A greve dos médicos legistas de Alagoas, deflagrada nesta quinta-feira, 21, tem aumentado a dor das famílias que esperam a liberação dos corpos para realizarem os devidos sepultamentos. Um dos doze corpos que deram entrada no Instituto Médico Legal de Maceió nas últimas 24 horas, pertence a um jovem que residia na zona rural do município de Penedo e teve uma trágica morte na tarde desta quinta-feira, 21 de junho.
Luwilton César Santos, 30 anos de idade, teve sua cabeça esmagada por uma das máquinas que operam na Usina Pindorama. O corpo foi levado para a Instituto Médico Legal Estácio de Lima, ainda na tarde desta quinta-feira, 21, mas até o fechamento desta matéria permanecia no local sem previsão de liberação.
A informação foi repassada aos ouvintes do Programa Lance Livre da Rádio Penedo FM (97,3 Mhz e www.penedofm.com.br), na manhã desta sexta-feira, 22, pelo tio do jovem, o senhor José Cruz dos Santos, que bastante emocionado e revoltado trouxe a tona a dor que sua família, assim como a dos outros falecidos, estão sentindo nesse momento.
“É triste a situação que estamos passando em Alagoas. A morte é difícil, mas você chegar ao IML e saber que não poderá dá um velório digno a seu parente é muito triste. Eu peço a aqueles que fazem parte do Governo e do Sindicato dos médicos que por favor vejam nossa situação e liberem os corpos”, desabafou José Cruz.
Uma informação que tem circulado pelos corredores do órgão é a de que as geladeiras ondem os corpos são colocados no período que antecede a necropsia estão todas ocupadas, fazendo com que os funcionários do instituto sejam obrigados a depositar os corpos no chão da unidade, causando ainda mais revolta nas famílias dos falecidos que cobram apenas um pouco de respeito e dignidade para com seus entes.
De acordo com José Cruz, o clima no IML de Maceió é tenso, onde muita gente chora a dor de ter perdido pessoas queridas e o fato de não poder dá um velório e sepultamento digno a elas. “Tá muito triste a situação aqui. Perguntamos ao diretor do órgão aqui se ele autorizava que a gente pagasse a um médico particular para vim assinar a liberação dos corpos e ele disse que se autorizasse isso seria preso”, acrescentou.
O novo diretor do IML de Maceió, o médico Luiz Correia Antônio Mansur, declarou em entrevista coletiva que está de mãos atadas esperando que aja uma negociação entre os servidores e o governo do estado para que o problema seja solucionado e os corpos liberados. O presidente do Sindicatos dos Médicos de Alagoas deve se reunir ainda nesta sexta-feira, 22, com o governador Teotônio Vilela (PSDB), para discutir as reinvindicações da categoria objetivando selar um acordo para que o movimento grevista chegue ao fim.
por Redação
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quem deveria tomar conta desse orgão era a policia militar essa sim tem competencia e não esses desoculpados. e ai governador oq o senho vai fazer com esses montros
vai ter q salgar q nenhe coro de boi
Isto é um absurdo, se eles querem tal direito deveriam tomar outras atitudes ao invés de maltratar tantas familias q ficam a espera do corpo. Será que se fosse a mãe de algum deles ficariam assim. Mas acho que esses são filhos de chocadeira e por isso não tem coração.
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