Martha Martyres

Martha Martyres

Radialista, diretora da rádio Penedo FM, âncora do jornalismo no Programa Lance Livre

Postado em 05/08/2010 16:40

Curtas, Médias e Moduladas

Cone Freire - aquiacontece.com.br
Em meio ao lixo, a bananeira brotou. Quem vai ficar com as bananas?

Se não fosse o SAAE...

Na cidade de Penedo é fácil perceber que quem pode, e sabe, deve fazer o mais rápido possível antes que o que está ruim fique pior.

É o caso do SAAE, que “nos tempos de calíuga” vem assumindo o papel de executor e gestor de ações que não fazem parte de sua missão institucional.

Recuperou a Praça de Santa Luzia e agora colocou vigilância para que os vândalos não depredem o bem público; fez o calçamento do Beco do Tamanduá (Rua Dr. José Lins), está recuperando o Trevo de Bom Jesus dos Navegantes e certamente deve estar fazendo outras obras por aí.

Aliás, se formos avaliar as necessidades da pobre Penedo (ou seria Penópolis?), o SAAE vai ter muito trabalho pela frente.

Ainda bem que os “nobres” (afinal estamos falando da aristocrática Penedo) edis, aprovaram uma lei que não mais permite que os gestores municipais apoderem-se do dinheiro do SAAE para Deus sabe o quê.

Pelo menos assim a gente tem a garantia de que o dinheiro está sendo usado na cidade mesmo e em benefício do povo, mesmo não sendo esta a atividade fim da instituição.

Quem vai ficar com as bananas?

Na Cohab, Conjunto José Moraes Lopes, os moradores estão possessos. Um dos motivos é a degradação do ambiente em face ao acúmulo do lixo em várias ruas e muito mais ainda, nas imediações da Escola Professora Helena de Oliveira Carvalho que já está sendo chamada de “a escola do lixo”.

Conversando com antigos residentes, detectei uma grande preocupação. É que devido ao tempo do não recolhimento, brotou, sobre o “ponto de lixo”, uma bananeira que já deve estar prestes a produzir um cacho.

A preocupação? Quantas pencas o cacho produzirá e se as bananas serão suficientes para ilustrar o presente que os moradores darão aos políticos que os visitarem em suas residências nessa campanha eleitoral.

Bem, os guabirus, robustos, já rondam as casas da localidade.

Obrou ou bebeu?

Na entrada da cidade, quando trafega, o eleitor vê uma grande placa que diz: “Essa é uma obra do governo de Alagoas”. No sentido contrário, uma placa dos Alcoólicos Anônimos informa o telefone da entidade. Embaixo das duas placas os dedicados coordenadores de campanha colocaram a figura de um determinado candidato.

A pergunta é inevitável: obrou ou bebeu?

Às vezes fazem as duas coisas juntas. É por isso que o povo está ferrado!
 

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Postado em 18/07/2010 10:44

Chorando Penedo

Hoje, quero chorar Penedo. Chorar de dor, de revolta, de saudade e de vergonha.

Chorar Penedo com a angústia que oprime o meu peito feito garra que aprisiona e humilha.

Hoje, quero chorar Penedo debruçada sobre a pedra fria do seu rochedo que indiferente e impávido, apenas me contempla deixando transparecer no brilho dos seus pontos tremulantes de luz a silenciosa compreensão da sabedoria.

Choro de saudade da Penedo da minha infância onde dei meus primeiros passos.
Da Penedo de minha adolescência em cujas paredes dos sobrados ainda ecoam os gritos de protesto da minha juventude. Percorro Penedo a passos lentos, mas com o coração ofegante e a alma ritimada pela cadência da desilusão.

Sei que muitos amam Penedo, penedenses e não penedenses cujas raízes estão fincadas nessa terra que guarda as marcas da história do nosso país. Eu também amo Penedo e posso dizer que amo Penedo ainda mais do que muitos que fazem de Penedo apenas uma referência em suas vidas e que voltam, quase sempre, para criticar aqueles que aqui ficaram a construir uma cidade que não se traduz apenas em eventos periódicos dos quais os que estão “de fora”, participam.

Os que amam Penedo e que aqui permancem, os que aqui cumprem sua rotina diária, investem o que ganham, constroem tijolo a tijolo essa cidade, vivenciam um cotidiano de batalhas que precisam ser vencidas. E é essa Penedo que parece ter sobrevivido a um grande bombardeio.

Percorro uma Penedo esfacelada, açoitada pela incompetência, pelo descaso, pela falta de planejamento e seriedade na aplicação das políticas indispensáveis ao seu crescimento e desenvolvimento.

Pelas ruas, praças e avenidas, obras que não têm fim estão expostas como um fiel retrato dos açoites dos quais Penedo tem sido vítima.

E não me digam que são obras para a melhoria da cidade porque não haverão de me convencer. Em Penedo, a verdade é que as chamadas “obras”, têm se caracterizado por destruir o que já existe, desperdiçando o dinheiro público, para construir a cada gestão, uma nova imagem.

E assim, a histórica cidade de quatrocentos anos não sabe até hoje quem é e para onde vai.

Exemplos não faltam e a orla de Penedo é o mais gritante.

Em 1998 a Prefeitura gastou dinheiro público para derrubar antigos prédios e construir bares, restaurantes e uma “feira do barro” com o objetivo de criar melhores condições para atender ao turista.

Em 2002, a Codevasf presenteou Penedo com a construção de um grandioso projeto que em sua primeira etapa mostrava a dimensão do que seria a nova orla da cidade.

Em qualquer cidade tombada pelo patrimônio nacional, principalmente por causa de sua arquitetura colonial, uma dúzia de anos pode até representar muito pouco, mas aqui é tempo suficiente para que se por abaixo tudo o que foi sonhado e construído com dinheiro público em nome de, mais uma vez, criar o novo, destruir sua identidade ou mascarar vergonhosas atitudes.

Enquanto isso, dezenas de logradouros públicos carecem de, ao menos, retirar o mato.

Penso que os gestores públicos são exatamente iguais aos comandantes do Comando Militar do Império no episódio da famosa Retirada de Laguna, uma fragorosa derrota na Guerra do Paraguai. Eles não sabiam nada da terra, da geografia, da topografia, do povo, dos costumes, tinham poucos víveres e mesmo assim decidiram invadir o Paraguai.

Os gestores públicos atuais também parecem ignorar a geografia da cidade, a necessidade do povo e seus anseios e talvez por isso sejam, assim como o comandante da Retirada da Laguna, acusados de traição.

Traem a cidade, seus soldados, o povo e desrespeitam sua identidade. Destroem tudo o que podem em nome de seriedade na utilização do dinheiro público.

No mês em que se comemorou os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, uma máquina destruiu o parque infantil da orla. E a Constituição diz que criança é prioridade e que elas têm direito ao lazer.

Ignoram as carências da comunidade e acham que todos os moradores da cidade vivem seus momentos de descanso e lazer na orla e por isso não investem em praças, parques, arborização e melhorias nos bairros e povoados.

Isso sem falar que, irresponsavelmente, assumem compromissos que não podem cumprir em nome de projetos que não são discutidos com a sociedade e que não observam as leis e as tradições da cidade.

Querer colocar a feira de Penedo em galpões para construir o novo Forum na Lagoa do Oiteiro é uma dessas atitudes e o futuro vai comprovar essa insensatez.

É também por isso que choro Penedo. Pela frustração dos sonhos que vi e testemunhei serem sonhados e que foram traídos.

Pela cidade que só se desenvolve porque cidadãos e empresários dessa cidade, pequenos comerciantes, cada um a seu modo, continuam lutando e construindo, independentemente da desídia política e da incúria administrativa que deixam marcas nessa linda e histórica cidade.

Choro Penedo na indiferença de suas ruas, soluçando por suas esquinas, tropeçando nas pedras originais do seu calçamento retiradas pelos ignorantes e levadas pelos “amoladores de faca”.

Choro Penedo e lhe peço perdão. Em 52 anos de vida e 25 anos de microfone, apesar de minhas lutas e de minha voz, nada consegui mudar.

Migramos da “terra do já teve e já foi” para a terra do “faz de conta”.

Faz de conta que temos educação, faz de conta que temos saúde, faz de conta que temos limpeza, faz de conta que temos seriedade, faz de conta que temos segurança, faz de conta que temos competência e por aí vai.

De tanto faz de conta, em breve teremos à disposição dos guias turísticos para contar aos turistas, o CONTO DA BRUXA, porque as fadas, essas nos abandonaram há muito tempo e as Deusas que sobraram estão no topo de Teatro 7 de Setembro assistindo a tudo, de camarote.

E quando vejo a chuva carregar ruas abaixo a areia, a pedra, o cimento, penso que assim como algumas obras, as palavras também deixam de ter sentido.


 

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Postado em 11/07/2010 17:40

Curtas, Médias e Moduladas

Os Candidatos e os Bens (que nunca são do eleitor!)

Encerrados os registros de candidaturas e iniciada a campanha eleitoral, um elemento importante chama a atenção dos eleitores mais esclarecidos e que têm acesso aos mecanismos que permitem certa transparência nas informações: a declaração de bens dos candidatos, disponível no site do Tribunal Regional Eleitoral.

O problema é que, muitas vezes, os bens e os valores declarados representam um atentado ao mercado e um acinte à instituição Receita Federal, à Justiça e à sociedade.

É como se, ao declarar valores de imóveis e ações, principalmente, esses candidatos criassem um mercado paralelo acessível a qualquer cidadão.

Um apartamento na Ponta Verde, bairro nobre de Maceió, por R$ 25 mil reais, é um desses exemplos. O valor das fazendas, então, nem se fala!

Outro artifício usado é o que os técnicos chamam de “bens semoventes”: obras de arte, ouro, plantações, gado.

Assim, depois de um mandato, fica fácil “esquentar” os valores e camuflar o enriquecimento ilícito.

Os eventos públicos e as notas

A realização de eventos públicos como carnaval, emancipação política, festejos juninos e tantos outros, segundo o auditor de um Tribunal de Contas com quem conversei, são algumas das principais fontes de fraudes.

Segundo ele, empresas de eventos têm sido grandes fornecedoras de notas frias porque é difícil fazer a verificação dos cachês dos artistas, comissão de agentes, decoração, iluminação, som, buffet, etc...

Na maioria das vezes as notas das prestações de contas dos eventos são superfaturadas e parte do dinheiro volta para alguém ou alguns.

Uma nota de despesa com decoração de um evento no valor de R$ 35 mil reais pode ser um bom exemplo desse tipo de prática. O beneficiário só precisou pagar o imposto da nota.

Os Tribunais, segundo o auditor, estão de olho!!!

Qualquer semelhança...

Algumas empresas são constituídas entre a eleição e a posse de um novo administrado, por pessoas de sua relação ou correligionários.

Segundo os técnicos, essas empresas formadas às vésperas de assumir um mandato, tem um objetivo claro: fraude.

Em alguns casos, segundo o auditor, a coisa é tão descarada que, mesmo vencendo licitações (ou seria ilicitações?), as empresas não aparecem para assinar o contrato.

Os Tribunais estão atentos à data de formação das empresas e à data do registro na Junta Comercial do Estado.

Qualquer semelhança com algum caso que você conheça deve ser mera coincidência.
 

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Postado em 20/06/2010 21:48

A Ponte Penedo-Neópolis

Penedo, cidade histórica das Alagoas, fundada em 1545, hoje tombada pelo Patrimônio Nacional, é uma cidade que traz em seu grandioso e preservado acervo arquitetônico, artístico e cultural a marca de sua importância na história do Brasil.

Considerada “Berço da Civilização Alagoana”, a “Cidade dos Sobrados”, assim denominada pelo sociólogo Gilberto Freyre, apresenta grande potencial turístico e econômico, tanto pelas belezas naturais quanto pelo inquestionável patrimônio ambiental e cultural.

Atualmente, Penedo reveste-se de grande importância no desenvolvimento educacional do Baixo São Francisco.

A Fundação Raimundo Marinho com os cursos de Direito e Administração, entre outros, a consolidação do Pólo Penedo da Universidade Federal de Alagoas-UFAL, com os cursos de Engenharia de Pesca e Turismo e a implantação do Instituto Federal de Educação, oportunizando a formação profissional de milhares de jovens dos estados de Alagoas e Sergipe, representa um marco extraordinário para a região.

A tão esperada revitalização do Rio São Francisco e a possibilidade de expansão do Arranjo Produtivo Local – APL da Piscicultura, coordenado pelo SEBRAE e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba – CODEVASF, bem como a perspectiva do desenvolvimento com a construção do City Gate na implantação de um Distrito Industrial, a ampliação da produção do Etanol e a efetiva operacionalização de projetos como o Marituba, da Codevasf, que deverá ser administrado pela Cooperativa Pindorama, haverão de impulsionar, mais ainda, a agroindústria e a geração de emprego e renda.

A histórica Penedo reúne as condições que lhe conferem o título de cidade-pólo da região do Baixo São Francisco, considerando-se a amplitude dos serviços oferecidos pelo seu revigorado comércio, rede bancária existente (Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal e Bradesco), bem como a rede hospitalar que conta com uma Unidade de Emergência Antonio de Jesus, a Maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Penedo, Hospital Regional e o SEMEP – Serviços Médicos de Penedo, com um quadro de profissionais da saúde de primeira linha

Penedo dispõe de um Batalhão de Polícia Militar e Companhia de Trânsito, bem como de uma unidade de Circunscrição Regional do Departamento Estadual de Trânsito, rede de lojas e oficinas autorizadas Fiat, Chevrolet, Wolkswagem, Honda e Yamaha, hotéis, pousadas, restaurantes, bares e agências de viagens que compõem o trade turístico local.

O Aeroporto Freitas Melro, com pista de 1.400 metros, tem garantida a sua ampliação e funcionamento através de um projeto que,embora tenha perdido os recursos inicialmente alocados para sua reforma pela desídia administrativa do governo do prefeito que renunciou, vem sendo perseguido pelo Governo de Alagoas, através do Departamento de Estradas de Rodagem – DER e Governo Federal, com perspectivas de sucesso.

Neópolis, município fundado com o nome de Santo Antônio de Vila Nova e elevado à categoria de Freguesia em 18 de outubro de 1679, é considerada a capital sergipana do frevo. Situada às margens do Rio São Francisco, a cidade tem uma vista maravilhosa e destaca-se pela potencialidade econômica do Platô de Neópolis, projeto de fruticultura irrigada do Baixo São Francisco que mudou o perfil social da região. O Projeto está com 30% da sua capacidade produtiva, em torno de 50 mil toneladas. Mas a meta é chegar a produzir mais de 250 mil toneladas.

O Platô produz coco, abacaxi, mamão, banana, maracujá, melancia, limão e tangerina. As frutas são comercializadas nos supermercados locais e exportadas desde Pernambuco até a Bahia. Para o total aproveitamento de sua potencialidade produtiva e viabilidade econômica, o transporte tem importância vital.

No município de Neópolis, o governo do Estado investe na educação profissionalizante, com as primeiras turmas da Escola Técnica Estadual Agonalto Pacheco formadas no final deste ano de 2010, garantindo para toda a região a formação técnica em áreas ligadas à agroindústria.

Observando-se, pois, o contexto da região, e somando-se a isso a Linha Verde que liga Sergipe à Bahia e os projetos Onda Azul, na região sul de Alagoas e Costa Dourada no litoral Alagoas/Pernambuco, constatamos que a ligação Penedo-Neópolis sobre o Rio São Francisco está inserida em uma necessidade mais ampla, ultrapassando o restrito interesse local.

Acrescente-se, ainda, a situação atual do Rio São Francisco, sua degradação e assoreamento que dificultam a navegação.

A Ponte Penedo-Neópolis é, além da dotação da infra-estrutura para o desenvolvimento regional, o resgate de uma importante ligação entre o sul e o nordeste do Brasil. Uma ponte para o futuro e não apenas uma passagem sobre um rio ligando empreendimentos turísticos.

Com o potencial de atividades desenvolvidas a partir da ligação rodoviária direta entre a região sul de Alagoas e norte de Sergipe, vislumbras-se um forte indutor do desenvolvimento local, beneficiando dois estados e enquadrando-se nos modernos critérios de conceituação do turismo como atividade econômica, levados em consideração pelos organismos de financiamento.

Uma ponte, vista apenas pelo que representa como obra para a transposição de um rio, pode parecer, à primeira vista, apenas uma obra de engenharia. No presente caso, pode representar a possibilidade de desenvolvimento sustentado de nossa região e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida da sofrida população ribeirinha.

Considerando-se que os estudos iniciais traçados a partir de uma probabilidade de construção da ponte entre a cidade de Brejo Grande, em Sergipe, e a Zona Rural do município de Piaçabuçu representa a exclusão de toda uma região que compreende as cidades de Penedo, Piaçabuçu, Igreja Nova, Neópolis, Santana do São Francisco, Pacatuba, Japoatã, Ilha das Flores e tantas outras comunidades que carecem da garantia de um futuro promissor, a sociedade Sanfranciscana, representada pelas várias entidades da sociedade civil organizada, subscreveram um documento, redigido por mim, a pedido do Rotary Clube, com a ajuda do engenheiro Valmir Lessa, que foi encaminhado aos Governadores dos Estados de Sergipe e Alagoas, Deputados Estaduais, Deputados Federais e Senadores da República, há exatos quatro anos, no sentido de ampliar a discussão da localização desse importante empreendimento que não pode ser destinado apenas à ampliação da oferta de turismo para os mais abastados, mas a esperança de crescimento e desenvolvimento de alagoanos e sergipanos que carecem da atenção e do respeito de seus representantes.

É exatamente por tudo isso que me deixa indignada a notícia de que político A ou político B quer, do nada, ser pai da tal ponte que ainda nem existe.

A construção da sonhada ponte entre Penedo e Neópolis vem sendo defendida desde 1967, no plenário da Câmara Federal, pelo então deputado alagoano Oséas Cardoso, com base em solicitações e informações dos ex-prefeitos Hélio Lopes e Dema Pereira, do bispo diocesano Don José Terceiro de Souza e de técnicos da SUDENE.

Em 1987, o deputado federal Albérico Cordeiro, voltou a discutir o assunto em Penedo com Nilo Menezes e Arivaldo Lopes e levou o pleito ao Ministério dos Transportes.

Em 1989, quando trabalhava como assessora do deputado Cordeiro, levei, pessoalmente, de lancha, os técnicos do antigo DNER, hoje DNIT, para dois dias de visitas, análises, medições e avaliações no Rio São Francisco e suas margens entre Alagoas (Penedo-Região do conhecido Bamba) e Neópolis, no ponto exato do ancoradouro em frente ao Clube neopolitano.

Mais recentemente, os governadores Teotônio Vilela Filho, de Alagoas e Marcelo Déda, e Sergipe, durante uma reunião em Penedo, no auditório do Banco do Nordeste, criaram um Grupo de Trabalho, formado pelos secretários de Infraestrutura, Meio Ambiente e diretores do DER dos dois estados, encarregado de apresentar aos governos estudos e projetos sobre a ponte Penedo-Neópolis.

Isso mostra que a elaboração de um projeto dessa magnitude, a construção de uma elo de desenvolvimento desse porte, não é um tarefa de um, mas de muitos governos e muitas pessoas.

Não entendo se é loucura, cinismo político ou idiotice o comportamento desses desinformados pseudos políticos, mas a verdade é que uma minoria, que nem sempre tem mandato ou pleiteia um, realmente trabalha. Os outros são os outros. Os destrambelhados e oportunistas, usurpadores de idéias e projetos.

E o pior é que eles acabam acreditando em suas próprias mentiras e convencendo outros destrambelhados como eles.

 

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Postado em 05/06/2010 11:06

Prefeito Israel Saldanha decreta:

Leia a íntegra do decreto que declara que o “Berço da Civilização Alagoana”, pela primeira vez em sua história, encontra-se em estado de perigo iminente, calamidade pública e de urgência administrativa na saúde.

(LINK COM O DECRETO)

Agora reflita:

Claro que há problemas no setor e que muitos municípios brasileiros têm dificuldades na área de saúde, mas é claro que também sabemos que o que falta neste país, não é dinheiro para a saúde, mas capacidade administrativa e, o que é mais grave que todas as doenças diagnosticadas pela ciência: CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE!

Exemplo disso são os escândalos que se sucedem do tipo MÁFIA DOS SANGUESSUGAS, MÁFIA DAS AMBULÂNCIAS, MÁFIA DAS AIHs, TRANSFERENCIA DE MEDICAMENTOS DA REDE PÚBLICA PARA HOSPITAIS PARTICULARES, ROUBO DE PEÇAS DE EQUIPAMENTOS (de Mamógrafo, por exemplo), DESVIO DE COMBUSTÍVEL, LOCAÇÃO IRREGULAR DE CARROS, GRATIFICAÇÕES ESCANDALOSAS (essas do tipo salário de R$ 1.300,00 e gratificação de R$ 3.700,00), REFORMAS DE POSTOS DE SAÚDE SEM LICITAÇÃO, EMISSÃO DE NOTAS FRIAS, CESSÃO DE EQUIPAMENTOS MÉDICOS PÚBLICOS PARA CLÍNICAS E CONSULTÓRIOS PARTICULARES, etc...etc...etc...

Tudo isso (e muito mais!), aliado à incúria e desídia administrativas, às contratações de pessoas sem qualificação para o setor e que têm como único objetivo saldar débitos de campanha, à falta de compromisso com a palavra e o povo, geraram esse monstro que, comparado com os anteriores narrados na Odisséia dos Pedrenses contra os Coquenses, colocam-nos dentro de um circo dos horrores.

O decreto de agora, como outros, responsabiliza pelo caos a “GRAVE SITUAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA E A QUEDA DE RECEITA”.

Então, pergunto:

Por que a folha do município aumentou 10 milhões de reais no ano de 2009? Será que foi o salário do excelente, extraordinário, competentíssimo profissional Aedes Aegypti, que inflacionou a folha?

Seria justificável, já que ele trabalhou tão bem que nós estamos vivendo uma EPIDEMIA DE DENGUE!

Por que alugaram e reformaram imóveis particulares, nababescamente decorados, enquanto o lixo se acumula nas ruas da cidade?

Por que não priorizaram a saúde da população, com pagamento justo de profissionais, aquisição de remédio, combate ao mosquito da dengue, etc, se a Constituição determina apenas o percentual mínimo de recursos para ser aplicado no setor e o máximo está de acordo com o compromisso do gestor com a saúde do povo?

Por que contrataram a locação de carros de luxo para os gabinetes dos titulares da municipalidade (algo em torno de 260 mil reais no ano de 2009, segundo Balancete Novembro/2009), se o dinheiro era curto e não dava para comprar o remédio dos hipertensos, dos diabéticos e dos doentes mentais?

Por que gastaram dinheiro com o fardamento do agora “exército do purgatório celeste” (no inferno só se entra de vermelho, estão em fase de transição), quando os lençóis da Unidade de Emergência mais parecem trapos esgarçados e encardidos?

Por que adquiriram supérfluos móveis e objetos de decoração, quando a cadeira do dentista do posto da Vila Matias sumiu depois da foto da inauguração e na Unidade de Emergência o povo só tem um banco duro e descascado na sala de espera e outros de cimento na recepção?

Falta de visão, de compromisso, de capacidade administrativa ou simplesmente descaso?

Não é nada disso? Ah, bem! Mas, se não podia melhorar, por que piorou?

Afinal, quem é o responsável pelo caos em que Penedo se encontra?

Se estamos vivendo em tempos de PERIGO IMINENTE, quando, finalmente, vamos defenestrar esse perigo de nossa cidade, evitando que ele contamine com o vírus mortal da mentira o Berço de nossa civilização que luta para escapar do índice de mortalidade infantil?

Se chegamos ao ESTADO DE CALAMIDADE, que significa catástrofe, desgraça, infortúnio, então os nossos governantes vão usar o magnífico mecanismo da lei.

Muito bem! A Lei, senhores, permite que se contrate pessoas, serviços e obras sem licitação, isto é, do jeito que o Diabo gosta, além de tornar o município apto a receber repasse de dinheiro federal e estadual mesmo em um período de campanha eleitoral e em débito com a União, o que é o caso de Penedo, pois deixaram de pagar a Previdência Social.

Ah!1 – O decreto é homologado pelo governo do estado;

Ah!2 - Se o Decreto está datado de 17 de maio e entraria em vigor no “décimo dia do mês subseqüente”, portando a partir de quinta-feira, 10 de junho, Dr. Raimundo Souza, que foi convidado no dia 13 de maio ia ser, mais uma vez, enganado?

E ainda: se o governo do estado garante, com esse decreto, repasse de recursos até dezembro (quando termina o governo e o exercício), o que será de nós a partir de 1º de janeiro de 2011?

Com a palavra aqueles que tanto queriam a chave do cofre e o segredo da famosa “caixa-preta”!

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Postado em 01/06/2010 16:48

Curtas, Médias e Moduladas

Se os deputados não prestam, azar!

Uma pesquisa amplamente comentada nos meios políticos e na imprensa do estado, mostra, segundo os especialistas de plantão, que os candidatos mais votados nas eleições do próximo 3 de outubro serão mesmo aqueles que ficaram conhecidos pela Operação Taturana da Polícia Federal.

Pesquisa é um mecanismo amplamente usado no período eleitoral, que requer a participação de pessoas (eleitores) e que ajuda a construir conhecimento.

Se elas, as pesquisas, apontam que os “taturanas” serão os mais votados, resta apenas parabenizar o deputado Marcelo Victor quando, em 2008, no plenário da Assembléia Legislativa declarou: - “Se esses deputados que estão aqui hoje, eleitos pelo povo, não prestam, azar!

Ouça o áudio.

...”ou parar no tempo como a cidade fez”

José Sales, penedense, irmão do Dr. Francisco Sales, presidente da Fundação Casa do Penedo, escreveu um emocionado poema sobre sua origem, infância, adolescência, maturidade e destino.

No poema, que recebi das mãos do Dr. Hélio Lopes e aqui transcrevo, José Sales, em uma dúzia de linhas retrata o Penedo de outrora e os sonhos mágicos que transformam as vidas de quem ama esta cidade em enredo hollywoodiano.

Mas o que me perturbou profundamente em sua composição poética foi a destreza e habilidade de expressar em uma frase todo o desânimo de um povo que se vê açoitado de um lado pela decepção e do outro pelo marasmo que parece subtrair a alma guerreira que noutros tempos libertou-se do invasor.

“Deixei a minha vida na Rua da Penha,
E voei como um pássaro buscando liberdade,
E por mais liberdade que hoje tenha,
Sou prisioneiro das lembranças da cidade.
Eu quero minha vida de volta,
Cansei de voar, de sonhar o sonho inatingido
Sem saber que o próprio sonho me escolta
Para o lugar onde o destino me fez nascido.
Quero de novo a Rua da Penha, 126.
Quero resgatar o tempo que perdi
Ou parar no tempo como a cidade fez.
Mas quero Penedo para amá-la como nunca fiz.”

Nova Linha de Transmissão(?)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA vai realizar no dia 9 de junho, às 19 horas, no Theatro 7 de Setembro, uma audiência pública sobre a implantação da Linha de Transmissão de 230 kV, denominada Jardim Penedo.

Na audiência pública serão apresentados o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental relativos à linha. A audiência também servirá para prestar esclarecimentos à comunidade, segundo o convite divulgado na imprensa, disponibilizando, inclusive, transporte para os moradores do município sergipano de Santana do São Francisco, considerada “área de influência direta do empreendimento”.

O que falta é o IBAMA, a Chesf ou seja lá quem for explicar que linha é essa, onde é o Jardim Penedo e muitos outros questionamentos que o pessoal técnico da Eletrobrás (antiga Ceal), não sabe responder.

Aliás, em Penedo, ninguém da empresa foi comunicado sobre o assunto que, para a população é, no mínimo, estranho.
 

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Postado em 21/05/2010 15:34

Curtas, Médias e Moduladas

A solenidade de assinatura da ordem de serviço para construção do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Alagoas – IFAL Penedo, realizada nesta sexta feira no auditório do Sindispem, teve, como em todas as cerimônias que se prezem, momentos hilários, constrangedores e recheados de oportunidades para conjecturar.
Pelo vício da profissão, anotei algumas observações e conjecturo algumas possibilidades.
 

Alunos do Estadual

Por que será que a turma do 3º ano do ensino médio do Colégio Estadual Comendador José da Silva Peixoto deixou o auditório tão logo o Secretário de Estado da Educação, o professor e ex-deputado federal Rogério Teófilo, começou seu discurso?

Talvez porque os alunos estão cansados de esperar pelos professores de disciplinas que não foram ministradas?

Será que foi em protesto pela reforma do ginásio de Esportes Padre Manoel Vieira cuja promessa de início das obras já deixou a primeira e a segunda infância?

Ou será que foi um protesto pela queda do muro?

Noutros tempos, queda de muro até que poderia significar a vitória sobre algum obstáculo. Nos tempos atuais, abre uma janela para o mato crescente que retrata o abandono da maior escola do estado de Alagoas.
 

Doou, mas não assinou!

Como manda a legislação e o protocolo, assinaram a Ordem de Serviço para a construção do Ifal o reitor da instituição e o prefeito da cidade. Também foram convidados a testemunhar o ato, o senador Renan Calheiros e o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Fernando Toledo.

Além deles, também foi convocado para apor sua assinatura no documento o empresário Alexandre Toledo, assim anunciado pelo mestre de cerimônia.

Detalhe: o empresário é do Grupo Toledo e quem doou o terreno para a construção do Ifal foi o Grupo Carlos Lyra.

No mínimo, uma indelicadeza para com o representante do doador que estava presente à cerimônia.
 

Não contaram com sua astúcia!

Mas quem roubou mesmo a cena foi o ex-governador Moacir Andrade.

Anunciado pelo secretário Rogério Teófilo, que representava o governador Teotônio Vilela e fazia uso da palavra, o ex-governador, olhos de lince e passos calculados, dirigiu-se à mesa para cumprimentar o senador Renan Calheiros que, como manda o figurino (e o protocolo), levantou-se para recebê-lo, juntamente com o reitor do Ifal e o prefeito Israel Saldanha.

Moacir foi convidado a sentar-se à mesa e, com a sabedoria de quem sabe que o poder é ilusório, solitário e efêmero,  distribuiu um “tchauzinho” para os demais componentes que permaneceram sentados, mesmo recebendo um ex-governador do seu estado.
 

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Postado em 25/04/2010 09:06

CORDEIRO É 14. CORDEIRO TRABALHA!

Uma vez, há mais de vinte anos, quando a usina hidrelétrica de Xingó estava sendo construída e eu trabalhava como assessora do deputado federal Albérico Cordeiro, participávamos dos preparativos para a visita do então Presidente da República, José Sarney, à usina.

Eu, o jornalista Stéfani Lins do jornal O Estado de São Paulo e Albérico Cordeiro, embarcamos em um avião monomotor no Aeroclube de Maceió com destino a Xingó.

Quando já sobrevoávamos o município de Delmiro Gouveia, o tempo piorou e enfrentamos, literalmente, uma tempestade. O pequeno avião era sacudido para lá e para cá e a turbulência dificultava as manobras do piloto.

Stéfani, muito branco, estava verde. Eu, apavorada e muda, me valia de uma caixa de bombons como se a perspectiva de morrer com a barriga cheia de chocolate me fizesse, quem sabe, encontrar o paraíso. E Cordeiro? Cordeiro berrava.

-“Poooorrrrrrrraaaaaaa! Eu não quero morrer agora não, eu ainda tenho muitos sonhos e projetos a realizarrrrrrrrr!”

E Deus ouviu o seu berro e certamente deve ter pensado: ”- Esse meu cordeiro ainda precisa fazer muita coisa pelo povo de Alagoas”.

E ordenado: “ – Pare a chuva e os ventos e permitam uma boa aterrisagem!”

Sábado, ao lado do seu caixão, lembrei desse e de outros episódios que vivemos juntos nesses quase trinta anos de trabalho e amizade. Lembrei quando em 1988 tentamos acordar Penedo com a campanha de Arivaldo Lopes. Ouvi o som de seu mini trio elétrico pelas ruas da cidade numa campanha que tinha como símbolo os sinos das igrejas do Penedo e como objetivo acordar o nosso povo de um sono e de uma letargia cujas conseqüências se traduzem na tristeza que, como as águas da chuva desta manhã de domingo, em lágrimas, escorrem pelas pedras da cidade.

Lembrei da campanha de Fernando Collor à Presidência, quando percorremos palmo a palmo do sertão de Alagoas e nos emocionávamos com a esperança do sertanejo, homens de punhos erguidos e mulheres prenhens de fato e de fé. Cordeiro tinha um amor especial pelo sertão.

-" Eu ainda tenho muitos sonhos e projetos a realizarrrrrrrrr!"

Quando Martin Luther King, em 1963, fez aquele famoso discurso cuja frase “Eu tenho um sonho”, ficou mundialmente conhecida, tornou universal o direito de todos os seres humanos a sonhar. E Cordeiro também sonhou.

Sonhou que um dia o entardecer rubro do sertão teria como moldura a fartura e a justiça.

Sonhou que um dia todos aqueles vales seriam verdes, irrigados com a água do Canal do Sertão e produtivos pela força dos homens e mulheres sertanejos.

Sonhou que os jovens com idade entre 15 e 24 anos não mais seriam números aterrorizantes nas estatísticas dos assassinatos e não seriam julgados pela cor de sua pele, mas estariam capacitados para transformar Alagoas e teriam oportunidades de forma igualitária.

Cordeiro sonhou que os políticos sentariam à mesa apenas para discutir projetos de interesse da sociedade e que as crianças e as famílias não mais seriam consumidas pelas drogas porque as políticas públicas seriam eficientes e eficazes.

Sonhou que a política não mais seria praticada com indignidades e opressão, mas que os políticos seriam respeitados pela força de seus caracteres.

Cordeiro sonhou com uma ponte sobre o rio São Francisco e com o progresso trafegando de uma margem à outra, entre Alagoas e Sergipe, sem pagar pedágio.

Cordeiro sonhou com grandes feitos e grandes obras para o nosso estado, como a instalação do Estaleiro Eisa, em Coruripe, mas Cordeiro não apenas sonhou. 

Cordeiro saiu das redações, dos gabinetes de deputado e de prefeito e foi para as estradas. Percorreu Alagoas de ponta a ponta, de Moxotó a Maragogi, de Piaçabuçu a Estrela de Alagoas e fortaleceu o alicerce de seus sonhos com a terra de cada rincão desse estado.

Sexta-feira, dia 23 de abril, um assessor celestial bateu à porta do gabinete e disse a Deus:

- "Senhor, precisamos com urgência de um construtor de projetos e sonhos."

Então Ele pensou, olhou a pasta específica lá no computador do Céu, examinou cautelosamente, analisou, deletou alguns arquivos inúteis e finalmente lembrou de um berro ouvido de um cordeiro há mais de vinte anos. Aí fez as contas dos projetos e dos sonhos, contabilizou os resultados e depois de constatar que o saldo positivo permitia uma promoção,  disse ao assessor:

- "Traga aqui o Albérico Cordeiro e sua equipe. Nós precisamos marcar, definitivamente, uma grande obra em Alagoas, aliás, uma obra que, pela sua importância, não pode ser usada de forma eleitoreira e mesquinha. Uma obra que não pode servir aos interesses da mediocridade política que tem dificultado o crescimento e o desenvolvimento daquele estado e muito menos servir como matéria prima para as mentiras que certas pessoas, mentirosos contumazes, costumam espalhar em Alagoas."

E foi assim que Albérico Cordeiro e sua equipe foram levados para uma outra dimensão. Foram transferidos para um novo departamento de projetos e sonhos.

Cordeiro “morreu” em uma estrada de Alagoas, na terra que ele tanto amava, correndo, na velocidade de sua extraordinária capacidade de trabalho, em busca de um projeto e de um sonho para a nossa região e a grandeza desse estado.

Que esse episódio, para o qual buscamos explicações apenas na crença de uma força superior que rege todas as coisas, sirva de referência para uma luta que precisa ser travada todos os dias em prol da dignidade política, da prosperidade, da liberdade e do trabalho pelo povo de Alagoas.

Lá no Céu, Cordeiro vai iniciar o trabalho com sua equipe, nesta segunda feira, no gabinete de numero 14. Sob protesto. Ele queria começar hoje mesmo, em pleno domingo.

CORDEIRO TRABALHA!
 

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Postado em 09/04/2010 11:48

Curtas, Médias e Moduladas

Onde está o dinheiro dos royalties?

O artigo do procurador licenciado do município de Penedo e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Francisco Sousa Guerra, publicado neste site, traz informações importantes para a reflexão sobre a aplicação do dinheiro público.

Segundo cálculos apresentados no artigo, Penedo recebeu em 2009 a bagatela de R$ 6.189.948,97 (seis milhões, cento e oitenta e nove mil, novecentos e quarenta e oito reais e noventa e sete centavos), referente ao pagamento de royalties

Somando-se o recebido nos primeiros meses de 2010, chegamos a um montante aproximado de mais de R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais).

Considerando que o prefeito Israel Saldanha, que acabou de assumir o cargo, afirmou que a situação financeira do município é caótica;

Considerando que o débito com fornecedores do comércio de Penedo é maior do que 12 meses de custeio da Unidade de Emergência (12 x R$ 284.000,00 = R$ 3.408.000,00), segundo suas próprias palavras;

Considerando que, segundo os especialistas, não existe impedimento na legislação para a utilização desse dinheiro, a não ser sua destinação para o pagamento de salários, e como Penedo tem tantas carências e precisava de pelo menos uma roupa nova para comemorar o aniversário na próxima segunda feira, pergunto:

ONDE ESTÁ O DINHEIRO DOS ROYALTIES?

Penedo - 450 Anos

Era quantos anos devíamos comemorar nos próximos dias se a cidade tivesse investido em pesquisa histórica.

A fundação de Penedo tem sido consignada como ocorrida em 1522, 1535, 1545, 1555 e 1560. Contudo a maioria dos historiadores inclina-se a admitir como data possível, 1535.

O início da fundação de Penedo deve ter sido em 1545, com a viagem de Duarte Coelho Pereira, o pai, sendo consolidada e oficializada em 1560 por Duarte Coelho Pereira de Albuquerque, o filho, conforme registros que estão na Torre do Tombo, em Portugal e que, para o engrandecimento de nossa cultura e importância históricas, deveriam ser resgatados e publicados.

Como não investimos em pesquisa histórica, continuamos perdendo até mesmo nos anos que comemoramos e, o que é pior, renegando e sepultando nossa própria história.

Como se não bastasse, neste ano, para abrir as comemorações do aniversário da cidade, Penedo, que antes tinha Festival de Tradições Populares, Concursos de Poesia e outras manifestações culturais, vai ter que se contentar mesmo apenascom a cavalgada do Vereador Cidoca.


Poema Renovado da Cidade Mortal

Cidade mortal
Mal iluminada
Berço da cultura
Mal administrada.
Cidade mortal
No dejeto imundo
Do caos municipal
Da população sem rumo
Cidade mortal
Sem mercados e sem fama
Coberta de mato, de lixo, de lama.
Cidade mortal
Dos comissionados
E funcionários ignorados.
Cidade mortal com feridas latentes
Sangrando de morte
Em risco iminente.
Cidade mortal
Sem saúde e sem prisão
À mercê da violência
Da peste suína e sem razão.
Cidade mortal
Sem mercado de peixe
Querem enterrá-la
Por favor, não deixe!
Cidade Penedo
Cidade mortal
Cidade prostrada.
Cidade atual.


 

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Postado em 05/04/2010 17:59

O prefeito da mentira mostrou sua verdade

Há um trava-língua que diz assim: o tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que todo tempo tem.

Há também uma pérola da filosofia que diz que “o tempo é o senhor da razão” e incontáveis ditos populares sobre o tempo, como por exemplo, o famoso “não há nada como um dia atrás do outro”, cada um mais aplicável ao nosso cotidiano.

Na minha indigência, costumo dizer que o tempo é um sujeito gago e é preciso ter paciência para entender o que ele diz.

Exatamente por isso, pela paciência duramente conquistada, agora posso usufruir do entendimento que o tempo me proporciona.

E o tempo mostra que, finalmente!, o Prefeito da Mentira falou a verdade!

Falou a verdade quando determinou a veiculação de publicidade oficial da Prefeitura de Penedo informando sobre a situação de caos financeiro em que o município se encontra;

Falou a verdade quando disse que, em sua gestão, Penedo perdeu os royalties pagos pela Petrobrás;

Falou a verdade quando disse que a Prefeitura de Penedo precisa demitir o pessoal admitido por ele próprio como gestor;

Falou a verdade sim.

No entanto, mente mais uma vez e continua mentindo quando diz que renuncia ao mandato de prefeito para dedicar-se a um projeto de melhorias para a cidade e o faz por amor a Penedo.
Mente!

Que amor é esse que atende única e exclusivamente aos seus próprios interesses e no tempo que lhe aprouver?

Que melhorias são essas que seu suposto prestígio junto ao governo atual não consegue proporcionar AGORA, quando a cidade vilipendiada e traída sofre e geme de dor com feridas expostas e sangrentas que não contam sequer com o sanativo no posto de saúde?

O Prefeito da Mentira continua mentindo.

Mentiu primeiro para os amigos. Mentiu para Carlos Hora, Guilherme Gonçalves, Messias Lima, Josué Marques, Raimundo Souza, Ronaldo Lopes, Alfredo Pereira, Silvio Menezes, José Machado e para alguns outros que, se acalentaram o desejo de um dia vir a governar a cidade natal, berço de suas famílias e de suas histórias, não expressaram esse sentimento e, só por isso, foram poupados da esteira rolante e da guilhotina.

O Prefeito da Mentira mente agora como mentiu em 1998, em 2000, em 2002, em 2004, em 2006 e em 2008.

Mente quando diz que se precisasse de projeção teria continuado como secretário de estado.

Então, se o projeto era além de Penedo porque foi capaz de ir tão longe para estar tão próximo?

Por que então mentiu para essa gente que se dispôs a investir tão despudorada e inescrupulosamente em um projeto ainda sob suspeição?

E, já que a nossa Penedo, Patrimônio Histórico Nacional, representada na metade do Brasão de Armas do Estado de Alagoas, Mui Nobre e Sempre Leal, valorosa Penedo, terra de Francisco Inácio de Carvalho Moreira, de Sabino Romariz, de Fernandes de Barros, de Clementino do Monte, de Hermílio de Freitas Melro e de tantos grandes homens que construíram a história e a cultura desta nação não é suficiente para dar projeção a quem quer que seja o gestor que vem no rastro de outros homens como Hélio Lopes, Dema Pereira, Raimundo Marinho, Alcides Andrade e Tancredo Pereira, então há mais um questionamento em aberto. Por quê?

O Prefeito da Mentira continua mentindo!

Mentiu para pessoas que estão aturdidas e ainda não entenderam o porquê de terem gritado nas ruas, rasgado tratados de amizade e rompido laços de afeto.

Mentiu para quem tinha esperança e contava com as promessas feitas em campanha para estruturar a própria vida.

Mentiu para os feirantes, mentiu para os comerciantes, mentiu para os ambulantes, mentiu.

Mentiu quando quis fazer com que as pessoas humildes do povo acreditassem que o governo federal é o único responsável pela falta de recursos ou que as verbas recebidas este ano pelo município a título de repasses institucionais são menores do que em outros anos.

Mentiu para quem acreditou que suas mentiras eram verdades absolutas e que as absolutas verdades ditas e contadas por tanta gente que sofreu na pele as conseqüências dessa “possessão pelo poder” eram mentira.

Mentiu e fez de conta que a culpa da perda dos recursos para a reforma do Aeroporto de Penedo é dos “posseiros” e não de quem permitiu a ocupação indevida por descaso e desídia administrativa.

Mentiu e fez de conta que você teria uma UTI e uma Unidade de Emergência funcionando plenamente aqui, na sua cidade, e que os seus filhos não ariscariam a vida uma segunda vez sobre as rodas de uma ambulância.

Mentiu e fez de conta que o Mercado Público, depois de pronto iria ser devolvido para os antigos permissionários.

Mentiu e fez de conta que as compras públicas eram realizadas no comércio de Penedo e que o pagamento estava em dia.

Mentiu e fez de conta que os pacientes de catarata estavam fazendo a cirurgia e que os mutirões patrocinados pelo Governo Federal estavam acontecendo;

Mentiu para os pais de alunos dos povoados, homens e mulheres do campo, quando lhes garantiu que as escolas nucleadas seriam reabertas e que seus filhos teriam educação de qualidade;

Mentiu e fez de conta que os servidores públicos receberam o pagamento rigorosamente em dia, que nenhum médico pediu demissão por não receber e que os servidores da saúde e da educação receberam todos os seus direitos como terço de férias, diárias, adicionais de insalubridade e periculosidade...

Mentiu quando disse que apoiaria o Sport Club Penedense, agora rebaixado para a segunda divisão.

Mentiu e fez de conta que foi feita uma rigorosa licitação para locação de veículos e que os preços foram todos equiparados e que está tudo sob a mais perfeita ordem.

Mentiu quando disse que você seria livre e respeitado.

Mentiu, mentiu, mentiu!

Mentiu para os amigos e agora mentiu para o povo.

Traiu os amigos e agora traiu um povo inteiro, um povo que nele confiou e que, infelizmente, ainda não consegue refletir ou plenamente avaliar o óbvio.

Um povo que ainda se deixa seduzir pela aparência, pelas cores, pelos números, pelo direito travestido de esmola e subjugado pela falsidade, por instalações nababescas e pelo que é diferente de si mesmo.

Parece que a certas pessoas é impossível olhar-se no espelho.

Infelizmente, parte do nosso povo é assim. Não consegue ver um igual sem que tenha por ele um certo repúdio.

- Não, eu quero alguém diferente de mim. Seja como for, contanto que seja diferente!
Não importa se mentir, se enganar, se fraudar, de desviar, se matar, se roubar, se trair.
Não importa. Como eu é que não pode ser.

Às vezes me parece que o meu povo pensa assim: Não, não pode ser como eu sou. Ninguém como eu, nascido no mesmo lugar, que freqüentou as mesmas escolas, que passeou nas mesmas praças, que teve os mesmos amigos, que cresceu ouvindo as mesmas histórias e que conhece as nossas verdadeiras carências pode ser aquele em quem eu vou depositar a minha esperança!

E nessa estupidez, de insensatez em insensatez, Penedo segue trôpega e confusa, destruída, humilhada, violentada.

Mas tem que ser diferente.

Então eu pergunto, até quando?

Até quando nós vamos permitir essa violação?

Até quando vamos continuar nos enganando por promessas feitas por pessoas que não respeitam nossa população e que sabemos não serão cumpridas?

Até quando vamos continuar escutando o que dizem certas pessoas desprezíveis e desocupadas, os falsos profetas, que vivem nas esquinas, não trabalham, não produzem e sobrevivem falando das pessoas e da cidade?

Quando será que voltaremos a ter responsabilidade e liberdade para escolher nossos representantes ou dirigentes sem sermos seduzidos e perseguidos por esses delirantes “Imperadores’?

Até quando vamos aturar as opiniões e críticas dos que não vivem aqui, não investem nenhum centavo em nossa cidade, não realizam aqui nenhum trabalho social e ficam emitindo idéias sobre uma cidade que já não conhecem mais e, o que é pior, tentando passar a idéia de que são os grandes defensores do Penedo?

Até quando vamos agüentar os vaticínios e as cobranças de certos indivíduos que, quando necessitam tomar uma posição pública, tomar partido mesmo, o fazem justamente embasando suas decisões nos critérios de seus próprios interesses, dos interesses de seus negócios ou de uma covardia que enoja, porque como dizem “em off”, “não quero me expor”?

Dizem que é preciso um “penedense” ser candidato, que um penedense deve assumir uma postura, mas quando um verdadeiro penedense se candidata, votam contra.

Quando um penedense é traído, enganado, viram as costas à vítima e bajulam o enganador.

O que será que precisa acontecer para acordamos as pessoas do bem de nossa cidade?

Pior do que a administração dos ruins, a ambição ensandecida dos que se acham os donos do poder e a covardia dos que não honram os amigos, a palavra empenhada e o voto do povo, é o silencio e a omissão dos bons.

E é justamente essa omissão que faz com que gente que acredita que o bem não ganha do mal, alcance o poder pela força, pela trapaça ou pela ignorância.

Precisamos reagir. Se você realmente gosta de Penedo, é um penedense de fato, nato, ou por militância e resistência como eu, pense nisso.

Como disse o escritor americano Ambrose Bierce, “o voto é um instrumento de poder do homem livre que pode fazer dele um pateta e um grande estrago em uma nação”.

O estrago já foi feito, mas nós, os que verdadeiramente amam Penedo e não deixarão de lutar por essa cidade, não somos patetas.

Nem mentirosos, nem patetas e muito menos covardes!
 

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