30 Julho 2020 - 21:35

Músicos "de barzinho" reconhecem importância do Janela para as Artes

As gravações do Programa Janela para as Artes, iniciativa da Prefeitura realizada sob a coordenação da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), devem ser concluidas até o final deste mês. Na programação, a categoria “Som de Barzinho”, que contempla os músicos da noite, que cantam nos bares da capital. Já passaram pelos estúdios os músicos da categoria Quinta Instrumental, Artes Cênicas (Leitura Dramática) e Aracajueiros (Música Autoral).

Além de estimular a produção de conteúdo cultural local para exibição em ambiente digital, aproximando artistas locais do público em geral, as produções irão ajudar os integrantes da cadeia artística aracajuana a enfrentar a crise econômica provocada pela covid-19.

“O projeto, assim como o Forró Caju em Casa, é de fomento às cadeias produtivas da cultura em Aracaju e vai deixar uma contribuição muito importante para o acervo da produção cultural, registrada em audiovisual nas redes digitais e disponíveis para acesso por todos os públicos de qualquer lugar e para vários usos”, avalia o presidente da Funcaju, Luciano Correia.

Os músicos da categoria concordam. Karla Isabella Rocha, uma das veteranas em tocar na noite aracajuana, reconhece que a proposta caiu como um apoio emergencial para a categoria. “É uma boa iniciativa, uma forma que o governo encontrou para nos ajudar, uma classe tão desfavorecida nesse momento”, afirma.

Karla se diz muito feliz por ter passado nos editais e conseguido a oportunidade de voltar “aos palcos” e poder fazer o que mais gosta. “Eu fiz o que gosto e sei fazer, que é cantar em barzinho e em festas particulares. Tudo que abraça a nossa carreira é importante, principalmente feito com carinho e amor. Tem sido um ano difícil, estamos sofrendo por não ter o que fazer e por não saber como será o futuro, e esse projeto está fazendo a diferença nesse momento”, admite a cantora.

Bruno Kelvernek é vocalista da banda Téssera e também reconhece o papel importante do Janela para as Artes num momento como esse. “Vai nos ajudar muito. É uma iniciativa acertada, porque fomos o primeiro setor a parar e devemos ser o último a voltar”, justifica. A banda costumava fazer cerca de 100 shows ao ano e, hoje, está parada.

“Muitas vezes, já contávamos com o aporte financeiro dos shows que teríamos, e a Prefeitura poder entrar com essa força para os artistas é extremamente importante”, ressalta. Não apenas pelo apoio em si, mas também por possibilitar que os músicos voltassem a cantar. “Sem falar na qualidade do som, de poder ter o material disponibilizado, o que vai nos ajudar a participar de outros editais e a divulgar o nosso trabalho”, argumenta.

Bruno classifica todo o processo do Janela para as Artes como algo “melhor do que esperava”. “A qualidade do som, a preocupação das pessoas com o distanciamento e a máscara, uma equipe reduzida mas competente trabalhando. Foi super legal e estamos muito felizes em poder participar e colaborar com nosso som para o projeto”, reitera.

A cantora Maruska também participou das gravações pela categoria “Som de Barzinho”. Ela toca há quase seis anos na noite e sua renda vem quase que completamente dessa atividade. “Além do setor ter parado há muito tempo, muita gente não consegue o auxílio emergencial e está apertado. Ainda mais a gente, que toca em barzinho, que é algo mais informal. Conseguir atingir esse público foi muito bom”, opina Maruska.

Todo o processo de gravação adota os devidos cuidados para evitar a propagação da covid-19. Nesse sentido, os integrantes das bandas têm sua temperatura medida, o uso de máscara é respeitado, assim como a disponibilização de álcool em gel no local das gravações. A partir da próxima semana, grava a categoria Artes Cênicas, nas modalidades Solos e Espetáculo.
  

por Secom - Aracaju

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