25 Agosto 2017 - 23:31

Sergipe é estado modelo do Programa Criança Feliz

Sergipe se tornou referência nacional do Programa Criança Feliz e, devido ao pioneirismo local na sua implantação, a consultora do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Patrícia Paine, esteve em Sergipe para conhecer o trabalho das equipes in loco; e se reunir com o secretário de Estado da Inclusão Social, Zezinho Sobral, e o Comitê Gestor do Programa para tratar do plano de trabalho nesta nova etapa da sua execução. Durante sua estada em Sergipe, a consultora visitou os municípios de Pacatuba – primeiro do país a implantar o programa -, Itaporanga e Aracaju.

Dos 63 municípios sergipanos aderidos, 27 já iniciaram as visitas domiciliares atingindo, em menos de dois meses, um público médio de duas mil crianças de zero a três anos do Bolsa Família; e de zero a seis anos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou afastadas do convívio familiar por medida protetiva; além de gestantes.

Segundo Patrícia, por essa razão, Sergipe é o estado modelo do Brasil na implantação dessa nova tecnologia social, lançada pelo Governo Federal e implantada sob a coordenação do Governo de Sergipe, para estimular o desenvolvimento integral de crianças em situação de risco ou vulnerabilidade social, na primeira infância – fase determinante para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e capacidade de aprendizado.

“Pacatuba mesmo é um município tão pequeno, e hoje serve de modelo para todos os outros. Fiquei fascinada por essa realidade. Fiquei impressionada com a interação dos visitadores com as famílias, que estão realmente muito felizes com o programa e, por isso, aceitam muito bem as visitas. As outras crianças da família, que não se enquadram no público alvo do programa, também acabam sendo beneficiadas, porque as visitas se tornam um acontecimento social da família. E as visitadoras estão identificando diversas outras demandas e levando para os supervisores, que fazem o encaminhamento para outros programas. Então está funcionando na filosofia intersetorial. É algo que diferencia o Criança Feliz de outros programas”, disse Patrícia.

Psicóloga por formação, com mestrado em políticas sociais em Londres, e doutorado em crescimento e desenvolvimento infantil, Patrícia avalia que os efeitos do trabalho desenvolvido pelas equipes deverá ser mais expressivo do que o esperado. “Acho que a gente não pode subestimar a importância desse programa para essas famílias, porque a carência existente não é só de comida e dinheiro, é afetiva. E esse tipo de atenção dá a possibilidade a essas pessoas de serem incluídas e, sobretudo, de se desenvolver melhor. Então, acho que os resultados serão muito mais amplos do que se imagina para a família como um todo”, pontuou.

De acordo com o secretário Zezinho Sobral, a implantação do Criança Feliz foi priorizada pela gestão estadual, tendo em vista a comprovação científica da necessidade de estímulo ao desenvolvimento integral na primeira infância. “Nós ficamos realmente impressionados com a explanação do Ministro Osmar Terra, quando do lançamento do programa, e definimos como prioridade uma grande mobilização dos municípios para a adesão ao programa. Nossa meta é, ainda, atingir 100% dos municípios sergipanos, em especial aqueles com maior número de pessoas situadas no público alvo, como Aracaju e Nossa Senhora do Socorro”, disse.

A coordenadora estadual do Programa, Rita Ferreira, afirma que os demais municípios já aderidos estão em fase de busca ativa e cadastro das famílias. “Muito em breve eles também deverão iniciar as visitas domiciliares. Estamos muito felizes com os resultados do programa nas localidades onde ele já foi implantado e com a receptividade por parte das gestões municipais. Além dos 63 que já foram capacitados, outros dois municípios se credenciaram agora, o que soma 65 dos 75 municípios sergipanos. É um grande número. Quando todos estiverem em atividade, teremos um universo de 7.500 beneficiários”, finalizou.

por Agência Sergipe

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