22 Junho 2010 - 09:47

Ronaldo Lessa rebate matéria da revista Istoé

Agencia Brasil
Ronaldo Lessa rebate matéria publicada pela revista Istoé

O ex-governador e mais uma vez candidato ao Palácio República dos Palmares, Ronaldo Lessa, enviou carta ao editor da Revista Istoé. Carlos José Marques. Lessa contesta a matéria “Candidato Ficha Imunda”, publicada na edição 2119 da revista de circulação nacional.

Além de protestar contra o que considerou como “deliberado esforço” por parte da revista em relacionar a chamada lei do “Ficha Limpa” com processos que tramitam ainda em instância de 1º grau contra ele, Ronaldo Lessa afirma que a reportagem não considerou que entre os processos relacionados no texto não consta caso de “improcedência reconhecida pela própria Justiça”, escreve o candidato, sem especificar qual é o processo julgado improcedente.

Ainda de acordo com o texto, Ronaldo Lessa afirma que os acusados por “sumiço” de recursos federais destinados para Educação durante sua gestão no governo estadual, conforme destacado pela Istoé, irão provar que as acusações são infundadas. A revista utiliza declarações da promotora de justiça de justiça Cecília Carnaúba e apresenta dados de processos que tramitam na justiça sobre supostos desvios de recursos destinados para a compra de merenda escolar, superfaturamento na aquisição de material didático e contratação de professores por tempo temporário.

Ronaldo Lessa rebate as acusações e apresenta números dos avanços alcançados pela Educação durante sua administração como governador. “Criamos 180 mil novas vagas e implantamos o PCC dos professores, após 18 anos de espera”, afirma Lessa no texto enviado à Istoé. “O debate eleitoral vai permitir ao povo saber quem realmente é ficha imunda, quem andou formando quadrilha e quem se enroscou em Alagoas em graves processos decorrentes de operações desenvolvidas pela Polícia Federal”, encerra o candidato na carta que pretende ser utilizada como direito de resposta.

Abaixo íntegra da carta de Ronaldo Lessa


Ilmo. Sr. Diretor Editorial da revista
Istoé, Carlos José Marques

Com relação ao texto intitulado “Candidato ficha imunda”, que ocupou duas páginas da edição 2119 dessa revista, quero manifestar meu protesto pelo deliberado esforço redacional de associar à chamada lei do “ficha limpa” processos que tramitam em instância de primeiro grau e sobre os quais ainda não exerci meu amplo direito de defesa. Não há nenhum processo que me enquadre nessa nova lei e que inviabilize minha candidatura ao governo de Alagoas. Não foi nem sequer levado em consideração o fato de que, entre esses processos citados, já existe caso de improcedência reconhecida pela própria justiça.

Sobre verbas federais destinadas à educação estadual, nossos gestores à época irão comprovar nos autos que não houve desvio nem “sumiço” da conta, como a Istoé preocupou-se em destacar em negrito. Como acusar nosso governo de descompromisso com a educação estadual, se resgatamos o instituto do concurso público limpo e democrático? Alagoas perdeu duas décadas de desenvolvimento e nós iniciamos a reconstrução do setor público, depois de tanta bandalheira e irresponsabilidade.

Criamos 180 mil novas vagas e implantamos o PCC dos professores, após 18 anos de espera.
Reivindico a vossa senhoria o legítimo direito de exercitar o contraditório. Não me enquadro nas punições impostas pela lei do “ficha limpa”. Meu partido, o PDT, inclusive, votou favoravelmente a esse instrumento.Por decisões tomadas em grau inicial e que, pela desproporcionalidade, não se sustentarão no exercício do amplo direito de defesa, a IstoÉ embarcou nessa linha da versão única, pré-julgando minha conduta de forma negativa. O debate eleitoral vai permitir ao povo saber quem realmente é ficha imunda, quem andou formando quadrilha e quem se enroscou em Alagoas em graves processos decorrentes de operações desenvolvidas pela Polícia Federal.
 

Respeitosamente

Ronaldo Lessa
Ex-governador de Alagoas
 

por Fernando Vinícius

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