Arthur Paredes | cinema

Arthur Paredes | cinema

Publicitário, Diretor da Plus! Agência Digital e cinéfilo de carteirinha

Postado em 20/12/2009 16:12

Avatar

O diretor canadense James Cameron não dá ponto sem nó. Cada obra sua marca história no cinema. Responsável pelos filmes mais marcantes da ficção científica de ação, O Exterminador do Futuro 1 e 2 (e seus efeitos especiais revolucionários na época) e Aliens: O Resgate, foi também o pai do colossal Titanic e do melhor filme de ação não ficção científica (na minha opinião) de todos os tempos, True Lies.

Depois de um hiato de 12 anos desde Titanic, Cameron apresenta sua nova cria envolta de muito marketing, Avatar. Começa marcando história sendo a obra mais cara da história do cinema com orçamento estimado em US$ 500 milhões, boa parte gasta em novas e revolucionárias tecnologias. Cameron contratou o mesmo estúdio que produziu Gollum de O Senhor dos Anéis, pois queria o mesmo resultado real para seus personagens azuis. E o resultado foi surpreendente.

Avatar sem dúvida é o próximo grande passo da computação gráfica, corrigindo eternos defeitos que nunca a tornaram totalmente plausível. Não se chegou ainda ao ponto da perfeição absoluta, há um leve sentimento de fantasia no que vemos, mas sem dúvida após Avatar faltará muito pouco para isso. O grande segredo foi captar a total interpretação dos atores, cada micro movimento de rosto, olhos, corpo e transportar para a "marionete digital", tornado a captação de movimentos perfeita e categorizando seus antecessores como meros bonecos duros e quebrados. Os personagens possuem uma vida nunca antes vista, e em determinado momento do filme, ignoramos que são criaturas digitais e conseguimos nos emocionar com a "interpretação" das criaturas digitais.

Os cenários também são de um realismo impressionante, com cada detalhe trabalhado meticulosamente e iluminação muito natural. Nos sentimos em uma verdadeira aula de exobiologia, onde no começo da projeção nos são apresentados seres e plantas do planeta Pandora que serão utilizados no ato final. O que ainda peca talvez seja a textura da pele ainda muito plástica, contrariando a grande regra de nossa realidade onde a imperfeição é que gera nossa percepção de perfeição, porém isso jamais tirará o mérito do nível alcançado por Cameron.

 Avatar começou a ser elaborado em 1995, porém Cameron alegou que esperou o momento em que a tecnologia fosse suficiente para tornar seu projeto possível. É aí que Cameron dá uma verdadeira "tapa na cara" indireta na cara de George Lucas. Se George não pensasse apenas em marketing e lucro e tivesse esperado mais um pouco para a concepção da nova trilogia de Star Wars, estaria recebendo os elogios no lugar de Cameron.

Ok, Avatar revolucionou a computação gráfica, efeitos especiais e criou um mundo totalmente novo mais impressionante até que o mundo criado por George Lucas em Star Wars, mas... e quanto ao roteiro? É neste ponto que acredito que Cameron poderia ter revolucionado ainda mais, abrindo mão dos velhos clichês e amálgamas de filmes antecessores. Esta foi uma oportunidade perdida, mas não totalmente.

Avatar não é um filme ingênuo, mas também sua história não é exemplar. Apoiando-se no calor da discussão atual sobre a destruição da natureza e exploração dos recursos naturais pelo homem, o filme junta pedaços de diversos filmes, apenas atualizando um contexto já bastante utilizado com um final totalmente previsível, onde o diretor ainda tenta induzir que o final não será feliz com uma leve distração no último ato da projeção.

Percebemos vários elementos batidos de seus antecessores, como povos tribais evoluídos (Evoluídos? Intenção de Cameron de mostrar que evolução não significa tecnologia avançada?) integrados à natureza, elemento já explorado em filmes como A Máquina do Tempo, Star Wars ou a idéia de uma natureza integrada e espiritualizada já abordada em Final Fantasy. Além disso temos os velhos clichês do forasteiro que é respeitado pela tribo, ideais de guerra e luta, pacifismo, etc. só que abordados sempre de forma preguiçosa e superficial.

Mas acredito que a intenção de Cameron não foi produzir um filme filosófico que fizesse as pessoas pensar por alguns dias (talvez você pense na lição do filme por algumas horas no máximo), sua intenção foi romper os paradigmas do cinema em termos de tecnologia e experiência sensorial, o que conseguiu com maestria. Avatar é um filme dinâmico do começo ao fim, de tirar o fôlego com muita ação e beleza visual e que já tem sua posição garantida na história do cinema.

 

P.S.: Não vejo a hora de assistir Avatar em um cinema 3D. Se a experiência visual já foi marcante em um cinema comum, deve ser muito mais em três dimensões.

Comentários comentar agora ❯

Postado em 16/10/2009 14:06

Distrito 9

Apoiando-se no nome de Peter Jackson (produtor do filme, não diretor), Distrito 9 tem uma premissa clichê, mas que acaba se desenvolvendo de forma extremamente inteligente e original.

Tudo começa como uma falsa reportagem sobre a chegada de uma nave alienígena a Johannesburgo, na África do Sul. Subnutridos e submissos, os ETs são instalados pelo governo em um campo de refugiados, que logo se transforma em uma enorme favela. Maltratados pela polícia e por gangues locais, eles começam a promover protestos e assustam a população. Uma corporação é convocada para remover favela a um local distante e encarrega um de seus funcionários da tarefa. Mas esse empregado é contaminado pelos aliens e aos poucos se torna um deles.

O filme mistura diversos elementos clichês de filmes do gênero, como aliens em formato de insetos, máquinas muito avançadas em tecnologia, o velho rebelde que luta para voltar à sua terra natal com seu filho à tira colo, entre outros.

Porém ao mesmo tempo introduz elementos pouco utilizados nos filmes de ficção científica, como o desenvolvimento da história em formato documentário (estilo já adotado em filmes como A Bruxa de Blair e Cloverfield), o humano "bonzinho" da história faz tudo apenas visando seu próprio interesse e um humor sarcástico misturado com ótimas críticas sociais.

Seu principal foco é a discriminação racial, onde há uma alusão clara ao Apartheid sul-africano. O local onde se desenrola a história não foi por acaso, Johannesburgo, e houve muitas críticas por parte do governo local alegando que o filme mostrou os habitantes como bárbaros devassos e canibais.

Exageros e polêmicas à parte, Distrito 9 deve ser entendido como uma profunda crítica aos ditos países desenvolvidos" que sempre querem resolver a situação dos países subdesenvolvidos, obviamente sempre visando seus próprios interesses. E não faltam referências a isso no filme. A organização que planeja a retirada dos aliens chama-se MNU, uma óbvia alusão à ONU. Os aliens que não conseguem voltar ao seu planeta acabaram criando favelas causando um descontrole social com tráfico de armas em troca da comida favorita dos aliens: comida de gato!

O filme consegue se manter bastante interessante durante sua primeira hora de projeção. A partir, começam puras e desnecessárias longas cenas de ação. E é impossível não lembrar de Transformers, devido à semelhança dos robôs e seus movimentos, mas tudo com efeitos especiais de tirar o fôlego. Um grande ponto do filme: as cenas feitas em computação são muito naturais devido ao estilo documental de filmagem, evitando os impossíveis e artificiais planos de câmeras tão utilizados em filmes blockbusters (incluindo Transformers).

Outra boa cena do filme é quando uma criança alien compara o braço do humano que está se transformando em inseto com o dele. É quando o humano imediatamente diz que não quer ser parecer com eles. Vemos claramente a intenção do diretor em mostrar o quanto somos racistas com nossa própria espécie e mais ainda com as demais (xenofobia).

Para quem gosta de ficção científica, terá um filme original recheado de críticas subliminares. Para quem não gosta, um filme com muita ação e bom humor e que nos faz refletir sobre a natureza especiesista humana e o controle das classes dominantes sobre a minoria.

Comentários comentar agora ❯

Postado em 10/10/2009 22:16

Anticristo

Todo filme classificado como "polêmico" pela crítica atinge de imediato as anteninhas do público, lotando os cinemas para saciar essa tão estudada curiosidade mórbida do ser humano. Por que classificar "Anticristo" do diretor Lars Von Trier (Dogville, Os Idiotas) como um filme polêmico?

Primeiramente pelo seu título. Tudo que envolva religião ou se refira a ela já é, por si só, polêmico. O ditado popular diz que religião e futebol não se discute, o que discordo por completo, mas isso é assunto para outro blog. Segundo pelo forte apelo visual contido no filme.

Partindo disso, já aviso: NÃO assista Anticristo, caso não possua um senso crítico ou tenha algum tabu forte. É um filme forte e demasiadamente artístico, que assusta pela sua crueza e erotismo violento. Muitos críticos de Cannes condenaram o filme com fúria pela força de suas imagens (alguns também por não ter entendido o filme). É necessário coragem e mente aberta para enfrentar 1h40 de fortes cenas de mutilação e sexo explícito.

Confesso que não senti o mesmo impacto com certas cenas da mesma forma que senti ao assistir o clássico "O Exorcista" na versão sem cortes do diretor, e particularmente ainda considero o filme de terror mais forte que já vi. Porém Anticristo não pode ser considerado um filme de terror. Eu poderia considerá-lo um filme de drama com elementos místicos.

A história concentra-se em dois personagens sem nome, um casal que enfrenta uma tragédia: o filho pequeno morre ao cair de uma janela enquanto os dois faziam sexo. A fim de enfrentar a dor interminável da mulher (Charlotte Gainsbourg), o marido terapeuta (Willem Dafoe) leva-a para passar uma temporada em uma cabana enfurnada na mata - a ideia é superar o que seria o pior medo dela, revelado em visões daquele lugar, sintomaticamente chamado Éden. O isolamento em contato com a natureza exuberante acaba trazendo de volta lembranças da recente estadia no local da mãe e da criança agora morta, além de despertar na mulher delírios paranoicos que culminam em agressões brutais ao marido e em automutilação.

O filme é dividido em capítulos, como um livro, e seu perturbador roteiro foi escrito pelo próprio Lars, em um momento de séria crise de depressão, que declarou durante seu lançamento:

“O roteiro foi finalizado e filmado sem muito entusiasmo, feito como se eu estivesse utilizando apenas metade da minha capacidade física e intelectual. O trabalho no roteiro não seguiu o meu modus operandi habitual. Cenas foram acrescentadas sem razão. Imagens foram compostas sem lógica ou função dramática. No geral, elas vieram de sonhos que eu tinha no período, ou sonhos que eu tive anteriormente.”

O filme de certa forma reflete as angústias de Lars, percebidas claramente nos diálogos e na fotografia fria do filme. Suas cenas fortes e violentas acabam contrastando com a excepcional e belíssima fotografia adotada em cenas como a primeira do filme. Em preto e branco, seu filho morre caindo da casa enquanto o casal faz sexo explícito ao som de música clássica. Lars consegue de forma maestral, dar graça, sutileza e beleza a uma cena tão trágica.

A partir daí Lars nos guia em uma verdadeira sessão psicológica (mais especificamente cognitva, uma ironia do diretor), analisando o comportamento humano diante de uma tragédia e a própria natureza que consideramos divina. E é aí que entra a grande polêmica do filme.

Lars é ateu assumido, que em determinado momento da vida perdeu a fé na religião, e Anticristo é uma análise sarcástica a respeito da natureza e de como o ser humano enfrenta seus dilemas psicológicos diante de uma tragédia, questionando até mesmo a existência de Deus. O filme mergulha na origem do mal na visão religiosa obscurantista, mesclando-a com a raiz dos temores psicanalíticos do homem em relação à mulher.

O nome da floresta que o casal fica para o tratamento é, nada mais nada menos, que Éden, uma alegoria onde o casal voltaria exatamente às suas origens para descobrir a verdadeira face da natureza. Com um capítulo do filme denominado "O caos reina", vemos a intenção de Lars de mostrar que a natureza é cruel, e o caos domina a vida. Isso pode ser confirmado em diversas cenas do filme, incluindo uma importante em que a esposa presencia um ato natural de caça entre animais e isso a perturba. É em meio ao instinto primitivo, à crueldade da natureza, envoltos pela própria natureza, que os distúrbios de sua esposa acabam culminando na violência que incomodará muitos espectadores. 

Não entendeu o final? Lars Von Trier não quis explicar seu filme. E é melhor que não tenha uma explicação direta, Anticristo não é um filme para ser explicado. Deve ser enfrentado (com muita coragem), sentido, por uma espectador que teve cabeça aberta e coragem suficiente para presenciar mais uma obra-prima do cinema. Filme bom é aquele que faz pensar, questionar, onde você mesmo encontra seu próprio significado.

Comentários comentar agora ❯

Postado em 13/09/2009 15:16

UP - Altas Aventuras

 Percebo que a cada filme a Pixar se supera. Tanto em qualidade gráfica quanto em roteiro. E UP - Altas Aventuras demonstra ser mais uma grande evolução no trabalho da agora Disney/Pixar.

O filme começa mostrando a infância de Carl, um garoto que sonhava em ser um grande explorador e viver grandes aventuras, apesar de sua timidez. Certo dia, ele conhece Ellie, uma animada menina que compartilha das paixões dele. A amizade se torna uma bela história de amor que, infelizmente, não gerou filhos. Ellie morre e deixa Carl sozinho. Agora um vendedor de balões aposentado, ele vê a casa na qual conheceu e viveu com sua amada esposa sendo objeto de cobiça de grandes corporações.

Ameaçado de ser mandado para um asilo, ele resolve fugir dali com sua casa, amarrando centenas de balões a esta, com rumo às Cataratas do Paraíso, lugar onde o herói de infância dele e de sua esposa se aventurava e grande sonho da falecida Ellie. O que Carl não contava era com um pequeno clandestino a bordo, o jovem Russell, um prestativo, atrapalhado e rechonchudo escoteiro, ansioso para ajudar o bom velhinho. Os dois mal sabem os problemas e confusões que irão encontrar no caminho, que incluem um estranho pássaro e um cão "falante".

O grande segredo no roteiro de UP está na sua história que consegue ser comovente e ao mesmo tempo muito engraçada. Na sessão pude ouvir estrondosas gargalhadas dos adultos que assistiam o filme. Com personagens de personalidades muito bem trabalhadas, é impossível não rir só de olhar para a cara de bobão do cão falante ou do defeito na voz da coleira do cão vilão do filme.

No quesito técnico a Pixar dá um banho de experiência e sensibilidade. Com uma fotografia que consegue alternar entre o muito colorido e o tom sóbrio para criar o clima perfeito nas cenas. Algumas delas de tirar o fôlego. A riqueza de detalhes também impressiona, como a perfeição na unha de Carl, sua barba crescendo aos poucos durantes seus dias longe da civilização, e as fantásticas expressões faciais que conseguem dar realismo mesmo a um personagem que parece ser um boneco, mais uma grande característica do profissionalismo da Pixar.

As piadas também são muito inteligentes, algumas até incompreensíveis pelas crianças, como uma cena rápida que mostra os cachorros jogando cartas, fazendo alusão à famosa pintura de C. M. Coolidge. Dublado por Chico Anysio na versão brasileira, Carl ganha ainda mais personalidade com suas trapalhadas junto ao garoto gordinho Russell, onde mais uma vez a Pixar acerta, evitando o clichê da criança chata que apenas serve de âncora para os telespectadores infantis, mas sim tornando-a peça chave de toda a história.

Mesmo com alguns elementos clichês durante o roteiro (você já deve imaginar o que acontece com o vilão no final...), é um filme para rir do começo ao fim e se emocionar junto a uma boa companhia, resultado de um trabalho cuidadoso e meticuloso dos profissionais da Pixar.

Ah, e qualquer semelhança com a história do padre que se perdeu voando com balões será mera coincidência...

Comentários comentar agora ❯

Postado em 13/07/2009 22:19

Star Trek 2009

Confesso nunca ter acompanhado de perto a série Star Trek. Talvez por não ter vivenciado os anos em que a série teve seu auge, nos anos 60, e seus últimos longa-metragem não terem tido tanto impacto no público. De qualquer forma sempre tive conhecimento do conceito da série de usar física real na ficção científica, até mesmo usando de teorias que hoje fazem parte do dia a dia da ciência.

Porém ao assistir esta nova versão, entitulada simplesmente de Star Trek, senti a sensação de ter perdido todo esse mundo fantástico que a série proporciona, e que ganhou uma renovação total com o filme dirigido por J.J. Abrams. Conhecido pela famosa série de TV, Lost, J.J. Abrams vem demonstrando muita competência na telona com seus últimos filmes. Sua característica de tornar seus filmes muito intensos, bastante explorada no ótimo Cloverfield.

Abrams carregou enorme responsabilidade ao encabeçar este projeto de renovar uma série tão venerada pelos famosos Trekkers e conseguiu produzir um filme intenso, para qualquer tipo de público, até mesmo quem nunca ouviu falar da série. Qualquer deslize acrescentaria mais um desastre à lista dos últimos filmes fracos da série. E Abrams mais uma vez surpreendeu!

Este décimo-primeiro longa-metragem da franquia Star Trek gira em torno dos principais personagens da série clássica, mas com um novo e extremamente talentoso elenco. O filme acompanha a admissão de James T. Kirk (Chris Pine) na Academia da Frota Estelar, seu primeiro encontro com Spock (Zachary Quinto) e suas batalhas com romulanos provenientes do futuro, que interferem com a história.

Utilizando teorias da física, tempo, espaço e todos os elementos originais da série, Star Trek é um filme intenso, obtido com o artifício típico de Abrams de filmar com câmeras manuais criando um ritmo realista em todo o filme, efeitos especiais de primeira qualidade, sem exageros, mantendo a mágica do universo Star Trek.

O filme em todo momento respeita as leis básicas da física, onde as cenas de explosões no espaço exterior são conduzidas sem áudio, utilizando como artifício dramático e estratégico nas cenas. Esse detalhe pode ser muito bem apreciado na cena em que 3 tripulantes da Enterprise saltam da nave no espaço em silêncio absoluto, e à medida que entram na atmosfera do planeta, o som vai surgindo no momento certo criando uma das melhores cenas de ação do filme.

Mas o filme não é só efeitos especiais e ficção científica, e é aí que se sobressai o rico roteiro do filme. Utilizando os personagens principais e originais da série, Capitão Kirk e Dr. Spock ainda jovens, Abrams conduz o início de tudo com foco na relação de amor e ódio entre esses dois personagens tão distintos. Como se não bastasse o envolvimento que temos com a tripulação da Enterprise, ainda de quebra somos conduzidos por uma fantástica história de viagem no tempo que traz diversos embates filosóficos incluindo o famoso "Paradoxo do Avô" onde o encontro da mesma pessoa do passado com sua pessoa do futuro seria impossível em teoria.

Muita ação aliada a um roteiro inteligente e coerente, hoje raro em Hollywood. Um filme que consegue agradar qualquer tipo de público.

Comentários comentar agora ❯