25 Novembro 2010 - 09:30

Centro Nacional de Informação Ambiental lança o cordel A Lenda da Tartaruga

O Centro Nacional de Informação Ambiental (CNIA) acaba de lançar a cartilha sobre educação ambiental intitulada A Lenda da Tartaruga, escrita por Antônio Alencar Sampaio e ilustrada por Fátima Feijó, dedicada ao trabalho de conservação realizado pelo Projeto Quelônios da Amazônia (PQA) há mais de trinta anos.

A publicação, em forma de literatura de cordel, é dirigida ao público infanto-juvenil e a educadores em geral e busca sensibilizar o leitor, levando-o ao imaginário de uma lenda que explica a trajetória das tartarugas que atravessam as águas doces e salgadas, as quais, adaptando-se a tamanhos e formas para bem sobreviverem, mantêm, sobretudo, seu dom original de andar tranquilo, tentando cumprir a missão nas águas e no chão.

Segundo a coordenadora do Projeto de Educação Ambiental Permanente PMIQ/Juruli-PA, Maria de Lourdes Cantarelli, “o livro reproduz, com simplicidade poética e ecológica, como as tartarugas se reproduzem, a sua fragilidade diante de seus predadores, de quais ecossistemas ela faz parte e explica o quase desaparecimento das espécies em função da perseguição humana, fazendo um apelo ao leitor para que, segundo a lenda das treze placas contidas no plastrão das tartarugas, as mesmas não desapareçam levando com elas toda a história do universo que nelas está gravada e não se dê um vácuo no próprio universo pela sua partida”.

Outros trabalhos do tipo já foram publicados, como o Almanaque Clubinho da Tartaruga, O Boletim do Clubinho, A Simples Literatura do Rio Araguaia, O Mistério das Tartarugas Guerreiras e, recentemente, o desenho animado intitulado Perigo no Caminho das Tartarugas, de 7 minutos, baseado no Almanaque Clubinho da Tartaruga.

Para o autor do texto, o trabalho faz parte de uma linha pedagógica de informação e sensibilização que visa, através de cordéis, a proporcionar uma forma lúdica de abordar a questão ambiental – no caso, a tartaruga da Amazônia.

“A tartaruga tem valores simbólicos para diferentes civilizações, em todo o mundo. Nessa oportunidade, abordamos sua representação no consciente coletivo do povo indígena e na tradição dos povos pré-colombianos”, afirmou Antônio Sampaio.

 

por Jucier Costa Lima - Ibama

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