13 Março 2018 - 09:49

Risco de escalada de retaliações comerciais é maior hoje, diz diretor da OMC

O risco de escalada de retaliações comerciais aumentou após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar o aço e o alumínio importados pela maior economia do planeta, disse hoje (12) o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. Ele também manifestou preocupação com o risco de paralisação provocado pela não indicação pelo mandatário norte-americano dos juízes que julgam as queixas no organismo internacional.

Apesar do receio de que a decisão de Trump gere uma onda de medidas unilaterais, Azevêdo mostrou-se confiante de que os países-membros da OMC comecem a negociar para evitar esse cenário. “O risco de uma escalada de retaliações comerciais é maior hoje do que era antes, mas acho que todos estão conscientes desse risco. A minha percepção é que o diálogo começa. As partes começam a se falar para evitar ações unilaterais, que não contribuem para a solução e elevam o risco de um efeito dominó.”

Para o diretor-geral da OMC, a organização não está enfraquecida e deve ser mais demandada de agora em diante, em um momento de tensão no comércio internacional. Ele, no entanto, disse que é essencial que os países cheguem a uma solução para preencher as vagas no Órgão de Solução de Controvérsias da OMC, formado pelos tribunais que julgam as queixas comerciais. Depois que o governo de Trump vetou a nomeação de novos árbitros, os tribunais da OMC atuam com quatro em vez de sete juízes, o que atrasa o julgamento dos processos.

“Com relação ao órgão de Solução de Controvérsias, a situação é muito delicada e preocupante. O mecanismo não parou. Continuamos atuando, continuamos ouvindo as apelações. Portanto, não houve paralisação do sistema. Mas se essa situação perdurar, o risco de paralisação é grande. Estamos conversando com outros membros para ver se eles encontram soluções que permitam lidar com essa situação de impasse com várias ideias”, afirmou Azevêdo. Segundi ele, não há prazo para chegar a uma solução.

por Agência Brasil

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