17 Outubro 2019 - 06:00

Uma das copas mais conceituadas do mundo ganhou seu start em 2019 com sua 60ª edição

Uma das copas mais conceituadas do mundo ganhou seu start em 2019 com sua 60ª edição realizada anualmente pela Confederação Sul-Americana de futebol (CONMEBOL). O encanto que é levado aos torcedores e aos telespectadores dos jogos de futebol ganha vez com os grupos formados em busca de uma única vaga no Mundial de Clubes da FIFA.

Nossa equipe teve acesso com exclusividade à uma reportagem produzida pelo pessoal da Betway Esportes, casa de apostas online. Trata-se de uma entrevista feita acerca de algumas experiências de jogadores que possuem um histórico na Copa das Américas, os escolhidos foram: Felipe Anderson, Fabian Balbuena e Manuel Lanzini, do West Ham, Jonathan Silva, do Leganés, e Lisando Magallán, do Alavés.

Quando se questionou como era uma típica copa dos libertadores Felipe Anderson, ex-Santos respondeu: “É um jogo, como a gente fala no Brasil, pegado, é um jogo difícil, com muita catimba. Quando um time não está bem taticamente, tecnicamente, começa a tentar ganhar de outras formas, desestabilizando psicologicamente o outro time. Então é muito difícil jogar uma Copa Libertadores”.

Já Manuel Lanzini, ex River Plate e Fluminense expôs: É aguerrido, com muitas sensações, forte, decisivo, tem que estar bem preparado porque as partidas são muito travadas. Tem que estar atento a todos os detalhes, os mínimos detalhes definem a partida. Quando vai jogar de visitante, é mais difícil porque se sente de verdade que você é visitante. É lindo, a verdade é que é lindo”, descreveu Manuel Lanzini, ex-River Plate e Fluminense.

Será que eles sentem falta de jogar uma partida típica de libertadores?

Felipe Anderson diz não sentir muita falta assim, “Como eu sempre falo, a Premier League é um pouco parecida no ritmo, é muito duro jogar aqui. Então eu não sinto muita falta, mas com certeza um dia vou querer experimentar novamente, com mais experiência, creio, de jogar uma Libertadores. Mas meu foco está aqui e estou curtindo muito e não estou sentindo falta”, respondeu.

Já Fabian Balbuena, ex-Corinthians, diz sentir certa nostalgia, porém está atuando na melhor liga. “É lindo, mas estou desfrutando estar na Premier League, me sinto muito bem, a intensidade que esta liga tem é impressionante. É a melhor liga. Quando vejo alguma partida [da Libertadores] pela TV, sinto uma certa nostalgia, posso sentir essa adrenalina em uma partida da Copa Libertadores que, para nós sul-americanos, é muito bonito”.

E em relação aos argentinos? Será que eles se saem muito bem nessa competição por algum motivo, ou será apenas mito ou coincidência?

Felipe Anderson fala da importância de ter o controle do emocional. “Um dos fatores principais [para os argentinos irem bem] eu acredito que é esse, que eles vivem melhor, eles têm um controle emocional mais forte, eles sabem que o brasileiro perde o controle mais fácil. Sempre que eu joguei contra times argentinos, é difícil se manter calmo, se manter focado. Creio que eles se sobressaem em alguns jogos, mas eles também têm sempre muita qualidade nos times, os times estão sempre bem compactos, jogando aguerridos. Então creio que tem qualidade deles também, mas muita experiência, creio que isso faz a diferença”, explicou.

Já Magallán não deixou de enfatizar e elogiar os jogadores brasileiros que abrilhantam as partidas. “Não sei, por uma questão de resultado, talvez porque as equipes argentinas conseguiram vitórias mais vezes. Mas sempre o futebol brasileiro tem grandes jogadores, assim como o argentino, e nas fases finais da Copa Libertadores, quando fica perto de ganhar, se desfruta muito”, declarou Lisandro Magallán.

Já para Jonathan Silva, os argentinos tem o Europeu como a Champions League, a libertadores é o máximo. “Na Argentina também há grandes jogadores, grandes equipes, está crescendo muito a liga argentina. Eu creio que a Argentina é um país muito respeitado no âmbito do futebol”, disse Lanzini. “A liga argentina tem uma personalidade diferente. Vivem com um pouco mais de paixão, com um pouco mais de intensidade. Para os argentinos é como o europeu para a Champions League. A Libertadores é o máximo”.

“Não sei, por uma questão de resultado, talvez porque as equipes argentinas conseguiram vitórias mais vezes. Mas sempre o futebol brasileiro tem grandes jogadores, assim como o argentino, e nas fases finais da Copa Libertadores, quando fica perto de ganhar, se desfruta muito”, declarou Lisandro Magallán.

Os jogadores são expostos a mais pressão na América do Sul?

Felipe Anderson não disse nem que sim, nem que não, resolveu falar de alguns clubes que já participou.

“É o terceiro país que eu jogo, contando com o Brasil, são totalmente diferentes os estilos. O Brasil, a Itália e aqui. Em todo lugar, a pressão, a dimensão, dependendo do momento que você vive no seu clube, é diferente. Se você está bem, tem uma leve pressão, se você está em um momento ruim, a pressão aumenta. Então, creio que depende muito do momento que o clube vive no geral” e continuou, “Graças a Deus eu peguei mais momentos bons do que ruins nesses clubes onde passei. Mas creio que no futebol a pressão é a mesma, depende somente do momento. Eu creio que no Brasil nos últimos períodos, algumas torcidas têm passado um pouco do limite”, continuou o meia.

“Como tenho vivido aqui, neste primeiro ano, agora na segunda temporada. O primeiro ano não fomos bem, mas recebemos um apoio incrível da torcida. Então, essa diferença foi importantíssima para este ano estarmos com confiança, a gente precisava de tempo. Então creio que no Brasil falte um pouquinho de compreensão”.

“Às vezes tem times que estão com jogadores machucados, com a parte financeira ruim. Creio que a torcida tem que entender esse lado. O jogador está ali para dar o melhor e às vezes as coisas não saem como deveriam. Mas futebol é assim, espero que eles entendam um pouco mais”, concluiu Felipe Anderson.

Já Balbuena relatou em relação ao ambiente, as partidas. “Veja, aqui as partidas são muito intensas. Se você vai enfrentar qualquer equipe, grande, pequena, mediana, todas as partidas têm alta intensidade, não há nenhuma equipe que te facilita em nada e realmente são bastante parecidos [com a América do Sul]. A atmosfera, o ambiente que se gera dentro de campo, a festa, é um pouco diferente daqui, mas a intensidade é a mesma e a adrenalina também”.

Magallan, afirmou que a pressão é maior. “Sim, pelo tempo que eu cheguei aqui na Europa, sim, na América do Sul há uma pressão extra porque os torcedores de futebol sul-americanos, seu ânimo na semana depende do resultado que a sua equipe consiga no fim de semana. Se você perde, como jogador, você não pode sair na rua, não se pode sair da sua casa, basicamente”, contou Lisandro Magallán.

“Aqui sim, te dá essa possibilidade, no futebol europeu você pode passear com a sua família, sua namorada, ou sozinho pela cidade que as pessoas vão entender que apesar de trabalhar como jogador, você tem uma vida social”, explica ainda o jogador argentino. “Mas na Argentina, sobretudo, o torcedor vive emocionalmente muito intensamente a partida, o resultado, e, bom, quando você perde, realmente não se pode sair de casa. É preciso estar concentrado na próxima partida para poder reverter o que aconteceu no fim de semana anterior”.

E a rivalidade do River Plate versus Boca Juniors? Tem como descrever?

Felipe Anderson acha bonito em relação ao brilhantismo da adversidade que o futebol exige. “Acho que essa rivalidade é difícil de superar. É uma coisa bonita de se ver no futebol, quando se tem respeito, quando jogam para ganhar dentro de campo, respeitando o adversário, toda rivalidade é boa. Mas lá tem sempre algo a mais. A paixão que eles têm, a paixão dos torcedores, a briga… Eu só vi isso no dérbi de Roma, que eu pude participar. Dois meses antes a torcida já está te lembrando que tem que jogar. Creio que são os dois clássicos mais pegados que existem no futebol”.

Já Lanzini que esteve no cube do River Plate por três temporadas diz que se é vivido dentro de campo. “À parte que eu sou torcedor do River e vive isso dentro de campo, fora de campo. O que se gera, o ambiente, essa partida já se está falando um mês antes”.

Magallán, compara com finais. “São finais. Seja qualquer tipo de competição, não importa qual você esteja jogando, é uma final. Para os torcedores é uma final. Eu vivi como tal, e tem que se viver como tal. Porque a transcendência esportiva que tem, primeiro, é muito grande. Porque a nível mundial se assiste a essa partida, as pessoas do futebol gostam de ver como respondem certos jogadores nessas partidas”. E continuou “E logicamente a transcendência midiática que tem tanto na Argentina quanto a nível mundial. Tanto que estamos aqui na Espanha fazendo uma entrevista e falando sobre Boca e River. São partidas únicas. Únicas. Graças a Deus eu pude jogar este tipo de partida, os Superclasicos, me sinto um privilegiado de ter podido viver esse dérbi que é tão lindo e tão intenso como se vê na Argentina”.

Por fim, questionou-se aos jogadores quem irá passar na copa? Quais as pontuações da 1ª e 2ª?

Felipe apostou no Grêmio, “Pelo momento, eu não tenho acompanhado muito como estão os times argentinos, todo mundo tem acompanhado o Flamengo. Tá embalado, tá com a confiança lá em cima. Mas eu creio que esse jogo tá em aberto, pelo fato do Grêmio ter experiência, nos últimos anos o Grêmio tá sempre ali na semifinal e sabe como jogar. E como falamos antes, na Libertadores é preciso ter experiência”.“Creio que o Flamengo vai fazer bons jogos, mas o Grêmio tem mais chances de passar por ter essa experiência. O Flamengo tem mais qualidade, mas o Grêmio tem mais experiência na competição, então creio que vai dar Grêmio”, opinou o meia.“Como a gente falou, na Libertadores o que mais conta quando chegam nestas decisões, é a experiência, é a calma, a sabedoria, a sabedoria de ter a bola e segurar, fazer uma falta. Isso você vai ganhando com o tempo. E o Grêmio nos últimos anos estava ali, semifinal, final, ganhou a Libertadores. Então creio que vai sobressair sim. Como eu falei, não torço para nenhum desses times, mas creio que o Grêmio vai estar na final. E dando Grêmio e um time argentino, eu vou torcer para o Grêmio porque eu sou brasileiro e o Brasil merece esse reconhecimento”, analisou Felipe Anderson.

“Eu aposto mais no River pelo momento que vem passando, por como estão jogando, creio que tem altas chances, mas na partida nunca se sabe. Já vimos muitos favoritos que ficam fora. Mas, bom, eu aposto no River”, comentou Balbuena. “Para mim ganha o River (risos). E do outro lado, Flamengo”, afirmou Lanzini.

Confira entrevista na íntegra!

por Redação

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