15 Outubro 2019 - 13:26

Peste Suína: Adeal trabalha evitar a disseminação do vírus e reduzir as perdas

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) confirmou um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no município de Traipu, no interior alagoano. Com o objetivo de evitar a disseminação do vírus e reduzir ao máximo as perdas produtivas e econômicas, a Adeal está atuando diariamente na região para combater a doença. O primeiro foco de PSC em Alagoas foi registrado em 1994.

Desde a última quarta-feira (9), após o diagnóstico da doença confirmado, equipes da Adeal intensificaram imediatamente o trabalho na região. A vigilância ativa está sendo realizada nas propriedades suspeitas, num raio de três quilômetros do foco, e dez quilômetros do foco, além de barreiras sanitárias que proíbem o trânsito de suínos na região.

A Agência de Defesa Agropecuária também passou a intensificar as ações de Vigilância Epidemiológica nas propriedades circunvizinhas e nos possíveis vínculos, sendo realizadas atualizações dos rebanhos, verificação das condições higiênico-sanitárias, inspeção clínica dos animais e educação sanitária nas propriedades.

O diretor-presidente da Agência, Carlos Mendonça Neto, conta que a Adeal foi notificada dos suínos com sintomas da doença no dia 5 de outubro. Ele explica que através de vigilância passiva, os fiscais agropecuários realizaram o atendimento na propriedade, com 32 suínos, para verificar se os animais apresentavam sintomatologia compatível com a PSC.

“Identificando que se tratava de uma suspeita fundamentada, os técnicos coletaram amostras dos animais doentes e encaminharam ao laboratório. Após o laudo confirmado, imediatamente fomos a Traipu, realizamos todos os procedimentos necessários, e continuamos trabalhando diuturnamente para sanar a doença em Alagoas”, disse o diretor-presidente, destacando que a doença não é uma zoonose, portanto não é transmissível ao ser humano.

Atenta aos ricos sanitários provenientes de outros estados, em Abril deste ano, a Adeal publicou uma portaria proibindo por tempo indeterminado o trânsito interestadual de suídeos provenientes dos estados com foco declarado da Peste Suína Clássica. A medida foi tomada em virtude da notificação da doença nos estados do Piauí e Ceará.

À época, a Agência intensificou as fiscalizações nas rodovias estaduais, as vigilâncias ativa e passiva, e também realizou um treinamento dos fiscais agropecuários que atuam nos postos de fiscalização e móveis. Além disso, a Adeal realizou ações de educação sanitária para os produtores rurais.

“Alagoas não é zona livre, por isso não nos causou surpresa. Nós havíamos intensificado nossas vigilâncias justamente na intenção de identificar focos para poder saná-los”, disse Carlos Mendonça.

O que é a Peste Suína Clássica

A médica veterinária Maria Lacerda, chefe do Núcleo de Defesa Animal da Adeal, explica que a Peste Suína Clássica é uma doença viral que acomete suínos e javalis, altamente contagiosa, e se caracteriza por febre alta, conjuntivite, lesões avermelhadas na pele dos animais (hemorrágicas), principalmente nas extremidades do corpo, provoca alta mortalidade, falta de apetite, fraqueza e a tendência de se amontoar.

“O vírus é transmitido pelo contato direto com animais doentes, também por pessoas, utensílios, veículos, roupas, instrumentos e agulhas com o vírus, além de restos de alimentos mal conservados ou por transmissão da mãe para o filhote, ainda na placenta. A PSC não oferece riscos à saúde humana, mas traz perdas econômicas para o suinocultor”, destaca Maria Lacerda.

Impactos da doença na economia

No caso de uma introdução do vírus em qualquer estado localizado na zona livre, trará prejuízos na exportação de carne suína no país. Além dos impactos nas exportações dos complexos de soja, algodão e milho, pois estes produtos necessitam para exportação certificados internacionais, de que nos últimos três meses não ocorreram registro de Peste Suína Clássica e Aftosa.

Carlos Mendonça garante que a Adeal continua atenta ao surgimento de novos casos e informa que todas as medidas estão sendo tomadas para o controle da doença e consequentes prejuízos econômicos ao setor. “Pedimos que casos suspeitos sejam imediatamente comunicados aos escritórios da Adeal através das nossas mídias sociais, ou pelo telefone 0800 082 0050”, conclui.

por Agência Alagoas

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