10 Agosto 2018 - 10:57

Acusados de morte de mulher que fez aborto vão a júri popular

Quase quatro anos depois, três dos dez acusados da morte da auxiliar administrativa Jandira Magdalena dos Santos Cruz, em 2014, começaram a ser julgados nesta quinta-feira (9). O júri popular ocorre no 4º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e está previsto para terminar na madrugada desta sexta-feira (10).

Jandira morreu após fazer um aborto em uma clínica clandestina. O corpo dela foi encontrado mutilado e carbonizado dentro de um carro no dia seguinte, em Guaratiba, na zona oeste do Rio. Na época, o crime causou comoção e levantou discussões sobre o funcionamento de clínicas clandestinas de aborto no país.

Os acusados respondem por homicídio simples com dolo eventual (que é quando se assume o risco de causar a morte), omissão de cadáver, formação de quadrilha e aborto.

Estão sendo julgados Carlos Augusto Graça de Oliveira, que realizava os abortos e se apresentava como médico (ele não concluiu o curso); Rosemere Aparecida Ferreira, acusada de ser a líder da quadrilha e responsável por dirigir a clínica clandestina; e Vanusa Vais Baldacine, responsável por ter buscado Jandira na rodoviária de Campo Grande e levado para casa onde funcionava a clínica.

O julgamento de mais três acusados está previsto para o dia 20. O restante ainda não há data marcada.

Hoje, foram ouvidas quatro testemunhas: dois policiais civis que participaram das investigações, uma mulher que foi à clínica no mesmo dia em que Jandira morreu, mas desistiu de fazer o aborto e o frentista que teria vendido a gasolina, usada para queimar o corpo.

por Agência Brasil

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