30 Janeiro 2019 - 09:42

Relatório aponta que seis barragens em Alagoas correm risco de rompimento

Ailton Cruz
Seis barragens no estado alagoano apresentam problemas em sua estrutura

Após os rompimentos das barragens de Mariana, em 2015, e Brumadinho, neste ano, toda atenção é pouca. Isso porque Alagoas tem o segundo maior número do país de barragens com risco de ruptura, segundo um relatório divulgado pela Agência Nacional das Águas (ANA).

De acordo com o documento, que tomou como base o ano de 2017 e foi divulgado em 2018, seis barragens no estado alagoano apresentavam problemas em sua estrutura. O número só é menor do que o registrado na Bahia, que apresentou 10 barragens vulneráveis.

Em Alagoas, as barragens com risco de rompimento pertencem as usinas Seresta (5) e Santa Clotilde (1), que por sua vez contrataram escritórios de engenharia para avaliações e projetos, mas não tomaram nenhuma obra até o final do ano.

Ainda segundo a ANA, 99,9% das barragens existentes no estado são de aterro, com poucas de concreto ou de muros de pedras argamassadas. Muitas delas usam bueiros de drenagem rodoviária sem nenhum critério e controle, revela o documento.

O relatório também apontou que a má conservação das barragens em Alagoas não são um problema exclusivo do setor privado. "As barragens do Estado, prefeitura, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) sofrem desse mal”, apontou o documento.

Mais números

Em todo o país o número de barragens apontadas como mais vulneráveis subiu de 25 em 2016 para 45 em 2017. Rio Grande do Norte é o terceiro estado do País com maior número de barragens comprometidas (5). Em seguida aparecem Tocantins (4), Espírito Santo (3), Mato Grosso do Sul (3), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Sul (2), São Paulo (2), Pernambuco (1), Sergipe (1) e Ceará (1).
 

por Redação

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