de 2010 que consigamos todos juntos fazer com que o novo aconteça na nossa vida e na vida do nosso próximo, na vida do mundo. Precisamos adquirir não uma nova mente, mas uma consciência nova para administrarmos melhor a nossa vida e a vida do mundo, só assim este ano de fato, seja para nós um novo ano. Impossível não é, basta que nos esforcemos e veremos que muita coisa se pode fazer, transformar e realizar, a partir da nossa adesão.

Não é utopia, mas como valeria se nossos governantes nesse novo ano se dedicassem mais ao interesses da sociedade e não apenas aos seus próprios caprichos e prazeres. Será lindo se os pais se dedicarem mais aos seus filhos e se os filhos fossem mais obedientes ao pais.

Como seria bom se este ano nos dedicarmos mais aos outros, se soubermos partilhar mais tudo o que temos de mais precioso com os outros, a saber: partilhar os nossos dons, o nosso sorriso, a nossa alegria, os nosso talentos, uma conversa amiga e sincera, as nossas habilidades enfim, se aprendermos a nos doarmos mais aos outros, partilhar a nossa vida e como nos lembra São João Bosco “ O Senhor colocou-nos no mundo para os outros”, que bonito se entendêssemos e vivêssemos essa frase e deixaríamos logo de ser tão mesquinhos em nossos relacionamentos. Essa frase nos ajuda a compreender que toda nossa vida está voltada para o nosso próximo e em especial aos menos favorecidos da nossa sociedade, aqueles que muitas vezes não tem voz, nem vez, os desfigurados do mundo atual.

Comecemos o ano acreditando sobretudo em DEUS, mas também em você, crie novos comportamentos ou hábitos de vida, inove, seja mais ousado(a) naquilo que desejar realizar, liberte-se de todos os medos do ano que passou, as decepções e deixe 2009 para trás, já passou, agora é um novo ano, devemos viver aplicando em nós uma nova mentalidade em tudo aquilo que nos rodeia, nas amizades, na maneira de pensar, de ver a vida e as pessoas, na vida profissional, na vida de fé enfim ano novo, mentalidade nova, tempo para renovar nossa esperança, afinal a vida continua.

Essa reflexão que fiz, creio eu poder ajudar muita gente, que talvez por alguma situação ou fato na vida, tenham perdido um pouco a ousadia de sonhar, de acreditar que nesse novo ano a vida da gente pode ser melhor. As vezes há experiências em nossas vidas que nos deixam assustados, temerosos, com sentimentos limitados, que não temos mais opções, que não vale a pena continuar tentando e tantos outros sentimentos que nos invade que nos deixam paralisados em vez de avançar, de continuar subindo os degraus da persistência em busca da realização nossa de cada dia. Pois bem, irmãos e irmãs o ano começa bem se o coração estiver bem, se conseguirmos superar as mágoas, as maldades, o ódio, e todo tipo de ressentimento.

Então coloquemos DEUS em tudo que fizermos nesse ano novo de 2010 e a nossa vida ganhará um outro rumo, terá outro sentido e concertesa seremos vencedores, acredite. Feliz e Abençoado ANO NONO de 2010.

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  • SR. ANDRÉ E FAMÍLIA - AGRESTINA-PE PE. PAULO, SUAS PALAVRAS SÃO COMO QUE UM REVIGORANTE DE ÂNÍMO PARA A NOSSA VIDA CONTINUAR TENDO ESSA ESPERANÇA, QUE BOM O QUE SENHOR NOS FALA EM SEU ARTIGO. TEMOS É QUE ACREDITAR MESMO EM DIAS MELHORES PARA TODOS NÓS. PARABÉNS CONTINUE ESCREVENDO AQUI NESSE SITE.
  • Graça - Farol - Maceió-AL Como é saber Pe. Paulo que nada está perdido em nossas vidas e que acima de tudo o que nos acontece vale apenas continuar sonhando, sonhar não paga, e ninguém pode tirar os nossos sonhos. Gostei muito o que senhor falou estava precisando ouvir isso logo no comecinho do ano. Não deixe de escrever, suas palavras chegaram na hora certa em minha vida. Obrigado a esquipe do aqui acontece pela participação agorta também do Padre no site.
  • Prof. Antônio - Arapiraca-AL É Verdade caro Pe. Paulo, deveremos colocar Deus em primeiro lugar. O mundo não anda bem porque tem se esquecido de Deus. Parabéns pelo seu artigo tão inspirador.
  • Aparecida - Penedo-Alagoas Pe. Paulo que benção começar o ano novo lendo esse artigo que o Senhor escreveu no aqui acontece, amei que lindo o geito do senhor, participando do aqui acontece está trambém evangelizando a nossa gente. O Senhor é uma benção para nossa Penedo, precisamos de Padres assim, destemido, simples e que se dá com todo mundo.
  • Bruno Moura Esse texto fala tudo que todos nós precisamos rever em nossas vidas, sempre pensamos em nós mesmos e continuamos a fazer-nos de inocentes perguntando o porque que o mundo a cada dia que passa piora, e eis que o Pe Paulo Lima nos apresenta uma frase forte de Carlos Drummond e outra de Dom Bosco. Precisamos sim de atitudes novas, precisamos nos doar aqueles que mais precisam e deixarmos nosso coração aberto a ações novas que possom refletir em dias melhores. Pe Paulo seus textos são belíssimos, precisamos de boas noticias e isso vc nos tras com seus artigos, mensagens que transmite esperança de dias melhores.
João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 28/12/2009 01:01

Breve Diálogo: Como Imaginar Deus na Imensidão do Universo

Orfeu, apesar de citadino, gostava da vida do campo e de tudo que dele emanava. Admirava, acima de tudo, a sua tranqüilidade e embevecia-se, ao clarear do dia, com o vôo livre e o canto dos pássaros num coral afinado que parecia agradecer o surgimento de um novo dia.

Era dono de uma chácara com uma área aproximada de cinco hectares, situada num vale cercado por montanhas. Dividindo ao meio o vale, corria uma ribeira de águas frias e cristalinas. Nada ficava a dever ao imaginário paraíso.

Tinha uma queda pela fruticultura, diversificando-a ao máximo. Na primavera, a mata que cobria os morros, pontilhada de ipês com flores de diversas tonalidades, a todos fazia emudecer em êxtase pelo espetáculo de impar beleza.

O mês era outubro, plena primavera quando a natureza, vestida com o toque da mais pura espontaneidade, exibe-se com a divina majestade da sua beleza. Foi quando levou a conhecer o seu refúgio o amigo Dionízio com quem, no passado, costumava trocar idéias.

Terminado o jantar, por volta das dezenove horas, os dois amigos, com cadeiras em punho, sentaram-se do lado de fora para refrescar e apreciar o firmamento. Era oportuna aquela noite, pois, sem luar, o céu fica mais belo, enfeitado de estrelas.

Sentindo-se refrescado, Orfeu com os olhos fixos nas estrelas, iniciou a conversa. Nunca esqueço, ao olhar para as estrelas, de Abraão Lincoln quando disse que concordava que alguém olhasse para o chão e permanecesse ateu, mas não concebia que olhando para o céu, afirme que Deus não existe. É bem interessante esse pensamento. O firmamento, realmente, é algo fantástico. Pondo-me diante dessa grandiosidade, a apequenada e intimista visão de Deus sob a ótica religiosa, procuro a todo tempo como imaginá-lo na imensidão do universo. Veja você, existem bilhões de galáxias com bilhões de estrelas e planetas. Ante esse surpreendente realidade, Deus, teologicamente, não se assemelha mais a um pequeno chefe tribal do planeta Terra? Se tivermos de acreditá-lo segundo o entendimento cristão, seremos obrigados a admitir que somente a terra é habitada por vida inteligente ou, caso contrário outras existam, não importam números, são todos cristãos. Qual a sua posição a respeito? Convivendo de perto com as belezas terrenas, atemo-nos quase sempre aos prazeres que nos proporcionam. O mesmo não acontece com as do céu, longínquas e indevassáveis, constituindo os mais intrigantes e instigantes mistérios da vida. Fazendo parte, com outros planetas, do sistema solar, sendo a Terra a única sorteada a ter vida inteligente, forçosamente nos perguntamos: será que existe vida inteligente em outros planetas, em estrelas desta galáxia da qual fazemos parte e de outras. O que você acha ?

— Dionízio. Antes de responder-lhe, pergunto: Por que somente a Terra, entre os outros planetas do nosso sistema solar, tem vida? Exatamente por ter uma órbita em volta do sol na distancia apropriada, isto é, não muito distante para não congelar-se e não tão perto para não ter evaporada toda a sua água, elemento imprescindível à origem da vida. Igualmente ao sol, existem estrelas com um sistema planetário.

Como o número de estrelas é incalculável, será que somente a Terra tem esse privilégio? Foge totalmente às probabilidades matemáticas?

— Orfeu. Concordo perfeitamente com você. O que me chama a atenção, quando sabemos o porquê da vida na Terra, é ter de concluir que em qualquer corpo celeste ela é imanente, potencialmente existente a depender das condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Isso quer dizer que se em vez da Terra estivessem Vênus ou Marte, planetas sólidos e tamanho equivalente, em sua órbita, teríamos a vida tal qual entre nós. Será que nos mínimos detalhes?

— Dionízio. É difícil saber se seria uma fotocópia, mas certamente haveria muita coisa em comum. Quem sabe até sob o aspecto histórico da humanidade.

— Dionízio. Não acredito que tenha de ser igual. Nada é igual em termos de civilização e muito menos em nível planetário. As diferenças, como sabemos, existem até no que tange ao biotipo. Creio, por exemplo, que se três naves espaciais da Terra aterrisassem em pontos diferentes de uma civilização alienígena, levando respectivamente brancos, negros e amarelos, seriam tomados como de planetas diferentes, os Ets são descritos, na maioria das vezes, como de estatura baixa, olhos e cabeças desproporcionais. Na Rússia, há narrativa de quem os tenham visto como brancos e estatura alta.

— Orfeu. Quero acreditar que os elementos químicos existentes no universo são os mesmos em toda parte e a combinação desses elementos, a escassez ou predominância de alguns são as causas responsáveis pelas diferenças em tudo.

— Dionízio. Acho que tem sentido. A verdade, Orfeu, é que a vida sendo um absurdo, absurda torna-se qualquer abordagem a seu respeito. Ficamos apenas pelas bordas e no campo do hipotético, mas que não deixa de ser um excitante exercício da imaginação. Mistério é, simultaneamente, atração e repulsão. Existe algo que supere a idéia de infinito do espaço para derreter o cérebro? Mas, mudando um pouco, gostaria de saber se você acha que em tudo deve haver uma finalidade.

— Orfeu. Bem, todos nós perseguimos um objetivo na vida, sob pena de torná-la um barco sem rumo. Entretanto, atingido, outros objetivos devem ser procurados. Creio na finalidade relativa, nos limites da nossa vida, nunca além dela.

— Dionízio. Assim também penso. Finalidade vem de fim, isto é, atingido resultaria na imobilidade, que é uma negação da vida.

— Orfeu. Correto. Já que estamos a falar de prováveis vidas inteligentes fora da Terra, já lhe ocorreu perguntar-se qual a finalidade de tantos corpos celestes encontrarem-se desabitados? Isso não nos dá a impressão que o universo, em expansão como acreditam alguns cientistas, é feito sem uma programação inteligente, mas a esmo, obedecendo a uma força intrínseca? A vida inteligente, por outro lado, nesse jogo cego da criação, assemelha-se ao sorteio da mega sena, com milhões de combinações, para que algumas poucas sejam premiadas.

— Dionízio. É a impressão que nos dá. E você já imaginou se todo o universo fosse despido de vida inteligente? Não seria ainda maior absurdo de um imenso palco, com o autor da peça desconhecido, e completa ausência de espectadores? As leis intrínsecas da criação tinham que conter em seu bojo a inteligência. A inteligência e os sentidos do homem para que ela fosse apreendida, vivida e admirada.

— Orestes. Será que não estamos indo longe demais? Afinal de contas, nesse cenário obscuro da criação, o que temos a dizer a respeito de Deus? Onde colocá-lo em sua própria engrenagem?

— Dionízio. Sinceramente, não consigo conceber a existência de Deus como um regente, do lado de fora, separado da própria obra, mas sendo em cada criação parte dela. Nós, humanos, somos vontade, inteligência e liberdade de ação. Do outro lado, Deus, sob o ponto de vista panteísta, como o imaginamos, é inteligente mas não tem vontade e liberdade no ato da criação, pois, se assim fosse, poderia a todo momento estar mudando suas leis naturais, o que não acontece.Quando se diz que Deus criou o homem segundo sua imagem e semelhança, tem um sentido relativo se tirarmos a criação como ato deliberado. Entretanto, se afirmarmos que o homem,aqui na terra e em qualquer parte do universo, reflete parte da essência de Deus como força criadora determinada, estamos mais próximos da verdade.

— Orfeu. É difícil crê-lo de forma diferente, uma verdadeira frustração para os que acreditam numa outra vida após a morte. Pelo adiantado da hora, concluo para dizer que nós somos uma extensão de Deus que é tudo, e esse tudo age segundo leis que lhe são imanentes. A inteligência, de outro lado, segue o princípio da germinação espontânea. Surgidas as condições favoráveis para o desenvolvimento da vida na sua forma evolutiva, em determinado momento ela aparecerá e o ente inteligente fará os diversos estágios da sua história e desejará, a partir de seus desejos e aspirações, que Deus, com características humanas, deve existir para satisfazer seus fins na eternidade.

— Dionízio. Desejo inútil, porque toda finalidade absoluta depara-se na inércia e no fim. Esse desejo de querer viver eternamente, apesar do seu absurdo, é natural porque fazemos parte da eternidade, não no sentido linear, mas em ciclos que se alternam ou, como dizia Nietsche, correm eternamente as estações da existência.

Por hoje basta. Uma das finalidades da noite é dormir. A cama nos espera. Em outra oportunidade daremos sequência a esse palpitante assunto.

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  • João Pereira Júnior Há sérias dificuldades lógicas e científicas para a sustentação de teses panteístas ou agnósticas acerca da criação do universo. A Teoria do Designe Inteligente, de forma bastante elucidativa, demonstra que há situações que não podem ser obra do acaso (até mesmo porque o acaso não é um ente, portanto, impotente de ser causa de qualquer efeito). assim sendo, a depender da mensagem que determinados símbolos venham a conter, fica clara a sua organização proposital e fruto de um ser dotado de inteligência. Nesse sentido, peço vênia para transcrever um artigo que trata diretamente do assunto: Pedra de Rosetta DNA (ácido deoxirribonucleico) A teoria do Design Inteligente é uma teoria científica com conseqüências empíricas desprovida de qualquer compromisso religioso. Ela se propõe a detectar empiricamente se design observado na natureza é genuíno ou um produto das leis naturais, necessidades e o acaso. As técnicas empregadas pela teoria do Design Inteligente oferecem ferramentas de grande valia para o estudo das origens, mais especificamente para a origem da vida. A teoria do Design Inteligente utiliza a informação como o seu principal indicador confiável, pois a mesma pode ser detectada e medida, pela utilização das leis relacionadas com a informação e a sua conservação. Tem sido estabelecido estatisticamente que informação é uma entidade não material mas mental. Processos naturais são fontes fundamentalmente incapazes de gerar informação. A informação pode ser armazenada por meio de códigos em uma quantidade muito variada de meios. É importante observar-se que tanto o código utilizado quanto o meio onde ele é armazenado não podem ser considerados informação. Informação é uma mensagem. Um conjunto de símbolos codificados pode conter uma mensagem, podendo assim ser informação. Um exemplo da pesquisa para determinar se um conjunto de símbolos ou sinais estão relacionados com uma mensagem codificada vinda do espaço sideral encontra-se na área de sinais transmitidos por radiação eletromagnética. Estes sinais em forma de ondas de rádio são detectados por várias antenas de observatórios no planeta. Diferenciar entre ruído (noise) – produzido por aleatoriedade, pulsos (pulses) – produzidos por leis da natureza, e mensagens (message) – produzida por inteligência, tem sido um dos trabalhos principais do SETI (Search for Extra Terrestrial Intelligence) na busca por vida inteligente fora do planeta Terra. Várias técnicas têm sido desenvolvidas para determinar se um conjunto de símbolos codificados contém uma mensagem ou não. Por meio destas técnicas pode-se afirmar que a mensagem quando encontrada tem a sua origem relacionada a uma fonte inteligente e não a processos aleatóreos naturalistas. Essas técnicas baseiam-se em cinco áreas objetivas onde a avaliação pode ser feita por meio de uma metodologia específica. 1. Estatística – faz-se uma avaliação matemática do número de símbolos utilizados uma seqüência, da freqüência em que eles aparecem nesta seqüência e da ordem na qual eles aparecem. Estabece-se a relação: sinal transmitido / sinal recebido. 2. Sintaxe – faz-se uma avaliação do sequenciamento e do posicionamento dos símbolos nesta seqüência. Esta avaliação demonstra as regras pelas quais os símbolos são utilizados e o conteúdo de uma seqüência específica de símbolos. Estabelece-se a relação: código utilizado / código compreendido. 3. Semântica – faz-se uma avaliação do conteúdo de cada seqüência específica de símbolos em relação à seqüência toda. Obtem-se o significado da mensagem modificada. Estabelece-se a relação: idéia comunicada / sentido compreendido. 4. Pragmática – faz-se uma avaliação da relação da mensagem em relação ao contexto onde ela aparece. Estabelece-se a relação: ação esperada / ação implementada. 5. Apobética – faz-se uma avaliação do propósito da mensagem em relação ao contexto onde ela deve ser implementada. Estabelece-se a relação: propósito a ser atingido / resultado obtido. Uma ilustração prática desses 5 níveis pode ser obtida por meio da pedra de Rosetta. Os símbolos nela encontrados poderiam ser meros símbolos ornamentais ou uma mensagem armazenada naqueles símbolos. Jean François Champollion decifrou os símbolos egípcios enigmáticos, revelando que neles havia uma mensagem. Aplicando-se os testes de avaliação na pedra de Rosetta obtem-se: 1. Estatística: 14 linhas em hieróglifos 32 linhas em demótico (escrita egípcia cursiva) 54 linhas em grego, 1419 símbolos heroglíficos (116 diferentes) 468 palavras gregas. 2. Sintaxe: as seqüências de símbolos formam palavras, cada qual com um significado específico. 3. Semântica: a mensagem é uma homenagem feita ao rei Ptolomeu pelos sacerdotes de Memphis por volta do ano 196 a.C. 4. Pragmática: a homenagem deveria tornar-se conhecida por todos os povos. 5. Apobética: a mensagem tornou-se conhecida até os dias atuais. Um estudo similar pode ser feito com o DNA (ácido deoxirribonucleico), avaliandose e o sequenciamento encontrado nele é informação ou resultado de processos aleatóreos. 1. Estatística: número de símbolos utilizados, frequência e ordem na seqüência Seqüências das quatro letras químicas ATCG. 2. Sintaxe: sequenciamento e posicionamento dos símbolos Seqüência dos nucleotídeos 3. Semântica: conteúdo das seqüências de símbolos Seqüência dos aminoácidos 4. Pragmática: ação esperada Formação de proteínas 5. Apobética: resultado a ser atingido Preservação e propagação da vida O código encontrado no DNA é uma mensagem. Sua origem é inquestionavelmente de uma fonte inteligente e não de processos aleatóreos e randômicos. (O contrário seria o mesmo que tentar provar que a origem dos códigos encontrados na pedra de Rosetta é a aleatoriedade, tendo sido esculpidos pelos agentes do tempo, tais como vento e chuva, durante longos períodos de tempo.) Portanto, para o estabelecimento da origem da vida, torna-se crucial o estabelecimento da origem da mensagem contida no DNA, muito mais do que o estabelecimento da origem das suas demais características físico-químicas, tais como a sua estrutura tridimencional e os elementos químicos da sua composição. A implicação científica de tal determinação, evidenciando que a origem da mensagem ali contida não pode ser naturalista, é que a origem da vida não pode ser traçada de volta a uma série de processos cegos aleatórios, mas sim a um design inteligente. Embora aplicando-se ao DNA a mesma metodologia que é aplicada para estabelecer se sinais vindos do espaço são provenientes de uma fonte inteligente, e obtendo-se no caso do DNA um resultado positivo quanto a uma origem inteligente, causas naturalistas continuam sendo atribuídas tanto ao aparecimento do DNA quanto da vida. Passe tais informações para Dionízio, Orfeu e Orestes, a fim de que num próximo artigo possam, olhando para as estrelas, terem uma iluminação diferente.
Jean Lenzi

Jean Lenzi

Ator, dramaturgo, encenador teatral e ativista cultural

Postado em 21/12/2009 23:53

Que escola é esta?

O descompasso que permeia a realidade e o realismo eterniza-se numa inexplicável e latente atmosfera quando inebriada por doses fortes de um bom senso ironicamente descompromissado. É como parte fundamental de estudo para aqueles que desejam aprofundar-se sobre o trabalho do ator: teatro do absurdo, teatro da crueldade podem parecer bem distantes do nosso, mas acreditem, eu os achei zuando por palcos inóspitos.

Em razão da II edição do Intercâmbio Teatral Estudantil, proposta da trupe de teatro Artes Ribeirinhas, é pertinente comentar o que foi representado durante toda uma semana em que a mostra ficou em cartaz no Theatro Sete de Setembro.

A proposta é das melhores já desenvolvidas neste Estado, na capital alagoana duas mostras iguais já ocorriam há considerável tempo, uma delas era promoção do Sated-Al (Sindicato dos Artistas e Técnicos de Diversão), que a promoveu até 2007.

A Companhia de Artes Ribeirinhas constituída há pouco mais de três anos é a grande revelação para o teatro local, tem em seu currículo espetáculos de peso como “Sonhos de uma noite de verão” do inglês Shakespeare, passando por “Pluft, O fanstaminha” da mineira Maria Clara Machado. Interessante frisar que tal companhia surgiu exatamente de um evento como este - intercâmbio de teatro-escola, em proporções inferiores obviamente, e é a razão mais firme que eles têm para levantarem a bandeira da Mostra, que de fato merece todos os aplausos. A proposta é inquestionavelmente positiva - para fins de entretenimento e não somente, pois desde os bancos escolares estes alunos aprendem a freqüentar teatros; isto educa e sociabiliza platéias.

Mas nem tudo está no seu devido lugar, o que para alguns é razão de orgulho afinal de contas o trabalho com teatro não é dos mais contemplativos e às vezes nos faz cair na tão desejada autoconfiança; para outros serve como combustível de uma carreira infrene e daí o ator passa a produzir tudo por exatamente querer tudo. Na vez das escolas, seria elegante poupá-las uma vez que elas não recebem a atenção necessária para produzir teatro ainda que amador, os produtos por elas apresentados em boa parte do festival pode ser considerado abaixo da média, e aqui abro um parêntese para explicitar uma máxima real: grandes teatros não frutos de grandes recursos, às vezes com o mínimo de inteligência, de agilidade e de leitura reluz uma valiosa contribuição ao ato – Pede-se então, a atenção dos professores que acompanham os grupos em eventos como este.

Em pouco mais de três anos a Cia. realizadora da mostra fez estrear dois espetáculos, ambos com estilos totalmente diferenciados, o que para o teatro de quem vê, ou seja, a platéia propicia uma incerteza de quais são as prioridades do grupo. Qual linha deverá seguir, se é que devera seguir alguma? É provável que o tempo se encarregue de desfazer todos os encantos, bem como todas as frustrações até que se prove a qualidade e a importância desta unidade teatral.

Na noite do dia 21 de novembro, a trupe apresentou á platéia penendense sua mais recente montagem, estreou a peça “ELE ME DISSE QUE ELA FALOU” tragicomédia de linguagem bastante pretensiosa contando com grande parte do elenco da Cia. em cena, neste, os arteiros mostraram toda flexibilidade na escolha do texto, por sinal bastante infeliz, (e digo isto não porque não goste de comédia, entendo comédias e não apelações ), o que pode parecer como primeiro sinal de um desconforto interno, que somente eles poderão resolver.

Em “Ele me disse que ela falou” tudo é muito falho, desde o texto em si até a última concepção da sonoplastia. É um espetáculo com sérios problemas, ao que pese a minha dúvida: Ele está pronto? Ou ainda passa por uma concepção, pelo processo de montagem? No caso da primeira afirmação ser a real são perceptíveis as falhas. É um texto mal escrito, mal encenado, mal dirigido e mal interpretado principalmente, e que diferentemente das encenações anteriores ficou claro nesta, o amadorismo destes arteiros. Com ares de mega-produção chega a ser decepcionante. Mesmo com todos os esforços em segurar a peça do começo ao fim, tudo na concepção da direção era muito cru, sem a sensibilidade e presteza necessárias para lapidar personagens, a direção não soube dosar os cacos, os exageros, as excentricidades; no enredo do espetáculo que contem uma infinidade de personagens homossexuais, estes foram encenados de forma totalmente caricatas, é possível que estes atores nunca tenham lido, ou vivido situações semelhantes às das personagens, daí, caberia um laboratório – a rua é a indicação. Jovens que se propõem a fazer teatro e não lêem teatro, não pesquisam teatro e não vêem teatro é mais absurdo do que a escolha deste texto tenebroso, é inconcebível. E mais do que isto é ver num discurso final totalmente alienado, a indisposição à critica e à reações de grupos, enfim, tudo seria muito nobre se a proposta fosse apenas fazer, sem a necessidade de querer “causar” , sem grandes pretensões. Existem idéias seculares de teatro profissional e de teatro amador, um estar diretamente ligado à forma e às razões para que se faça teatro, o outro vai além; capta a qualidade da encenação e principalmente a idéia do fazer teatral, sem grandes preocupações, sem nenhuma lapidação, apenas por gosto e feição.

A pergunta “Que escola é esta?” foi feita por uma pessoa da platéia no momento em que se dava a representação da peça, é uma ‘deixa’ para que o grupo reflita sobre as ações artísticas, as pretensões e as conjunturas que dão à Artes Ribeirinhas o titulo de revelação do teatro local.
E mais uma vez: ”cuidado com Dionísio”...

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  • anne Procure o que fazer, deixe de ta falando tanta besteira, deixe de ser envejoso, INVEJA MATA, quem é vc na fazenda em?
  • Carlos Gomes Interessante é que esse cara chamado GEANDERSON DOS SANTOS, por que é esse o nome dele, e não GEAN LENZI (kkkkkkkkkkk), só monta porcaria, só produz porcaria e só fala porcaria! E ainda abre a boca pra falar mal dos outros artistas! Se toque cara, seja mais inteligente. E saiba reconhecer o trabalho dos outros! Tente conquistar as pessoas, pois é público e notório que no meio dos artistas de PENEDO, vc não é bem vindo! Tente mudar isso, comece mudando vc mesmo. Afinal, ninguém é forte sozinho! Abraço e reflita sobre tudo que eu falei.
  • Fagner Jean antes de criticar e bom olharmos para os nosso defeitos. O teu espetáculo " As mãos de Euridice" é um porcaria, tanto que não emplacou! Vc sempre apresentava com teatro vazio,mas isso pra vc teve um lado bom, pq provou que vc tem amigos, pq aturar aquele espetaculo só sendo seu amigo! E muito ruim vc é um pessimo ator, (Minha opnião). Se eu voce vc eu teria vergonha de escrever um texto falando mal do outros. No lugar de escrever gaste seu tempo olhando teus defeitos! Abarços
  • Jhonatan Figueiredo Estive presente na apresentção da cia artes ribeirinhas e sinceramente não concordei com nada do que foi dito nessa critica inutil e arrogante de alguém despeitado que poderia muito bem usar seu dotes de escrever coisas imprestáveis como esta para fazer um espetáculo que pelo menos consiga prender o publico até o "meio" da apresentação! Ouvi comentários de gente que conhece teatro muito bem e eles foram elogiados, pois realmente merecem...o q me leva a confirmar que esse comentário só pode mesmo ter vindo de alguém despeitado com o sucesso alheio! Parabés artes ribeirinhas! vcs são ótimos, e irei de novo assistir a peça de vcs que ao contrario do que diz essa critica, é muito bom, divertido e prende as pessoas até o final! Abraço!
  • Michele Nao concordo com nada disso.O espetáculo foi maravilho, deveria estar fazendo artigos melhores do que está postando a sua opnião o que você acha.Se você acha guarde para você! Gostei muito do espetáculo, e tenho certeza que as pessoas gostaram também.
  • anne KKKKKKKKKKGEANDERSON DOS SANTOS VC PERDEU A OPORTUNIDADE DE FICAR QUIETINHO, PRA Ñ SER TÃO HUMILHADO, MAIS CASTIGO PRA GENTE INVERJOSA É DISSO A PIOR, PARABÉNS ARTES RIBEIRINHA, VÃO EM FRENTE O SUCESSO ESPERA POR VCS.
  • júnior a peça foi legal..só que pude peceber insegurança de alguns atores! uns pareciam esta lendo um texto decorado.. axo que vcs dá companhia deveriam fazer teste antes de coloca-los no palco!
  • Wagner Acho que o Jean de fato é muito polêmico, suas ideias tem certo fundamento quando se vai olhar o que ele fala, quem viu a peça, e como o Jean entende teatro vai sentir o mesmo que ele, é feio, é mal feito, é divertido e é apelativo, são amadores e deveriam antes que qualquer coisa pedir ajuda a quem entende JEAN /CLÁUDIA/ MIRA/ ARTHUR /LUCIA é bom falar, só que nem sempre ele é bonzinho, isto é ótimo adoro essas lapadas, vamos concordar que o cara faz coisas boas, 'As Mãos' para quem não viu outras montagens, é simplesmente bem resolvida, e quem vai discutir com o Jean, quem se atreve??? se for olhar quem melhor faz teatro em Penedo vai ver JEAN E CIA PENEDENSE. Vamos respeitar a opinião dele, pois se não tivesse valor não seria tão polemico e não estaria aqui gastando tempo em comentar suas criticas. PARABÉNS PARA OS DOIS LADOS.
  • Zaíra Na minha opinião, os que "sabem" em vez de criticar os "iniciantes", ajude-os a evoluírem e desenvolver uma boa performace no palco. Se surgem novos espetáculos e novas companhias teatrais, é porque existe um certo espírito vivo que luta pela preservação da cultura local para que o nosso palco não feche as cortinas. Eu acho ainda, que as pessoas deveriam respeitar as opiniões e os trabalhos dos outros. Aos criticados: trabalhem, ensaem e mostrem que sabem fazer. Ao crítico: não faça uma crítica tão arrogante que faça os criticados desistirem dos seus sonhos, faça uma crítica em que eles entendam onde errou e refaçam de um modo que não venham a ser criticados por você de novo, seja mais amigo e chegue junto sem medo com a sua pouca experiência de palco, dê uns toques aqui, outros ali e desse jeito você conquistará o respeito da galera e passará a ser... um crítico.