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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 24/07/2010 20:43

Bom dia, amiga Penedo!!! Como está?

Bom dia, meu filho! Quanto tempo não o vejo. É um enorme prazer revê-lo. Fico deveras sensibilizada com a sua gentil atenção. Devo fazer-lhe uma observação. Parece-me mais apropriado, em face da carga quatrocentão que carrego nas costas, perguntar-me não como estou, mas onde me dói. Suportando os achaques da velhice, terrível e temido carrasco, tornam-se insuportáveis companhias do dia- a- dia. Não destoando desse terrível fado, tenho enfrentado o mais desfavorável astral dos últimos anos. Não sei como tenho conseguido, na minha idade, suportar tantos dissabores e dificuldades. Angustia-me ver tantas carências e não poder atendê-las, prisioneira que me encontro pela perversa dívida a emperar toda a máquina da minha administração. Quê breve trégua às minhas aflições traz-me a sua presença neste dia primaveril, céu azul e agradável brisa. Sinto a leveza interior e o meu corpo parece flutuar. Será você o mensageiro das boas novas?

- Sei muito bem das suas tribulações. Exatamente por isso e sabê-la presa do desespero pela impotência de ação para atender, mesmo em termos relativos, os anseios da sua gente, que resolvi fazer-lhe um fuxico. Você sabia que o anterior prefeito, seu algoz, foi agraciado com o prêmio de gestão pública? Tenho aqui exemplar do jornal extra, edição de 11 a 17 de junho do ano em curso, que traz a notícia a respeito. Permita-me fazer-lhe a leitura de um trecho. “O premio José Aprígio Vilela escolhe anualmente seis municípios alagoanos que se destaquem em ações de educação, saúde, apoio ao micro e pequeno empresário, inclusão social e principalmente gestão pública responsável, moral e legal.” Gostou?

- Não sabia. Estou incrédula e abismada com tamanho estapafúrdio. Deixe-me respirar fundo. Pronto, já recobrei a naturalidade e a patifaria já não me incomoda e causa espanto. Você não espera, com a minha idade, que as ações humanas, seja qual for o grau ou a tonalidade, causem-me por muito tempo revolta e indignação. Nossos sentimentos são promíscuos e confusos. Vivemos o avesso dos valores. Disso resulta que o absurdo e as desagradáveis surpresas anestesiam-nos e fluem com normalidade no rio de águas turvas da desilusão. Os grandes impactos emocionais, a comoção pública que se repete, faz com que o homem passe a digeri-las com certa frieza. O prêmio em referência, sem a mínima seriedade, tem a virtude de revestir-se do mais puro cinismo e uma patetice de quem o recebeu. Afinal de contas, qual o valor de certas homenagens e elogios? A propósito, dizia um filósofo alemão que o elogio era uma moeda falsa e, como tal, economizá-la seria uma falta de bom senso. Se seriedade houvesse, fazia-se necessário que algum componente a fazer parte da escolha do homenageado viesse visitar-me. Aqui chegando, com um olhar crítico, atento e honesto a captar toda a minha miserabilidade, teria recomendado o prêmio de abacaxi de calamidade pública.

- E o mais gozado é que seu atual gestor, herdeiros de uma herança maldita, foi representá-lo. Como você classificaria semelhante gesto?

- Diria, no mínimo, que lhe faltou o senso do ridículo.

Assim acho também. Suas palavras foram bem apropriadas para espinafrar o pseudo prêmio. Por outro lado, admira-me, como mulher vaidosa, a coragem em admitir a deformidade da sua imagem. Suas artérias, principal vitrine, encontram-se em estado deplorável. Até parece que você está edificada em areia movediça. Feito um remendo hoje, a próxima chuva faz voltar ao estado anterior. Sinceramente, dada a gravidade do problema, acho que você deve criar a BUROCOBRÁS, treinar pessoal competente para que possa realizar um trabalho eficaz e duradouro . Os condutores e proprietários de veículos agradecem. Somando-se esses entre tantos outros problemas tortos e torturantes à paciência do penedense, temos a secretaria da saúde, uma das mais importantes por prestar assistência às pessoas mais carentes, em estado de coma. Se ainda consegue abrir os olhos e dar uma passada, faz em estado de inconsciência, ignorando que está praticamente morta. Qual a razão dessa catástrofe? Sem dúvida, a má gestão dos recursos financeiros.

Pelo que estamos informados, você se encontra com a corda no pescoço. E o que nos chama a atenção é que desconhecemos as razões do seu endividamento. Não percebemos a destinação de recursos que a justifiquem em qualquer setor da administração. O que vemos, em sentido inverso, dentro de uma lógica perversa, é que o dinheiro nunca visto tornou-se maligno, servindo tão só para torná-la cada vez mais miserável. Até parece que foi uma dívida contraída com a mancha pecaminosa da subtração, dela resultando um carrasco a espalhar o caos. Um carrasco que zomba e exulta com a sua feiúra, minha amiga Penedo. Sua imagem quase chega a ser repugnante. Veja o aspecto central do seu corpo. O comercio, em algumas ruas, faz-nos lembrar uma cidade medieval. Quanta falta de higiene e elegância! Parecendo ter sofrido um bombardeio e sepultada pelos estilhaços, agora surge em apavorante forma fantasmagórica da tumba dos mortos. Você, de fato, com as minhas desculpas, exibe um rosto cheio de espinha e feridas pustulentas. Que náusea!

- Basta, meu prezado amigo. Das minhas misérias, sofrimentos e desilusões ninguém sabe mais do que eu. Você, mesmo que esteja a dissecar-me com todo o realismo, está faltando com o cavalheirismo. Onde está sua sensibilidade? Acha que são poucas as minhas aflições para querer dilacerar-me ainda mais?

- Com as minhas desculpas. Acontece que toda tragédia que atualmente atravessa, você é a única culpada.A sua longa existência não foi capaz de transformá-la numa sábia. Falta-lhe o dom da observação para distinguir o joio do trigo, dando-nos a impressão já estar a sofrer os efeitos da senilidade. Para abrir-lhe os olhos despertá-la do infame torpor para enxergar a realidade, levantar-lhe o moral e o amor próprio, nada mais apropriado do que uma enérgica bordoada.

- Está bem! Dou a minha mão à palmatória. No passado ou eu era mais esperta ou fui premiada pela sorte. No enfadonho e elástico curso da minha vida, tive dezenas de prefeitos. Dizem que os velhos têm o costume de glorificar o passado. Na verdade, eles expressam apenas a verdade do seu tempo. Os meus gestores do passado, por exemplo, eram de fato portadores de princípios de moralidade. Os mais recentes, não sei se porque vivemos a inversão de valores, não passam, com raras exceções, de picaretas que têm como único objetivo surrupiar-me. É incrível! Parece que eles trazem no gene o estigma da corrupção. Acontece que lamentações não movem coisa alguma e não adianta lamentar o leite derramado.

Fiquemos por aqui. Precisamos encontrar a solução. A primeira, sem dúvida, é o saneamento financeiro, sob pena de ficar indefinidamente estagnada. Gastar só com o estritamente necessário. Festividades, a galinha dos ovos de ouro dos picaretas, nem pensar. Mão a obrar! Otimista que sou, espero que tudo aconteça da melhor forma possível. Que eu seja, por fim, resgatada das noites escuras das minhas insônias, pesadelos e assombrações. Que eu seja presenteada com uma cirurgia reparadora de toda feiúra e deformidade, pesado fardo que há muito estou a aturar com insuportável vergonha e humilhação.

- É o que todos esperamos. Que o ilustre prefeito Israel acerte o passado. Que queime os neurônios para ser recompensado com a inspiração que aponte o caminho da claridade capaz de contornar a enxurrada das nossas infernais adversidades. Já é hora de mostrar medidas de impacto que nos acenem com uma ponta de esperança. Nós, penedenses, somos seus legítimos julgadores. A sua avaliação não será gratuita, com a habitual subserviência dos bajuladores. Não teremos nenhum pejo em apupá-lo caso torne-se um fiasco às nossas expectativas, assim como não seremos parcimoniosos para aplaudi-lo pelo acerto das suas decisões

 

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  • MARCEL INFELIZMENTE NOSSA QUERIDA PENEDO ESTÁ MUITO DOENTE...
Augusto N. Sampaio Angelim

Augusto N. Sampaio Angelim

Juiz de Direito em Pernambuco, apaixonado por Penedo

Postado em 17/07/2010 15:04

Tanto horror e iniquidade

O país inteiro está acompanhando as notícias sobre o desaparecimento e assassinato da jovem Eliza Samudio, uma garota de vida indefinida e que a imprensa, à falta de melhor identificação, chama de ex-modelo. Morena de formas exuberantes, despertou o desejo do goleiro do Flamengo e, ao que tudo indica, cuidou logo de engravidar, deixando-o furioso. A relação entre ambos, após a gravidez, se tornou violenta com a moça acusando o jogador de agredi-la fisicamente e, inclusive de tentativa de aborto. Até aí, o caso já tinha muita repercussão na mídia, porém os acontecimentos posteriores desafiaram a lógica, parecendo até o roteiro de um improvável romance policial.

Ficamos perplexos ao saber que Eliza foi atraída por Bruno e seu amigos à Minas Gerais, seqüestrada e assassinada. Os detalhes do assassinato da jovem chocaram a todos, pois ela teria sido esquartejada e suas carnes lançadas para famintos cachorros devorarem. Os ossos teriam sido enterrados em local até agora não identificado, embora já estejam presos Bruno, sua mulher e vários amigos. Todos os detalhes do crime são estarrecedores, assim como é incompreensível que o jogador vivesse cercado de rudes criminosos, mesmo ganhando tanto dinheiro.

Os jogadores brasileiros, geralmente de origem muito humilde, logo que chegam ao estrelato sempre procuram a assessoria de alguém que lhes dê o mínimo de discernimento para se equilibrar emocional e culturalmente diante do maravilhoso e perigoso mundo das celebridades e do dinheiro. Cercado de amigos da qualidade de Macarrão e Bola, o goleiro fazia carreira a passos largos para algum tipo de desastre. Bingo! Não deu outra. Um crime hediondo!

Diante desse caso de Bruno, fico a me perguntar: Porque tanto horror e iniqüidade?

A continuarmos assim, não duvido que surja nos céus, entre as nuvens negras, um enorme Zeppelin e que seu comandante acione seus milhões de orifícios, para despejar bolas de fogo sobre a terra e temo que não haja nenhuma Geni para nos salvar, como na música de Chico Buarque.

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  • cidadão o sensacionalismo é coisa atraente, você fala de indícios como se fossem provas,não que eu o ache inocente,mas acho justo que se apure os fatos e se puna os culpados,mas lembre-se,estão apurando,depois será rebatido pela defesa,há uma serie de coisas para se fazer e se chegar ao veridicto certo?então não fale de coisas que você apenas vê na televisão, pois a realidade as vezes é bem mais profunda.noticiŕio de teve é que nem filmes,nunca retrata o real conteúdo dos livros, e sim suas superficialidades,aliás não sou flamenguista e nem gosto do bruno.
  • Elízio Alves As coisas estão começando a virar em favor de Bruno, com o afastamento das delegadas.
  • Lorena Esse debate sobre o caso de Bruno termina senod prejudicial para muitas brasilerias que desejam seguir a carreira de modelo.
  • cesar Bom, amigo.
  • MANOEL - As "marias chuterira" da vida que se cuidem, embora isso nao eximem o pagamento da pena,tal atitude nao exime o pagamento da pena. . Atitude insana!!! Que pague!!
Maria Núbia de Oliveira

Maria Núbia de Oliveira

Escritora e poeta, integrante da Academia Penedense de Letras

Postado em 10/07/2010 13:11

O Homem e a Máquina

Aquele homem recebeu um chamado para fazer um trabalho. Não sabia do que se tratava. Compareceu diante dos "donos da verdade" e ouviu a sinistra ordem: subir na gigantesca máquina e derrubar uma casa. A família em pânico chorava. Sua casa ia virar entulho. Estava no lugar errado. A vizinhança participava , solidária.

O homem do trator ouviu com os ouvidos, mas sua alma não escutou aquela terrível ordem.
Subiu na máquina e suas mãos calejadas pelo manuseio da mesma, perderam a força.

Encostou a cabeça no ferro gelado do trator e soluçou triste, sem coragem de executar aquele mandado. Os soldados pressionavam o pobre homem e o ameaçavam de prisão caso não obedecesse o que lhe fora ordenado.

Acredito que naquele momento iniciou-se uma tremenda luta no interior daquele tratorista: derrubar a casa e continuar livre ou deixar a casa no lugar e ir direto para a cadeia pagar pelo "crime" de ter sido humano, pleno de nobres sentimentos.

A multidão tinha os olhos fixos no homem e na máquina. Cada gesto era acompanhado com atenção. O suspense era geral. Ele ainda ergueu a escavadeira, mas não conseguiu fazer mais nada. Desceu, e decidido, se colocou à disposição das consequências do seu ato de" desobediência às autoridades", conforme foi colocado no ar, para o Brasil inteiro ouvir.

Olhei profundamente para os olhos daquele homem. Provavelmente não frequentou a escola por muito tempo, mas naquele dia, se diplomou com nota mil, quando disse : não à humilhação, não ao desrespeito, não à morte! Porque quem destrói casas, tira a vida de quem nelas habita.
Brotou a gratidão. O homem do trator foi recebido com abraços e beijos por aquele povo, principalmente por aquela família que o fez " salvador", por ter alongado a esperança de uma vida melhor, sem despejo e sem medo...

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  • valfredo Messias dos Santos A grandeza do ser humano não está expressada na sua condição social,nos cargos que ocupa nem na religião que professa. Esta em seu carater e no gesto de amor que dedica a seus semelhantes. O aprendizado para amar não se aprende em escola alguma, já nasce com cada um . Aquele cidadão pequeno aos olhos de muitos provou que era superior a todos os demias e por isso não temeu as ameaças de prisão.
  • Maria José Ferreira Cara escritora, Maria Núbia, gostei muito do seu artigo. Muito profundo. Esse homem realmente foi muito humano. Não deixe de escrever mais artigos desse estilo, com o sentido para o social. Sou sua fã. O que você escreve demonstra o seu lado poético e humano. Beijos
  • Marcelino Cantalice Prezada Núbia: parabéns ! Hoje cedo tivce a alegria de ler um artigo seu no "Aquiacontece". Sou um leitor assíduo do mesmo, acatando e repeitando as opiniões e posições de todos os articulistas, mesmo sem concordar com todos eles e elas. A manifestação é livre.Você tocou num assunto de capital importância: a valorização e o respeito à pessoa humana. Infelizmente, a humanidade se torna, cada vez menos, humana. O homem é ferido em suia dignidade e em seus direitos. É grande, sim, a inversão de valores. Continue lançando sementes do bem.
  • Elenita santos lima Núbia,o seu artigo fala de generosidade que o ser humano deve ter com o seu semelhante.gostei muito ,parebéns!
  • Marcos Rezende Cavalcante Minha querida poetisa, Núbia ; Você está linda nesta foto! Que sorriso, heim? Mas vamos ao seu artigo. Você estreiou com o pé direito. Sabia de suas qualidades literárias, mas agora ratifico o meu encantamento pelo jeito como você desenvolve um tema. É gostoso demais ler o que você escreve. O Aqui Acontece está mais rico do que já é, com a sua presença. Beijos, Marcos.
  • Francisco Araújo Belíssimo texto Núbia. Um texto em prosa, mas sem dúvida escrito com alma de poeta... Parabéns.
  • Zuildson Ferreira Alves Maria Núbia de Oliveira está de parabéns por ter escrito um texto curto,didático, simples e nele acima de tudo, desvelar as contradições inerentes ao sistema capitalista regido pelas leis de mercado onde a Ética é posta de lado. Zuildson,Vila Velha/Es.
  • Dimas Patriota Dura realidade, interesses "mecânicos" acima de interesses "humanitários". Pode-se afirmar que estamos evoluindo, desse jeito? Parabéns, querida! Beijos
  • jose gustavo santos senhora escritora gostei muito do seu artigo essa historia mostra um homen muito honesto.que vc continue sempre assim beijos e abraços
  • Maria Nailzsa de Melo Sá Querida Escritora Núbia, Lendo o seu artigo vejo a importância de uma pessoa se sensibilizar com os sentimentos de outrem. Você valorizou aquele homem que desempenha um trabalho na máquina, mas acima da máquina está o ser humano com quem ele se solidarizou. Aquela família que perderia a sua casa, perderia outras coisas, inclusive sua referência. É do conhecimento de todos que a casa, por mais simples que seja, é o refúgio, é o conforto, é o aconchego dos seus membros. A casa identifica a pessoa ou as pessoas. Parabéns pelo seu artigo.
  • 100%Penedense PARABÉNS MINHA NOBRE POETISA. TIVE A IMENSA SATISFAÇÃO DE LER SUA POESIA DE TÍTULO "POR QUE?" NO JORNAL "O LUCTADOR" DA SOCIEDADE MONTEPIO. FIQUEI MARAVILHADO E IMAGINANDO TODA AS VERDADE A RESPEITO DE NOSSOS PENEDENSES QUE DEIXAM SUA TERRA SER TOMADA E MASSACRADA POR FORASTEIROS,
Augusto N. Sampaio Angelim

Augusto N. Sampaio Angelim

Juiz de Direito em Pernambuco, apaixonado por Penedo

Postado em 03/07/2010 13:15

Sempre pisando na jabulani

Neste mês de junho o mundo inteiro se reúne em torno da magia do futebol, com milhões de pessoas envolvidas, de uma forma ou de outra, no evento. Aqui no Brasil, além da alegria da Copa da África, vive-se o ciclo das festas juninas, motivo da mais genuína alegria do povo nordestino. Apesar das festas juninas e do brilho do mundial de futebol, nuvens negras andaram fazendo estragos em Alagoas e Pernambuco, deixando um rastro de destruição, dor e desespero para milhares de pessoas, principalmente dos pobres que moram nas regiões ribeirinhas dos rios Paraíba do Meio, Mundaú, Ipojuca e Una.

Tentando explicar a identidade brasileira, o alagoano Sérgio Buarque de Holanda, autor do clássico “Raízes do Brasil”, enfatiza que o brasileiro, herdeiro das tradições portuguesas, é um povo avesso a projetos de longo prazo e cuja sociabilidade é vista, praticamente, nas festas e comemorações. Apesar da obra ter sido escrita há mais de setenta anos continua a dialogar com os acontecimentos do Brasil de hoje neste particular.

De quatro em quatro anos, o país se prepara para a Copa do Mundo, assim, como todos os anos, o carnaval embala o país de norte a sul e o São João arrasta todos os nordestinos. Mas, como o mundo não é feito somente de futebol e festas, de vez em quando eclode uma catástrofe numa região do país. Fenômenos naturais vem provocado grandes problemas para a humanidade nos últimos cinco anos e a precipitação exagerada de chuvas tem resultado em tragédias previsíveis no Sudeste e no Nordeste brasileiro.

A cada episódio destes vemos o povo, de forma desorganizada, se solidarizar com os atingidos pelas calamidades, mas, assim que o fato deixa de ser noticia na televisão, as pessoas vão se desligando dos desafortunados e, de maneira quase natural, as coisas se acomodam de forma precária.

O caráter do brasileiro, sempre imediatista e a impaciência dos governos com os projetos de longo prazo, agravam os problemas causados pelo excesso de chuva e outros fenômenos naturais.

Qual das nossas cidades, pergunto-lhes, possui uma defesa civil relativamente organizada e pronta para agir em situações de emergência? Desde que começaram as chuvas, acaso houvesse um mínimo de organização civil nas cidades ribeirinhas do Mundaú, Paraíba do Meio, Ipojuca e Una, o prejuízo poderia ter sido infinitamente menor.

Alguém, algum órgão ou autoridade pública se deu ao trabalho de, passado dois dias de chuva nas cabeceiras desses rios de alertar a população dos possíveis efeitos das enchentes? Não, ninguém fez isto, nem em Alagoas e nem em Pernambuco e não fará na Bahia ou no Ceará, acaso no próximo ano, haja alguma coisa parecida.

Faz tempo que estamos pisando na bola. Daqui há trinta dias a imprensa terá deixado de contabilizar vítimas e destacar a tragédia e os desorganizados voluntários já terão se cansado de ajudar. Assim, continuamos pisando na jabulani, isto é, deixando de fazer a coisa certa e tomando atalhos que nos custam caro e comprometem o futuro.

Que tal organizar um sistema de defesa civil e de monitoramento dos rios de nossa região, senão em cada cidade, mas, pelo menos, de forma regional? Ou, então, continuemos a rezar e orar.

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  • Erbson Parabés pela lembrança do livro “Raízes do Brasil”, do ilustre Sérgio Buarqu de Holanda. Imagino que o maior problema nosso, brasileiríssimos seja mesmo uma certa, Ausencia de Identidade...herdeiro das tradições portuguesas, é um povo avesso a projetos de longo prazo e cuja sociabilidade é vista, praticamente, nas festas e comemorações. O povo brasileiro teria formado uma psicologia, em certos termos, trágica, realista, que aceita a vida como ela é, sem formar grandes ilusões nem imaginar grandes expectativas. Não haveria, assim, para esse povo, grandes motivações vocacionais no trabalho, que pode ser qualquer um, desde que traga dinheiro. Além disso, o brasileiro se caracterizaria, antes de tudo, por ser cordial, querendo isso dizer que suas relações com outros se dá pela cordialidade, sendo quase sempre pautadas pela aparência da gentileza, normalmente confundindo bons modos com boa índole. Até o intelectual brasileiro tenderia a misturar e sustentar opiniões diversas, muitas vezes contraditórias entre si, desde que pudessem se apresentar por palavras bonitas e argumentos elegantes. SE TUDO ISTO É UMA VERDADE, DEPOIS DE MUITOS ANOS, PRECISAMOS DAR UMA ARRUMADA EM NOSSA INDENTIDADE E CRIAR MESMO MECANISMOS DE DEFESA CIVIL E MELHOR ORGANIZAÇÃO DE NOSSA VIDA SOCIAL... senão teremos mesmo que rezar.
  • Maria ´Tenório Daqui há um ano, tudo continuará do mesmo jeito, infelizmente.
  • Clayton Santiago Se chuver muito no ano que vem, o desastre poderá se repetir, pois as tais autoridades...
Erbson Rodrigues

Erbson Rodrigues

Licenciatura em Filosofia e Mestre em Educação

Postado em 26/06/2010 11:46

Venceu a Irracionalidade: O Privilégio do Absurdo

O filósofo Hobbes já havia anunciado tempos passados que somente o homem tem o “privilégio do absurdo”. Isto para dizer que somente a criatura racional pode ser irracional. Irracionalidade é um processo ou estado mental — um processo ou estado racional — que falhou. Mas, entenda que o irracional não é apenas o não-racional ou aquilo que está fora do âmbito racional; a irracionalidade é uma falha dentro da casa da razão. Como isso é possível? E como isto pode ser sugerido dentro da seleção para contrato temporário na prefeitura de Penedo: primou a irracionalidade para privilegiar a alguém? Será que os critérios são acráticos?

O problema de explicar tal comportamento preocupa filósofos e moralistas pelo menos desde Platão. De acordo com Platão, Sócrates argumentou que, uma vez que ninguém age voluntariamente contra aquilo que sabe ser o melhor, apenas a ignorância pode explicar ações frívolas e nocivas. A isto chamaremos de paradoxo, mas a visão de Sócrates é paradoxal somente porque ele nega aquilo que todos nós acreditamos, a saber, que há atos acráticos(que são realizados por fraqueza da vontade). Se Sócrates está certo — se tais ações são descartadas pela lógica dos conceitos — então não há nada problemático sobre os fatos a serem explicados. Contudo, Sócrates (ou Platão) deu destaque ao nosso problema: há um conflito entre a maneira usual de explicar a ação intencional e a idéia de que uma ação pode ser irracional. Uma vez que a visão segundo a qual nenhum ato intencional pode ser internamente irracional encontra-se em um extremo no contínuo de visões possíveis. Neste sentido, se algum candidato está sendo privilegiado por já terem experiência dentro do setor, nada há de intencionalidade ou de irracionalidade, ou será que existe?

Pois bem, o que expõe o edital 01/2010 sobre os critérios para a contratação de pessoal pela SEMTHAS é, no mínimo, um ato aparentemente não intencional. Em tempos de ciência e seu status de objetividade, clarividência, etc. fazem-nos pensar que a lisura de um processo seria garantida pela claridade e objetividade dos critérios, sobretudo porque estes favorecem a todos os candidatos dirimir as possíveis dúvidas surgidas, além de ratificar a credibilidade de quem dirige um processo desta natureza. De fato, como compreender que se possa escolher de forma ciente e deliberada a opção menos proveitosa? Repito: nenhuma intenção há nisto. Trata-se apenas de um privilégio do absurdo! Simples assim...

A SUBJETIVIDADE, contrário à ciência, imperou na seleção. E veja-se que não foi intencional, nem irracional.

1. O Edital expõe como critérios:
Experiência na área de atuação – 0 - 50 pontos
Titulação (graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado, certificados) – 0-50 pontos
Insta anotar que:

a) Convém esclarecimentos e objetividade quanto ao tempo de experiência e quanto aos pontos para cada ano ou fração de ano. QUAL EXPERIÉNCIA? “Disseram” que é experiência no setor...

b) Também deve-se objetividade quanto à pontuação para cada título e/ou certificados.
Ex.: Doutor – (x pontos); Mestre (x pontos); Especialista(x pontos); graduação (x pontos)
*** Esclareça-se ainda sobre os CERTIFICADOS DE CURTA DURAÇÃO.
Entre X horas e Y = x,x pontos (por cada certificado)
Entre Z e F = x,x pontos (por cada certificado)

c) CRITÉRIO NÃO OBJETIVO: “Os títulos que excederem o valor máximo previsto não serão considerados para a pontuação do candidato” (Edital item 4.10). QUAL O EXCEDENTE? O QUE E ONDE ESTÃO PREVISTOS?

2. AVALIAÇÃO DE REDAÇÃO
Concordo plenamente! Porém, NÃO ESTABELECE OS CRITÉRIOS. Nota mínima!

3. ENTREVISTA – AVALIAÇÃO POR PROFISSIONAL
Vê-se inadmissível em concurso público, utilizar-se do critério “ENTREVISTA”, sem qualquer regulamentação, sem caráter científico, por demais subjetivo, como meio de selecionar e avaliar o candidato. Não existe previsão legal, nem previsão no edital que estabeleça os critérios de avaliação dos candidatos pela “entrevista” - O art.. 37 Inciso II da C.F. condiciona investidura em cargo público a aprovação prévia em concurso público de provas e títulos, não a entrevista reservada e sem oportunidade de contradição, garantidas no Inciso LV do Art. 5.º da C.F. (TJMG, apel. 155.431.0, apud Jurisp. Mineira 149/286).

A CONSTITUIÇÃO FEDERAL em seu art. 37 inciso II é claríssimo ao exigir que os cargos públicos devem ser preenchidos através de aprovação prévia em concursos públicos de provas, não prevendo a possibilidade de adotar o critério de “entrevista” como meio e modo de se aquilatar a capacidade do candidato, in verbis:

“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.

A conclusão disso é simples: ora, de certo modo pode ser racional adotar voluntariamente uma crença, desde que seja essa a preferência do agente. O auto-engano não é seguramente racional do ponto de vista epistémico (ou cognitivo), mas pode revelar-se racional do ponto de vista prático. Resta todavia saber como é que isso é possível fazer para acreditar naquilo que se sabe (ou se suspeita) ser falso? Uma coisa é desejar acreditar numa falsidade, outra coisa é conseguir acreditar efetivamente numa falsidade. Essa questão tem alimentado um vasto debate entre os defensores do “voluntarismo doxástico”, para os quais é possível induzir voluntariamente a crença que se pretende, e os defensores do “evidencialismo doxástico”, para os quais as crenças são essencialmente determinadas por fatores causais ou epistêmicos independentes da vontade do sujeito.

Ora, por definição, a concepção intencionalista do auto-engano pressupõe uma certa forma de voluntarismo acerca da crença, uma vez que só faz sentido falar da intenção de se enganar a si mesmo sob condição que seja efetivamente possível controlar de forma voluntária aquilo em que se acredita. Assim, as explicações vinda do lado da SEMTHAS são de que não houve nenhuma intenção de privilégios. A nós cabe-nos conseguir acreditar efetivamente! Tudo é uma questão de mera coincidência irracional!
 

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  • Erbson CARO ANTONIO, não acho que devemos pensar que haja direcionamento. Acredito muito mais em uma ausencia de informação (que chamo de irracionalidade) no Edital. É sobre isto, apenas isto, AUSENCIA DE INFORMAÇÃO.
  • Maria Helena TAMBÉM ACHEI SUBJETIVO. E PODE SER PREJUDICIAL Na entrevista com a psicóloga vi pessoas que no dia-a-dia são profissionais excepcionais, muito competentes mas, não conseguiram, PELO NERVOSISMO, se apresentarem bem. Aí está a prova de que, você está certo, ao alertar sobre este critério.
  • Antonio Lins Erbson, o edital esta direcionado " a quem interessar possa" como foi os Festejos Juninos não se sabe qto gastou ainda!!!!! absurdo
  • Erbson Cara Shirley, gostei de seu comentário e observação, sou obrigado a concordar com você sobre a idéia de que OS PROJETOS FUNCIONAM. ACREDITO ACIMA DE TUDO QUE SEJA COM PESSOAS COMPETENTES, TANTO É QUE AS REFERENCIAS SÃO BOAS. Você tem razão: não compensaria gastar tempo e dinheiro. POR ISTO NÃO QUESTIONEI NEM JULGUEI AS PESSOAS QUE JÁ TRABALHAM NOS PROJETOS. Estava apenas FAZENDO observações sobre a ausencia de informação no edital. A partir de suas informações O EDITAL E TODO ESTE PROCESSO SERIAM DISPENSADOS.
  • João Gilberto Quem inventou essa maldita seleção foi o MP...E o que ele fez?Jogou nas costas da SEMTHAS a realização. Fique claro que é uma seleção temporária por tratar-se de programa federais...Penso que foi uma perca de tempo, pois colocar gente nova vai gerar mais gastos na capacitação e formação de tais áreas...E você sempre polêmico...PAssou-se o tempo de seminário, as brigas com Dom Valério na CDP..Etc...Deveria cuidar do Imaculada que está as moscas, a cada ano perdendo alunos para as demais escolas da cidade...
  • Shirley Essa seleção nunca deveria ter sido feita... A maioria das pessoas que fizeram não tem experiência e noção dos programas...E os programas já estão em andamento...Não podem parar...Deixa de demagogia meu caro!!!Nem no Imaculada você está dando conta!!!
  • Erbson Caro João Gilberto, Obrigado pela contribuição! Concordo com seus esclarecimentos... POR FAVOR, NÃO ESTOU FAZENDO CRÍTICAS ÁS PESSOAS, NEM AOS TRABALHOS QUE SÃO DESENVOLVIDOS... considero até um avanço fazer um processo dessa natureza porque significa transparência e desejo de acertar. Estava apenas fazendo observações sobre a ausencia de informação no edital. MINHA INTENÇÃO É QUE SIRVA PARA TODOS OS CONCURSOS ONDE QUER QUE ELE EXISTA. Não está direcionado a Penedo que, repito, achei um grande avanço.
  • Erbson Caro(a) amigo (a), sua contribuição será de bom grado afinal, é para isto que existem os meios hoje. Se você leu o texto, RECORDE-SE que os questionamentos expressos, não dizem respeito aos méritos de qualquer candidato, ou mesmo sobre a lisura do processo ou idoneidade de quem quer que seja. Sobre isto, nada podemos falar. E considere que o processo seletivo já representa um avanço. Estou questionando apenas A AUSENCIA DE INFORMAÇÕES NO EDITAL. Não representa erros, apenas AUSENCIA que pode ser corrigido e melhorado para os próximos. Além disso, não podemos culpar a ninguém, muito menos os que se inscreveram e foram selecionados!
  • tania carine Pois é e alem disso tudo veja só Erbson a psicologa que aplicou as provas, e todas com o nome do candidato apenas não podia colocar o nome na redação, mais a prova de psicotecnica colocava pq a redação foi apenas um H sim a psicologa era a irmá de Ana Rosa a dr Rita . que só ficou quem era pra ficar kkkkk se vc ficar Erbson é pq estam com medo de suas palavras na hora da prova.
  • Regina concordo que deveria haver UMA PONTUAÇÃO ESPECIAL PARA QUEM JÁ TRABALHA NOS PROGRAMAS. E DENIR OS PONTOS PARA CADA COISA AVALIADA. FALTOU APENAS COLOCAR ISTO NO EDITAL.
  • Marcos Paulo Concordo sobre a idéia de que os Editais de concursos, às vezes, não são claros e PASSAM A IMPRESSÃO de que está privilegiando. Recentemente saí de Penedo para fazer um concuso na Bahia e na hora da prova fui informado de que não podia fazer a prova porque um critério era SER SOLTEIRO, SEM FILHO. Não pude questionar porque estava no edital e eu não tinha lido.
  • Palhaço É lamentável, em pleno século 21 , ver um desmando destes. O prefeito que contava a historinha do príncipe que veio destruir Penedo, se referindo ao antigo gestor; agora tá mais para Bobo da Corte que para Salvador da Pátria! Fácil não deve ser, porém fazer de conta que manda....Uma seleção desnecessária...dissimular para enganar pais e maes de família....necessitados de dias melhores....aguardemos o palanque para ouvir os novos contos do circo que esta cidade está se tornando....
  • CIDADÃO PENEDENSE Erbson, parabéns pela sua inteligente e coragem demonstração de indignação, tristeza e humilhação para com os atuais administradores desta tão sofrida cidade. Bem, no próximo dia 30 de junho não teremos com certeza nenhuma novidade no resultado deste falso concurso. Observem que não haverá nenhuma mudança, uma vez que a falsidade e a falta de respeito para com os jovens de Penedo ainda permanecem na atual administração. Espero que eu esteja errado, uma vez que vejo na imagem do atual prefeito e da primeira dama pessoas inteligentes respeitadas e dignas de um futuro promissor. Não agüentamos mais decepções.
  • Erbson Tânia, não pense desta forma, TÃO NEGATIVA, eu acredito muito na competência dos profissonais que dirigiram o certame. E acredito na honestidade e boa intenção dos responsáveis... ALÉM CLARO, DE ACREDITAR NA CAPACIDADE E MÉRITO DOS QUE FAZEM PARTE DO PROCESSO SELETIVO, esteja ele no primeiro ou último lugar. Veja que, como ainda faltam a redação e a análise da psicóloga, outros candidatos certamente serão bem sucedidos.
  • Rick VEJA O EDITAL DO SAAE E CAMARA DE VEREADORES o requisito para investidura no cargo é - "Ensino Médio completo com certificado de conclusão fornecido por instituição reconhecida pelo MEC." vale a observações: O MEC não é o órgão responsável pelo reconhecimento de titulos de ensino médio. Pelo que sei, o certificado de conclusão do Ensino Médio, é reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação.
  • Carmen Lúcia Caro Erbson um processo seletivo que tem a "intenção" de ser "simplificado", apenas simplifica a aprovação dos apadrinhados e dificulta aos outros! Vale salientar que se trata de uma contratação temporária, de maneira que não efetiva ninguém no serviço publico. Alguns destes cargos deveriam estar no concurso realizado em maio/2010, como certos cargos ESTRANHISSÍMOS contemplados,e por que não estavam? Outra, porque não usar os aprovados do concurso em cargos como Assistente Social,psicologa,.., pois tem vários aprovados excedentes, ao invés de promover uma seleção deste tipo, apenas NESTA secretária? E O CIRCO DA PREFEITURA PENEDENSE CONTINUA COM SEU ESPETÁCULO DE HORRORES!!!!!
  • Leitor Rick, vejo que você está equivocado! "ensino médio completo com certificado de conclusão fornecido por instituição reconhecida pelo mec." Leia novamente. Percebeu? Não é o certificado de conclusão que deverá ser reconhecido pelo MEC e sim a instituição que forneceu o mesmo. Como já sabemos O MEC não é o órgão responsável pelo reconhecimento de títulos de ensino médio, o certificado de conclusão do ensino médio, é reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação. Já a instituição deve, sim, ter um registro no MEC. Gostei da sua observação porque é preciso que isso fique bem claro, só vim a acrescentar para fins de esclarecimento.
  • Rick CARO LEITOR NÃO IDENTIFICADO, não há equívoco nenhum... os certificados e, consequentemente, as instiutições de nivel médio não TEM O RECONHECIMENTO DO MEC. TEM SIM DA SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO. O MEC RECONHECE INSITUIÇÕES DE NIVEL SUPERIOR.
  • Aprovado Erbson, pare de chorar e reclamar, vá estudar mais um pouquinho, pq parece que seu mestrado ainda não está fazendo diferença na hora de pontuar. Na próxima quem sabe não é?
  • Erbson Parabéns pela aprovação!
  • gerlany de vasconcelos Parabéns pelo seu questionamento!
  • cidadão decepcionado Erbson, vc é um vencedor ! Olha só a entrevista foi onde houve o aumento das notas das pessoas que já trabalhavam ou já tinham o apadrinhamento. é uma pena a psicóloga Ritinha começar a sua carreira desta forma. Eu acho que ela não estudou ou nunca viu falar em ética profissional ou pra falar a verdade saber como se comporta um profissional em uma entrevista.
  • Aluna Erbson, externar seus pensamentos e concepções demontra que ainda temos em nossa sociedade pessoas inteligentes sem medo de dizer o que pensam. Suas colocações são palusíveis. Sou sua aluna e como outros, vejo e reconheço tanto a sua capacidade como a "irracionalidade" dos responsáveis pelos critérios de seleção. Não baixe sua cabeça diante de comentários medíocres. Você é superior a todos aqueles que não suportam o seu sucesso.