28 Dezembro 2009 - 10:47

Vítimas de acidentes de trânsito tendem a aumentar

Em meio ao estresse e à empolgação das compras do final do ano e aos preparativos para as viagens de férias, as pessoas tendem a ficar mais desatentas com a sinalização de trânsito e esquecem regras básicas para o trânsito em vias públicas.

Até a virada do ano, o número de acidentes de trânsito registrados no Hospital Geral do Estado (HGE) costuma aumentar consideravelmente. De acordo com o Serviço de Arquivo Médico (Same) do HGE, foram registrados em 2008, cerca de 80 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito durante as festas de fim de ano.

Os acidentes de trânsito são considerados uma das principais causas de morte no país. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 42 mil pessoas morreram em 2007 no Brasil; desse total, 85% são do sexo masculino. De acordo com o levantamento, 50% das vítimas fatais correspondem a jovens e 25% apresentam sinais de álcool no sangue.

De acordo com o gerente geral do HGE, Dante Diesel, os acidentes ocorrem com todos, sejam eles pedestres, motociclistas, ciclistas, condutores e passageiros de veículos. Para evitá-los, o médico recomenda cautela e atenção redobrada à movimentação, tanto durante o dia quanto no período da noite.

"Antes de sair de casa, as pessoas já devem traçar o próprio itinerário, sempre procurando caminhos alternativos e ruas menos movimentadas. Também é importante sair de casa cedo, para que o percurso seja realizado sem pressa”, recomendou.

Os acidentes, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, ocorrem durante o dia (60%) e em vias retas (80%). As principais causas costumam ser a imprudência dos motoristas, excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos e embriaguez ao volante.

Dante Diesel destacou que apesar da vigência da lei seca, a quantidade de desrespeitos à norma ainda é grande. “Nessa época em que o número de festas e comemorações costuma ser maior, também é importante lembrar que não se deve ingerir bebidas alcoólicas antes de dirigir. Fazer um revezamento entre motoristas que vão ou não beber e utilizar táxis e transporte coletivo são as melhores opções”, disse.

por Agência Alagoas

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