03 Setembro 2019 - 17:31

Deputada Cibele Moura alerta para desemprego na região Norte com fechamento de matadouros

Foto: Assessoria
Parlamentar defende aprovação urgente de lei que estabelece a regionalização dos estabelecimentos

A deputada estadual Cibele Moura (PSDB) defendeu, durante audiência pública que nesta terça-feira (3), na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), solução urgente para o problema dos matadouros de Alagoas e em especial da região Norte do Estado, onde a parlamentar foi a mais votada. Cibele disse que a situação é grave e que o fechamento dos matadouros provoca o aumento do desemprego na região, tirando o sustento de muitas famílias. 

“Essa onda de fechar matadouros, abatedouros não é algo novo. É algo que começou há mais de uma década. Em dez anos tivemos 60 abatedouros fechados no Estado de Alagoas. São mais de 80%. Na minha querida e amada região Norte foram 100%. A gente teve os matadouros de Porto Calvo, de Matriz do Camaragibe fechados. O marchante da região Norte se precisar abater o seu animal tem que ir à Colônia Leopoldina, isso se estiver credenciado. Do contrário, não tem como fazer”, afirmou a parlamentar.

Ela citou o caso de Maragogi, onde pelo menos 30 postos de trabalho diretos foram encerrados com o fechamento do abatedouro local. “Quando a gente pensa no número 30 é um número relativamente pequeno, mas quando a gente pensa em empregos, quando a gente pensa que está falando do Estado que está acima do índice de desemprego no Brasil, que Alagoas tem 14% de desempregados, numa média que é de 12%, é muito alto. A gente não pode abrir mão de 30 empregos. É muito sério”, declarou da tribuna da Casa.

Cibele disse ainda ter sido informada que existe uma lei do Executivo que será enviada para a Assembleia estabelecendo a regionalização dos matadouros. Afirmou que é preciso celeridade. “O problema está acontecendo. As famílias estão sofrendo e o consumidor, como sempre, é quem está pagando. A gente precisa dessa lei o mais rápido possível. Precisa parar com a política de só punir”, ressaltou, ao dizer que a crítica não é só ao governo do Estado, mas é uma crítica a todo o sistema que compõe esse país. Às vezes a sensação é que o Estado está só para punir, só para botar a mão de ferro em cima do trabalhador”, disse. 

por Ascom Cibele Moura

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