05 Junho 2018 - 09:22

Segundo o Sindpol, inquérito sobre o caso Roberta Dias atesta inocência de policiais que foram presos em 2013

O delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira, informou nesta segunda-feira, 04 de junho, durante entrevista coletiva que o inquérito policial sobre o caso Roberta Dias foi concluído e encaminhado à 4ª Vara Criminal de Penedo, após seis anos de muito mistério.

Questionado sobre o nome das pessoas indiciadas, o delegado Paulo Cerqueira declarou que não podia falar mais nada, pois o processo segue em segredo de Justiça, onde apenas o Ministério Público e o magistrado titular da Vara Criminal da comarca podem falar sobre o caso.

No entanto, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) informou à imprensa que os agentes que foram presos 16 meses após o desaparecimento da jovem, apontados como os autores do crime, não foram indiciados, o que significa que eles foram considerados inocentes.

Para o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, o não indiciamento dos policiais foi uma vitória. O sindicalista também enaltece o trabalho do advogado Welton Roberto, que contemplou a expectativa do sindicato e dos policiais civis.

A jovem Roberta Dias, que estava grávida, desapareceu em 2012. Inicialmente, a comissão de investigação, presidida pelo delegado Cícero Lima, pediu a prisão de dois policiais civis, como suspeitos de autoria do crime, baseando-se no depoimento de um indivíduo que possui um atestado médico por insanidade mental.

O caso teve uma grande reviravolta recentemente, quando um áudio telefônico, periciado pela Polícia Federal em 2016, foi difundido nas redes sociais e narra a conversa de um indivíduo dando detalhes de como ajudou o pai do filho de Roberta Dias a assassiná-la. Ainda segundo o Sindpol, o áudio deixa claro que os policiais civis não tiveram nenhuma relação com o caso.

por Redação

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