14 Julho 2017 - 18:19

Segurança na triagem de doador é prioridade no Hemose

O rigor na triagem clínica dos candidatos à doação de sangue do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), que integra a rede estadual de saúde, é um procedimento fundamental para resguardar a segurança do doador e do paciente. O sangue coletado na unidade atende os serviços de urgência e emergência da rede hospitalar, pacientes em tratamentos diversos, como leucemias, oncológicos e anemias crônicas.

Na triagem clínica o doador passa por uma entrevista individual e sigilosa, que segue um questionário com perguntas relacionadas à alimentação, sono e repouso, bebidas alcoólicas, fumo, drogas ilícitas e comportamento de risco, dentre outros. A avaliação realizada por um profissional do hemocentro cumpre a RDC nº 75, publicada em maio de 2016, que estabelece critérios para captação, coleta, processamento e distribuição de sangue e hemocomponentes.

De acordo com a enfermeira Lidiane Calado Lisboa, durante a triagem clínica, os profissionais trabalham atentos com os períodos de inaptidão temporária ou definitiva, relativas às doenças consideradas de risco, o uso de medicamentos e a realização de procedimentos cirúrgicos. “Recentemente tivemos a campanha de vacinação contra gripe. Todas as pessoas que tomaram essa vacina ficaram impedidas de doar por um período de um mês. Essa medida faz parte dos requisitos de segurança transfusional para o doador e o receptor de sangue”, confirmou.

Outra questão que chama a atenção diz respeito à alimentação, conforme Lidiane, ainda existe muita desinformação por parte do público, que procura o serviço de doação em jejum. “Explicamos que o procedimento coleta uma bolsa de até 450 ml de sangue e por se tratar de um volume maior em relação ao exame de sangue é obrigatório que o doador esteja bem alimentado. Essa exigência visa garantir que o procedimento seja realizado de forma tranquila, sem que o doador sinta tonturas ou baixa de pressão”, ressalta a enfermeira.

Para finalizar a profissional ressalta que não existe qualquer risco para os voluntários durante o processo de coleta da bolsa de sangue. “O ato prestado por todos que vem ao Hemose diariamente, ajuda a abastecer e manter os estoques de todos os grupos sanguíneos, A, O, B e Ab, positivo e negativo, necessários para atender os pacientes nos hospitais e maternidades do estado”, conclui Lidiane.

por Agência Sergipe

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