05 Fevereiro 2010 - 08:40

IZP presta homenagem a Mestre Zinho na Rádio Educativa FM

Divulgação
Representante do tradicional forró pé-de-serra, o alagoano Zinho deixou valiosa contribuição à música brasileira

Forrozeiro de primeira linha, o alagoano Erivan Alvez de Almeida, conhecido nacionalmente com Mestre Zinho, faleceu no último domingo (30). Ele será o homenageado deste final de semana na Rádio Educativa FM, do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). Zinho iniciou sua carreira em 1980, como integrante do famoso trio de forró Os três do Nordeste, permanecendo no grupo por oito anos. Neste período, gravou sucessos que caíram no gosto popular e são lembrados até hoje por seus incontáveis fãs.

Os sucessos marcantes do músico e compositor serão relembrados neste sábado (6), no Balançando o Ganzá, exibido às 14h. O programa apresenta também uma homenagem à Mestra Luzia Simões, da Chegança Silva Jardim, de Coqueiro Seco, que faleceu nesta quarta-feira (3).

No programa Aplauso Especial, Zinho e os Três do Nordeste, deste domingo (7), a trajetória de Zinho será relembrada desde o início de sua carreira. O programa vai ao ar das 10h ao meio-dia, na 107,7 FM.

O músico, que era natural de Rio Largo, teve seu talento reconhecido pelo próprio Luiz Gonzaga, de quem ganhou o apelido de Mestre Zinho. E o título não foi em vão. Mestre Zinho construiu uma carreira sólida, destacando-se como um dos grandes representantes do forró-pé-de-serra da atualidade e um dos mais importantes sanfoneiros de Alagoas.

Zinho deixou o trio para seguir carreira solo em 1988, quando foi contratado pela Polygram e lançou seu primeiro álbum, Murro em ponta de faca. Já no seu primeiro trabalho solo, contou com a participação de convidados ilustres, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Amelinha. Também no mesmo ano, fez participação especial no LP Fruto, lançado por Elba Ramalho, interpretando a faixa Agora é sua vez.

Com quase trinta anos de carreira, Mestre Zinho gravou 22 discos solo e mais sete LPs durante o período em que fez parte do grupo Os Três do Nordeste. O forrozeiro também teve participação em álbuns gravados por grandes nomes do forró. Entre seus trabalhos solos se destacam os álbuns De documento na mão, de 1990; Aí o bicho pega, de 2000; Forró do apagão, de 2002; Gelo na farinha, de 2005; e Canta o que o povo gosta, de 2007.

Seu último CD foi Mestre Zinho e amigos, gravado em 2009, no Remelexo, em São Paulo. Neste último trabalho, apostou na regravação de seus grandes clássicos. No trabalho, contou com a participação especial de Tato, do Falamansa, Enoque, do Trio Virgulino e Dió de Araújo, do Trio Xamego, dentre outros.

Mas nem sempre a vida foi fácil para o Mestre Zinho. Certa vez, ao ser indagado sobre sua incursão pelo mundo da música, Mestre Zinho afirmou ter cansado de levar vaia. “Já levei até pedrada em apresentações na rua”, lembrou, rindo. Mas o mais difícil mesmo foi a luta que o músico travou contra o câncer, descoberto em 2006 e pelo qual acabou sendo vencido, no último domingo (30), aos 67 anos de idade.

No entanto, Mestre Zinho se eternizou por sua bela voz e canções marcantes. Além de ser um grande exemplo de superação, que mesmo depois de descobrir um câncer, de sofrer um enfarto e uma paralisia facial, manteve-se fiel à arte, não desistiu e seguiu com seus shows. Mesmo diante de todas as limitações físicas, conseguiu ser também um dos maiores triangulistas do pé-de-serra.
 

por Agência Alagoas

Comentários comentar agora ❯