Arthur Paredes | cinema

Arthur Paredes | cinema

Publicitário, Diretor da Plus! Agência Digital e cinéfilo de carteirinha

Postado em 13/07/2009 22:19

Star Trek 2009

Confesso nunca ter acompanhado de perto a série Star Trek. Talvez por não ter vivenciado os anos em que a série teve seu auge, nos anos 60, e seus últimos longa-metragem não terem tido tanto impacto no público. De qualquer forma sempre tive conhecimento do conceito da série de usar física real na ficção científica, até mesmo usando de teorias que hoje fazem parte do dia a dia da ciência.

Porém ao assistir esta nova versão, entitulada simplesmente de Star Trek, senti a sensação de ter perdido todo esse mundo fantástico que a série proporciona, e que ganhou uma renovação total com o filme dirigido por J.J. Abrams. Conhecido pela famosa série de TV, Lost, J.J. Abrams vem demonstrando muita competência na telona com seus últimos filmes. Sua característica de tornar seus filmes muito intensos, bastante explorada no ótimo Cloverfield.

Abrams carregou enorme responsabilidade ao encabeçar este projeto de renovar uma série tão venerada pelos famosos Trekkers e conseguiu produzir um filme intenso, para qualquer tipo de público, até mesmo quem nunca ouviu falar da série. Qualquer deslize acrescentaria mais um desastre à lista dos últimos filmes fracos da série. E Abrams mais uma vez surpreendeu!

Este décimo-primeiro longa-metragem da franquia Star Trek gira em torno dos principais personagens da série clássica, mas com um novo e extremamente talentoso elenco. O filme acompanha a admissão de James T. Kirk (Chris Pine) na Academia da Frota Estelar, seu primeiro encontro com Spock (Zachary Quinto) e suas batalhas com romulanos provenientes do futuro, que interferem com a história.

Utilizando teorias da física, tempo, espaço e todos os elementos originais da série, Star Trek é um filme intenso, obtido com o artifício típico de Abrams de filmar com câmeras manuais criando um ritmo realista em todo o filme, efeitos especiais de primeira qualidade, sem exageros, mantendo a mágica do universo Star Trek.

O filme em todo momento respeita as leis básicas da física, onde as cenas de explosões no espaço exterior são conduzidas sem áudio, utilizando como artifício dramático e estratégico nas cenas. Esse detalhe pode ser muito bem apreciado na cena em que 3 tripulantes da Enterprise saltam da nave no espaço em silêncio absoluto, e à medida que entram na atmosfera do planeta, o som vai surgindo no momento certo criando uma das melhores cenas de ação do filme.

Mas o filme não é só efeitos especiais e ficção científica, e é aí que se sobressai o rico roteiro do filme. Utilizando os personagens principais e originais da série, Capitão Kirk e Dr. Spock ainda jovens, Abrams conduz o início de tudo com foco na relação de amor e ódio entre esses dois personagens tão distintos. Como se não bastasse o envolvimento que temos com a tripulação da Enterprise, ainda de quebra somos conduzidos por uma fantástica história de viagem no tempo que traz diversos embates filosóficos incluindo o famoso "Paradoxo do Avô" onde o encontro da mesma pessoa do passado com sua pessoa do futuro seria impossível em teoria.

Muita ação aliada a um roteiro inteligente e coerente, hoje raro em Hollywood. Um filme que consegue agradar qualquer tipo de público.

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  • Edmundo Muito interessante essa idéia de blog relacionado a filmes. Esta de parabéns, excelente matéria.