18 Junho 2019 - 16:05

Vale a pena financiar um imóvel para abrir o seu negócio? Tire suas dúvidas

Com o crescimento do empreendedorismo no país, as dúvidas dos empreendedores são constantes. Uma delas está relacionado ao financiamento imobiliário. Muitos comerciantes e prestadores de serviço dependem de um local próprio para trabalhar e nem sempre o aluguel é satisfatório. Bom, para lhes ajudar, nesse texto vamos falar mais sobre as taxas de juros financiamento imobiliário. Será que vale a pena?

Financiar um imóvel para abrir o seu negócio pode ser uma boa, principalmente quando você precisa de um ponto fixo e um local apropriado para desenvolver o seu trabalho. É muito complicado para uma empresa ter de trocar de local ano após ano por conta de condições e valores de aluguéis. Isso pode prejudicar bastante a relação do negócio com seus clientes.

Para começar, é preciso explicar o que é um financiamento imobiliário. Boa parte dos brasileiros são adeptos do financiamento imobiliário, principalmente, para realizar o sonho da casa própria, mas não tem ideia das taxas de condições da operação.

O que é um financiamento imobiliário?

O financiamento de imóveis é bastante popular no Brasil e é oferecido pelas principais instituições financeiras do país. Basicamente, o banco ou financeira, empresta o valor de um imóvel para que um consumidor comum compre um imóvel à vista. O proprietário que vende o imóvel recebe a totalidade do valor de venda, enquanto o consumidor contrai um empréstimo no banco.

O valor pago pelo consumidor comum é o pago no ato da compra do imóvel com a incidência de taxas de juros, outras taxas administrativas, etc. Esse valor geralmente é parcelado num longo espaço de tempo, geralmente em 15, 20 ou 30 anos e o devedor paga parcelas mensais da dívida ao credor.

Quais são as taxas e como ocorre o processo de financiamento imobiliário?

A primeira coisa que o solicitante do financiamento deve saber, é que o valor a ser liberado pelo banco está de acordo com as condições impostas pelo mesmo. Antes de aprovar o financiamento imobiliário, a instituição financeira checa os documentos do imóvel, faz uma avaliação das condições do local através de visita técnica e faz uma análise de crédito do consumidor.

Depois dessas etapas, o banco passa ao consumidor as bases do financiamento. Informando o valor que pode ser financiado, o valor das parcelas (já com acréscimo de taxas de juros, etc), os prazos de pagamento possíveis, etc.

É importante frisar que existem duas formas de financiamento no Brasil: uma regida pela tabela Price, caracterizado por parcelas de valor fixo do início até o fim do pagamento do empréstimo, e outra pelo sistema SAC, que é o mais popular no país, onde as parcelas mais altas são pagas no início do empréstimo e o valor diminui ao longo do prazo de pagamento.

Independentemente da forma de financiamento escolhida pelo consumidor, geralmente, as parcelas são corrigidas semestralmente ou anualmente pelas taxas de inflação, isso indica que elas sofrem pequenos reajustes. Então, é essencial que você busque informações no contrato sobre as datas em que estes reajustes irão acontecer. Os valores totais de taxas de financiamento de imóveis no Brasil variam entre 8 e 15%, dependendo da instituição financeira e do valor de avaliação do imóvel.

Como saber se vale a pena financiar um imóvel?

Para saber se vale a pena realizar um financiamento imobiliário é preciso conferir as condições do negócio. Uma dica é fazer simulações em diferentes bancos e financeiras e ter uma noção do custo total da operação. A partir disso, também é possível avaliar as demais taxas do financiamento e o valor médio das parcelas.

É necessário buscar garantias que o financiamento do imóvel está dentro das suas possibilidades financeiras. Deixar de pagar a dívida no decorrer do empréstimo pode causar a perda da casa para o banco e gerar um conflito judicial desnecessário.

Por conta dessas possíveis complicações, o financiamento imobiliário é mais indicado para quem possui um bom valor de entrada. Afinal, qualquer financiamento cobra, pelo menos, 10% de entrada e para aprová-lo, de uma maneira ou de outra contar com este valor.

A dica é sempre dar um valor de entrada acima do mínimo. É claro, que o valor assim como o financiamento deve estar dentro das suas possibilidades. Quanto maior for a entrada, menor tende a ser o prazo de pagamento, o valor das parcelas e as taxas do financiamento. Isso pode diminuir consideravelmente o custo total da operação e também os riscos de inadimplência.
 

Comentários comentar agora ❯