09 Novembro 2017 - 16:35

Rio exibe obras que buscam a terceira dimensão na pintura

Obras que buscam ultrapassar os limites entre a pintura e a escultura podem ser vistas na exposição Memória e Transformação, do artista visual Mário Camargo, inaugurada na noite de ontem (8), para convidados, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro.

Dez trabalhos em grandes dimensões, entre pinturas, objetos e instalações, integram a mostra, realizada menos de um mês depois de Camargo ter sido um dos 19 artistas brasileiros que participaram da Bienal de Arte Contemporânea de Florença, na Itália, encerrada em dia 15 de outubro.

Na exposição, com curadoria de Ruy Sampaio, as pinturas parecem saltar da tela, na busca da transformação em um objeto, escultura, instalação ou simplesmente saindo do retângulo.

“Meu trabalho transita entre a arte gestual e abstração lúdica. Eu pego obras antigas e rasgo as telas e repinto. Isto aí é uma transformação. Nesse reaproveitamento, procuro sair do retângulo da tela e transformar meu trabalho em quase uma escultura, buscando a terceira dimensão”, explicou Mário Camargo, em entrevista ao programa Arte Clube, da Rádio MEC AM, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O trabalho de Camargo remete à Arte Povera italiana, que significa “arte pobre”, mas não no sentido da pobreza, e sim do reaproveitamento de matérias antes descartadas. “Uma obra pode ser usada como base para outra. Esta desconstrução proporciona um novo olhar para o trabalho e uma nova forma de liberdade, evidencia a intenção de promover algo instigante, intrigante e poético”, disse o artista, que citou o argentino-italiano Lucio Fontana (1899-1968) como uma de suas referências.

por Agência Brasil

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