12 Agosto 2019 - 21:38

Situação do bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro é debatida na Assembleia Legislativa

Roberto Lopes/Aquiacontece
Reunião aconteceu no auditório da Assembleia Legislativa

Os deputados estaduais Cabo Bebeto (PSL) e Davi Maia (DEM) que compõem a Comissão Especial criada para acompanhar as situações dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro de Maceió, estiveram reunidos, nesta sexta-feira, 12, na Assembleia Legislativa de Alagoas, com o representante da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), geológico Thales Sampaio; de representante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio/AL); comerciantes e moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro; e os vereadores por Maceió, Francisco Sales e Kleber Costa para debater a situação atual dos três bairros e de seus moradores. A reunião serviu ainda, para atualizar os dados do relatório divulgados pelos técnicos da CPRM no ano passado.

Cabo Bebeto se mostrou satisfeito com a reunião e disse que vem recebendo várias reclamações de que a Caixa Econômica Federal vem dificultando a liberação dos recursos relativos ao seguro obrigatório aos mutuários do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) que residem nas áreas de risco de desmoronamento. “Na próxima quarta-feira terá uma reunião da CPRM com a Caixa, em Brasília, para debater a questão do seguro e irei fazer o possível para participar também”, afirmou.

O deputado disse ainda que vai marcar para os próximos dias, uma reunião da comissão com representantes da Braskem. “A situação é bastante séria e complexa, por isso a população precisa acompanhar de perto o que vem acontecendo. Estamos todos juntos trabalhando papara podermos dar uma solução e uma resposta aos moradores estes bairros o mais rápido possível”, destacou.

Thales Sampaio afirmou que a solução do problema que aflige milhares de famílias depende de um esforço multidisciplinar envolvendo vários profissionais e a universidade. Ele explicou que existe um grande bloco, delimitado por um arco, que passa por várias zonas na região. “Foi uma reunião bastante proveitosa porque tivemos a oportunidade de responder alguns questionamentos dos moradores e esclarecer alguns pontos do relatório que fizemos sobre a situação da região. Acontece que por traz do relatório síntese existem nove relatórios, um sistema de informação geográfica, e uma modelagem 3D de tudo que vimos no Pinheiro. Explicamos tudo que foi feito pelos pesquisadores do Sistema de Geólogo do Brasil. É preciso deixar claro que as causas já foram identificadas, e agora precisamos ajudar na solução das questões que são bastante graves. Sobre a situação de evacuação ou de se manter no bairro isso fica a cargo das defesas civis, federal, estadual e municipal”, disse.

O presidente da Associação dos Empreendedores do bairro do Pinheiro e adjacência, Alexandre Sampaio destacou que a associação busca juridicamente a solução para reparar os danos causados aos moradores dos bairros atingidos. “Vivemos num estado democrático de direito então é preciso que se prove na justiça quem são os responsáveis por tudo aquilo que vem acontecendo no bairro do Pinheiro. O relatório da CPRM foi claro e definitivo de que essa responsabilidade da subsidência e das rachaduras no bairro vem da mineração é da Braskem e por isso precisamos de uma decisão final da justiça no âmbito civil, financeira e criminal. É preciso deixar claro ainda que a Braskem não agiu sozinha, tivemos a omissão de órgão municipais, estaduais e federais,pois antes de uma tragédia tecnológica vem um conjunto de tragédias morais e éticas”, afirmou.

A representante da Fecomércio na reunião, jornalista Graça Carvalho distribuiu à imprensa, uma nota da entidade com objetivo de prestar contas à sociedade no que vem fazendo em defesa dos empresários e empreendedores dos três bairros afetados por abalos sísmicos. “As ações incluem até o momento três pesquisa do instituto Fecomércio relativas ao impacto do dano ambiental no contexto socioeconômico dos bairros atingidos; ofício as autoridades constituídas e participação em grupos de trabalho e audiência pública em busca de benefícios fiscais, de linhas de créditos diferenciadas, de ações de segurança, atenção saúde, entre outros; provocação do conselho estadual de proteção ao meio ambiente para discussão do dano ambiental à região e participação na câmara técnica instituída pelo órgão para o acompanhamento permanente da situação”, diz a nota que relata ainda outras ações da Fecomércio.

por Roberto Lopes

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