21 Junho 2018 - 08:56

Sala de Queimados do Huse fica pronta e UTQ já recebe primeiros pacientes

Agência Sergipe
No ano passado, no mesmo período, a Sala de Queimados atendeu 66 vítimas

Na manhã desta quarta-feira, 20, foi concluída a montagem da Sala de Queimados, criada no Pronto Socorro do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) para atendimento das vítimas de queimaduras que procuram o hospital durante o período junino. Ela ficará aberta de 21 a 30 de junho, com equipe de cirurgião plástico, enfermeiro e técnico de enfermagem 24 horas, especialmente para atender esse tipo de público.

No mesmo período do ano passado (2017), a Sala de Queimados atendeu 66 vítimas de queimaduras e, desse total, 15 necessitaram de internação. De acordo com o coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, durante o período junino, o PS costuma receber vítimas de acidentes com fogueiras, fogos de artifício, líquidos superaquecidos, entre outros casos.

“O PS é porta de entrada, geralmente para chegar até a Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ), ele tem que passar pela Sala de Sutura. Como nesse período há um aumento no atendimento, é criada uma sala específica para separar esse tipo de público dos demais casos. Se for uma lesão de grande proporção, o paciente é direcionado diretamente para o Centro Cirúrgico e, depois, vem para a UTQ; se for um caso mais leve e de menor proporção, é feita analgesia e reavaliado para possível alta médica. Por isso essa Sala de Queimados é um suporte considerável devido o aumento de casos”, explicou.

A gerente da UTQ do Huse, Elmara Salgado, ressalta que 20% dos casos necessitam de internação. “Nesse período junino, aumenta o número de registros no Pronto Socorro dos pacientes atendidos nesse período por queimaduras. Cerca de 20% necessitam de internação hospitalar. Já temos dois casos de vítimas de queimaduras por fogos de artifício, uma criança que assistia a guerra de buscapé dentro de casa e um jovem que foi soltar uma bomba de alto teor explosivo e estourou na mão, causado amputação de falanges”, enfatizou.

Primeiros casos

Entre os primeiros casos mais sérios que deram entrada no Huse e necessitaram de internamento na UTQ houve o de uma criança de três anos, residente no município de Estância. “O pessoal fazendo guerra de buscapé e quando soltou rasgou a tela da minha casa e meu filho que estava assistindo foi atingido nas costas e cabeça. Foi muito bom o tratamento, os curativos e em especial a equipe, que esteve presente ajudando e dando carinho”, comentou a mãe do pequeno R.L,3, a dona de casa Adriana Lima.

Outro caso mais grave foi o que aconteceu com o jovem G.O, 12. A irmã dele, Michelle Oliveira, narra o fato e faz um alerta aos pais. “Um amigo acendeu a bomba e ele ficou segurando, antes dele jogar ela explodiu na mão direita que perdeu três falanges e fraturou o polegar. Agora ele se recupera bem na medida do possível e espero que nunca mais chegue perto de fogos. Essa foi uma grande lição que ele leva pra vida toda. Ele perdeu muito sangue, foi feito uma cirurgia de emergência e está sendo muito bem cuidado e acompanhado. Eu quero alertar que os pais fiquem atentos, principalmente com a clandestinidade da fabricação das bombas e a venda para menores”, concluiu.

por Agência Sergipe

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