18 Julho 2019 - 11:49

Protesto questiona retirada de vigilantes de escolas estaduais de Alagoas no turno da noite

Carolina Sanches/G1
Protesto contra retirada de vigilantes noturnos de escolas de Alagoas acontece em Maceió

Vigilantes de escolas públicas estaduais fazem um ato na manhã desta quinta-feira (18) em frente à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), no bairro do Farol, em Maceió, para protestar contra a retirada dos vigias escolares do turno da noite na rede estadual.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), em circular oficial publicada pelo governo no último dia 7 de junho, a Seduc comunicou que não vai mais manter vigias escolares lotados no período da noite em escolas estaduais. Segundo a circular, no período em que as escolas estejam fechadas, não haverá vigias.

O vigilante José Aparecido Vieira trabalha há 12 anos no horário de 22h às 6h e disse que sempre teve o valor adicional pago no salário por causa do serviço no período da noite. “Esse dinheiro vai fazer muita falta no salário. Ainda mais porque esse aviso foi de uma hora para outra”, lamentou.

A presidente do Sinteal, Maria Consuelo, disse que há 18 dias o sindicato tenta uma reunião com o secretário de Educação, Luciano Barbosa. “Só vamos sair daqui quando tivermos uma reposta”, disse.

A assessoria da Seduc informou que o sindicato foi recebido pelo secretário há 15 dias. A secretaria informou ainda que uma nova reunião está prevista para esta tarde.

O vigilante José Robson da Silva disse que, além do valor adicional, os profissionais temem pela segurança da escola. “As câmeras não impedem a ação dos bandidos. Quando tem um vigilante no horário que a escola está fechada, afasta os criminosos”, observou.

A diretora de funcionários do Sinteal, Renildes Ramos, também acredita que a segurança nas unidades de ensino do estado será comprometida com a ausência do profissional. “Já existem escolas sem vigias no período da noite e madrugada e há muitos casos de furto. Equipamentos e materiais são levados, além dos danos à escola”, falou.

por Portal G1

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