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Pedro de Souza Melo

Pedro de Souza Melo

Presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário da Codevasf Penedo

Postado em 30/04/2021 15:26

1º de Maio: Governo Federal aproveita luto pela Covid-19 para atacar direitos dos trabalhadores e desmontar serviços públicos

Este 1º de Maio, Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, acontece em meio ao maior retrocesso nas condições de vida dos trabalhadores brasileiros e de todo o mundo nos últimos tempos. Se já não bastasse a pandemia de Covid-19, ainda temos o desrespeito e a incompetência do Governo Federal para enfrentar uma doença que já chegou a matar mais de 4 mil brasileiros num único dia.

 Nesse cenário de morte, dor e saudade, o Governo Bolsonaro enxerga uma oportunidade para retirar os direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora brasileira e para acabar com serviços públicos enquanto estamos doentes e atingidos pela pandemia, ainda chorando a dor da perda da familiares e amigos ou buscando tratamento para as sequelas da doença.

No Brasil chegamos ao 1º de Maio com mais de 400 mil mortos, devido principalmente ao desrespeito e incompetência do Governo Federal, não seguindo às normas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e fazendo má gestão que resultou na compra de pouquíssimas vacinas. Há no país mais de 120 milhões de pessoas em situação de insuficiência alimentar, ou seja, fome e uma grande parte da classe trabalhadora está desempregada e sem o devido auxílio do Governo Federal.

Esta situação é o resultado da política imposta pela crise histórica do capitalismo, agravada em nosso país pelo golpe de Estado, com a qual a submissa burguesia nacional se juntou ao imperialismo Norte Americano para impor os maiores retrocessos nas condições de vida da maioria do povo. Sentimos até hoje os efeitos do golpe de 2015 contra a presidenta Dilma Rousseff.

Frente a essa situação, urge nesse 1º de Maio que as Centrais Sindicais, os partidos e os setores de esquerda e de orientação democrática e progressista deste país se unam num programa de lutas pelas reinvindicações fundamentais da classe trabalhadora nesse momento: (1) por um auxílio emergencial de pelos menos R$ 600,00; (2) Abaixo as privatizações das empresas públicas; (3) Não a reforma administrativa; (4) Por vacinas para todos e já.

Que a exemplo de outros momentos como o histórico 1º de Maio de 1980, o 1º de maio de 2021, sirva para unificar o ativismo classista abrindo caminho para uma ampla luta dos trabalhadores e suas organizações, para conseguirmos recuperar nossos direitos e avançarmos na conquista de uma sociedade mais justa, solidaria e democrática.

Essa é a luta dos trabalhadores e trabalhadoras da área de Pesquisa e Desenvolvimento agropecuário e da classe trabalhadora brasileira em geral!

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  • Ronaldo Acabou a mamata, graças a reforma trabalhista. O Temer acabou com a vagabundagem dos sindicatos.
  • Alcides Li todo o texto é não vi uma única citação a qual ou quais os direitos que foram suprimidos por algum ato do executivo nacional. Também não vi por parte do autor menção aos atos por DECRETOS dos governadores ou prefeitos, que estes sim, tem prejudicado a economia.
Arthur Lira

Arthur Lira

Advogado do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Zumbi dos Palmares e Membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD).

Postado em 31/03/2021 09:52

Vidas presas importam

Na última sexta-feira (26), a apresentadora Xuxa Meneghel, participou de uma live, no perfil da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que tinha como objetivo discutir os direitos dos animais e nada mais que isso. Entretanto, em uma colocação desprezível, a rainha dos baixinhos sugere que testes de remédios, cosméticos e vacinas sejam realizados em presidiários porque desta forma “eles serviriam para alguma coisa antes de morrer”, visto que muitos estão presos para sempre.

Posteriormente, após a repercussão negativa das colocações, a apresentadora utilizou suas redes sociais para pedir desculpas sobre a declaração. Ocorre que, a colocação externada por Xuxa Meneghel reflete o pensamento de parcela da sociedade que não consegue compreender que a privação de liberdade não resulta na privação do conjunto de direitos inerentes à dignidade humana. Ou seja, pessoas encarceradas permanecem sendo pessoas.

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, estabeleceu um rol de direitos e garantias fundamentais que visam proteger o indivíduo contra o abuso de poder. Neste sentido, o legislador constituinte originário estabeleceu que ninguém será submetido a tratamento degradante (art. 5º, III), bem como que não haverá pena cruel (art. 5º, XLVII, e) e assegura aos presos o respeito à integridade física e moral (art. 5º, XLIX).

Cumpre destacar que neste aspecto não houve nenhuma inovação promovida durante a Assembleia constituinte de 1987, visto que os dispositivos supracitados estão em conformidade com a Convenção Americana de Direitos Humanos (1969), a qual o Brasil é signatário desde 1992. Sendo assim, a vedação de penas cruéis, o respeito à integridade física e moral, a finalidade de readaptação dos condenados, são garantias da civilização e devidamente discutidas no Pacto de São José da Costa Rica.

Apesar da superação legislativa em torno da concepção democrática do sistema carcerário, a cultura inquisitória do próprio sistema de justiça criminal e o senso comum da vingança fomentado pela mídia, faz com que uma parcela significante da sociedade contemporânea acredite que as pessoas privadas de liberdade são indesejáveis e precisam ser descartadas da sociedade ou, em última análise, caso isso não seja possível, que “pelo menos sirvam para alguma coisa”, como dito por Xuxa Meneghel.

Entretanto, o pensamento capitaneado por Xuxa Meneghel é incompatível com o Estado democrático de direito, tendo em vista que os limites para o exercício do poder precisam ser respeitados e não vistos como empecilho. Pelo contrário, o discurso da apresentadora é fruto da racionalidade neoliberal que trata tudo e todos como objetos negociáveis na busca incessante por lucro ou vantagem pessoal, como destaca Rubens Casara.

Sendo assim, ao rechaçar os limites impostos pelos direitos e garantias fundamentais expressamente previstos na Constituição e nos tratados internacionais de direitos humanos, a apresentadora assume as concepções do Estado Pós-democrático, em que a ausência de limites torna-se regra e o papel do estado é atender os anseios de quem tem poder econômico.

Por fim, mas não menos importante, cumpre destacar o Habeas Corpus histórico impetrado em 1937 por Sobral Pinto, quando instado para patrocinar a causa de um preso político mantido em uma precária situação durante a privação de liberdade, na qual pugnou que o paciente recebesse tratamento igual dos animais, visto que estes gozavam de tutelas mais eficazes do que seu cliente. Portanto, quase um século depois, parece que os desafios permanecem os mesmos.
 

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Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 12/11/2020 09:14

As intenções do próximo gestor municipal

Divulgação
As intenções do próximo gestor municipal
As intenções do próximo gestor municipal

No próximo domingo, 15.11.2020, os eleitores do nosso município decidirão, através de seus votos, qual o candidato será o prefeito para o quadriênio 2021/2024.

Nesse ano tivemos a ótima novidade quando os candidatos divulgaram seus planos do que realizarão para o desenvolvimento do município, tendo assim os munícipes um documento para acompanhar, se de fato, essas intenções serão cumpridas pelo eleito.

Como os planos de governo expõem as deficiências dos serviços públicos que foram constatadas pelo seus autores e que elas serão objeto pelo eleito de sua máxima atenção para serem corrigidas, essas deficiências apresentam um bom índice de similaridade, o que é um bom indicativo de que os candidatos conhecem, em maior ou menor intensidade, essas imperfeições.

Como plano de governo é um plano ou planejamento estratégico, os apresentados foram, como deveriam ser sintéticos, mencionando os problemas locais e os objetivos pretendidos. Quanto as dificuldades e facilidades para o cumprimento do prometido foram poucos planos que foram um pouco mais claros.

A promessa de promover o desenvolvimento do município através dos segmentos industriais e de turismo é quase comum a todos os planos apresentados, como já ocorreu em campanhas passadas. Uma melhoria acentuada na infraestrutura do município, na agricultura familiar também como sempre é esperado, constam como intenções dos candidatos. Como sempre a educação e a saúde são as cerejas do bolo e os eleitores já conhecem todo esse linguajar.

Os candidatos podem até argumentar, e têm todo direito para fazê-lo, que o seu plano é o mais adequado para a realidade local e outras colocações enaltecedoras dele. Todavia plano não passa de um conjunto de intenções que é colocado em uma folha de papel escrita que podem ser sintéticos ou amplos, simples ou suntuosos, mas a realidade é que a distância entre o dizer e o fazer independe apenas do que e como são apresentados, mas principalmente do conhecimento das variáveis previsíveis mutáveis ou não.

A pergunta relevante, então, é quem de fato vai cumprir seu programa de governo se for eleito. A resposta, embora imprecisa, deve ter uma base sustentável pelo verdadeiro currículo dos pretendentes, independente da história contemporânea continuar nos ensinando que as realizações passadas podem não ser repetidas no futuro.

O desempenho anterior dos candidatos é importantíssimo, mas a análise tem que ser realizada mais com a razão do que com a paixão. Esse é um ótimo instrumento para se ter conhecimento quais candidatos já exerceram cargos relevantes e ao saírem deixaram um legado digno de reconhecimento, seja na iniciativa privada ou nos serviços públicos.

O debate dos candidatos promovido pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Penedo, SINDSPEM, que aproveitou os novos instrumentos midiáticos para transmitir através de canais televisivos à população penedense e em especial aos eleitores, pois as respostas dos candidatos aos questionamentos que lhes foram feitos, mostrou qual o nível de conhecimento e a segurança de como pretendem agir em relação aos tópicos que lhes foram questionados.

Acreditamos que esse debate foi de grande valia para ratificar ou retificar intenções de votos, infelizmente outras organizações de relevo para a sociedade local não seguiram esse exemplo de cidadania e que muito contribui para solidez democrática e essas omissões, infelizmente, adiam essa consolidação.

A ótima novidade dessas eleições é que novas lideranças começam a emergir no nosso ambiente político, pois três dos cinco candidatos não participam como candidato a prefeito ou como vice em eleições passadas.

Seja quem for o eleito no próximo domingo, a primeira indicação se de fato as mudanças prometidas nos seus diversos pronunciamento, serão efetivadas ocorrerá na divulgação das pessoas que comporão o seu secretariado. É nessa apresentação que saberemos se as pessoas escolhidas são capazes de conduzir essas mudanças ou serão repetidos os nomes que atuaram em administrações anteriores e suas ações são demais conhecidas quando participaram daquelas administrações.

Depois disso, ficam os eleitores que votaram no eleito ou não com a incumbência da cobrança pelas promessas, quem fez a escolha com a responsabilidade maior.

Importante, também, é que o nosso município é rico em pessoas jovens com ótimos conhecimentos e capacidades que têm plenas condições de contribuir com o desenvolvimento local, seja através de grupos políticos visionários e comprometidos com um futuro melhor ou através da liderança de órgãos de classes, que são importantes instrumentos auxiliares desse compromisso desenvolvimentista, mas ainda não se decidiram se assumem essa responsabilidade, deixando assim, de promoverem exemplos de cidadania para as próximas gerações.
   

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Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 04/11/2020 15:13

O gestor e suas limitações

Ainda encontramos empresários que têm dificuldades de não se adaptarem as suas novas funções, quando suas empresas, movidas pelo desenvolvimento, contratam pessoas para exercer cargos de gerência, ficando eles sem o contato direto com alguns funcionários que exercem a função de execução.

É devidamente justificável e necessário o fundador ao instituir sua empresa exercer as funções de planejar seus objetivos, fixar metas, organizar seus recursos disponíveis, fiscalizar e controlar as diversas atividades e quando necessário auxiliar na execução de funções operacionais.

A realização das funções administrativas no primórdio das empresas, são realizadas e apenas do conhecimento do proprietário. Porém ao dividir responsabilidades das funções de gerenciamento com subordinado, é necessário formalizar quais funções ficarão a cargo desse auxiliar para que, no futuro, ele venha a ser avaliado, orientado e possa se desenvolver profissionalmente, como também para sejam evitadas situações constrangedoras que possam afetar o relacionamento entre ambos.

É a partir desse ponto que começa a surgir o empresário que se destacará como gestor e o que estacionará na qualidade de empresário comum, que caso consiga manter em funcionamento o seu empreendimento, esse permanecerá da mesma importância desde quando foi implantado.

A necessidade de admissão do primeiro auxiliar para exercer o cargo de gerência na empresa é que orientará o caminho a ser trilhado pelo empresariado, pois no compartilhamento das funções administrativas da empresa é que os mais dedicados e competentes começarão a se destacar no segmento, entendendo, através da obtenção de novos conhecimentos e prática, que para essa divisão inexiste regra específica, apenas orientações genéricas que devem ser adaptadas a cada empresa exclusivamente.

O primeiro desafio é a seleção do primeiro auxiliar no cargo de gerência, pois é frequente que o escolhido para exercer essa função seja o funcionário que mais se destaca no exercício de função operacional, pois o proprietário, nesse processo tende a considerar apenas a sua intuição sem nenhuma preparação prévia para conduzir essa decisão e o acerto da escolha na maioria das vezes deixa a desejar, causando uma situação que para sua reversão tem duas premissas: a demissão ou o constrangimento de retorno âs funções anteriores do escolhido.

O acerto ou o desacerto dessa decisão é um marco para que o empresário entenda que todo o gestor tem suas limitações e procure minimizá-las ou julgue-se notável e acredite que sucessos no passado se repetirão no futuro.

Diversos livros que tratam de gestão afirmam que todo o erro é o aprendizado de algum procedimento que merece ser aprimorado, porém nem só da leitura e de cursos sobre qualquer assunto são os únicos caminhos para o desenvolvimento dos empresários se tornarem gestor, mas também que devem levar em alta conta o que as pessoas no seu entorno têm a ensinar, E essa via de aprendizado apresenta-se em muitas oportunidades da maneira mais inusitada possível, é só observar todos os que exercem bem quaisquer funções nas empresas, pois às vezes aprende-se certos assuntos mais com o comportamento do pessoal da limpeza do que com os dos departamentos administrativos.

Importantíssimo o gestor, desde o início de sua jornada, aceitar que toda pessoa, principalmente os colaboradores, em muitos assuntos são mais competentes do que eles e que devem excluir da sua conduta o pedantismo e ter a simplicidade de conversar com eles e solicitar sugestões para problemas que estão em dúvida qual a melhor solução.

Confiança e diálogo são ferramentas importantíssimas para o sucesso na delegação de atividades administrativas para que os subordinados responsáveis, por essas novas atribuições, se desenvolvam e tornem-se profissionais talentosos, mesmo que no futuro tenham que se desligar da empresa para procurar novos desafios e quem algum deles no futuro retorne para ser nosso substituto.

Continua sendo fundamental a regra número um dos profissionais que alcançaram sucesso nos seus segmentos quando dizem explicita ou implicitamente que para se alcançar sucesso em qualquer atividade é não se limitar às suas limitações e evitar a soberba.
 

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Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 21/10/2020 09:10

A realidade da gestão de pessoas no serviço público


A discussão sobre a necessidade de como a reforma administrativa está no momento sendo tratada por diversos atores, porém como em épocas pretéritas, continua denodando um viés distorcido da realidade dos servidores públicos da maioria dos municípios brasileiros.

Quando em artigos, noticiários e outros instrumentos de divulgação é mostrada uma realidade dos valores salariais em comparação aos salários da iniciativa privada, temos a impressão de que todos os servidores federais, estaduais e municipais recebem valores muito acima do praticado pelo mercado de trabalho.

Como estão misturados o joio - o servidor público que recebe salário incompativelmente alto - com o trigo - o servidor que tem o holerite vergonhosamente baixo - devemos separá-los para evitar cometer excessos descabidos ao externar opiniões, que em muitas oportunidades são impróprias.

É difícil nas nossas redes sociais, seja presencial ou virtual, que não tenham a presença de servidor público municipal, seja ele pertencente a quadro de nível superior ou não, que de acordo com a proximidade da amizade ou parentesco nos forneça informações confiáveis como esses servidores públicos são tratados, tanto nas questões salariais quanto nos de cargos, salários e carreiras, sendo a primeira apenas a vantagem da estabilidade, após o período de estágio probatório praticado por raras administrações públicas municipais, e a segunda inexistente na maioria das administrações públicas, resumindo-se apenas ao abono quinquenal ou anual que adiciona 5% ou 1% nos salários dos servidores públicos.

Considerar os servidores públicos como atores importantes e necessários para a boa prestação dos serviços à população, geralmente não foi prioridade nos planejamentos estratégicos de gestores municipais no passado e lamentavelmente são raros esses lampejos nas plataformas de intenções de candidatos e quando mencionado é de uma forma genérica e superficial com rótulo de “os servidores públicos serão valorizados” onde se percebe que nada mudará no quartel de Abrantes.

A absurda assimetria da produtividade de serviços prestados entre as organizações privadas e as públicas, comprovada nas estatísticas já realizadas e provavelmente pelas que venham a ser realizadas, é o puro resultado de como os agentes púbicos foram e são tratados pelas administrações passadas e presentes, que continuadamente praticam os processos e o tratamento das pessoas como continuássemos presos no período da revolução industrial.

Desde a metade do século passado, a ciência que trata da administração empresarial vem desenvolvendo teorias, observações, implicações, experimentos, métodos e novas hipóteses sobre o comportamento humano nas organizações, estando esse imenso material disponível para as pessoas que pretendem realizar, no mínimo, uma gestão empresarial que apresente resultados melhores, por menor que seja, dos que lhes precederam.

As premissas de valorização do assalariado, tanto na gestão pública ou privada, são similares e baseadas no tripé: justiça, conquista e perspectiva futura. Quando se observa as empresas privadas que se destacam e se mantêm entre as melhores de seus respectivos segmentos negociais, elas não só incorporaram nas suas culturas organizacionais essas âncoras básicas, como também outros desdobramentos eficazes nas suas gestões de pessoas.

É visível que inexiste uma uniformidade, mesmo relativa, generalizadas entre as diversas carreiras dos servidores públicos nos três níveis - federal, estaduais e municipais, mas a existência de planos de cargos, carreiras e salários com seus respectivos instrumentos que lhes proporcionam solidez e credibilidade, encontram-se, na maioria dos casos, nos estados e municípios localizados em regiões economicamente mais desenvolvidas.

Quanto as demais administrações públicas, encontramos nesse ambiente de gestão de pessoas. incompreensíveis lacunas que sequer são provocadas para discussão pelos próprios servidores públicos e seus órgãos representativos em decorrência da indisposição da maioria desses gestores, ignorando que quando melhor for a gestão dos servidores públicos, melhores serão os resultados produzidos pelos serviços prestados às comunidades.

Na administração existe uma ferramenta de gestão denominada benchmark, que é analisar qual o modelo que as empresas utilizam nos segmentos que estão tendo sucesso, no caso aqui tratado na gestão de pessoas e copiá-lo com suas devidas adaptações à realidade local, para que seus colaboradores sejam de fato colaboradores. É difícil realizar esse procedimento ou a empáfia de certos gestores públicos é impeditiva? Esperemos como se comportarão os prefeitos que serão eleitos no próximo mês.
 

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  • Ires Ferreira Rodrigues O servidor público municipal a cada quatro anos espera melhoria, ou um setor de Recursos Humanos efetivo, que não somente faça folha de pagamento. Essa expectativa pra uns, serve como gatilho pra um desenvolvimento pessoal e profissional e para outros aumenta o comodismo.