03 Dezembro 2020 - 09:47

Alagoanos são presos durante operação policial deflagrada em quatro estados

PC-AL
Parte do material apreendido com os acusados

Durante uma operação policial deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira, 03 de dezembro, duas pessoas foram presas em Maceió acusadas de integrarem uma organização criminosa especializada em aplicar o chamado “golpe do Motoboy".

Além de Alagoas, mandados de prisão da operação batizada de “Potoqueiro” também foram cumpridos em São Paulo Sergipe e Maranhão graças ao apoio de policiais civis dos respectivos estados, totalizando em nove pessoas presas, até o momento.

A investigação foi conduzida pela Polícia Civil de Alagoas, por meio da Divisão Especial de Investigações e Capturas (DEIC), sob a coordenação dos delegados Gustavo Henrique e José Carlos Santos.

Além disso, durante as investigações que duraram aproximadamente oito meses, a DEIC da PCAL prendeu, em flagrante, em ações pontuais, mais sete pessoas que participavam do esquema criminoso, quando aplicavam o golpe em Maceió e outras cidades de Alagoas.

Os mandados de prisão e busca foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, em Inquérito Policial instaurado em Alagoas que apura centenas de crimes de furto mediante fraude, uso de documentos falsos, lavagem de capitais e organização criminosa.

Durante a operação, foram apreendidos dinheiro, maquinetas, anotações com contabilidade do grupo, além de outros objetos relacionados aos crimes praticados.

De acordo com o delegado Gustavo Henrique, essa é uma operação importante, pois conseguiu desmantelar organização criminosa que aplicava o golpe em diversos estados da federação, fazendo vítimas, especialmente pessoas idosas em razão da maior vulnerabilidade, destacando que só durante a investigação mais de 100 pessoas foram lesadas, resultando num prejuízo de cerca de 1,3 milhões de reais.

O delegado José Carlos, integrante da equipe da DEIC da PCAL, explicou que os criminosos obtinham ilegalmente dados bancários, sobretudo de pessoas idosas, simulavam falsas centrais de cartões de crédito e convenciam as vítimas de que seus cartões teriam sido clonados, diante do que seria necessária a troca imediata do cartão. "Sob a falsa alegação de necessidade de perícia ou investigação criminal, os criminosos enviavam integrantes do grupo até a casa das vítimas para recolher os cartões que acabavam tendo os limites de crédito zerados e todo saldo em conta sacado pelos envolvidos no golpe", acrescentou a autoridade policial.
 

por Redação

Comentários comentar agora ❯