13 Novembro 2010 - 20:07

Varejo pode ter o melhor ano da década

As vendas no varejo podem fechar o ano com a melhor taxa crescimento da década. É o que apontam os números da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor teve a quinta alta seguida em setembro, de 11,8%, e acumula um crescimento de 11,4%, na comparação com os nove primeiros meses do ano passado.

Mantido este ritmo, as vendas do varejo devem encerrar o ano com crescimento entre 10% e 11%. Caso se confirme, será o melhor índice já registrado pelo IBGE desde o início da pesquisa, em 2000.

A pesquisa aponta um crescimento em todos os segmentos em todas as regiões do País em 2010. Os que cresceram menos beiraram a taxa de 10%, como os super e hipermercados, alimentos, bebidas e fumo; e livrarias e papelarias (que cresceram 9,7%). A exceção foi o comércio de veículos e peças, em que houve queda de 4%.

Segundo o IBGE, com ajuste sazonal, o comércio varejista do País registrou crescimento de 0,4% em setembro, com relação ao mês anterior, para o volume de vendas e de 0,9% para a receita nominal. Com isso, o setor completa nove meses com taxas positivas para a receita nominal de vendas.

Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional registrou, em termos de volume de vendas, acréscimos da ordem de 11,8% sobre setembro do ano anterior e de 11,4% e 10,7% nos acumulados dos nove primeiros meses do ano e dos últimos 12 meses, respectivamente. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 15,2%, 14,4% e de 13,7%.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos, com aumento de 14,4% no volume de vendas em relação a setembro do ano passado, proporcionou o segundo maior impacto na formação da taxa de desempenho do Comércio Varejista. Para tanto, vem sendo fundamental a política de expansão do crédito e o crescimento da massa real de salários. No acumulado do ano, a atividade apresentou taxa de variação de 18,4%, e nos últimos 12 meses, de 16,1%.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos etc., exerceu o terceiro maior impacto na formação da taxa do varejo, com variação de 15,8% no volume de vendas em relação a setembro de 2009. As condições econômicas favoráveis no que diz respeito ao comportamento da massa de salários e a retomada do crédito são os principais fatores que explicam o desempenho positivo do segmento. Em termos acumulados, a taxa para os primeiros nove meses do ano foi de 8,5% e para os últimos 12 meses, de 8,3%.

 

por Portal Brasil

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