17 Outubro 2018 - 09:29

Mesmo em processo de recuperação judicial, Usina Paisa, em Penedo, promove mais uma demissão em massa

arquivo - aquiacontece.com.br
A revolta nos trabalhadores é a forma com a qual eles foram demitidos, via contato telefônico

Trabalhadores da Penedo Agro Industrial S/A (Usina Paisa), do Grupo Toledo, foram pegos de surpresa no começo desta semana ao serem demitidos, via ligação telefônica, da empresa que vem passando por um processo de recuperação judicial visando evitar falência.

Em contato com a nossa redação, um dos demitidos contou que mesmo assumindo no início da recuperação judicial o compromisso de não atrasar salários, a Paisa não vinha conseguindo honrar seus compromissos chegando, inclusive, a atrasar por cerca de 30 dias o pagamento dos salários.

Além disso, o agora desempregado, que pediu para não ser identificado, contou que alguns trabalhadores foram demitidos com vários meses de salários em atraso e sem nenhuma perspectiva do pagamento destes.

“Mesmo depois da recuperação judicial, onde a empresa prometeu não mais atrasar salários, trabalhadores passaram cerca de um mês sem receber, e no mês que receberam, a média foi de R$ 200 para passar o mês todo. Agora prometem pagar a rescisão dos trabalhadores que foram demitidos em 6 vezes, o que pra gente é ilegal”, explicou.

A revolta nos trabalhadores é a forma com a qual eles foram demitidos, via contato telefônico, sem nenhuma explicação e muito menos sem direito ao aviso prévio. “Estamos preocupados e sem saber o que fazer, devendo aluguel, mercadinho, cartão de crédito e outras coisas. Fomos todos pegos de surpresa e agora não temos o que fazer. Vamos procurar a Justiça, mas temos certeza que não será nada fácil receber da empresa o que ela nos deve e isso é lamentável”, finalizou.

O advogado da Paisa, Dr. Rogério Galvão, conversou com nossa redação e declarou que as demissões já estavam previstas, uma vez que os trabalhadores desligados eram da área da produção e esse ano, conforme já anunciado, não haverá moagem. Quanto a rescisão, Galvão declarou que os responsáveis pela empresa ainda irão se reunir para decidirem como será feito o pagamento aos demitidos. 

*Atualizada às 10h15min

por Redação

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  • Moura E hoje pra entrar na justiça pra brigar por esses direitos estar cada ve mais dificil, a reforma trabalhista aprovada ano passado prejudicou ainda mais a situação dos trabalhadores que correm a justiça pra receberem direitos não pagos pelas empresas.
  • paulo Mais uma vez o Dr Rogério falta com a verdade pois todos os fucionario que foi demitido foi avisado que o pagamento da reçisao seria pago no prazo de 6 meses inclusive no mesmo dia da demissão depositaram a primeira parcela mais uma vez o ministério do trabalho finge ser cego pra usina PAISA S.A .
  • João Ninguém Porque não coloca em leilão esse ferro velho? Essa usina com esta gestão ,não tem mais jeito. Já está no fundo do poço e levou junto os colaboradores. Vende essa usina pra um empresário forte, e paga a quem deve, vende o grupo todo, bloqueia todos os bens e usinas e só libera depois que pagar tudo.
  • Daniel É bom que paguem quem devem.
  • João Ninguém Verdade Paulo, o que foi passado para os trabalhadores demitidos, é que já receberam uma parcela da rescisão e junto com um pedaço de quinzena , É uma enrolada só com os trabalhadores.
  • Penedense Isso que dá ter só uma empresa grande na cidade, para o povo ficar dependendo praticamente apenas dela. Várias empresas quiseram entrar na cidade, mas como sempre os prefeitos daqui dificultam e essas empresas acabam indo para outras cidades. Um exemplo é a fábrica da coca que perdemos paraArapiraca