Olhar do Turismo – Por Fabrício Vasconcelos

Olhar do Turismo – Por Fabrício Vasconcelos

Um convite ao lazer, cultura e informação

Postado em 08/08/2017 08:30

O caminho da roça e suas interessantes histórias

Mais Tour
O caminho da roça e suas interessantes histórias

Trata-se de uma região interiorana do município de Penedo-AL, com distância de 15km do centro do belo município histórico, está situada às margens do rio São Francisco, é conhecida pela tradicional festa do Casamento do Matuto e que possui um nome nada comum. Estou descrevendo o povoado Ponta Mufina.


No entanto, antes de falar desse povoado, é interessante mostrar um pouco da história de alguns lugares que fazem parte do trajeto e tive o prazer de conhecer. A começar pela fazenda na foto abaixo. Nessa propriedade havia um antigo casarão do período colonial, e por motivo que desconheço, o mesmo foi demolido, restando apenas a memória de que havia um casarão onde, provavelmente, moravam os senhores de engenho, um tronco com correntes grossas cravadas do topo, acredito que servia para açoitar os escravos, e umas casas que, aparentemente, eram a senzala.

Arquivo pessoal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais adiante podemos encontrar o povoado Embrapa, o qual é tão antigo quanto o município de Penedo. Apesar disso, é mais curioso saber da existência de uma capela que não tem nome e foi construída, segundo o proprietário da fazenda, por um grupo de frades africanos. O melhor é imaginar a reclusão de pessoas religiosas num lugar tão isolado e distante da cidade no século dezoito, o que não era novidade para aquela época. Estive conversando com o proprietário João Góes Araújo, conhecido em Penedo por Duda Araújo, o qual, gentilmente, contou o que sabia desse assunto e selecionei um trecho da nossa conversa (início da postagem).

Arquivo pessoal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Arquivo pessoal

Percorrendo pelas estradas de barro, nós chegamos ao povoado Ponta Mufina. Sua ruralidade não esconde o rico potencial que tem para o turismo ecológico. Considerando que a agência de viagens e turismo Mais Tour deu o primeiro passo para esta atividade, quando ofertou o projeto lazer alternativo, ao inserir este povoado como parte do roteiro turístico de Penedo, por ele possuir uma paisagem de encher os olhos.

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Mas como ter conhecimento sobre a origem do nome Ponta Mufina? Através da aplicação de questionário com os moradores locais. Sugeri que alguns jovens entrevistassem as pessoas mais velhas da localidade e, o retorno além de ter sido positivo quanto a receptividade em participar da pesquisa, tive a resposta unanime de que o nome Ponta Mufina é tão histórico quanto o tempo das caravelas, que seguindo em direção à Penedo, paravam naquela região devido a falta de vento (fim do vento) e tal local tinha como atracadouro uma ponta de uma ilha (ponta), daí percebemos que se trata da junção da ponta de uma ilha com fim do vento; Ponta Mufina.

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Em função disso, os tripulantes fixavam-se por ali até que os ventos voltassem a condição necessária para soprar as velas das embarcações que vinham para Penedo. Ou seja, reconhecemos o nosso presente quando estudamos o passado.

 


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Postado em 01/08/2017 09:00

As ruas de Penedo com seus nomes peculiares e outros esquisitos

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As ruas de Penedo com seus nomes peculiares e outros esquisitos

Qualquer pessoa que pesquisar sobre Penedo, vai entender que se trata de um município histórico de Alagoas. Mas, como nem tudo sobre a história foi publicado e esmiuçado, resolvi aproximar ainda mais o leitor sobre a ideia de contar um pouco das características de suas ruas, para fazer os demais relembrarem, ou quem sabe, acrescentar algo enriquecedor.


Além de ser um meio para facilitar o deslocamento dos transeuntes, as ruas possuem aspectos peculiares como os nomes pelas quais são conhecidas. No entanto, o curioso é saber qual a origem de tais denominações e por que foram criados nomes que deixam a gente de sobrancelha em pé.

 

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Partindo do centro de Penedo, temos as ruas Dr. Joaquim Nabuco, Fernando Peixoto e a Estrada Euclides Idalino. Até aí, tudo ok! O que poucas pessoas se dão conta é que a Joaquim Nabuco encontra-se entre duas igrejas; a São Gonçalo Garcia e a da Santa Cruz do Cortume. Nesta rua morou um dos maiores benfeitores do desenvolvimento turístico e educacional de Penedo, o ex prefeito Dr. Raimundo Marinho (falecido na década de 80) e, também, possui como diferencial, um prédio praticamente abandonado que, no passado, era um templo maçônico. Apesar das igrejas fazerem as pontas da rua, nenhuma delas a denominaram.

 

Arquivo pessoalJá a rua Fernando Peixoto é conhecida por rua Santa Cruz, fazendo referência à igreja que também é conhecida por igreja do Bom Jesus, devido a imagem do Bom Jesus estar guardada lá e pela tradicional procissão que acontece todo mês de janeiro. Esta observação é tão necessária e fundamental quanto explicar sobre a construção desta igreja, que se deu por um motivo bem macabro de fazer você se arrepiar.


De acordo com os contos populares, no espaço que hoje vemos a igreja Santa Cruz do Cortume, havia uma outra construção onde eram realizados eventos e se entendia como uma casa de prostituição. Certo dia, estava acontecendo um baile neste local, e entre as pessoas estava um homem bem vestido e que chamava a atenção de todos por seus traços finos, até que, no decorrer das exaltações, bebedeiras e tudo mais, todos começaram a sentir um forte cheiro de enxofre. Quando menos esperaram, perceberam que tal cheiro começou a vir deste indivíduo que começou a se transformar num ser fora do normal, com patas e chifres. Criou um redemoinho de vento que assustou a todos os presentes. Daí, o propósito de construir um espaço religioso como forma de abençoar o local e espantar os males.

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Arquivo pessoalProsseguindo com as curiosidades da rua Santa Cruz (ou Fernando Peixoto), encontramos as "casas da calçada alta". São cinco e estão a um nível maior que as outras casas por terem sido construídas num tempo em que as enchentes do rio São Francisco inundavam as ruas, por este motivo foi pensado uma forma em que os moradores destas residências não sofressem tamanho prejuízo quanto os demais.

 

Mais adiante você vai encontrar as travessas Fernando Peixoto, e não estranhe quando alguém lhe disser que mora no "beco da gaveta". O nome foi dado pelos moradores porque as ruas não têm saída.

E no fim da rua Santa Cruz, encontramos as seculares "sete casas". Residências que receberam a devida denominação por serem as últimas sete casas da rua e num estilo padrão que, no entanto, sofreram algumas modificações em seus interiores e na fachada ao longo dos anos.

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Para finalizar esta postagem, vale lembrar a Estrada Euclides Idalino. Ela já foi rua Fernando Peixoto; por ser uma continuidade da Santa Cruz após o cruzamento com a avenida Mário Freire Leahy. Também conhecida como sítio araçá; pelo expressivo número de árvores frutíferas dessa espécie que havia na região. E, o mais popular dos nomes, rua do "Cacete Armado". Este é um nome vergonhoso para alguns moradores que não gostam de usá-lo como referência em razão de sua ambiguidade.

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Vale ressaltar que a origem desse nome se deu por uma expressão verbal que o dono de um pequeno bar usou em reposta á uma provocação feita ao seu seio familiar. Uma determinada pessoa chegou para ele e disse que estava para chegar um grupo de homens com intuito de apossar-se de suas filhas. Até ele, enfurecido, responder com voz alta e em bom tom: "mande eles virem, que o cacete tá armado".


Não temos como negar que há outros contos, lendas e histórias em cada lugar por onde passamos. Você pode participar contribuindo com comentários, nos contando algo de seu conhecimento e/ou compartilhando esta publicação, colaborando com a cultura popular penedense e desenvolvendo o sentimento de pertencimento do leitor.
 

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  • MAURICIO Caro blogueiro! Parabéns pela matéria, fico lisonjeado com essas informações . Perfeito.
  • Ana Paula Pontes Você já ouviu falar no Bairro Camartelo? Há quem o chame assim! Embora exista um entendimento do presidente do bairro, onde ele afirma que o Camartelo recebeu o título de bairro com a criação do Estatuto da Associação de Moradores do Bairro Camartelo, que em 1993 foi fundada a associação com a finalidade de tornar a região reconhecida com a intenção de atrair apoio governamental. E, a afirmação de um médico e escritor muito conhecido na cidade, de que era chamado bairro do Curtume, pois era lugar de criação de gado, onde o couro foi muito utilizado para a confecção artesanal de calçados e outros utensílios, posteriormente recebeu o nome da sua principal rua, se tornando Bairro Camartelo. Pois bem, Camartelo não é um bairro! Localizado no Centro Histórico da cidade de Penedo, compreendido na ZBM formada por cinco ruas: rua Sucupira, rua Pernanbuquinho, rua das Bananeiras, rua São Miguel de onde originou o nome do padroeiro da comunidade e rua principal Camartelo do Meio. Muito conhecido como Bairro Camartelo, porém de acordo com informações dos dados censitários da Secretaria de Saúde e do IBGE, o Camartelo não é legalmente comprovado como bairro, sendo seus trabalhos realizados respectivamente por áreas e setores. Não se pode garantir a sua origem, contudo, há quem diga que o seu nome foi doado por um inseto, naquele tempo o bairro era atingido por as águas do Rio São Francisco na época das enchentes e por ser um lugar onde o acúmulo das vísceras dos animais lançados em áreas abertas fez surgir parasitas indesejáveis e o tal mosquito foi o agraciado a doar o seu nome conhecido como Camartelo Outras razões levam a crer que na localidade havia uma atividade comum de artesões na fabricação de camas e se ouviam o som estridente dos martelos, formando uma justaposição do nome do artefato/cama com a sua ferramenta/martelo de criação surgindo então o nome Cama-martelo, assim chamado até os dias atuais. Mas o que muitos não sabem, Camartelo é instrumento de demolição, uma espécie de um pequeno martelo. Por: Ana Paula Pontes
  • Ana Paula Pontes Segue minha contribuição. Desculpa o textão. Sinta-se a vontade para resumi-lo
  • Fabrício O prazer é todo meu em saber que as pessoas estão lendo e interagindo com as postagens. Fico feliz demais! Obrigado mesmo. Um grande abraço e até a próxima!
  • george No Oiteiro a rua do Rosário chamavam de rua do "Papouco" e também de rua das "Pedrinhas". Mais acima tem a Rua Bela que chamavam de rua do "Rato"; atrás da sede do Cruz de Ferro tinha uma rua que chamavam de rua da "Priquita"
  • Fabrício Olá, GEORGE! Tantas ruas e tantos nomes rsrs... E essa ultima rua aí, hein?! Deve ser porque tinham muitos passarinhos kkkk... Muito obrigado pelo comentário!
  • Maciel Oliveira Prezado amigo, fico feliz e orgulhoso com seu artigo, isso é a nossa cultura, temos nomes de bairros que infelizmente foram mudados, como o Oiteiro, o Bairro Vermelho, Coreia, etc. Parabéns!!!
  • george Gostaria de pedir um favor, se possível,uma reportagem sobre costumes antigos da nossa cidade em todos segmentos,tipos matracas, fazer casas de taipa e depois dançavam um côco pra aterrar o piso,uma banda que tocava nas festas de S. do Bomfim que o meu avô Zé Matias era zabumbeiro;, reizado na Coréia comanda por Zé Fulô, plantações de arroz, pescarias e etc. Será um resgate a nossos costumes e culturas , hoje esquecidos como se nunca houvera. Fico agradecido desde já por sua atenção.
  • Fabrício MACIEL e GEORGE quero dizer que é um grande prazer poder compartilhar essas informações. Gostei bastante dos comentários e pode ter certeza que muitas coisas boas estão por vir. Obrigado pela leitura e grande abraço!
Postado em 25/07/2017 08:33

A mulher que mais contribuiu com o folclore penedense

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A mulher que mais contribuiu com o folclore penedense

A postagem da vez é uma dedicatória inspiradora que conta um pouco da história de uma penedense determinada, autêntica, criativa e que sabia o que queria e como fazer para alcançar seus objetivos; o nome dela é Antônia da Silva Peixoto, conhecida pelos mais antigos e pesquisadores por Toinha Pitu ou Toinha dos Anjos.


 Dizer que ela foi a mulher que mais contribuiu com o folclore no município de Penedo, soa como uma afirmação emblemática e merece ser dissecada. Dessa forma, simbolicamente como numa colcha de retalhos, em que o alfaiate costura os pequenos pedaços de tecidos até formar o que serve de agasalho – e ao mesmo tempo nos remete ao passado – colhi informações das pessoas que conviveram com a personalidade homenageada, a fim de transcrever esta publicação.


 Conta-se que Antônia Peixoto não gostava do apelido Pitu, que se deu devido seu irmão, João Pitu. No entanto, respeitosamente, o nome Toinha Pitu era referência quando se falava em assuntos voltados à cultura, folclore e demais tradições populares, pois a mesma era dotada de um conhecimento pela arte de planejar e desenvolver suas paixões pela encenação, danças e canções, preservando a memória coletiva.

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A limitação financeira que ela tinha para custear cursos de aperfeiçoamento na área, não era motivo que a impedia de desenvolver de forma alegre e criativa as manifestações folclóricas. Enquanto técnica em enfermagem, a mesma utilizava parte de seus recursos e contribuições de comerciantes e políticos, para a compra de materiais.


Se atualmente, falar em preservação e desenvolvimento de atividades culturais, como fonte para o desenvolvimento econômico e social, já é um assunto pouco valorizado, quiçá, numa época em que falar de turismo era coisa de outro mundo. Mesmo assim, sua capacidade de mobilizar os munícipes era tamanha quanto sua exigência pelo trabalho bem feito.


Além de realizar a coroação de Nossa Senhora, na Igreja Nossa Senhora dos Anjos (Convento Franciscano) e participar do coral das igrejas, era a pessoa mais capacitada para reunir crianças, formando grupos que compunham os anjos no convento, pastoril e quadrilhas, onde foi precursora. As crianças, incluindo seus sobrinhos, estavam sempre à procura de uma vaga para participar e ninguém pagava.


Toinha Pitu faleceu no ano de 1999, ao 75 anos de idade. Sem dúvida, ela fez a diferença na vida de muitas pessoas através da arte, contribuindo com o desenvolvimento do folclore de forma saudável e generosa, o que resultou em memórias felizes.

 

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  • Penedo Espero que não deixem de existir pessoas assim. Que nossa cultura não se perca. Que a identidade do nosso povo não morra. E que existam sempre canais abertos para a nossa história.
  • Geilsa Martins Rocha Tive a honra de participar de algumas encenações bíblicas na Catedral de Penedo, sob o comando e direção de Toinha Pitu. Era uma festa. As crianças adoravam aquilo tudo. Belas lembranças desse tempo!!
  • Fabrício Obrigado pelos comentários!
  • Tania Cabral Que belo texto Fabrício ! Mais informaçaoes importantes sendo compartilhas do nosso e para nosso povo penedense. PARABÉNS, sou sua fã !
  • Ana Paula Pontes Nascimento MAIS QUE BELO TEXTO E QUE MARAVILHOSA HISTÓRIA, GOSTO MUITO DE HISTÓRIAS POPULARES COM PERSONAGENS REAIS... MEMÓRIAS DE PENEDO... MUITO BOM!! NÃO TINHA CONHECIMENTO DE TOINHA PITU. PARA VOCÊ VÊ, QUE DELÍCIA ACESSAR SEU BLOG E PODER CONHECER HISTÓRIAS MEMORÁVEIS... BONS RESULTADOS!!PARABÉNS!!
  • Fabrício Feliz com os comentários de vocês, viu. Muito obrigado!
  • Dulce Andreza Santos de Oliveira BOM DIA A ESCOLA EM QUE LECIONO FARA UMA FEIRA DOS MUNICIPIOS COM O TEMA MULHERES QUE CONTRIBUIRIAM PARA DESENVOLVIMENTO,LOGO FALARES SOBRE ANTONIA PITÚ ,É POSSIVEL NOS ENVIAR MATERIAL SOBRE A MESMA ? DESDE JÁ AGRADECO,
Postado em 18/07/2017 08:49

Relatos curiosos de turistas em Penedo-AL que alimentam nossa imaginação

Receptivo Tour Penedo - Márcio Felipe
Relatos curiosos de turistas em Penedo-AL que alimentam nossa imaginação

Penedo-AL, um município com construções seculares e repleto de histórias para contar. Apesar dos registros documentais disponíveis nas bibliotecas e internet, temos muito a aprender com a tradição transmitida oralmente de uma geração para outra, em forma de contos, lendas, canções e etc.


E nesse ritmo, é interessante complementar os fatos narrados por visitantes e turistas à bela igreja Nossa Senhora da Corrente (nome dado, devido uma imagem conhecida por segurar uma corrente em suas mãos). O mesmo nome desta igreja é conhecido no plural – Nossa Senhora das Correntes (devido as correntezas do rio São Francisco que, em determinadas épocas do passado, destruía a pequena capela, até que foi feita uma promessa de construção de uma igreja, naquele mesmo lugar e com este nome, para assim, o rio não poder levá-la à ruína).


Percebi o quão importante é, fazer essa associação dos relatos dos turistas como forma de motivar outras pessoas a conhecerem o local de perto e, também, instruir sobre a preservação do patrimônio. Até porque, o turista que se encanta com a história do lugar visitado, faz propaganda gratuita.


Num certo dia, estava conversando com uma pessoa que já trabalhou na igreja da corrente (pediu sigilo) e me contou suas conversas com os turistas que foram a este ponto de visitação; uns motivados pela curiosidade e outros pelo medo, relatos a serem abordados a seguir:


...dentro da igreja tem um cubículo que servia para esconder os escravos quando fugiam das fazendas. Daí, uma turista galega (denominação para loira), que já tava vindo do museu do Paço Imperial, chegou perto desse cubículo e disse que estava sentindo a presença dos escravos e ficou se arrepiando...

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Segundo a história, os donos da igreja eram abolicionistas e ajudavam os escravos a se esconderem de seus senhores, dentro deste cubículo, por um período de dois a quatro dias. O cubículo é um pequeno espaço, com porta camuflada, situado dentro da igreja.


...teve uma vez, um senhor que já tava na fronteira de Sergipe com Bahia, dirigindo o carro e contando a filha que na igreja tinha uma urna com os restos mortais da família Lemos, e ele trouxe a menina pra ver os ossos, só pra satisfazer os gostos dela...


O próximo relato é de uma peregrina que estava passando por Penedo, rapidamente, por um motivo não menor que o medo. Entenda o porquê:


... outro dia veio uma senhorinha dizendo que tinha que sair rápido de Penedo. Ela disse que se a corrente, que fica nas mãos da santa, cair, a cidade vai afundar e encher de água. É sério, ela tava morrendo de medo. Ela é de lá do interior...


Estes são apenas relatos que você pode tirar suas próprias conclusões. Tenho certeza que existem muitos outros, e você, tem algum para nos contar? Escreva nos comentários que já estamos curiosos.
 

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  • Ana Paula Pontes Nascimento Acho que sei quem é essa pessoa, ela também me contou muitas histórias Rsrsrsr "Num certo dia, estava conversando com uma pessoa que já trabalhou na igreja da corrente (pediu sigilo)". No momento não tenho lembranças das histórias que me contou. Mas sei de outras igrejas. No decorrer dos Artigos, na qual for referenciadas, eu conto. Bjos! E mais uma vez parabéns pelo belíssimo trabalho!!.
  • Fabrício rsrs.... Obrigado, Ana Paula.
  • Gladystone Santos Parabéns amigo, por nos enriquecer, com mais contos de nossa belíssima Igreja da Corrente. São muitas estórias construídas ao longo do tempo, mas como já dizia Raimundo Marinho. " Dizem que a história é feita de sonhos..." Então que bom termos a liberdade de sonharmos, e de colocarmos esses sonhos em prática, transformando-os em histórias. Mas vamos voltar as estórias, que são contadas com grandes enfases, aos nossos visitantes. Uma das mais interessantes, é a que : " Os moradores da Ladeira da Cadeia, Rua Dâmaso do Monte, diziam que nas madrugadas frias, ouvia-se barulhos de correntes, sendo arrastadas ladeira abaixo, em direção da igreja, e que ninguém nunca teve coragem de abrir suas portas ou janelas para espiar o ocorrido ". Se é verdade ou não, sei que os turistas adoram, de uma coisa tenho total certeza. O povo medroso ! Parabéns Fabrício !
  • Fabrício GLADYSTONE SANTOS, fico muito feliz por sua avalização. Logo você que vivencia o turismo em Penedo, realizando serviços de informação turística. Muito obrigado pelo comentário enriquecedor.
Postado em 11/07/2017 07:55

Duas perguntas que você pode fazer para um(a) turismólogo(a)

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Duas perguntas que você pode fazer para um(a) turismólogo(a)
Rocheira - Ponto turístico de Penedo-AL

O assunto do momento se baseia em duas possíveis perguntas que você pode fazer a um turismólogo(a), acerca da realidade turística do município de Penedo-AL, abrangendo as curiosidades comuns de quem se interessa pelo assunto, de forma a criar uma retórica interessante para todos. Enquanto profissional da área, propus algumas respostas. Vamos a elas:


1° As pessoas, de uma forma geral, definem o turismo como o ato de viajar. Mas, enquanto turismólogo, o que poderia nos explicar sobre essa área?


O turismo atende a todos. Ele tem como ponto principal os viajantes, os quais motivados pela necessidade de usufruir do lazer, viagem de negócios, tratamento de saúde, finalidade educativa e etc., com permanência no destino por um período igual ou maior que 24h, acabam influenciando de forma direta e indireta as pessoas e o meio onde se hospedam. Não é à toa que o turismo é uma atividade que vem crescendo a cada dia, gerando emprego e renda, transformando realidades locais e influenciando mais pessoas para este setor.


2° Por que investir no turismo?


De uma forma prática, vou exemplificar e mexer com seu imaginário. O turista chega em Penedo para se instalar por dois dias, numa viagem de lazer. Nesse tempo ele pagou, em dinheiro, pelo serviço de hospedagem, serviço de acompanhamento de informante de turismo, passeio de barco, serviços de alimentos e bebidas, serviço de transporte coletivo e/ou alternativo (ônibus, táxi, moto-táxi), comprou souvenirs e antes de se despedir do município, comprou passagem aérea na agência de viagens e turismo Mais Tour.


Daí, se você perguntar: quem se beneficiou com a presença do turista foram os atores citados? A resposta vai ser um enfático NÂO! Porque o dinheiro recebido pelo estabelecimento de hospedagem, pode ser gasto numa gráfica, na confecção de panfletos, o informante de turismo poderá comprar um novo relógio, o barqueiro poderá investir em novos coletes salva-vidas, o dono do restaurante poderá comprar novos talheres, o taxista poderá pagar o emplacamento do veículo, o vendedor de souvenirs, por exemplo, comprará tapetes de “bem-vindo” e a agência Mais Tour, investirá em mais publicidade. Ou seja, setores que, outrora, poderiam pensar que não tinham nada a ver com o turismo, também receberam parcela daquele dinheiro que o turista investiu no lazer.

O leque de informações relacionadas ao turismo é de tamanha abrangência que, em novas oportunidades, serão trabalhados mais assuntos a fim de contribuir com o seu conhecimento. A relação do turismo com Penedo é maior do que as pessoas pensam.
 

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  • Ana Paula Pontes É isso aí Fabrício!! De uma forma bem singela e de fácil compreensão, os penedenses irão aprender mais sobre o turismo e sua importância para a cidade de Penedo. Com isso mudarão seu modo de pensar e agir. Podendo até, mudarem de vida.
  • Fabrício Olá, Ana Paula. Exatamente. Obrigado!
  • Tarcísio Marinho Peixoto Excelente texto coeso e bem explicado. Acho de grande valia e significado o trabalho local na área do turismo, não só do ponto de vista econômico, mas também cultural, porque eleva nossa terra à condição de uma cidade magnífica, revelada por seu acervo arquitetônico, além dos folguedos e nossa deliciosa culinária.
  • Fabrício Muito obrigado pelo comentário, Tarcísio Marinho. Grande abraço!
Postado em 04/07/2017 08:01

Mapa para o desenvolvimento do turismo em Penedo - AL (parte 1)

Receptivo Tour Penedo - Márcio Felipe
Mapa para o desenvolvimento do turismo em Penedo - AL (parte 1)

Receptivo Tour Penedo - Márcio FelipeOs velhos ditados sempre são sábios. Lembra daquele “de grão em grão a galinha enche o papo”? Tem tudo a ver com o assunto a ser tratado nesta postagem, mostrando a necessidade em seguir um passo a passo que revele a dimensão e grandeza do turismo.


Assim como a ave supracitada no ditado popular tem um ritmo natural e perfeito para saciar sua fome, de acordo com sua condição animal, no turismo não chega a ser muito diferente quando existe um objetivo a ser alcançado.


No entanto, sugiro que o grupo de líderes do turismo no município de Penedo, composto por atores da cadeia produtiva do turismo e gestão pública, sejam estimulados para desenvolver uma proposta inovadora e diferenciada que some ideias, divida tarefas e foquem no desenvolvimento com sustentabilidade.


É notório que já há um investimento do setor público no turismo nesse município, enquanto infraestrutura turística com vistas a facilitar a mobilidade e criação de espaços de lazer. Porém, além disso, é esperado investimento em programas de aperfeiçoamento para pessoas envolvidas com o turismo de forma a enriquecer o conhecimento delas sobre a área de atuação, criação de atividades culturais como a música, por exemplo, nos espaços públicos, visto que as pessoas gostam de frequentar as praças.


Interessante, também, seria pensar em investir em tudo que há de moderno e atual do mundo da internet, com objetivo de atrair turistas e visitantes que fiquem satisfeitos com a facilidade de informações disponíveis sobre os atrativos e equipamentos turísticos do município.

Receptivo Tour Penedo - Márcio Felipe
 Estas e outras sugestões serão mencionadas ao longo das postagens, sempre com o intuito de instruir e educar o leitor sobre os assuntos do turismo, pois, é necessário estudar com cautela o conjunto de fatores que compõe esta atividade, na tentativa de construir um modelo de ações assertivas e com representatividade.
 

 

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  • Alice Carmo Mais tour cada dia cresce mais , parabéns Fabrício pelo seu brilhante trabalho !!
  • Fabrício Obrigado pelo comentário, Alice. O reconhecimento é algo importante. Abraço!
Postado em 27/06/2017 09:00

O turismo é o acesso à era da transformação e do desenvolvimento

Sou Fabrício Vasconcelos, Turismólogo e proprietário da Agência de Viagens e Turismo Mais Tour (http://maistour.com.br/). Tenho duas razões para escrever sobre turismo, a primeira que é caracterizada pela multiplicidade de informações atreladas a esta área, e a outra por ter nascido em Penedo-AL.

Durante a graduação estudei que o profissional do turismo tem muito a contribuir no processo de desenvolvimento de um local, ou uma região. Normalmente, as pessoas questionam o que faz um Turismólogo? A resposta é simples: é o gestor do lazer. Isso porque é um profissional preparado para tornar a experiência turística dos visitantes inesquecível.

Pode-se dizer que o Turismólogo enxerga determinado local além daquilo que é apresentado aos olhos. Ele consegue ver as potencialidades turísticas intrínsecas e latentes, realizando um planejamento organizado para que o destino seja agradável para os visitantes e visitados. Sabe da importância de que os espaços de visitação precisam ser agradáveis também para o residente.

E para quem tem orgulho de sua cidade, nada melhor do que poder se profissionalizar e trabalhar nela. Todos nós sabemos das limitações sociais e econômicas dos ribeirinhos, porém, com uma visão otimista, trabalho centrado e realizado com fé e vontade é possível transformar a realidade.

Tendo o município de Penedo como exemplo, podemos observar o quanto o mesmo é rico em pontenciais turísticos. Haja vista seu conexto histórico-arquitetônico que o caracteriza como berço da cultura alagoana. Sua localização geográfica favorecida pela proximidade com as capitais Maceió-AL e Aracaju-SE - cidades com aeroportos são fontes para o desenvolvimento turístico, assunto que em outra oportunidade, teremos o prazer de falar dos benefícios do aeroporto em Penedo. E no que se refere ao patrimônio ambiental, o município é agraciado pela presença do Rio São Francisco e proximidade com a praia Pontal do Peba.

Se você deseja saber mais sobre turismo, lazer, cultura e demais informações dessa atividade que cresce a cada dia no mundo inteiro, então está no lugar certo. As paixões que tenho sobre turismo e o município de Penedo serão reveladas de forma a atrair sua atenção e estimular o sentimento de pertencimento ao local onde vive. Acontece que não podemos viver apenas na superfície, é necessário mergulhar e saber mais. Boa leitura!

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  • Adriel Parabéns e muito sucesso!
  • Simone Lourenço Sucesso na sua carreira, parabéns pelo seu esforço e trabalho em mostrar o que a nossa Penedo tem à oferecer no quesito turismo.
  • Fabrício Muito obrigado, Adriel.
  • Joyce Muito bom ter um filho de Penedo trabalhando por nossa cidade, representando e apresentando nosso potencial turístico.
  • Fabrício Olá, Simone e Joyce. Muito obrigado pelo comentário. Farei o possível para continuar contribuindo com o turismo em nossa cidade.
  • Junior M. Melhor Turismólogo dá Região... Parabéns Fabrício!!!
  • Paula Monteiro Isso msm Fabrício. Um Turismólogo ou Bacharel em Turismo tem um olhar além de um viajante. Sua cidade é linda e merece um olhar diferenciado na sua potencialização. Parabéns pela matéria e vou ficar acompanhando. Sucesso.
  • Waneska Parabéns pela iniciativa! Que ela sirva de incentivo a outros turismólogos. Boas e novas ideias devem ser sempre dissipadas. Sucesso, Fabrício Vasconcelos.
  • Lú Duarte O turismólogo é uma peça-chave para o desenvolvimento do turismo em uma cidade. Penedo está caminhando na direção certa e tem muitos apaixonados como você, Fabrício, trabalhando pela cidade. Parabéns pela iniciativa e desejo sucesso!
  • Fabrício Obrigado a todos pelos comentários! O apoio de vocês é fundamental.
  • Wísela Parabéns ! É isso aí. :D