04 Novembro 2009 - 21:37

Roubo de armas da Polícia Civil repercute na Assembleia

Plínio Nicácio
Deputado Jeferson Morais

A notícia de que o almoxarifado da Delegacia Geral de Polícia Civil foi invadido na madrugada desta quarta-feira, 4, de onde foram levadas armas da Secretaria de Defesa Social (SDS), foi motivo de críticas na sessão ordinária de hoje da Assembleia Legislativa. O deputado Jeferson Morais (DEM) mostrou indignação com o fato e pediu mais segurança para o local. Para ele, as armas roubadas “não irão para as mãos de pessoas de bem”, mas contribuir para o aumento da criminalidade.

Morais declarou que o caso demonstra a necessidade de maior atenção para o setor de segurança pública do Estado. Diante do pronunciamento, o deputado Judson Cabral (PT) considerou a necessidade de a cúpula da segurança explicar qual a real estrutura de trabalho que dispõem. O petista pediu ao governo para priorizar o setor. “A ousadia é grande. Já houve invasão à casa de desembargador e carro de delegado foi roubado. Isso tudo é preocupante. A secretaria precisa explicar que estrutura possui para garantir a segurança do cidadão comum”, disse Cabral.

O deputado defendeu que a Assembleia Legislativa se envolva com a questão e verifique o orçamento para a área. Ele criticou o governo do Estado, ao considerar que a Defesa Social tem prevista redução orçamentária para 2010. A reserva técnica da Polícia Militar (PM) até agora não foi convocada, enquanto que a Comunicação Social não sofrerá nenhuma redução, de acordo com a proposta encaminhada pelo Executivo.

Diante da discussão, o deputado Arthur Lira (PP) comparou a atuação das polícias de Alagoas com as de Pernambuco e do Ceará. “A gente circula pelas ruas de Fortaleza (CE) e a PM dispõe de carros Hilux. Não sei se são blindados. Em Recife, em cada esquina encontramos policiais caminhando pelas ruas, para garantir a segurança e a tranquilidade do cidadão. Está na hora de esta Casa se debruçar sobre essa questão. Podemos remanejar recursos do Orçamento do Estado para reforçar a área da segurança. Precisamos contribuir, para também cobrar”, afirmou Lira.
 

por ALE

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