07 Fevereiro 2018 - 08:51

Maceió Mais Inclusiva define cronograma de atividades para 2018

O Comitê Gestor do Projeto Maceió Mais Inclusiva Através da Economia Circular apresentou, nesta terça (6), o primeiro levantamento das características socioeconômicas da atividade pesqueira no Jaraguá e na Lagoa Mundaú – cadeias tradicionais da economia local que serão transformadas por meio do fomento à economia circular. Durante a reunião, que aconteceu na Braskem, o grupo de trabalho também definiu as atividades que serão realizadas ao longo de 2018.

O projeto visa qualificar a cadeia do sururu e investir na exportação nacional e internacional do marisco ao mesmo tempo em que promove a melhoria da qualidade de vida da população por meio da sustentabilidade.A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Maceió, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Fundo Multilateral de Investimento (Fumin), e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (Iabs), além de contar com o apoio da Braskem e Sebrae.

De acordo com o secretário municipal do Turismo, Jair Galvão, que faz parte do Comitê, o encontro aconteceu em um momento de evolução do projeto, que já apresenta dados estratégicos para o avanço das ações previstas para este ano. “Iniciamos um estudo de identificação que norteará todo o plano de trabalho para fortalecer as cadeias produtivas do sururu e da pesca artesanal, tão importantes para a vida das pessoas, da cidade, da gastronomia e, evidentemente, para o turismo de Maceió. A expectativa é que 2018 seja um ano de implantação de uma etapa do projeto que será perceptível para quem mora nessas áreas”, afirmou.

Além da apresentação do estudo técnico das atividades pesqueiras e da definição do cronograma de trabalho para este ano, o grupo também fez uma avaliação geral da Missão Técnica do Fumin na Espanha, que contou com a participação do secretário e do prefeito Rui Palmeira. “Recebemos informações relevantes sobre o funcionamento do sistema pesqueiro tradicional de referência na Espanha, que está diretamente ligado à atividade turística, por meio do Museu de La Pesca. Tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho sustentável que é realizado com o mexilhão e queremos adaptá-lo ao nosso sururu, à realidade de Maceió”, explicou Jair Galvão.

Para onde vão os resíduos do sururu?

Segundo dados da Superintendência de Limpeza Urbana (Slum), são recolhidos, em média, seis toneladas de resíduos do sururu por dia. Com o projeto de desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do marisco, a casca seria reutilizada na produção de insumos para a construção civil, nutrição animal, fertilizantes e outros produtos.

“A ideia é que o projeto gere benefícios não somente para o setor turístico e econômico, mas também para o meio ambiente e para as pessoas que têm a atividade como fonte de renda, já que toda a cadeia será otimizada. A proposta é investir na reprodução do sururu”, explicou o consultor do Iabs, Júlio César Toledo.

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