21 Maio 2010 - 13:25

Alagoas não registra casos de sarampo há uma década

Olival Santos
O seminário contou com a participação de médicos e enfermeiros da Atenção Básica

A situação epidemiológica das doenças exantemáticas em Alagoas aponta que não há ocorrência de casos confirmados de sarampo há 10 anos, enquanto a rubéola apresenta tendência de queda.

Em 2008 foram notificados 430 casos suspeitos contra 18 confirmados. Mas, desde 2009 não é registrado nenhum caso confirmado. Jã a Síndrome de Rubéola Congênita (SRC) houve registro de um caso suspeito em 2008.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (20), durante o Seminário sobre Vigilância Epidemiológica das Doenças Exantemáticas e Síndrome de Rubéola Congênita, realizado no Maceió Mar Hotel, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica.

O objetivo é aprimorar ações de vigilância do sarampo, rubéola e SRC, tendo em vista o compromisso assumido pelo Brasil com a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), visando à eliminação dos referidos agravos.

A técnica do Ministério da Saúde, Cristina Segatto, disse que o Brasil registrou um caso de SRC em julho de 2009. “A doença é decorrente da infecção da mãe pelo vírus da rubéola durante as primeiras semanas de gravidez. Quanto mais precoce a infecção em relação à idade gestacional, maior é o risco e pode resultar em aborto, morte fetal ou anomalias congênitas como diabetes, catarata, glaucoma, surdez, entre outros”, informou.

De acordo com Cristina Segatto, para que o Brasil consiga a eliminação da doença o MS quer implementar uma vigilância ativa em todos os Estados, com a realização de exames laboratoriais e complementares que possam não só definir o diagnóstico, mas também oferecer um acompanhamento clínico adequado às crianças com SRC.

Em Alagoas, a técnica responsável pelas doenças exantemáticas do Estado, Danielle Cristina, disse que a Sesau continua com as medidas de controle sobre sarampo e rubéola. “Em cada caso suspeito que aparece fazemos a investigação epidemiológica com vacinação de bloqueio dos contatos suscetíveis”, afirmou.

De acordo com o médico Ronaldo Ewald Martins, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e um dos palestrantes do seminário, a criança com Síndrome de Rubéola Congênita pode levar alguns meses transmitindo a doença. Por isso é importante o diagnóstico laboratorial da rubéola.

“Antes não tinha alternativa de laboratório. Hoje tem, portanto é preciso fazer funcionar”, enfatizou alertando para o risco de se fazer um diagnóstico apenas olhando o paciente.

O Seminário visa atualizar os profissionais em relação às outras doenças exantemáticas, como o eritema infeccioso, escarlatina; as enteviroses, o exantema súbito e a dengue, pois estão sendo possivelmente confundidas com o sarampo e a rubéola.

O evento foi destinado aos médicos e enfermeiros da Atenção Básica dos municípios alagoanos e profissionais das unidades hospitalares de referência.

Doenças exantemáticas – São doenças infecciosas que provocam, entre outras manifestações, características e como principal fenômeno, um exantema, ou seja, a erupção de pontos ou manchas e outras lesões na pele, a exemplo de sarampo, rubéola, varicela, escarlatina, entre outros. Embora essas doenças se possam manifestar noutras idades, afetam essencialmente as crianças.
 

por Ascom/Sesau-AL

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