Roberto Lopes

Roberto Lopes

Formado em Letras, Jornalismo com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Advogado

Postado em 26/11/2011 22:05

Comissão da Verdade: será que torturador da presidenta Dilma Rousseff vai depor?

A presidência Dilma Rousseff sancionou a lei 12.528/11 que cria no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, a Comissão Nacional da Verdade, com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (1946 até a data da promulgação da Constituição), o que inclui o regime de Ditadura Militar, implantado no Brasil entre 1964 e 1985.

São objetivos da Comissão Nacional da Verdade o esclarecimento dos fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos; a promoção do esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior.

Neste sentido, surge uma pergunta. O torturador da presidenta vai depor nesta comissão?
No início dos anos 70 a então guerrilheira Dilma Rousseff sobreviveu a uma série de torturas no período mais duro do regime militar. Ela foi levada para a Operação Bandeirante, no mesmo local onde cinco anos depois Vladimir Herzog perderia a vida aparecendo enforcado em uma de suas celas. Dilma teria sido torturada por vinte e dois dias com palmatória, socos, pau-de-arara e choques elétricos.

Posteriormente, Dilma denunciou as torturas em processos judiciais, inclusive dando nome de militares que participaram dos atos de torutura contra ela. Já em 2005, Dilma falou sobre suas atividades durante a luta armada: “Eu não vou esconder o que eu fui e não tenho uma avaliação negativa. (…) Tenho uma visão bastante realista daquele período. Eu tinha 22 anos, era outro mundo, outro Brasil. Muita coisa a gente aprendeu. Não tem similaridade o que acho da vida hoje”.

A Comissão Nacional da Verdade poderá requerer ao Poder Judiciário acesso a informações, dados e documentos públicos ou privados necessários para o desempenho de suas atividades. Qualquer cidadão que demonstre interesse em esclarecer situação de fato revelada ou declarada pela Comissão terá a prerrogativa de solicitar ou prestar informações para fins de estabelecimento da verdade.

O jornalista Luiz Cláudio Cunha, em seu artigo publicado no sitio Observatório da Imprensa diz: “A tardia e enfraquecida Comissão da Verdade talvez não represente o fim da ditadura finada em 1985, mas pode ser o começo do fim da impunidade insepulta há um quarto de século. Um bom início é começar pelo fim, mostrando força para convocar e ouvir o homem que torturou a presidente da República”.

E ele conclui: “Se vencer esta primeira batalha de fogo, a Comissão da Verdade mostrará que é, realmente, de verdade”.

A comissão da Verdade é a grande chance que o Brasil tem de esclarecer definitivamente os bastidores da Ditadura Militar que se caracterizava entre outras coisas pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão.
 

Comentários comentar agora ❯

  • Fernando Parabéns pelo texto. É uma boa oportunidade da gente conhecer esses torturadores e colocá-los no banco dos reus
Postado em 25/11/2011 08:33

Comissão do Senado aprova projeto que permite identificar balas perdidas

Recentemente vários meios de comunicação divulgaram uma inovação tecnológica desenvolvida por pesquisadores brasileiros, capaz de otimizar a realização dos tradicionais exames de balística a cargo dos peritos criminais, com a utilização de marcação química das munições. A técnica foi desenvolvida por pesquisadores do Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos - LASAPE , do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Neste sentido, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado aprovou, projeto de Lei de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que Altera a Lei nº. 10.826, de 22 de dezembro de 2003 (que dispõe sobre o Sistema Nacional de Armas), para tornar obrigatória a adição de marcadores químicos nas munições e seus insumos destinados a armas de fogo.

A regra se aplica a todas as munições e insumos comercializados no país. De acordo com o projeto as munições e seus insumos comercializados no Brasil conterão marcadores químicos que otimizem a realização de perícia, sem prejuízo de outras tecnologias.

O senador Crivella explicou que com a aprovação do seu projeto, o marcador ficará no corpo da vítima, na arma e nas mãos do criminoso. Ele disse ainda, que a nova contribuição tecnológica do LASAPE, a “marcação química”, foi o desenvolvimento de sínteses e identificação de corantes fluorescentes e não fluorescentes, ambos imperceptíveis ao olho humano na luz visível ambiente, mas detectável com o uso de luzes especiais. Ou seja, criou-se um “DNA químico”.

Testes realizados na Academia de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com quinhentos cartuchos, pólvora e projéteis marcados quimicamente, identificou a posição do atirador no momento do disparo, pessoas a ele próximas, os alvos transfixados na trajetória do tiro e o trajeto do projétil no alvo que simulava uma vítima humana – sem deixar marcas visíveis a olho nu - constituindo excepcional ferramenta à realização das perícias técnicas criminais.

“Por essas características, tal marcação poderá ser adicionada nas munições destinadas aos batalhões da Polícia Militar, às delegacias da Polícia Civil, aos clubes de tiro, às empresas de segurança privada, aos civis e às Forças Armadas, permitindo minimizar o terrível problema da “bala perdida”, pondo fim à impunidade em inúmeros casos de crime contra a vida”, justifica Marcelo Crivella.

A matéria segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado que examinará a matéria em caráter terminativo.

Comentários comentar agora ❯

Postado em 24/11/2011 09:03

Maceió realiza Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

A Prefeitura de Maceió realiza nos dias 28 e 29 de novembro próximo a Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente que terá como tema central: “Mobilizando, Implementando e Monitorando a Política e o Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes nos Estados, no Distrito Federal, e nos Municípios”. O evento acontecerá na Faculdade Integrada Tiradentes (FITS).

Neste sentido, o prefeito Cícero Almeida publicou no Diário Oficial de Maceió, o Decreto n.º 7303/11, convocando a conferência como fórum máximo de deliberação e avaliação da Política Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, conforme dispõe a Lei Federal 8069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA), Resolução nº 134 de 16.03.2009 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e conforme deliberação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente em assembléia extraordinária realizada no dia 21 de novembro de 2011.

A Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, tem como objetivo geral: Mobilizar o sistema de garantia de direitos e a população em geral para a implementação e monitoramento da Política Nacional e o Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.

A Coordenação Geral da Conferência ficará a cargo do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente deste município, que encarregará de indicar a Comissão Organizadora. Essa comissão caberá: requisitar servidores do quadro de pessoal do Poder Público municipal do quadro de pessoal do Poder Público municipal, da administração direta e indireta, necessário à operacionalização da Conferência; constituir Secretária Executiva; elaborar Regimento Interno da Conferência e Metodologia dos trabalhos; dirigir os trabalhos da Conferência e atender as deliberações do Conselho Nacional e Estadual.

Comentários comentar agora ❯

Postado em 23/11/2011 09:09

MEC pune faculdades em Penedo e Arapiraca por baixo desempenho

O Ministério da Educação instaurou 70 processos de supervisão e suspendeu a autonomia de dez instituições de ensino superior que apresentaram desempenho insatisfatório no índice geral de cursos (IGC) divulgado na semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Em Alagoas, a Faculdade de Formação de Professores de Penedo e o Instituto de Ensino Superior Santa Cecília de Arapiraca, vão ser punidas por conta do mau desempenho no Índice Geral de Cursos (IGC) de 2010, divulgado na semana passada pelo MEC.

A Faculdade de Formação de Professores de Penedo (FFPP), obteve em 2010 um IGC de 1,02. Em 2008 e 2009, a instituição já havia recebido nota 2 no IGC, o que teria justificado sua penalização. Já o Instituto de Ensino Superior Santa Cecília obteve conceitos 1,25 em 2010 e 2 em 2008 e 2009.

Além das duas faculdades alagoanas, A supervisão do MEC também atinge mais 58 faculdades que apresentaram resultado insatisfatório no IGC de 2010 e já tinham apresentado desempenho ruim nos últimos três anos.

De acordo com o MEC, a partir desta decisão, as instituições ficam impedidas de abrir cursos ou ampliar o número de vagas de ingresso. Outro grupo de instituições atingido com a medida são 60 faculdades — instituições sem autonomia — que também apresentaram resultados insuficientes no índice.

Durante a vigência da medida, as instituições devem limitar o número de estudantes ingressantes ao total de vagas ocupadas em 2011. As medidas têm validade até que seja constatado o saneamento das deficiências apontadas na supervisão ou até as instituições apresentarem conceito satisfatório (mínimo de 3) na próxima edição do IGC. Caso não sejam cumpridas as determinações, pode ser aberto processo de descredenciamento dos estabelecimentos de ensino.

As faculdades de Alagoas avaliadas receberam as seguintes notas: Fits (4,0), Uncisal (3,0), Ufal (3,0), FAL (3,0), FAA (3.0), Faculdade Maurício de Nassau (3,0), Ifal (3,0), Cesmac (2,0), FCSAP (2,0), Uneal (2,0), Fama (2,0), FAT (2,0), FIC (2,0), FCJAL (2,0), FFPP (2,0), Faculdade de São Vicente (2,0), Facima (2,0), Iesa (2,0), Iesc (2,0) e Cesama (2,0).

As faculdades são avaliadas com notas de zero a cinco.

Comentários comentar agora ❯

  • DULCE Essa notícia é muito triste tanto para os penedenses e arapiraquenses quanto para os alagoanos em geral. EDUCAÇÃO e FORMAÇÃO são assuntos sérios e é com seriedade que devem ser desempenhados. É preciso reverter urgentemente esse quadro.
Postado em 21/11/2011 15:46

Comissão vai investigar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988

A presidência Dilma Rousseff sancionou a lei 12.528/11 que cria no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, a Comissão Nacional da Verdade, com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (1946 até a data da promulgação da Constituição), a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.

A Comissão Nacional da Verdade será integrada por sete membros, que terá prazo de dois anos, contado da data de sua instalação, para a conclusão dos trabalhos, devendo apresentar, ao final, relatório circunstanciado contendo as atividades realizadas, os fatos examinados, as conclusões e recomendações.

Não poderão participar da Comissão Nacional da Verdade aqueles que: exerçam cargos executivos em agremiação partidária, com exceção daqueles de natureza honorária; não tenham condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão e estejam no exercício de cargo em comissão ou função de confiança em quaisquer esferas do poder público.

São objetivos da Comissão Nacional da Verdade o esclarecimento dos fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos; a promoção do esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior.

Também são objetos da comissão: identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade; encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida que possa auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos; colaborar com todas as instâncias do poder público para
apuração de violação de direitos humanos.

A comissão também irá recomendar a adoção de medidas e políticas públicas para prevenir violação de direitos humanos, assegurar sua não repetição e promover a efetiva reconciliação nacional e promover, com base nos informes obtidos, a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos, bem como colaborar para que seja prestada assistência às vítimas de tais violações.

A Comissão Nacional da Verdade poderá requerer ao Poder Judiciário acesso a informações, dados e documentos públicos ou privados necessários para o desempenho de suas atividades. Qualquer cidadão que demonstre interesse em esclarecer situação de fato revelada ou declarada pela Comissão terá a prerrogativa de solicitar ou prestar informações para fins de estabelecimento da verdade.

Os membros da Comissão Nacional da Verdade perceberão o valor mensal de R$ 11.179,36 pelos serviços prestados e serão escolhidos por quem estivem na presidência da República, dentre brasileiros, de reconhecida idoneidade e conduta ética, identificados com a defesa da democracia e da institucionalidade constitucional, bem como com o respeito aos direitos humanos.

Todo o acervo documental e de multimídia resultante da conclusão dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade deverá ser encaminhado ao Arquivo Nacional para integrar o Projeto Memórias Reveladas.
 

Comentários comentar agora ❯

Postado em 18/11/2011 10:49

Tribunal Superior Eleitoral publica edital para concurso público em 2012

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou no Diário Oficial da União, o edital para realização de concurso público para o provimento de cargos efetivos, de nível médio e de nível superior, do quadro de pessoal do TSE, com provas previstas para o dia 12 de fevereiro do próximo ano. As provas serão executadas pela empresa Consuplan e será destinada a formação de cadastro reserva.

Será admitida a inscrição somente via Internet, no endereço eletrônico http://www.consulplan.net, solicitada no período entre 00h00min do dia 30 de novembro de 2011 e 23h59min do dia 22 de dezembro de 2011, observado o horário oficial de Brasília/DF. Será permitido ao candidato realizar mais de uma inscrição no concurso público, desde que não haja coincidência nos turnos de aplicação das provas, devendo, para tanto, realizar as inscrições para cada cargo bem como pagar as respectivas taxas de inscrição.

O valor da taxa de inscrição será de: R$ 72,00 (setenta e dois reais) para o cargo de Analista Judiciário e R$ 55,00 (cinquenta e cinco reais) para o cargo de Técnico Judiciário. Todos os cargos efetivos serão lotados na Secretaria do Tribunal Superior Eleitoral. Para ambos os cargos, a jornada máxima de trabalho será de 40 (quarenta) horas semanais.

A remuneração será a seguinte: Analista Judiciário - R$ 6.611,39 (compreendendo R$ 4.367,68 de vencimento Básico; R$ 2.183,84 de gratificação de atividade judiciária e R$ 59,87 de vantagem pecuniária individual) e Técnico Judiciário - R$ 4.052,96 (compreendendo R$ 2.662,06 de vencimento Básico; R$ 1.331,03 de gratificação de atividade judiciária e R$ 59,87 de vantagem pecuniária individual).

O candidato aprovado no concurso será investido no cargo desde que atenda às seguintes exigências, na data da posse: ser brasileiro nato ou naturalizado ou português em condição de igualdade de direitos com os brasileiros, no caso de ser português, deverá comprovar a condição de igualdade e gozo dos direitos políticos na forma do artigo 12, § 1.º, da Constituição da República; ter idade mínima de 18 anos; gozar dos direitos políticos; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar em dia com os deveres do Serviço Militar, para os candidatos do sexo masculino; possuir os documentos comprobatórios da escolaridade e requisitos exigidos para o cargo/área/especialidade; ter aptidão física e mental para o exercício das atribuições do cargo/área/especialidade; não pertencer a diretório de partido político ou exercer qualquer atividade partidária; apresentar declaração de não ter incidido nas penalidades do artigo 137 e parágrafo único da Lei nº 8112/90 e apresentar outros documentos ou firmar outras declarações que se fizerem necessários à época da posse.

O concurso terá duração de dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. A nomeação de candidatos aprovados dependerá da necessidade do serviço, do número de vagas existentes e da disponibilidade orçamentária. Mais informações podem ser obtidas na Central de Atendimento da Consuplan, por meio do telefone 0800-2834628, ou no site http://www.consulplan.net.

Comentários comentar agora ❯

Postado em 17/11/2011 08:34

ALE aprova projeto que cria cargos comissionados na segurança pública

A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) aprovou projeto de lei que cria cargos de provimento em comissão, no âmbito do Poder Executivo, para servidores inativos que integram os órgãos da Defesa Social do Estado de Alagoas. Pelo projeto, ficam criados 800 cargos comissionados de Agente Especial, símbolo AGES-1, com salário de R$ 700. São 750 cargos para a Polícia Militar, 20 para a Polícia Civil e 30 para o Corpo de Bombeiros.

A matéria recebeu votos contrários dos deputados Judson Cabral, Ronaldo Medeiros, Marquinhos Madeira (todos do PT), Olavo Calheiros (PMDB) e Antonio Albuquerque (PTdoB). Vinte e um deputados estiveram presentes na sessão ordinária.

Os cargos de que trata o projeto subsistirão pelo prazo de um ano, prorrogável por igual período, na hipótese da inexistência de saneamento das deficiências do sistema de organização de pessoal administrativo dessas instituições. Os servidores nomeados para o exercício dos cargos criados, atuarão no atendimento de necessidades de segurança patrimonial dos órgãos da administração pública estadual e em atividades administrativas e de recepção, telefonia e rádio comunicação na instituição em que foi inativado. Vale lembrar que a nomeação desses profissionais alcançará exclusivamente aos praças inativos da reserva remunerada da PM.

Durante a discussão do projeto de lei, que tramitou na Assembleia Legislativa, em regime de urgência, os deputados Ronaldo Medeiros, Judson Cabral, Antonio Albuquerque e Olavo Calheiros criticaram o governo pela medida e cobraram a nomeação dos 580 policiais concursados que estão na reserva técnica.

“Esse projeto mostra o despreparo e a pouca atenção que o governo dá à segurança pública em Alagoas. Voto contra porque tenho absoluta certeza que isso é mais um trem da alegria perpetrado pelo governo do Estado”, declarou o vice-líder do bloco de oposição PT/PMDB, deputado Olavo Calheiros.

Já o líder do governo na Casa, deputado Edval Gaia Filho (PSDB), rebateu as críticas da oposição argumentando sobre a importância da matéria. “Quero dizer aos deputados que esse projeto de lei vem para contribuir com a estruturação do quadro da PM e que o governo do Estado está fazendo isso enquanto não realiza concurso público”, argumentou Gaia. Também se posicionaram a favor do projeto, os deputados Jeferson Morais (DEM), Joãozinho Pereira e Inácio Loiola (ambos do PSDB).

Os critérios para o provimento dos cargos comissionados de Agente Especial serão definidos por Decreto e a seleção dos nomes que irão compor o quadro será de competência exclusiva da Secretaria de Estado da Defesa Social.

De acordo com o governador Teotonio Vilela, “a presente proposição visa à criação de mecanismo legal capaz de oferecer, de forma imediata e por prazo determinado, a possibilidade de ampliar o grau de ostensividade e eficiência das Instituições Militares, bem como da Polícia Civil, na prevenção e repressão ao crime que se instalou em nosso país e, por consequência, em nosso Estado”.
 

Comentários comentar agora ❯

  • mayra Que VERGONHA! Só em Alagoas nós observamos esse absurdo.
Postado em 14/11/2011 11:46

Projeto cria seguro-desemprego para quem atua no cultivo da cana-de-açúcar

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado deve votar esta semana, o projeto de lei 502/09, do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que Concede seguro-desemprego, no período de entressafra, ao trabalhador rural que atua no cultivo de cana-de-açúcar em todo o país.

De acordo com o projeto, até 2020, o trabalhador rural que atue no cultivo de cana-de-açúcar fará jus a até três parcelas do benefício de seguro-desemprego, durante o período de entressafra, a cada intervalo de doze meses, desde que: tenha sido remunerado pelo cultivo de cana-de-açúcar nos seis meses imediatamente anteriores à data do requerimento de habilitação ao benefício; pertença à família cuja renda mensal per capita seja inferior a meio salário mínimo; não esteja em gozo de qualquer benefício no âmbito da seguridade social e que esteja em situação de desemprego involuntário.

O valor do benefício de que trata a lei correspondia, inicialmente, a meio salário mínimo mensal, porém, o senador Benedito de Lira (PP/AL), apresentou uma emenda aumentando esse valor para um salário mínimo mensal. O senador alagoano também será o relator do projeto na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária.

Para se habilitar ao benefício o trabalhador rural deverá apresentar ao órgão competente: declaração acerca do valor de sua respectiva renda familiar per-capita; comprovação de que não está em gozo de qualquer benefício no âmbito da seguridade social e comprovação do trabalho em cultura de cana-de-açúcar nos seis meses anteriores ao requerimento do benefício, com especificação do empregador e local de atividade.

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador definirá os períodos de entressafra das lavouras de cana-de-açúcar nas diferentes regiões produtoras do Brasil e poderá estabelecer, mediante resolução, outras condições indispensáveis ao recebimento do benefício, inclusive com relação ao domicílio do trabalhador e ao comprometimento máximo dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Para o autor da proposta, mesmo em usinas de grande porte, donas de milhares de hectares de cana, é comum encontrar trabalhadores obrigados a bancar suas botas e luvas com parte do salário mínimo que recebem. “Em função desse desumano processo produtivo, homens jovens e bem nutridos são os principais alvos dos feitores, pessoas com a missão de montar a turma de cortadores, cuidar do transporte e fiscalizar a atividade”, explica Jarbas Vasconcelos.

Somam-se a esses problemas, os graves danos da queima da cana-de-açúcar, feita para facilitar o corte e aumentar a quantidade colhida, na saúde dos trabalhadores e no meio ambiente. “Na medida em que a maior mecanização, a extensão do período das safras e a recolocação dos cortadores de cana em outras funções tendem não apenas a eliminar postos de trabalho nos canaviais como também diminuir sobremaneira o desemprego sazonal no setor, sugere-se que o benefício do seguro-desemprego para os cortadores de cana vigore por apenas 20 anos”, finaliza o senador.

O benefício do seguro-desemprego do trabalhador da cana-de-açúcar poderá estar integrado a ações de qualificação profissional e de recolocação no mercado de trabalho. O projeto ainda será examinado pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS), nesta última em decisão terminativa, o que significa dizer que. o que ficar acordado pela comissão, tem valor de decisão do Senado.
 

Comentários comentar agora ❯

  • O pensador Acho muito valido, alis ja deveria ter feito isso ha muito tempo, pois não é mole vc trabalhar na palha da cana.
  • Fernando Parabéns ao senador que apresentou o projeto. Excelente iniciativa
Postado em 11/11/2011 16:29

Sancionada lei que cria o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra

A presidente Dilma Rousseff sancionou, ontem (10), a Lei 12.519/11 decorrente de um projeto da ex-senadora Serys Slhessarenko (PT/MT), que Institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado, anualmente, no dia 20 de novembro, data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares.

Para a então senadora Serys Slhessarenko, os quase quatro séculos de escravidão fizeram com que o preconceito de cor lançasse raízes profundas entre os brasileiros. “Nós, brasileiros, temos contas a acertar com a raça negra, na medida em que foram seus membros, escravizados, que construíram a maior parte dos fundamentos históricos da riqueza nacional”, afirma.

O “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”, não se trata apenas de homenagem aos afro-brasileiros, mas sim de um instrumento político para causar certos efeitos na cultura brasileira. “Além do efeito simbólico, há uma também uma dimensão mobilizadora na criação da data nacional em questão. E, por fim, de vemos pensar essa efeméride não apenas como uma iniciativa do Congresso Nacional, mas também como um dos lados de um fenômeno de larga escala, que vem ocorrendo na sociedade como um todo há mais de vinte anos: a eclosão da consciência negra”, afirma Serys Slhessarenko.

Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655 e durante 14 anos, comandou a resistência de milhares de negros contra a escravidão, no Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas).

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Nasceu livre e foi capturado com sete anos de idade. Com 25 anos, tornou-se líder do Quilombo dos Palmares. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.
 

Comentários comentar agora ❯

Postado em 10/11/2011 16:30

STJ abre processo de seleção para estágio de nível médio e superior

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) realiza processo seletivo para formação de cadastro de reserva para estágio remunerado. A inscrição será realizada no período de 17 a 27 de novembro no sítio do CIEE na internet (http://www.ciee.org.br). Não haverá cobrança de taxa de inscrição e a seleção será para nível médio e superior.

De acordo com a assessoria de imprensa do STJ, para se inscrever, o estudante ensino médio regular deve estar matriculado no primeiro ou segundo ano. Já o estudante da educação de jovens e adultos (EJA) deve estar cursando o primeiro ou segundo semestre do terceiro segmento ou etapa equivalente.

Para o nível superior, serão contemplados os cursos de Administração, Arquitetura, Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Comunicação Social (habilitações Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas), Desenho Industrial/Design de Interface, Direito, Educação Física, Engenharia Elétrica, História, Informática, Letras, Nutrição, Psicologia, Relações Internacionais e Secretariado

As provas serão realizadas no auditório do STJ nos seguintes dias e horários:

Dia 5/12 - estudante de nível médio, das 10h30 às 12h e das 13h30 às 15h;

Dia 6/12 – estudantes de nível superior (exceto direito), das 10h30 às 12h e das 13h30 às 15h;

Dia 7/12 – estudantes do curso de direito, das 10h30 às 12h e das 13h30 às 15h.

No ato de inscrição, o estudante deve optar por um dos horários de realização de Provas. A assessoria de imprensa do STJ, informa ainda, que o estudante de curso superior de até sete semestres deve estar cursando o terceiro ou quarto semestre da graduação. Nos cursos de oito ou mais semestres, podem se inscrever estudantes do terceiro ao sexto semestre.

Recomenda-se ao candidato comparecer ao local designado para a realização das provas com, no mínimo, 40 minutos de antecedência para seu início. Será obrigatória a apresentação, para a realização das provas, de documento de identidade original ou de cópia autenticada em cartório.

A bolsa de estágio terá os seguintes valores: R$ 358,00 para o nível médio; R$ 600,00 para o nível superior. O estagiário tem direito a auxílio-transporte, no valor de R$ 8,00 por dia estagiado. Já o estágio terá duração de 20 horas semanais, de segunda a sexta-feira, em horários e turnos a serem definidos pelo Tribunal.

O processo seletivo é válido até 30 de abril de 2012, podendo ser prorrogado por sucessivos períodos até 31 de dezembro de 2012. Maiores informações o sítio do STJ.
 

Comentários comentar agora ❯