28 Maio 2019 - 14:30

‘Corrida para a Liberdade’ integra comunidade, adolescentes e colaboradores da Fundação Renascer

Divulgação
adolescentessocio educandos das Unidades de Semiliberdade Comunidade de Ação São Francisco de Assis

Há quem diga que a vida à beira-mar fica mais leve. Por isso, as areias da praia de Atalaia foram escolhidas como cenário para a ‘IV Corrida para a Liberdade’. Longe de todo e qualquer clima de competição, percorreram os 4 km do trajeto, na ultima sexta, 24, os adolescentes socioeducandos das Unidades de Semiliberdade Comunidade de Ação São Francisco de Assis (Case I e II), colaboradores e pessoas da comunidade. As unidades são administradas pela Fundação Renascer, vinculada à secretaria de Estado da Inclusão, da Assistência Social e do Trabalho (Seit).

Todos os inscritos ganharam medalhas de participação e levantaram a torcida quando cruzaram a linha de chegada. O diretor do Case I, Milton Júnior, enalteceu o evento e destacou a participação dos adolescentes. “O esporte é um meio direto de interação e de ressocialização. Não tendo caráter competitivo, a atividade contribui para o desenvolvimento da autoestima, estimula a prática do esporte pelos benefícios que traz à saúde, além de transformar vidas através do espírito de cooperação e liderança. Estamos felizes e realizados por cumprir, pelo quarto ano, uma atividade que os adolescentes adoram e que já faz parte do calendário oficial da Fundação”, pontuou.

O adolescente F.H.T.O, de 18 anos, elogiou o local escolhido para a corrida e ressaltou a sua predileção por atividades ao ar livre. “Estamos a poucos metros do mar. A atividade, apesar de ser cansativa, fica mais agradável do que no asfalto, onde acontece a maioria das competições de corrida. Porém a exigência física é maior, porque estamos correndo sobre a areia fofa. Mas só a felicidade de poder participar de uma brincadeira com meus amigos vale todo o esforço”, diz.

Segundo o professor de educação física do Case I e II, Wigner Quintela, cerca de 40 pessoas participaram do evento. “Nosso foco não é só a questão da prática esportiva, mas promover uma grande confraternização entre os colaboradores, os 25 adolescentes e o público externo. Além é claro, de incentivá-los a participar e interagir com a disciplina que o esporte exige. Sem contar que além do bem que faz à saúde, a atividade favorece a ressocialização e conta ponto de participação em atividades, perante a Justiça, que entende bom comportamento e participatividade como indícios de que o adolescente pode voltar mais rápido para o convívio em família e na sociedade”, explicou.

Veterano em corrida, o atleta Rubens Filho trouxe os integrantes da equipe Moicana para participar da atividade. “É um momento especial. Estar na corrida pela primeira vez junto com minha equipe, incentivando adolescentes que podem ser atletas, no futuro, é de extrema importância, e essa é a missão da equipe Moicana. Há diversas pesquisas que apontam o esporte como ferramenta de estímulo para uma vida próspera e feliz. Espero que daqui a uns anos a gente possa ver um desses adolescentes brilhando no esporte”, comentou.

Para a pedagoga do Case 2, Bárbara Assunção, é recompensador ver a interação e a participação dos adolescentes no evento. “Estamos reunidos com o objetivo de devolver a esses adolescentes o amor pela vida e a sua autoestima. Não é fácil viver em uma unidade de semiliberdade. Eles têm a consciência dos resultados de suas escolhas, mas dentro de um planejamento estratégico podemos devolver essa felicidade. É gratificante ver a alegria no olhar desses adolescentes. E, claro, é um momento de participar de uma atividade esportiva ao lado dos colegas de trabalho”, avaliou.

Vencedor da corrida, o adolescente M. de J. A. de 18 anos confessou que se sentiu estimulado com a vitória. “Hoje eu vi que estou preparado para investir no esporte. Essa atividade nos prepara para, quem sabe, outra corrida no futuro. Estou motivado, pois gostei do meu resultado. Cheguei em primeiro lugar, mas o mais importante é que todos nós pudemos ganhar a medalha de participação”, afirmou o adolescente.

Parcerias

Pelo quarto ano, a secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp) apoia o evento. Representado o secretário Antônio Hora Filho, o professor Silvio Nascimento destacou a força da união entre os órgãos públicos. “É dever da gestão apoiar as políticas públicas relacionadas ao esporte e ao lazer em Aracaju, promovendo e estimulando o acesso do cidadão a atividades como essa. Estamos felizes com o resultado desse evento, que propaga a mudança de vida que traz esse peso, através do nome “Corrida para a liberdade”, enfatizou, o professor de educação física da Sejesp, Sílvio Nascimento.

Segundo o coordenador de Segurança do Case I, Damião Batista, o evento conta com o apoio também da secretaria de Estado da Justiça (Sejuc). “Para se fazer um evento externo envolvendo todos os adolescentes é necessário um estudo para o fomento de um planejamento estratégico, pois estamos transportando vidas. Por isso, agradeço a Sejuc por ceder o ônibus para o translado dos adolescentes dos Cases 1 e 2, além de parabenizar mais uma vez a equipe de segurança das unidades, que fez um trabalho de qualidade em equipe”, finalizou. 

por Agência Sergipe

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