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Augusto N. Sampaio Angelim

Augusto N. Sampaio Angelim

Juiz de Direito em Pernambuco, apaixonado por Penedo

Postado em 25/08/2010 14:12

Vivas a São Cristovão, de Sergipe Del Rey

O Nordeste
Vivas a São Cristovão, de Sergipe Del Rey
Praça de São Francisco, Patrimônio Mundial da Humanidade

Conheci a colonial São Cristovão, em Sergipe, no inícios dos anos oitenta, voltando de um carnaval passado em Salvador. Na época nem me interessava tanto pelo período colonial do Brasil, mas fiquei encantado com a beleza histórica da cidade e da Praça São Francisco. Lembro que cheguei à praça, com o sol a pino, por volta do meio dia e, debaixo de um sombreiro mexicano, que até tento recordar onde adquiri, e, me detei no lado da sombra da bela igreja da praça. Depois é que fiquei sabendo que aquela praça representa um conjunto arquitetônico singular no Brasil, já que erigido na vigência da chamada União Ibérica, quando Portugal esteve sob domínio espanhol (1580/1640) e, por extensão, sua colonia americana (Brasil).

A praça foi erigida de acordo com as instruções urbanísticas das Ordenações Filipinas, sendo única em solo brasileiro. Preservada pelas gerações em todos estes séculos, a Praça São Francisco simboliza um importante período da história humana.

São Cristovão é uma das quatro cidades mais antigas do Brasil e foi a primeira capital de Sergipe, fundada no ano de 1590, na época de domínio da dinastia filipina sobre toda a península ibérica e suas colônias espalhadas pelo mundo.

Vivas, portanto ao povo de São Cristovão, que agora passa a ter um a Praça São Francisco como Patrimônio Cultural da Humanidade, ao lado de mais dezessete bens brasileiros. Ao parabenizar a velha cidade colonial da antiga Capitania de Sergipe Del Rey, lanço o olhar sobre nossa Penedo e fico triste com a degradação do patrimônio arquitetônico e cultural desta muy leal e volorosa Vila do Penedo do Rio São Francisco.


 

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  • Pedro Tenório É uma das belas cidades nordestinas.
  • Adriano Ribeiro De fato, assim como Penedo, São Cristovão é bonita, mais Penedo é mais ainda.
  • Liana Deveriamos preservar melhor nosso patrimônio, inclusive cultural.
Públio José

Públio José

Jornalista, publicitário, escritor e atento observador da vida

Postado em 22/08/2010 11:35

O Príncipe e seus Maquiavéis

Causa admiração e espanto a capacidade que certos políticos têm de se fazer rodear por pessoas de caráter não recomendável. Tomo por exemplo empresários e outras lideranças que conheci e que de repente decidiram trilhar os caminhos da vida pública. Antes de tomarem tal atitude eram pessoas confiáveis, dessas de quem você receberia um cheque sem problemas e com as quais você não encontraria dificuldade em negociar, no mercado financeiro, um título de sua emissão. Mas, a partir do momento em que se declararam candidatos a alguma coisa, passaram a se cercar de pessoas de conduta duvidosa e a praticar ações nem sempre dignas do nome e do respeito que antes ostentavam. Não sei se essa é uma questão global, universal, ou se é “privilégio” apenas dos políticos brasileiros. Afinal, o homem é homem em qualquer lugar do planeta. Acontece, porém, que nosso voto só tem validade no Brasil.

Daí, não ser preciso que essa análise se estique além fronteiras. Certa vez – na qualidade de estudante de jornalismo – presenciei um colega de turma perguntar a um político de renome o motivo dele manter ao seu redor tanta “catraia moral”, tanto mau caráter. Sorrindo, o homem público respondeu com outra pergunta: “Você faria por mim o que eles fazem?” Dá prá ranger os dentes, não é verdade? É interessante se notar que o eleitor brasileiro tem dado pouca importância aos valores (ou desvalores) morais que compõem a equipe dos candidatos. Pior ainda é observar que o brasileiro encara de forma bastante natural o conceito que emana de alguns políticos de ontem e de hoje de que “rouba, mas faz”. Porque pensam assim os eleitores? Ou por outra, porque são levados a votar, a confiar seu voto em quem se reveste dessa imagem? Ao que parece, existe no eleitor brasileiro uma descrença...

Uma incredulidade tão grande relacionada à ação política, que ele – por falta de alternativa – lança seu voto muitas vezes num cesto até infecto, esperando sair dali algum projeto político que, mesmo duvidoso, lhe soe, a seu ver, de algum proveito. Às vezes, para despertar o eleitor de tamanha letargia, é necessário o surgimento de uma verdadeira hecatombe, como no bota-fora de Collor, para que valores nobres, realmente de respeito venham a ser exteriorizados e praticados em favor de todos. Será que não é chegado o momento de analisarmos também o grau de moralidade, de seriedade, de honestidade, que habita o palanque dos atuais candidatos, ao invés de nos atermos tão somente à excelência das propostas e do conteúdo dos discursos? Jogo é jogo, treino é treino, já dizia Nenê Prancha. A humanidade em geral e o Brasil em particular já perderam demais em razão da existência, em excesso, de verdadeiros maquiavéis aboletados na assessoria de políticos, em cargos de primeiro escalão, nas cozinhas palacianas e – principalmente – nas mentes de homens públicos. Gerando que tipo de fruto? Rasputin que o diga, Paulo César Faria também, Gregório Fortunato idem, como também Goebels e toda corja sádico-lunático-psicótica que arrodeava Adolfo Hitler. Foi produto de assessoria mal cheirosa, da presença dos maquiavéis da vida, o surgimento de episódios que até hoje envergonham o caminhar de nações até ditas respeitáveis. Num “belo exemplo” do que estamos falando, um tenente americano, em cenas vistas pela televisão, encheu de cadáveres de inocentes vietnamitas a sala de jantar, até então impecável, da classe média americana. Nixon viu rolar escada abaixo o seu projeto de ser tido como estadista pelas traquinagens feitas por assessores seus no escritório político dos outros. Militares brasileiros rasgaram a Constituição ao enfiarem goela abaixo da opinião pública nacional o fechamento do Congresso e a edição do AI-5. Os argentinos, entre outros tangos amargos que vêm dançando ao longo de sua história, sentiram o sabor humilhante da derrota na Guerra das Malvinas. Ah, os assessores! Os maus, bem entendido.

O problema também – é bom ressaltar – é que muitas vezes o próprio candidato é quem conduz o fio da malandragem, safadeza, maldade e despropósito público até a mente dos seus assessores mais próximos, compondo assim uma verdadeira “Família Adams do Terror Político”, ou melhor, uma verdadeira quadrilha a espezinhar e perverter os mais elementares princípios voltados para o respeito e a preservação do patrimônio coletivo. O que cabe ao eleitor fazer? Que papel está reservado às massas votantes nesse enorme palco político-eleitoral brasileiro? Assistir o desenrolar da peça para ver no que vai dar, ou entrar em cena e expulsar, com seu voto, os que destoam do figurino que queremos desenhar para o Brasil?

Está na hora de pensar, de refletir, e passar a olhar com lentes de aumento – e bote aumento nisso – a composição dos palanques da atual campanha. Tanto nos níveis estaduais, como no plano nacional. Tem candidato que é exímio em fazer você ficar olhando só para ele, querendo hipnotizá-lo para, assim, impedi-lo de constatar o que está por trás de si. Seja mais esperto. Veja os palanques de lado, por baixo, por cima, por todos os ângulos. Veja quem está no primeiro, segundo e terceiro planos. Analise bem para depois votar. Agindo assim você estará, com certeza, contribuindo para diminuir bastante o número de maquiavéis da vida pública brasileira. Riscá-los do mapa já seria querer demais.

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  • Paulo Fraga A PALAVRA CHAVE É : " INFORMAÇÃO ", QUANTO MAIS VOCÊ TIVER , MAIS FÁCIL SERÁ ESCOLHER OS NOSSOS REPRESENTANTES....................ótimo texto, parabéns
  • PARAÍSO DAS AGUAS COLLOR ATUALMENTE VEM COM O INTUITO DE MUDANÇA, DE RENOVAÇÃO E MUITOS ESTAO TEMEROSOS PQ SABEM QUE QD FENANDO AFONSO COLLOR DE MELLO SE CANDIDATA A QQUER ELEIÇÃO SEUS ADVERSAROS POLITICOS TREMEM NAS BASES PQ ONDE COLLOR PASSA ARRASATA A MULTIDÃO COM ELLE E ISSO INCOMODA, MAS O QUE IMPORTA É QUE DIA 03 DE OUTUBRO ALAGOAS VAI COLLORIR
Jean Lenzi

Jean Lenzi

Ator, dramaturgo, encenador teatral e ativista cultural

Postado em 18/08/2010 13:32

Sustenidos e Bemóis

“Nós podemos e devemos encontrar musicalidade em todos os “saltos” e baixos”, nos ensinam os musicistas e desde muito cedo nesta cidade de valorosa sonoridade, tenho aprendido com avidez essa, dentre outras verdades pré-dispostas em sustenidos e bemóis. Já à poesia de Fernando que nos remete a duvida do que pode ou não ser válido, logo se ratifica pela máxima do poeta lisboeta quando nos afirma que “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

Esta triste sinfonia à beira rio confrange a Cia. Penedense de Teatro que sente neste momento a inevitável necessidade de guardar em lugar privilegiado no Theatro as suas sapatilhas de amianto, e daí reverem a impostação de seus gritos e a utilidade de suas máscaras. Esta triste sinfonia confrange também a fiel platéia juliana, depositária das graças e do encantamento promovido pelo trabalho da mais antiga e singularíssima trupe teatral do Penedo.

Em outros momentos já foram ditos, inclusive nesse veículo de imprensa o qual me pré-disponho a falar, o quanto se faz imperiosa a elaboração de um Projeto cultural verdadeiramente consistente para Penedo. Também já foi dito que o Festival de Teatro de Penedo só existe por iniciativa e manutenção própria dos componentes da CPT que se alternam em funções públicas várias para, inclusive, sustentar seus sonhos dionisíacos. E por isso, haveremos de reconhecer que o fracasso deste ano que culminou no cancelamento do Festival, deve-se em sua maior parte a uma falha de produção harmonizada pelos organizadores. O que se diz aqui não é para causar espanto ou indigestão, muito pelo contrário, se falamos e buscamos verdades, por que então sonegá-las? Não há arte mais falsa do que o teatro, que finge, mente, vacila, e como arte, tenderá a ser sempre essencialista, cuja validade é limitada aos palcos, e se a deixamos passar por além daquele espaço limítrofe, veremos instaurada a crueldade e a burrice.

Ao ler a nota posta que informa o cancelamento do Festival, é possível identificar razões e intencionalidades justificáveis. Há muito não se creditam à Cidade do Penedo eventos culturais promovidos pela gestão pública municipal. A ineficiência da secretaria de cultura se dá pela simples razão de não se ter ainda uma visão honesta de política cultural. Somente quando não for mais possível contemplar o legado que foi deixado pelo suor dos ilustres artistas, poetas, educadores e civis, haveremos então de admitir que falhamos. Não se concretiza compromisso com o resgate e ou até mesmo manutenção da cultura, vale mais a preservação de votos; o que impera atualmente é a mais simbólica demonstração de ignorância, uma inversão de valores que nega uma gestão cultural em benefício intimo de um “gestor cultural”. O que se pode constatar também na ineficácia destas ações promovidas por ingênuos proletários em sentido menor, que se alto-intitulam grandiosos guerreiros das batalhas que ainda não aconteceram. E ainda sobre o Festival, diria que o teatro desenvolvido pela CPT em Penedo cinge-se a um diálogo de surdos, a um duelo de grupos, anteriormente chamados de amadores, hoje pretensos baluartes, que acendem cada um com suas próprias mãos as lamparinas de suas ribaltas.

Seria então possível culpar também o poder público pela não apresentação da 8ª edição do Festival de Teatro de Penedo? Já foi dito que o Theatro Sete de Setembro está entregue à própria sorte. O que mais se poderia dizer? O que causa espanto nisto tudo é a verdade dos fatos esculpida sobre carnes flácidas e esbranquiçadas. Ao palco mais antigo das alagoas, ainda como única opção de casa de espetáculos ativa no Penedo, é negada entre outras coisas uma direção cultural produtivamente ativa e profissionalmente capacitada a gerir as suas necessidades.

À Companhia Penedense de Teatro, existem inúmeras soluções de se garantir aportes para um evento como festival de teatro, a atenção neste momento se faz necessária pelo que ousamos entender por mais impuro e verdadeiro como a máxima de uma cultura que nunca angariou votos, assim também, a inexpressiva via comercial Penedense que se aliam à certeza de que de que nada é tão inútil para o momento do que buscar culpados, mas se eles existem... Que se curvem ao som desta sinfonia que atordoadoramente reverbera em nossos cérebros e que é a inconteste prova de que algo precisa ser feito, ou quando nada, dito.

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  • Paulo Concordo com você no tocante a falta de políticas culturais e melhor direção no teatro. Observo que antes das pessoas assumirem o cargo público eram inclusive mais fomentadoras culturais do que agora.
  • Juliana É triste quando vemos pessoas gastarem tanto tempo escrevendo bobagens sem tamanho. Conheço o trabalho de perto dos dirigentes do Teatro Sete de Setembro e da CPT (Companhia Penedense de Teatro). A luta incessante pela captação de recursos pelos representantes de ambos com projetos culturais e estruturais de extrema qualidade é um dos exemplos da perfeita atuação desses agentes culturais, que também são grandes formadores de opinião da Multicultural Penedo, além de serem sempre muito elogiados onde passam. Podem notar nas entrelinhas que com tão rebuscadas expressões e palavras não se trata mais do que um completo ciúme alheio de pessoas (ou será pessoa?) que se destacam em qualquer lugar, instituição, companhia, órgão, faculdade, entidade, projeto que façam parte. Ao invés de perder tanto tempo fomentando o falso insucesso (criado por indignados com não sei o que), devia ganhar tempo divulgando as ações de sucesso dos que fazem cultura em Penedo, que nunca teve tantas ações para a melhoria da qualidade de vida dos penedenses quanto vem tendo nos últimos dois anos. Atenciosamente, Juliana Passos.
  • Welligton Barros Nossa como vc baixou o nível. Lá em cima do artigo ao lado da sua foto, que aliás poderíamos ser poupados de visualizar, está a descrição do que você é, ou pensa ser: Ator, dramaturgo, encenador teatral e ativista cultura Então nos brinde com um artigo falando sobre o que vc tem feito culturalmente por Penedo?Eu digo NADA ,pois até onde sei você é ator de único espetáculo e não produz nenhum projeto cultural na cidade. Acredito que a maioria dos leitores do aqui acontece que tem o dissabor de ler seus pseudo-artigos já perceberam que você tem inveja da Cia Penedense de Teatro porque é a Cia mais séria e produtiva da cidade. As outras babaquices que vc comentou nem vale a pena falar, resumindo seu texto é uma carta desabafo onde você fala mal das pessoas que você deve mais admirar/invejar. E estou cansado de ver você sempre falando mal de Penedo.Se não gota daqui porque não se muda. Cuidado a inveja mata!
Valfredo Messias dos Santos

Valfredo Messias dos Santos

Procurador de estado, defensor público e membro da Academia Penedense de Letras

Postado em 14/08/2010 23:44

Não se põe vinho novo em odres velhos

A política brasileira tem abrigado sob o seu manto um sem número de indivíduos descomprometidos com a democracia tão sonhada por todos nós, que nela se lançam como verdadeiros aventureiros numa disputa que só quem ganha é quem tem dinheiro para comprar os votos dos incautos ou contar com a ajuda de padrinhos matreiros já com larga experiência nessa seara.

A indignação dos brasileiros com esse tipo de políticos, fez emergir um movimento intitulado “Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), instituição formada por 46 entidades representativas da sociedade brasileira, com sede em Brasília e atuação em todo território nacional. Dentre elas destacam-se a Ordem dos Advogados do Brasil, Associação dos Magistrados Brasileiros, Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, CNBB, sindicatos e confederações diversas.

Graças a esse Movimento, foi possível recolher mais de um milhão e seiscentos mil assinaturas, nos quatro cantos desta nação, possibilitando o exercício da soberania popular previsto no art.14-III da Constituição Federal.

É sem dúvida alguma uma grande vitória da democracia brasileira numa demonstração de que o poder está nas mãos do povo basta apenas saber exercê-lo.É lamentável que tal iniciativa não tenha partido dos políticos que sempre se fazem de rogado quando se trata de reduzir seus poderes e suas prerrogativas, sendo necessária a pressão e a indignação popular.Mesmo assim houveram tentativas para que a lei ficasse sem eficácia ,apenas letra morta ,permitindo a perpetuação das práticas criminosas amparadas pela legalidade imoral.

Algo está mudando neste Brasil. As entidades representativas dos seguimentos sociais estão se tornando mais independentes e com força, em razão da credibilidade conferida por todos nós, indivíduos, cidadãos e cidadãs ávidos por mudanças que moralizem a prática política partidária. Sabemos que somente através da política é possível se alcançar o tão sonhado bem comum, o bem de todos, sem discriminação, favorecimento, apadrinhamento.

Uma política que seja capaz de implementar políticas sociais que visem um direito à saúde com dignidade e respeito aos direitos humanos, que não permitam que o cidadão morra sem assistência mesmo já estando nos hospitais, por lhe faltar o profissional, o medicamento,o pronto atendimento ,os equipamentos necessários para a urgência necessária à preservação da vida;uma política que permita que o cidadão exerça o seu direito de liberdade, indo e vindo com segurança;onde as famílias possam passear com seus filhos sem receio de serem assaltadas ou seqüestradas;onde as escolas públicas mereçam respeito e que os professores e alunos sejam vistos como valores representativos da sociedade e o futuro de uma nação já tão humilhada pela má qualidade de sua educação, num comparativo com outras nações de seu porte.

Tais omissões por parte do Pode Público só serão postas em prática quando houver movimentos semelhantes aos da “Ficha Limpa”, onde possamos exigir, com indignação, com a força da cidadania e das prerrogativas do status de cidadão, os nossos direitos. Os direitos de freqüentar a escola pública digna, com ensino de qualidade e professores capacitados, instaladas em prédios asseados, com pinturas decentes e equipada com móveis e equipamentos compatíveis com a exigência da evolução cultural, não aceitando mais, pacificamente, a humilhação de vê alunos assistir aulas deitados no chão, sentados em tijolos, em sala de aula sem mobília ou com mobília de péssima qualidade,em baixo de árvores, denegrindo a dignidade da pessoa humana, notadamente das crianças e adolescentes.

Tenho esperanças, que chegará um tempo, onde as alegações de falta de recursos para as áreas essenciais não serão mais aceitas, pois, em nome dessa escassez fantasiosa, os gestores públicos, aliados aos nossos representantes, vêm,denegrindo a dignidade da pessoa humana contribuindo para que a auto-estima seja cada vez mais deteriorada, nos obrigando a ficar à mercê de um sistema de saúde ineficiente, de uma segurança inexistente e de uma educação catastrófica. Enquanto isso assistimos diariamente, o surgimento de novos desvios do dinheiro público, aos milhões, praticados, exatamente, por quem elegemos para cuidar dos nossos interesses. É incalculável o montante desse valor. O que se tem notícia é graças a ação da imprensa e da Polícia Federal, instituições hoje temidas, respeitadas, criticadas e tentadas a mudar o rumo de suas ações.

Nós, povo brasileiro, somente alcançaremos a liberdade tão sonhada , quando conseguirmos eleger homens e mulheres comprometidos com os nossos valores, com as nossas necessidades, com o bem de todos. As mudanças trazidas para o próximo pleito eleitoral vão exercer uma pressão muito grande naqueles políticos que irão ficar fora da disputa em razão de seus precedentes, impeditivos do registro de suas candidaturas. Uns não suportarão serem preteridos, outros se utilizarão de recursos vários para se manter no poder viciado de longas datas, e isso afetará sua saúde, sua dignidade, seu status, seu poder.

São odres já velhos, surrados, enfraquecidos e desgastados pelo tempo. O vinho – as mudanças – tem uma fermentação nova e tende a romper esses odres. Não será possível colocar naqueles odres o vinho novo, o vinho de qualidade, da melhor uva e da melhor safra. Para esse vinho, necessários odres novos, cheios de esperanças e sonhos para uma Nação sofrida, carente de representantes à altura de sua grandeza e de sua posição no mundo.

Jesus Cristo o maior crítico da política de sua época comparava os fariseus a odres velhos que não suportavam a boa nova, a esperança, a proposta de mudança interior trazida por Ele, para um povo sofrido, humilhado, desvalorizado. Seus ensinamentos que pouco tem a ver com religião, mas sim, com política, sociologia, psicologia, antropologia ainda hoje é atual, revisado, e pronto para ser aplicado. Entretanto desvirtuaram seus ensinamentos desviando o seu foco para outros horizontes e, assim perdeu-se no tempo a prática de exemplos úteis e necessários a uma sociedade que se propõe a crescer, deixando para trás paradigmas ultrapassados.

É hora de abraçarmos as mudanças e fazermos a nossa parte. É hora de reflexão, de um olhar crítico sobre as questões relacionadas à prática da política partidária vivenciada até o momento e de fazer valer o nosso poder, o poder da cidadania alçada ao status constitucional como um dos mais importantes fundamentos da República Brasileira.


 

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  • MANOEL -É gente! os oldres velhos nao basta ir longe pra encontrar, muitas das vezes voce encontra nos carros dos eleitores ou alguem favorecidos por favores, a foto do candidato que ao morrer quer levar o cargo para o ceu, 'para o ceu da boca do cachorro". Ai voce olha e diz "esse cara de novo", parece até que o alagoano nao tem memoria. obrigado.
  • PENEDENSE EM MACEIÓ CREIO QUE AS PESSOAS PERDERAM A NOÇÃO DE CIDADANIA, CREEM QUE O POLÍTICO É UM SER DE OUTRO MUNDO QUE VEM A TERRA FAZER O MAL OU BEM (E GERALMENTE FAZ O MAL). NA VERDADE, OS POLÍTICOS SAEM DE NOSSO MEIO E SOMOS CO-RESPONSÁVEIS POR TODAS AS NOSSAS MAZELAS. AQUI MESMO NESSE SITE AO LER-MOS OS COMENTÁRIOS DE ALGUNS INTERNAUTAS, OBSERVAMOS UNS DEFENDENDO E OUTROS ATACANDO O PREFEITO ATUAL E O ANTERIOR. ENQUANTO ISSO A CIDADE JAZ NUMA DECADÊNCIA JAMAIS VISTA. MINHA GENTE, POLÍTICO É COMO BURRO BRAVO, TEM QUE FICAR COM AS RÉDEAS CURTAS. TODOS SÃO FUNCIONÁRIOS DO POVO, AO POVO DEVE SATISFAÇÕES! NÓS PODEMOS MUDAR TUDO ISSO! COMO? ATRAVÉS DO VOTO CONSCIENTE E DA PARTICIPAÇÃO POLÍTICA. PARABÉNS AO AUTOR DO TEXTO PELA CLAREZA E CONCISÃO.
  • Maria José (Sertânia/PE) É sr. defensor, a coisa é séria. O brasileiro está mal acostumado, viciado em vender o voto. Enquanto não tivermos ensino público de qualidade, com professores qualificados e bem remunerados, a coisa não fluirá com êxito, pois só com o cidadão educado, tendo conhecimento do que é certo e errado, haverá um avanço no nosso país, com eleitores sábios deixando de votar nos corruptos. Tem eleitor que vota em tal candidato só pq ele é lindo, isso tem cabimento?.
  • Marcos Concordo com a Maria José, mas gostaria de lembrar que caráter e dignidade não têm nada a ver com educação formal e sim com formação moral. Veja quem são os primeiros a vender o voto na nossa Penedo. A esses será faltou educação de qualidade? É lamentável, mas a verdade é que o Rui Barbosa tinha razão: às vezes a gente tem vergonha de ter valores morais em uma sociedade onde só a desonestidade e a falta de caráter têm sucesso.
  • Maria José (Sertânia/PE) Caro Marcos! Você tem razão olhando por esse ângulo. Quando falei em educação de qualidade, me referi a educação da grande massa popular, que por não conhecer os seus direitos acabam fazendo as vontade dos patrões, votando no indicado por eles e assim elegendo o mal caráter. É uma pena que no nosso mundo o pequeno serve o grande, quando o correto seria o grande servir o pequeno!
  • EU DIGO LOGO POLÍTICA- DE UM LADO OS CANDIDATOS FORTES, FRACOS; EXPERIENTES, INEXPERIENTE. DE OUTRO OS ELEITORES ALGUNS COM VOTO CONSCIENTE, OUTROS PARASITAS ACOMODADOS QUE VEEM NOS POLITICOS UM MODO DE ARRANCAR UNS TROCADOS... E NESSE CENÁRIO DE SALVE-SE QUEM PUDER QUE VENÇA O MELHOR E ATUALMENTE PARA ALAGOAS É 14, É COLLOR NELLES, ” É QUE COLLOR ATUALMENTE VEM COM O INTUITO DE MUDANÇA, DE RENOVAÇÃO E MUITOS ESTAO TEMEROSOS PQ SABEM QUE QD FENANDO AFONSO COLLOR DE MELLO SE CANDIDATA A QQUER ELEIÇÃO SEUS ADVERSAROS POLITICOS TREMEM NAS BASES PQ ONDE COLLOR PASSA ARRASATA A MULTIDÃO COM ELLE E ISSO INCOMODA, MAS O QUE IMPORTA É QUE DIA 03 DE OUTUBRO ALAGOAS VAI COLLORIR.
Ronaldo Lopes

Ronaldo Lopes

Engenheiro Civil, Vice-Prefeito de Penedo, Ex-Secretário de Estado e Ex-Diretor Presidente do DER

Postado em 08/08/2010 23:24

Aeroporto de Penedo - Desenvolvimento X Questão Social

Quando assumi a presidência do DER – Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas, no início de 2007, verifiquei que em uma das áreas de atuação daquela autarquia, a de Aeroportos, havia recursos provenientes do PROGRAMA FEDERAL DE AUXÍLIO A AEROPORTOS – PROFAA, no orçamento da AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – ANAC, para melhoria e ampliação de pequenos aeroportos.

Tive conhecimento que o DER já possuía um antigo projeto para o Aeroporto Freitas Melro, em Penedo, ampliando sua pista para 30 X 1.500 metros, colocando iluminação para pouso e decolagens noturnos e construindo uma cerca de segurança em toda a área.

A execução deste projeto mudaria a classificação do aeroporto, permitindo o pouso de aeronaves que antes não eram autorizados.

À época, fui alertado pelos técnicos sobre as dificuldades de adquirir esses recursos, devido às exigências do setor de engenharia do II COMAR – Comando Aéreo da Aeronáutica, órgão responsável pela aprovação dos projetos e liberação dos recursos da ANAC.

Apesar de todo o esforço empreendido pela equipe em 2007, com inúmeras reuniões em Brasília, Recife e Penedo, apenas no ano seguinte, 2008, Alagoas estava entre os poucos estados que tiveram recursos aprovados pelo PROFAA.

Inicialmente, R$ 1,4 milhões e, após a intervenção do senador Renan Calheiros junto ao Ministro da Defesa, Nelson Jobim, esses recursos passaram a ser da ordem de R$ 3,7 milhões, suficientes para a conclusão de toda a obra.

Estes recursos foram empenhados no orçamento de 2008 da ANAC, bem como a contrapartida do Estado de Alagoas, por determinação do governador Teotônio Vilela Filho, que também solicitou uma área de 2.500 m² em frente à rodovia AL-110, ao lado da AABB de Penedo, para a relocação do 6º Grupamento de Bombeiros Militar, atualmente instalado no prédio da recepção e administração do Aeroporto, obtendo parecer favorável da Aeronáutica.

Ao mesmo tempo em que se trabalhava a liberação dos recursos junto ao Governo Federal, eram efetivadas ações pelo DER e pelo II COMAR junto à Prefeitura de Penedo, para o desimpedimento da área ocupada com culturas de subsistência, plantação de cana e algumas casas.

O então prefeito Marcius Beltrão acatou as sugestões do II COMAR, solicitando a doação de um espaço do próprio aeroporto, próximo ao Povoado Campo Redondo, para relocar as casas existentes, e atender aqueles agricultores mais carentes.

Para isso, aprovou projeto de lei junto à Câmara de Vereadores, autorizando o município a negociar a saída dos demais ocupantes, ficando de fora as plantações de cana, uma vez que essa cultura não era produzida por pequenos agricultores.

Após o meu afastamento do DER, no início de 2009, restava ao meu sucessor dar a ordem de serviço para início da obra, tão logo a Prefeitura cumprisse a sua parte disponibilizando a área liberada.

Com a posse de um novo prefeito em Penedo, a partir de janeiro de 2009, esperava-se que houvesse continuidade destas ações pela importância que um aeroporto desse nível teria para o desenvolvimento de nosso município e região em um momento em que a nossa cidade passa por uma fase de recuperação da maioria de seus prédios históricos pelo IPHAN, o “City-Gate” do gás está próximo de entrar em atividade, aumentando a possibilidade de instalação de indústrias, a ligação Penedo-Pindorama está com a ponte sobre o rio Perucaba, no povoado Manimbú, já construída e a estrada contratada e com ordem de serviço assinada, aproximando a agroindústria da Cooperativa Pindorama e o acesso ao futuro Estaleiro EISA em Coruripe.

O Aeroporto Freitas Melro viria a juntar-se a outras importantes conquistas como a UFAL, com o curso de Turismo e mais recentemente o IFAL, com cursos técnicos fundamentais para a consolidação de Penedo como pólo turístico da região.

Para nossa surpresa, o ex-prefeito Alexandre Toledo ao invés de dar continuidade ao anteriormente acordado e legalizado através de Lei Municipal e doação feita à Prefeitura de Penedo pela Aeronáutica, preferiu denunciar ao Ministério Público os pequenos agricultores, por ocupação irregular de área pública.

Isso fez com que o Ministério Público Federal estabelecesse vários prazos e reuniões com os ocupantes da área, não havendo conclusão no prazo final estabelecido para o repasse dos recursos da ANAC para o Estado de Alagoas, com o cancelamento do convênio e conseqüente perda dos recursos em 06 de janeiro de 2010.

Como o projeto de melhorias do aeroporto Freitas Melro atende às exigências do II COMAR e da ANAC, o estado deve conseguir recursos do orçamento 2010, mas só poderá assinar novo convênio após as eleições, inclusive após o segundo turno, caso aconteça em Alagoas ou na disputa pela Presidência da República.

Diante de tudo isso, a Justiça Federal notificou as dezenas de famílias instaladas na referida área para desocuparem o Aeroporto até o dia 13 de agosto próximo, utilizando, se necessário, o uso de força, o que vem causando grande apreensão entre as mais de setenta famílias atingidas pela decisão judicial.

A Prefeitura de Penedo, que tinha a responsabilidade, mediante convênio firmado com a Aeronáutica, de preservar a área da União, foi omissa quando da ocupação do aeroporto e agora, o ex-prefeito e o prefeito atual lavam as mãos quanto à questão social, tal qual fez Pilatos.

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  • SOS PENEDO Não temos prefeito preocupado com a questão social e sim em executar obras na cidade sem nenhum planejamento e sem previsão de concluí-las. A cidade está sem rumo e direção. Quem poderá nos socorrer?
  • Marcos André Ronalo Lopes!!! Esse sim é um penedense de verdade!!! Tudo que aconteceu de bom pra Penedo tem a ajuda dele! AH... parabéns pelo artigo !! e vamos agurdar o dia 13 para ver as famílias serem retiradas a força de lá.
  • Edmundo ACORDA PENEDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! errar 1,2,3, 4 vezes?
  • Paulo Roberto Quem ivadil as terra dos outros tem de sair sim.
  • José Maria Felicio O PREFEITO FUJÃO é realmente um problema para nossa cidade! Por rezões pessoais ele faz esse tipo de ação, prejudicando sempre nossa cidade!!! Nesse eleição temos que limpar Penedo dessa corja liderada por ele.
  • Pauline dee Souza Parabéns, Ronaldo Lopes, pelo seu artigo sempre muito claro e preciso.
  • José Silva É um absurdo termos perdido esses recursos!!! O Dr. Ronaldo tem todo um trabalho junto ao governo federal para conseguir aprovar o projeto, e chega alguém e trava tudo, ocasionando a perda do recursos que já estava na conta. Agora só em 2011 (se não fizerem mais bobagens).
  • Marcio José França Não sei porque vocês estão espantados com esse descaso com as pessoas. É o padrão do PSDB, eles não ligam para o social, querem que o povo se exploda. Como pode tudo está pronto, até o terreno selecionado para a relocação dos pobres populares, e chega alguém e desestrutura tudo e perde todo o dinheiro???
  • Mel Parabéns pelo seu artigo, Ronaldo Lopes. É uma vergonha o descaso que esses representantes do estado têm com o nosso municipio. Uma pena para todos!
  • Emanuela Queiroz Já opinei tanto nesse site q com certeza me tornei repetitiva e chata. Mas como calar e vê todas essas atrocidades acontecerem em nossa cidade? Mas como todos podemos perceber, ele tá de volta, batendo em nossas portas e pedindo voto. Agora eu pergunto, quem mais uma vez será conivente a essa sujeirada toda, quem mais uma vez vai querer ser responsável pelo descaso, irresponsabilidade, desrespeito , falta de compromisso com a nossa cidade, ou será q o dinheiro continuará sujando as mãos de algumas pessoas q ao invés de pensar no coletivo, só pensa em ser beneficiado com empregos e outras coisas mais. Vamos acordar antes q a caia caia, pois depois do acontecido, impossível reverter a situação.
  • Guilherme O atual prefeito, Israel Saldanha e, o ex-prefeito, Alexandre, são contra o desenvolvimento da nossa cidade. Além deste descaso do aeroporto, eles também são contra a implantação da ponte Penedo/Neópolis. Imagiem vocês o benefício que uma ponte desta e um aeroporto trariam para nossa cidade.
  • PENEDENSE JÁ PENSOU Q EX PREFEITO , SEM NEMHUM SENTIMENTO P/ C/ O POVO POBRE Q ALI VIVE A VÁRIOS ANOS TRABALHANDO P/ SUSSTENTAR SUAS FAMÍLIAS E AGORA UM POLÍTICO VAI E FAZ DENUNCIA DESSAS FAMILIAS . MAIS EU ACHO É TOME , VOTA POVO POR ESTE POLITICO Q Ñ OLHA P/ A CLASSE POBRE ,ACHO ENGRAÇADO ESTA CAMPANHA PRA DEPUTADO FEDERAL , PROPAGANDAS MENTIROSAS, SÓ VOTA POR ESTE POLITICO GENTE Q Ñ ENTENDE .ELE É UM ENGANADOR. ELE TÁ QUERENDO MESMO É MORAR EM BRASÍLIA KKKKKKKKKK.VOTA POVO BESTA KKKKKKKK
  • Ednaldo Fernandes Não adianta ficar procurando culpados, agora resta aos políticos de Penedo, se é que ainda tem, vereadores, Prefeito, ex-prefeitos, ex deputados e tantos outros que estão aparecendo aí em Penedo, tão bonzinhos se unirem,e ajudarem às pessoas (aquelas que realmente precisam) que invadiram às terras públicas ,que pertencem não à Prefeitura como muita gente pensa, e sim à UNIÃO, ou seja a AERONÁUTICA. A verba não está perdida, vamos esperar passar esse período crítico de tantas promessas e mentiras ( eleitoral ) e envidarmos esforços para que tudo seja resolvido. 0 problema, não é do ex prefeito nem dos ex-prefeitos é de todos nós verdadeiros penedenses, que já estamos cansados de vermos tanto jogo de empurra. Penedo é maior do que todos os mentirosos e oportunistas que aparecem nos tempos de eleições.
  • PENEDENSE ALERTA Seria de grade contribuição social se que o artigo escrito por Ronaldo Lopes pudesse está destacado em um Autedoor para que todos pudessem ler e, quemm sabe,pudessem entender aos poucos a nossa realidade política e qual o futuro que o nosso povo espera.O futuro está escrito nas entrelinhas das ações, mas ,infelismente ,o nosso povo não está conseguido ver porque estão inebriados ....
  • PENEDENSE ALERTA ..... pelas promessas e ilusões espetaculosas.É uma pena.A esperança esta na possibilidade de que realidade consiga sacudí-los e acordá-los.