18 Maio 2017 - 21:36

Prevenção conta gripe influenza deve continuar mesmo após a vacina

“Há três anos vou até uma unidade de saúde para receber a vacina contra a influenza e dificilmente tenho sintomas. Mesmo com a vacina, faço questão de tomar vitamina C todos os dias através do consumo de laranja lima. Também procuro equilibrar a alimentação acrescentando outras frutas e verduras ao meu cardápio”, afirmou a dona de casa Maria Diva de Souza Côrtes, 68 anos.

Maria Diva está entre os cidadãos que reconhecem a necessidade de cuidados a serem mantidos mesmo após o uso da vacina contra a gripe influenza, a fim de evitar a proliferação do vírus. Até o próximo dia 26, os sergipanos que se enquadram no público alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza deverão receber a medicação, que previne três subtipos de gripe: A/H1N1; A/H3N2 e a Influenza B.

De acordo com a coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sândala Teles, mesmo para quem recebe a vacina, a prevenção é a melhor maneira de evitar a doença. “A prevenção é o melhor remédio. A influenza é um tipo de gripe e também é transmitida pelas secreções das vias aéreas. Por isso é importante lavar as mãos e sempre utilizar um lenço ao tossir e espirrar”, disse.

Segundo recomendações do Ministério da Saúde (MS), indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem evitar sair de casa em período de transmissão da doença, ou seja, até sete dias após o início dos sintomas. Devem também evitar aglomerações e ambientes fechados, adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Mais recomendações

Caso apresente dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxeada, dor ou pressão abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vômito persistente e convulsão, o indivíduo deve procurar imediatamente o serviço de saúde. A aglomeração de crianças em creches facilita a transmissão de influenza entre crianças susceptíveis. A melhor maneira de protegê-las é a vacinação, recomendada dos seis meses aos cinco anos de idade.

No caso das crianças em creches, a recomendação do MS é higienizar os brinquedos com água e sabão quando sujos, usar lenço descartável para limpeza das secreções nasais e orais, trocando lenços ou fraldas de pano, se utilizados. Sintomas como tosse, febre e dor de garganta devem ser observados e, caso haja o aumento do número de crianças doentes, a Rede de Atenção Básica deve ser informada.

Mulheres grávidas

A influenza é mais grave em gestantes, podendo causar complicações na gravidez, incluindo o parto prematuro. As gestantes devem buscar o serviço de saúde, caso apresente sintomas. Durante internação e trabalho de parto, se a mulher estiver com diagnóstico de influenza, priorizar o isolamento. Se a mãe estiver doente, é preciso realizar constante lavagem das mãos, até mesmo para evitar a transmissão para o recém-nascido. A parturiente também deve evitar tossir ou espirrar próximo ao bebê.

Grupos prioritários

A campanha de vacinação contempla, prioritariamente, idosos a partir de 60 anos, crianças entre seis meses e cinco anos, grávidas, mães que tiveram bebês recentemente, indígenas, funcionários do sistema prisional, diabéticos, hipertensos e transplantados, pessoas privadas de liberdade, trabalhadores de saúde e, agora, professores da rede pública e particular de ensino.

As doses da vacina contra a influenza também contemplam grupos de pessoas que apresentam doenças etimologicamente relacionadas à gripe influenza, tais como pacientes com doenças respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas crônicas, entre outras patologias.

por Agência Sergipe

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