01 Janeiro 2019 - 17:16

Ao tomar posse, Bolsonaro pede apoio ao Congresso para “restaurar e reerguer” o Brasil

Agência Câmara
Bolsonaro faz o discurso de posse no Plenário da Câmara dos Deputados, depois de ter sido declarado presidente da República

Jair Bolsonaro tomou posse nesta terça-feira como o 38º presidente da República. Em seu primeiro discurso, prometeu reformas econômicas, responsabilidade fiscal e fim de políticas ideológicas.

“Aproveito este momento solene e convoco cada um dos congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e reerguer a nossa pátria, libertando-a definitivamente do julgo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica”, disse Bolsonaro.

Reformas estruturantes
O novo presidente prometeu que o governo não gastará mais do que arrecadar. “Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais à saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades”, disse. Ele disse ainda que, neste cenário, o setor agropecuário desempenhará papel estratégico em harmonia com políticas de meio ambiente.

Bolsonaro falou em uma política de conciliação para uma sociedade sem divisão. “Vamos unir o povo; valorizar a família; respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã; combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil será livre das amarras ideológicas”, disse.

Posse de armas
O novo presidente defendeu temas polêmicos já no primeiro discurso, como mudanças nas regras para a posse de armas. “O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas pelo direito à legítima defesa”, disse.

Bolsonaro também fez menção ao projeto Escola Sem Partido, que acabou arquivado no final de 2018.

“Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros que querem boas escolas capazes de criar os filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política; que sonham pela liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar pelo mérito os empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico”, disse.

O presidente recém-empossado também destacou que buscou um perfil técnico para a sua equipe e que pretende mudar a tradicional forma de se fazer política.

Equipe técnica
“Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o viés político que tornou o nosso estado ineficiente e corrupto. Vamos valorizar o parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional”, disse.
Bolsonaro foi empossado junto com o seu vice-presidente, Hamilton Mourão. Eles chegaram e saíram do Congresso acompanhados das esposas. A cerimônia foi acompanhada por autoridades, convidados e chefes de Estado estrangeiros.

O presidente do Congresso, Eunício Oliveira, destacou a experiência parlamentar de Bolsonaro e sua popularidade. “O congresso não faltara ao País no cumprimento de sua missão no próximo mandato”, disse Oliveira.

Deficit fiscal

As ações do governo Bolsonaro só serão apresentadas aos brasileiros a partir do dia 3 de janeiro, quando será realizada a primeira reunião ministerial da nova gestão. É o informou o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

A prioridade, segundo ele, será a redução da burocracia e do deficit fiscal. “O Brasil precisa encontrar o equilíbrio fiscal: combater o deficit primário, fazer a reforma da previdência e pensar numa mudança tributária. Sobre isso, foram aprofundados os estudos na transição e agora passamos à fase de maturação e decisão”, disse. 

por Agência Câmara

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