25 Novembro 2009 - 14:18

Disputa por royalties do pré-sal pode complicar alianças em torno de Dilma

Divulgação

A líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), reconheceu, hoje (25), que a queda de braço entre governadores dos estados produtores de petróleo e os não produtores pela parcela nos royalties do pré-sal pode ser mais um complicador na já intrincada consolidação da aliança PT-PMDB em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff.

Ontem (24), o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), subiu o tom nesta disputa (pelos royalties) ao saber que o texto da medida provisória que define o regime de partilha dos royalties foi alterado em prejuízo dos estados produtores.

Cabral acusou os deputados responsáveis pelas mudanças de terem “roubado” o Rio de Janeiro. Ideli Salvatti, por sua vez, disse que a situação criou mais um problema à negociação para garantir a Dilma um único palanque no estado fluminense, terceiro maior colégio eleitoral do país. No Rio, o petista Lindberg Farias pleiteia sua candidatura ao governo, enquanto Sérgio Cabral quer o apoio do PT para sua reeleição.

“O Rio de Janeiro é um colégio eleitoral importante, eu diria estratégico, e não pode ser desconsiderado”, afirmou a líder do governo no Congresso. Hoje, a petista participou de reunião entre as cúpulas dos dois partidos para acompanhar e negociar as composições estaduais em andamento.

Já o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não acredita que a disputa pelos royalties do pré-sal possa afetar a aliança para 2010. Sarney qualificou de “passional” as declarações feitas por Cabral. Diplomático, o peemedebista disse entender a revolta do governador do Rio, bem como as reivindicações dos estados do Nordeste pelos recursos do pré-sal.

por Agência Brasil

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