16 Outubro 2009 - 17:23

Paço Imperial integra patrimônio histórico de Alagoas

Neno Canuto
Com o tombamento, a estrutura será recuperada

Com o lançamento do roteiro Caminhos do Imperador, neste fim de semana, o Estado de Alagoas fortalece o turismo cultural. Esse projeto refaz a expedição feita em 1859 pelo imperador Dom Pedro II (1825-1891) no São Francisco e vilas ribeirinhas.

Em Alagoas, o monarca viajou de Piaçabuçu a Delmiro Gouveia. Muito dessa viagem está preservado em sobrados e igrejas. A cidade de Pão de Açúcar, a 230km de Maceió, guarda um dos casarões que hospedou Pedro de Alcântara.

O Paço Imperial é tombado pelo governo do Estado neste sábado (17), numa iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, via Pró-Memória. A partir de agora, o prédio passa a integrar um dos patrimônios históricos de Alagoas.

O casarão está localizado na Rua da Frente, 997, Centro de Pão de Açúcar. Das janelas, avista-se o Velho Chico. A construção é atribuída ao major Machado de Novais Melo e deu-se em março de 1854. No mesmo ano, passou a ser utilizada como Casa de Câmara.

Esses dados fazem parte da pesquisa do Pró-Memória, órgão dirigido pela arquiteta Adriana Guimarães. Mas qual a importância de um tombamento? “Esse é um dos mais eficientes instrumentos de proteção aos bens de valor histórico e cultural no Brasil. Está inclusive previsto na Constituição Federal”, explica Adriana.

A partir do tombamento, poderão ser feitas ações para a recuperação do sobrado, que está em péssimas condições. O Paço Imperial de Pão de Açúcar tem em sua arquitetura características marcantes do século 19.

O prefeito de Pão de Açúcar, Jasson Silva Gonçalves, está empenhado na revitalização do prédio. “Com o tombamento, nós iremos em busca de recursos para a reforma do Paço. Precisa ganhar vida mesmo. Queremos fazer dele um centro cultural, que abrigue museu e espaço para exposições e mostras musicais”, planeja o gestor.

Em breve, o Algo Mais, no Diário Oficial do Estado, irá trazer uma série sobre os patrimônios já tombados pelo governo do Estado. A partir do instrumento, é possível a recuperação e proteção da história alagoana e por que não, brasileira.

por Agência Alagoas

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