26 Julho 2018 - 15:56

Operação policial é prejudicada após vazamento de áudio sobre mandados em Arapiraca

Divulgação
Sete pessoas foram presas e drogas, armas, dinheiro, moto e celulares foram apreendidos

Uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, deflagrada nesta quinta-feira (26), acabou sendo prejudicada em Arapiraca. Informações dão conta que um áudio foi divulgado informando aos criminosos onde a ação policial iria ocorrer.

A principal suspeita pela divulgação do áudio em um grupo de WhatsApp é uma servidora do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) de Arapiraca. A suposta funcionária da 8ª Vara Criminal teria acesso aos processos judiciais.

Na gravação ela cita os nomes dos investigados antes dos policiais saírem às ruas para cumprir os mandados. Devido ao vazamento das informações, menos da metade dos mandados de prisão foram cumpridos.

De acordo com delegado o regional do município, Igor Diego, sete pessoas foram presas e uma grande quantidade de drogas, armas, dinheiro, celulares e motos que haviam sido roubadas estão apreendidos. Os nomes dos presos ainda não foram divulgados.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se pronunciou sobre o assunto, emitiu nota de repúdio e cobrou posicionamento enérgico do TJ/AL, se comprovado o vazamento.

Leia nota na íntegra

A Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Arapiraca-AL, vem a público apresentar NOTA DE REPÚDIO pelos fatos repercutidos na manhã desta quinta-feira (26), e que, se verdadeiros, merece um posicionamento enérgico por parte do Tribunal de Justiça de Alagoas.

Na manhã de hoje, a Ordem, por meio da imprensa, tomou conhecimento de um suposto áudio, onde uma servidora do judiciário em Arapiraca vazou informações sigilosas de um processo criminal, alertando aos investigados aonde a operação iria ocorrer e citando alguns nomes investigados para que ficassem atentos a empreitada policial.

A OAB repudia com veemência qualquer atitude desrespeitosa e atentatória a dignidade da justiça, e que venha manchar a sua credibilidade.

Independente de quem quer que seja, deverá ser apurado, pois se for constatado que esta informação foi realmente vazada, tal atitude não é só uma afronta a ética como também constitui crime, principalmente se fora feita por uma servidora pública com a função e o dever de zelar pela Justiça.

A OAB Arapiraca espera um posicionamento firme e efetivo na elucidação dos fatos.
 

por Redação

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