30 Agosto 2019 - 00:22

Deputada Cibele Moura faz indicação para que Estado contrate doulas para Hospital da Mulher

Foto: Assessoria
Parlamentar defende, durante audiência pública sobre violência obstétrica, parto humanizado

A deputada estadual Cibele Moura (PSDB) protocolou, nesta quinta-feira (29), na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), indicação ao governador Renan Filho (MDB) para que determine a contratação de doulas pelo Hospital da Mulher, para prestação de assistência em tempo integral. A indicação foi apresentada durante audiência pública na ALE que tratou da violência obstétrica. No texto, Cibele justifica que a humanização da assistência ao parto e ao nascimento tem sido uma preocupação constante entre os profissionais envolvidos na assistência à saúde da mulher e da criança. 

A palavra doula vem do grego e significa “mulher que serve”, sendo hoje utilizada para referir-se à mulher sem experiência técnica na área da saúde, que orienta e assiste a mãe no parto e nos cuidados com o bebê.

Cibele defende que os cuidados e orientações envolvem não só os aspectos físicos, mas também o psicológico e o social, estendendo aos familiares a oportunidade de participarem desse momento.

Durante a audiência, a deputada fez questão de deixar claro que não se pode generalizar. “A gente não pode dizer que todo médico cometa violência e provavelmente mais de 90% não cometem. Porém, a violência obstétrica existe”.

Afirmou ainda que quando se fala sobre violência obstétrica não se está falando especificamente da medicina. “Não estou personalizando a medicina. Estou atacando o problema. Quando alguém é agredido ele reage, mas infelizmente muitas mulheres que são agredidas não têm esse poder de ação e aí a gente está reagindo. E essa é a minha reação e a minha pergunta, simples, fácil e direta: violência obstétrica existe ou não?”, questionou direcionando a pergunta ao presidente do Conselho Regional de Medicina em Alagoas (Cremal), médico Fernando Pedrosa, para o qual não existe violência obstétrica.

Cibele destacou questionamento levantado durante a audiência em relação a relato de paciente que teve parto no chão do hospital para justificar que a violência não é só a médica. “Neste caso a violência está sendo cometida, sim, não pelo médico, mas pelo Estado. Uma violência institucional”, disse.

Ela defende que o debate seja ampliado, porque muitas vezes as mulheres não denunciam por desconhecimento e defendeu a elaboração de um projeto de lei que determine expressamente o que é violência obstétrica. “Que possamos colocar expressamente na lei, quais são as violências obstétricas e o que é que não pode ser cometido de jeito nenhum”, observou Cibele Moura. 

por Assessoria

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